19 Fev
Leia com atenção. Pode ser demorado, mas vale a pena - eu acho. Este post trata do Fórum Harmônicas Brasil, cuja terceira edição inauguramos em dezembro passado, com show do Diogo Farias e da De Blues em Quando, e que terá continuidade sexta, sábado e domingo próximos.
O Fórum é um evento único no PaÃs. Reúne grandes gaitistas e se propõe a ser uma referência da arte-educação, com foco especial na harmônica. Faço-o junto com o Luiz Carlos e o Diogo desde 2005, a custa de muito suor e canseira, mas com imenso prazer.
Sexta-feira que vem começa mais uma maratona dessas. Os shows serão no Centro Dragão do Mar, no Anfiteatro, sexta e sábado à noite. As aulas, sábado e domingo, pela manhã e à tarde, serão na Escola Viva Música Viva.
Veja quem vem:
    Otávio Castro - Carioca, filho do compositor Everardo Castro, Otávio Castro, 27 anos, iniciou-se na harmônica de
boca aos 15 anos. Entretanto já tinha contato com a música desde os nove anos, tocando percussão. Iniciou seus estudos de harmônica com Rodrigo Eberienos e posteriormente foi aluno do mestre e amigo MaurÃcio Einhorn.
    Considerado por muitos como um dos expoentes no Brasil na técnica batizada por ele mesmo denominou em português como sendo “o cromatismo na harmônica diatônicaâ€?, Otavio Castro alcançou um nÃvel técnico que atualmente o possibilita tocar diversos repertórios apenas utilizando uma harmônica diatônica afinada em C (dó) para todas as tonalidades, o que lhe rende anualmente uma série de workshops por todo o Brasil. Nesse sentido, o caminho que o músico vem percorrendo nos últimos anos é o da pesquisa e criação de novos horizontes para a harmônica diatônica, imprimindo o sotaque brasileiro a um instrumento que ainda é visto por alguns como um instrumento restrito ao blues.
    Otavio Castro lecionou inicialmente no Centro Integrado de Música (RJ) por quatro anos, em seguida recebeu convite para lecionar na Musiarte (RJ), onde ficou por mais dois anos. Em 2000, passou dois meses tocando intensamente em Nova Iorque, fazendo parte de trabalhos com músicos como Mark Whitfield, Deanne Witowisk e Hector Martingnon.
Teve oportunidade de participar de shows e gravações com algumas figuras representativas da música brasileira, tais como João Donato, Carlos Lyra, Carlos Malta, Márcio Hallack, César Nascimento e Chiquito Braga. Além disso, teve a experiência de gravar na novela “Cobras & Lagartos�, da Rede Globo, fazendo a gaita de um dos personagens.
Ivan Marcio - Ivan Marcio apaixonou-se pela gaita aos treze anos e um ano mais tarde, em 1991 ouvindo Elmore
James, sua paixão virou amor com o Blues, que se tornou companheiro inseparável deste gaitista paulista. Em 1999 inicia seu trabalho com os Irmãos Prado (Prado Brothers e Swing It! Blues), que em 2000 passa a se chamar Prado Blues Band que se tornaria em 2004 a banda revelação de Blues Nacional e pioneira em um estilo musical chamado de Jump Blues.
    Autodidata e apreciador de músicos como Sonny Boy Williamson II, Little Walter Jacobs, Flávio Guimarães, Charlie Musselwhite e alguns grupos vocais dos anos 50, apresentou-se pela primeira vez aos 14 anos e não parou mais. Passando em casas como o Bourbon Street Music Club, CIA Paulista de Blues, Sanja Jazz Bar, Ton Ton Jazz Club, Delta Blues Bar, Mr Blues Bar, Stones Blues Bar, Barfly, diversos SESCs pelo Brasil, entre outros.
 Muito solicitado para promoção de workshops pelo Brasil, formou-se em Pedagogia o que o auxilia nos cursos de Gaita do Projeto Juventude Cidadã em São Bernardo do Campo, formando mais de 100 alunos por ano - o que lhe rendeu elogios de Billy Branch.
    O gaitista já dividiu o palco com Howard Levy, Danny Vincent, Greg Wilson, J.J. Jackson, Eddie C. Campbell, Enrico Crivellaro, Nuno Mindelis, Donny Nichilo, Steve Guyger , Jammie Wood, Johnny Rover, Holland K. Smith, André Christovam, Flávio Guimarães, Solon Fishbone, Ruth London, Théo Werneck, Andréas Kisser e Billy Branch.
José Staneck - Desenvolvendo vários estilos, o gaitista José Staneck, procura aliar ao erudito sua formação popular e
jazzÃstica, sendo uma referência nacional. Tanto que já interpretou o Concerto para Harmônica e Orquestra, de Heitor Villa-Lobos, com as orquestras Sinfônica Brasileira, da ParaÃba, da Bahia, de Porto Alegre, Nacional e de Recife, sob a regência do maestro Carlos Veiga.
 Também atuou com a Orquestra Sinfônica Brasileira na regência de Silvio Barbato e Pró Música e Sinfônica de Curitiba com o maestro Alceu Bocchino. Ainda no erudito, executou a peça para Harmônica e Orquestra de Cordas do compositor Guerra-Peixe ao lado da Orquestra Jovem de Campos.
Seu aprendizado começou na Escola Nacional de Música do Rio de Janeiro. Fez curso de aperfeiçoamento para a Harmônica com MaurÃcio Einhorn, estudou Harmonia Funcional com Isidoro Kutno e estudou Análise Estética com o maestro e compositor H. J. Koeullreutter.
 É diretor da MUSIARTE - Curso Integrado de Música, uma escola, voltada para o ensino de Harmonia Funcional e Improvisação (Jazz, Rock e MPB). Atualmente realiza um trabalho bastante diversificado com a pianista Sheila Zagury. Com o Duo Santoro de violoncelos forma um inusitado trio.
Vitor Lopes - É possÃvel suingar tocando gaita? Vitor Lopes traz o seu trabalho cheio de musicalidade e bom humor. Com um repertório de clássicos do choro ou por suas composições, Vitor encanta por sua destreza e versatilidade. Com simpatia, envolve o público com suas histórias e sua música, atraindo sempre a cumplicidade da platéia. Afinal, quem é que nunca se aventurou a tirar um som de uma gaitinha?
    Vitor Lopes estudou gaita com um dos maiores mestres do instrumento, Omar Izar, instrumentista de renome internacional. Não satisfeito em dominar o pequeno instrumento, estudou violão erudito, harmonia, percepção, piano, arranjo, re-harmonização e improvisação. Quase vinte anos dedicados a um estudo sério e consistente, que se traduz nos três Cds que já produziu: Um trio ViraLata, de 2003; Vitor Lopes e Chorando as Pitangas e Viragem, segundo Cd do Um Trio ViraLata, ambos lançados em 2006.
    Já fez sete turnês pela Europa, onde se apresentou na França, Espanha e Bélgica. Representou a gaita brasileira em eventos tais como O ano do Brasil na França (2005), Harmonicales (França-2004 e 2007) e Harmoliége (Bélgica-2006). Também é muito requisitado em gravações de jingles e CDs, já tendo gravado com artistas consagrados como Chitãozinho e Xororó; Arnaldo Antunes; Belchior, e também com artistas da nova geração da MBP como Chico Saraiva e Quinteto em Branco e Preto, entre muito outros.
Guta Menezes - Gaitista e trompetista da banda do programa Altas Horas, de Serginho Groisman (Rede Globo), Guta
Menezes estudou harmonia com Isidoro Kutno, arranjo com Ian Guest e improvisação com Nelson Faria e Idriss Boudrioua. Também estudou harmônica com José Staneck e MaurÃcio Einhorn. Estudou Trompete no Conservatório Brasileiro de Música, com Paulo Mendonça e Nabor.
    No currÃculo, traz participações em trilhas sonoras para televisão: “Porto dos Milagres”, “Malhação”, “Laços de FamÃlia” e “Anos Rebeldes”, todas da Rede Globo. Ainda na TV, Participou da gravação do programa “Documento Especial”, do SBT, sobre Bossa Nova. Além disso, deu aulas nas escolas de música: Antônio Adolfo, Rio Música e no CIGAM.
    Tocou com Yuri Popoff, Los Hermanos e já gravou com Vittor Santos, Martinho da Vila, Y. Popoff, Rui Motta, Durval Ferreira, Ronaldo Diamante, Rio Jazz Orquestra, entre outros. Tocou na Orquestra do Maestro Paulo Moura, Victor Biglione e com o compositor e pianista João Donato.
 Participou da Orquestra da Avon, com a qual acompanhou a cantora americana Bárbara Hendrix, Rita Lee e Zélia Duncan. Em 2006 integrou a Rio Jazz Orquestra e ao lado de Flávio Paiva, Élcio Cáfaro e Ronaldo Diamante, integrou a banda Pindorama, com a qual lançou o CD “Belazarte e outras estóriasâ€?.
Flávio Guimarães - Em 20 anos de carreira, Flávio Guimarães produziu quatro CDs próprios e nove com o Blues EtÃlicos. Gravou dezenas de participações em discos de artistas dos mais diferentes estilos, tais como Titãs, Fernanda Abreu, Cássia Eller, Zélia Duncan, Luiz Melodia, Renato Russo, Zeca Baleiro, Fagner, Rita Lee, Kid Abelha, Ed Motta, Gabriel O Pensador e Alceu Valença, entre outros.
    O músico foi escolhido duas vezes por B. B. King para abrir seus shows no Brasil, em 1999 e 2004. Tendo participado dos principais festivais internacionais: Free Jazz, Rock in Rio II, Heinecken Concerts, Nescafé Blues e Natu Blues Festival, tocou com Buddy Guy em 1989 e 1991, com Magic Slim em 1993 e abriu a turnê brasileira de Robert Cray em 1997.
    Flávio mantém um constante intercâmbio com alguns dos melhores gaitistas do mundo. Realizou shows e gravações com Charlie Musselwhite, Howard Levy, Mark Hummell, Mark Ford e Sugar Blue. Participou da banda que acompanhou Taj Mahal no Brasil, dentro do Heinecken Concerts, em 1999. O show se transformou em especial da TV Cultura. Fez parte também das bandas de Brian Lee e Walter Wolfman Washington em seus shows no paÃs.
    Sua gaita pode ser ouvida em diversas trilhas sonoras e comerciais, destacando-se a novela das sete Bang Bang, da Globo.
Rick Estrin - O gaitista Rick Estrin, da mais famosa banda de jump blues da Califórnia, Little Charlie and The
Nightcats, é a grande atração do III Fórum Harmônicas Brasil. É a primeira vez que o músico pisa em terras cearenses, mas em 1995 com a Little Charlie and The Nightcats, quando fez shows no Rio de Janeiro e em São Paulo.
    Performático e com um visual caprichado - topete, bigode e óculos -, Estrin promete agradar ao público local com sua irreverência no palco e músicas originais e divertidas. Entre elas, My next ex-wife (“Minha próxima ex-esposa�), I can’t speak no Spanish (No hablo español), Poor Tarzan (“Pobre Tarzan�) e Me and my big mouth (“Eu e minha boca grande�). Vários astros do blues gravaram músicas dele, como Robert Cray, Koko Taylor e John Hammond.
    Em 2008, Estrin pretende lançar seu CD solo com ênfase na gaita e também está trabalhando em um DVD educacional. “Estou realmente empolgado com este projeto, pois, que eu saiba, nunca houve nada parecido ainda. Acredito que será de grande ajuda para todos os gaitistas�, disse em entrevista à revista Blues’n’Jazz. Além disso, assim que terminar a turnê pelo Brasil (Porto Alegre – 02/03; e Caxias do Sul/RS - 04/03), Estrin vai para a Europa com Little Charlie and The Nightcats para shows e festivais.
    A banda foi formada pelo consagrado guitarrista Little Charlie e Estrin, que eram colegas de escola, nos anos 70. Desde então, o quarteto, composto pela dupla mais J. Hansen e Lorenzo Farrell, já lançou nove CDs e uma coletânea, e excursionou por três continentes.
21 Dez
Tem marmota nova no ar e com o Ceará pelo meio, conforme atesta o blog do Ancelmo Gois:
Pelo telefone
Golpe novo na praça, mais um. Tocou o telefone na casa de um carioca. Do outro lado, uma voz avisou que era do SBT e que o interlocutor havia ganho um Celta. Para receber o prêmio, ele deveria ligar em 15 minutos para um número de celular que, pelo DDD, era do Ceará e depositar R$ 500 numa conta em nome de um certo Felipe Melo.
A potencial vÃtima não caiu. Mas o golpe está na praça, inclusive utilizando o nome de uma das maiores redes de televisão do Brasil.
21 Nov
OlhaÃ: já começou a contagem regressiva para a TV Digital. Dia 2 de dezembro começa a fase de experiência, em São Paulo.
Já imaginou como será legal assistir ao Faustão, ao SÃlvio Santos, à Hebe Camargo, à Luciana Gimenez, ao Gugu e à Ana Maria Braga, todos bem digitaizinhos? E depois ao Cidade 190, ao Rota 22, ao Barra Pesada…
Não estou aqui afirmando que a TV Digital é uma inutilidade, mas quero só deixar ressaltado que não adianta empurrar tecnologia se a programação da televisão continuar a bomba que é. Não mudando o conteúdo, a transmissão digital em TV será apenas “encadernação vistosa feita para iletrados”.
22 Out
Você ainda tem alguma dúvida sobre o funcionamento da TV Digital? Então confira abaixo um material que o Globo On Line preparou com o que o redator chamou de “as 10 questões mais comuns sobre o tema”. São informações bem úteis, elaboradas a partir de dados da Abert (Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão), Ministério das Comunicações e do especialista Alexandre Hashimoto, de O Globo e de O Globo Online. Pela pertinência do assunto, achei por bem publicá-lo na Ãntegra, em vez de colocar apenas um link.
1Â - Com a TV digital, a imagem vai melhorar?
Assim como a imagem dos filmes em DVD é superior à s dos antigos videocassetes, a imagem da TV digital tem qualidade de áudio e vÃdeo infinitamente superior à da TV convencional. O padrão de imagem da TV digital é a alta definição. Hoje, as transmissões analógicas de TV trazem uma resolução em torno de 500 linhas. Na alta definição, esta transmissão passará das 1080 linhas, ou seja, pouco mais do que o dobro. Para perceber esta qualidade gerada, é preciso adquirir um aparelho que tenha pelo menos este padrão de resolução de imagem (HDTV, SDTV ou full HD) e, mesmo assim, será preciso adquirir um conversor (decodificador chamado set top box) capaz de captar sinais da TV aberta digital. “As produtoras de programas de TV e as emissoras estarão certamente mais preocupadas com a qualidade da maquiagem de um ator, por exemplo, já quem tem televisor que permite o zoom (aproximação de imagem) vai ver os defeitos das cenas. No jogo de futebol vai podem checar que a falta foi mesmo dentro da área e até a qualidade do uniforme de um jogador. A TV digital vai beneficiar a dinâmica dos eventos em ambientes reais e o marketing neste mercado vai crescer”, especula o especialista Alexandre Hashimoto.
2 - Como será a interatividade na TV digital?
O sinal de TV digital não transmitirá apenas imagem e som, como acontece atualmente, mas também trafegará dados. Num primeiro momento, as emissoras poderão oferecer informações acessÃveis, a um clique na tela, pelo usuário, mas analistas consideram pouco o Ãndice de interatividade (de liberdade do usuário com a TV). Alguns exemplos: poderão ser consultadas na tela da TV informações sobre a grife que veste um ator, sobre o restaurante que aparece em um programa, sobre as marcas de artigos esportivos ou os patrocinadores de seu time de futebol preferido. O telespectador poderá, por exemplo, consultar diferentes câmeras que registram imagens de vários ângulos ou ouvir trechos da trilha sonora de uma novela. Filmes poderão ter transmissão em vários idiomas (closed caption) e programas educativos para crianças poderão personalizar o conteúdo para cada região do paÃs. Outra hipótese: imagine que você está assistindo uma entrevista na TV. Em determinado momento, aparecerá, sobre a imagem do entrevistado, um link onde você poderá obter informações sobre o currÃculo dele e outras informações. Funciona como num DVD.
3Â - Vou precisar trocar a TV para receber imagens digitais?
Não necessariamente. Se seu televisor não for muito velho, ele certamente será capaz de receber um conversor (decodificador semelhante à da TV a cabo) que permita receber imagens com qualidade superior. Simplificando: se sua TV tem entrada de áudio e vÃdeo (e não aquela com o canal 3 para ver DVD), você pode considerá-la uma saÃda para acesso em digital. Para quem vai comprar uma TV agora e quer entrar na onda digital - mesmo com definição padrão - é melhor esperar um pouquinho, porque os modelos digitais ainda não estão disponÃveis. Ou seja, comprar uma TV de plasma ou de LCD, por exemplo, não significa que o consumidor não precisará comprar o conversor. A indústria de eletroeletrônicos ainda deve começar a produzir aparelhos de TV já prontinhos para a TV digital.
4Â - Vou ter que comprar um conversor?
Sem os conversores, apenas os donos de aparelhos de TV com recurso Full HD (alta definição total) serão capazes de perceber 100% da melhoria de qualidade da imagem, como cores e nitidez. Ainda assim, estes usuários não conseguirão desfrutar de todos os recursos de TV digital - como interatividade, acesso grade de programação etc.
5Â - Quanto vai custar um conversor (set top box)?
Às vésperas do inÃcio das transmissões de TV digital em São Paulo, ainda não há resposta para esta pergunta. Desde o inÃcio de 2006, o governo federal, através do Ministério das Comunicações, tem oferecido subsÃdios para a fabricação destes conversores no Brasil e tem testado modelos adotados em alguns paÃses, como a Ã?ndia, na expectativa de baratear a produção e, conseqüentemente, oferecer preços competitivos para o consumidor. Desde então o ministro das Comunicações Helio Costa tem afirmado, em mais de uma ocasião, que os conversores não custarão mais do que R$ 200, mas analistas de mercado e fabricantes de eletroeletrônicos consideram preços que variam de R$ 300 a R$ 450. Portanto, não é preciso correr. Até a segunda semana de outubro, nenhuma das empresas envolvidas nas negociações com o governo deixou claro quais serão as projeções de custos para estes conversores. O mercado e a concorrência vão ditar o preço.
6 - Em quanto tempo a TV digital vai substituir a TV analógica?
O governo trabalha com um prazo de dez anos - depois desse prazo, os canais analógicos serão “devolvidos” para o governo -, mas o tempo pode ser maior: 15 ou 20 anos para a morte da TV analógica é um prazo razoável. Nos Estados Unidos, o prazo de migração definitiva dos padrões acabou oficialmente em 2006, mas já foi prorrogado por mais três anos.
7 - Vou ter mais canais à disposição?
Sim. No espectro da TV digital cabem mais canais do que no padrão analógico, por causa da alta taxa de compressão da tecnologia. Onde antes havia um canal em TV analógico será possÃvel comportar até oito canais em digital. Ou, em outro viés, poderão existir mais canais em alta definição. Durante o anúncio do padrão escolhido pelo governo, divulgou-se que o Brasil ganhará mais quatro canais públicos - um do Executivo; um da Educação, para educação a distância e para professores; um da Cultura, com produções regionais; um de Cidadania, com transmissão de programas das Assembléias Legislativas, Câmara de Vereadores e associações comunitárias.
8 - Como será a relação da TV digital com a internet? Vou acessar a rede mundial de computadores a partir do meu televisor?
A TV digital permite a interatividade em nÃveis mais avançados, inclusive acesso à internet. Mas não neste primeiro momento. Por enquanto, a interatividade será de mão única: as emissoras poderão complementar as transmissões, mas o telespectador não poderá enviar informações em grande volume de volta para a emissora. A tecnologia, no entanto, permite que a interatividade seja em mão dupla, mas ainda não estão definidos quais serão os padrões de rede (wi-fi, ADSL ou cabo) que permitirão o retorno da interação consumidor-emissora.
9 -Â Vou poder acessar a TV pelo celular?
Sim, mas não imediatamente. Para que a TV digital chegue aos celulares, o mercado deverá vender modelos de telefones capazes de captar os sinais de TV aberta digital e de reproduzir este conteúdo - o que ainda não acontece no Brasil. Quando o governo brasileiro e os institutos tecnológicos estudaram o padrão de TV digital existente que seria adotado no paÃs, uma das exigências técnicas era que a tecnologia escolhida permitisse a portabilidade - não só para celulares, mas também para outros eletrônicos portáteis. Neste ponto, o padrão japonês escolhido prevê a recepção de programas de TV nos aparelhos celulares, mas o mercado brasileiro ainda não tem aparelhos com essa capacidade.
10 - Poderei gravar o que será exibido pela TV digital?
Por enquanto não. As geradoras de conteúdo (emissoras e produtoras de TV) discutem há meses com o governo, representado pelos ministérios da Cultura e das Comunicações, formas de bloquear a reprodução do conteúdo da TV digital sem impedir o usuário de ter acesso ao que deseja. A polêmica gira em torno do uso de gravadores digitais de DVD, dos modelos de televisores que já possuem espaço para gravações em memória e da quantidade de licenças que cada telespectador pode ter de gravação de um conteúdo. Até a primeira quinzena de outubro a questão permanecia indefinida.
24 Set
Recebi de uma colega que muito admiro e que faz tempo que não vejo, Cleide Castro:
“Os radialistas Jorge Canalito e Paulinho Leme, que atuam no segmento FM há 20 anos, lançam amanhã (25) o livro ‘Rádio FM. Em Fortaleza é outra História!’. Trata-se de um resgate da história do FM desde os seus primórdios, o auge nos anos 80, personagens locais e de destaque nacional, até a chegada da era digital. Atenão especial é dada à s pioneiras FM 93,9 (Verdes Mares FM) e FM 95.5 (inicialmente, FM do Povo), relatando suas estruturas, programas e locutores que fizeram história.
O lançamento acontece durante o evento comemorativo do Dia do Rádio e do Radialista, promovido pela Acert – Associação Cearense de Emissoras de Rádio e Televisão, e entrega do Prêmio Acert de Propaganda em Rádio 2007, marcado para as 20h, no Hotel Vila Galé. A entidade também vai anunciar os vencedores do Prêmio Acert Revelação em Rádio e Televisão, apontados pela pesquisa realizada em agosto junto à s 147 emissoras associadas”.
Acredito que seja um daqueles livros que, lendo, a gente fica com saudade de um tempo bom e de programação com qualidade.
4 Set
Existe alguém mais chato que apresentador de programas de vendas pela TV?! Duvido!! O pessoal da Polishop então se supera. Agora mesmo, um idiota-que-pensa-que-também-somos-todos-idiotas estava apresentando as “enormes” vantagens do grill George Foreman. Cortou um naco de carne e deu para uma idiota-que-também-pensa-a-mesmÃssima-coisa provar. Ela se saiu com essa pérola, e, o que é pior, de forma bem enfática: “tem um sabor indescritÃÃÃÃvel!!!”. Aà não aguentei: mudei de canal e jurei nunca nem passar em frente de um grill George Foreman.
24 Ago
Como diria Lenine, “já deu minha hora e eu não posso ficar/tchau!/a lua me chama, eu tenho que ir pra rua/tchau!”. Mas deixo com você uma crônica que tem muito a ver com certos universos masculinos.
E, finalizando com um trecho da mesma música do Lenine, “não demora eu tô de volta”. Tchau!
Crise de meia idade
Quando eu completei 25 anos de casado, olhei para minha esposa e disse:
- Querida, 25 anos atrás nós tÃnhamos um fusquinha caindo aos pedaços, um apartamento menor que uma caixa de fósforos, dormÃamos em um sofá-cama e vÃamos televisão em uma TV preto e branco de 14 polegadas. Porém, todas as noites eu dormia com uma gostosa de 25 anos. E agora que nós temos uma mansão, duas Mercedes, uma cama super king size e uma TV de plasma de 50 polegadas, eu estou dormindo com uma velha de 50 anos. Me parece que você é a única que não está evoluindo…
Minha esposa, que é uma mulher muito sensata, disse-me então para sair de casa e achar uma gostosa de 25 anos de idade que quisesse ficar comigo, e que se isso acontecesse, ela com o maior prazer faria com que novamente eu vivesse em um apartamentozinho, dormisse em um sofá-cama e não dirigisse nada mais que um fusquinha velho caindo aos pedaços.
Achei melhor me calar e ir dormir, afinal, estas mulheres mais maduras realmente sabem como resolver uma crise de meia-idade.
8 Ago
O artigo abaixo foi publicado no O Globo. Para quem não sabe, o autor, Ali Kamel (apesar desse nome aljaziriano), é diretor-executivo de jornalismo da Rede Globo.
Ou seja, é quem, junto com o Carlos Henrique Schroeder, diretor-geral de jornalismo da empresa, pauta o noticiário do Brasil todo - achemos ruim ou não:
“A grande imprensa
- Ali Kamel -Â
A grande imprensa está sob ataque. Não do público, que continua considerando o jornalismo que aqui se produz como algo de extrema confiabilidade, conforme atestam pesquisas de opinião recentes. Os ataques vêm de setores autoritários e antidemocráticos, que diante do noticiário, sentem-se ameaçados. Esses setores consideram que só é notÃcia aquilo que, em nenhuma hipótese, atrapalha os seus planos de poder. Não importa que alguns acontecimentos lhes sejam embaraçosos; importa que ou não sejam noticiados ou sejam levados ao público de tal forma que o efeito, para eles, seja positivo ou neutro. Já disse uma vez: isso não seria jornalismo, mas propaganda. Evidentemente, em seus ataques eles não deixam transparecer essa verdade. Tão logo surge um evento que eles consideram desvantajoso, começam a gritar, dizendo que não é o evento que lhes faz mal, mas a cobertura da grande imprensa. Costumam seguir o seguinte padrão: mentem, atribuem à grande imprensa coisas que ela não fez e denunciam conspirações que não existem. Sempre num tom indignado, dourando a grita com defesas “apaixonadasâ€? da liberdade de expressão e do que chamam de democratização da mÃdia. Um disfarce. Às vezes, publicam livros, financiados por partidos, com estudos pseudocientÃficos como os que tentam demonstrar que, em 2006, os jornais penderam pesadamente a favor de Alckmin e contra Lula, no noticiário eleitoral. Tais estudos se esquecem apenas de contar que todo o noticiário sobre o mensalão e outros escândalos foi considerado prova de desequilÃbrio contra Lula. Ora, se é assim, qual seria a alternativa para que o estudo apontasse equilÃbrio? Não noticiar os escândalos? Mas isso sim seria perder o equilÃbrio e a isenção. É uma tautologia, mas, na atual conjuntura, vale dizer: o jornalismo só é livre e independente quando não depende de nenhuma fonte exclusiva de financiamento. Quanto mais variadas forem as fontes de recursos que sustentam um jornal, uma revista, um portal de internet ou uma emissora de rádio e televisão, mais livres e independentes serão esses veÃculos. O leitor pode fazer o teste. Veja os anunciantes da grande imprensa e verifique: a variedade é tanta que o veÃculo não depende, nem de longe, de ninguém isoladamente para sobreviver. E por isso é livre. E por isso é independente. O leitor poderá fazer outro teste. Procure algum veÃculo que se diga livre e independente e ao mesmo tempo se dedique costumeiramente a atacar a grande imprensa e a defender este ou qualquer governo. Veja os anunciantes. Eles são poucos e a concentração, grande. Quase sempre, será propaganda governamental. Se o veÃculo for um portal de internet, verifique quem são os controladores: fundos de pensão de órgãos do governo.
Portanto, livre mesmo, só a grande imprensa. Só ela tem os meios para investir em recursos humanos e tecnológicos capazes de torná-la apta a noticiar os fatos com rapidez, correção, isenção e pluralismo, sem jamais se preocupar se o que é noticiado vai ser bom ou ruim para este ou aquele cliente, para este ou aquele governo. A grande imprensa sabe que o seu compromisso é com o público, que lhe dá a audiência que lhe traz a publicidade. A grande imprensa sabe que o público exige informação de qualidade e que não pode ser enganado. O grande público é o que faz as suas escolhas cotidianas de acordo com o que é melhor para si, é o mesmo que tem discernimento para votar, para eleger seus governantes. Consumidores exigentes, grande público e cidadãos conscientes não são três entidades distintas, mas uma única realidade.
Na cobertura da tragédia da TAM, a grande imprensa se portou como devia. Não é pitonisa, como não é adivinha, desde o primeiro instante foi, honestamente, testando hipóteses, montando um quebra-cabeça que está longe do fim. A nação viveu um descalabro aéreo nos últimos dez meses? Então é necessário testar qual o impacto dessa desordem no acidente (e, hoje, ouve-se o ministro da Defesa dizer que a prioridade não é mais o conforto ou a ausência de filas, mas a segurança, uma admissão cabal de que, antes não era assim). A pista de Congonhas estava escorregadia (a ponto de, no dia anterior ao desastre, uma aeronave deslizar até um canteiro e outra quase se espatifar no fim da pista)? Então é preciso verificar se a pista foi fundamental no desastre. Chegam informações de que a manutenção da TAM é falha? Então é preciso saber como estava o avião acidentado (e descobrir que ele voava com o reverso pinado). A análise da caixa-preta ficou pronta? Então é preciso tentar revelar o seu conteúdo e mostrar que uma falha do piloto pode ter sido a causa do acidente. É a grande imprensa que noticia tudo isso, passo a passo, tendo apenas em mente informar o grande público, sem pensar no impacto negativo ou positivo que isso terá para o governo ou para a companhia aérea.
É assim aqui, é assim em todas as democracias. Quando do furacão Katrina, a imprensa americana, num continuum, testou muitas hipóteses: noticiou que aquela era uma tragédia anunciada, mostrou que houve cortes federais para obras urgentes nos diques que se romperam, denunciou a inépcia do governo no socorro imediato à s vÃtimas. E a única coisa que o governo fez foi se defender, com dados e argumentos. O público pôde julgar quem estava com a razão. Ninguém ouviu de aliados de Bush que a mÃdia queria derrubá-lo, provocar o seu impeachment, desestabilizar o seu governo.
Já aqui, temos de conviver com essas bazófias. Porque aqui, ao contrário de lá, há quem queira que a informação esteja a reboque de projetos de poder.”
Ao reproduzir o artigo de Ali Kamel, não faço aqui, ao contrário dele, uma defesa da chamada grande imprensa (aliás, o que é a “pequena imprensa”?). Jornalões e mega-redes de TV têm, sabemos todos, falhas aos montes. Mas também acertam, devemos reconhecer. O que me atrai é a extemporaneidade da essência do texto de Kamel, a qual talvez ele nem tenha notado. Mudando personagens, cenários e circunstâncias, creio que valeria desde o primeiro reinado do primeiro faraó.
No Brasil, então, nem se fala.
29 Jul
O Casagrande com a bola nos pés era um bom jogador, mas com um microfone à boca é uma lástima. Recentemente, ele cometeu mais uma gafe daquelas. Durante a transmissão de um jogo na Globo, disse que os programas esportivos da televisão brasileira valorizam os gols dos atacantes e desprezam as defesas dos goleiros.
No programa Globo Esporte, para ficar num exemplo dentro da emissora que paga o salário do Casagrande, há uma sessão à s segunda-feiras, chamada muito apropriadamente “Muralha”, que exibe as defesas mais incrÃveis feitas pelos goleiros na rodada do final-de-semana.
29 Jul
O texto abaixo foi enviado pela jornalista Rebecca Fontes. É meio longo mas não é chato. Vale a pena lê-lo.
“Midia brasileira é obsessiva”, afirma psiquiatra alemão pai do “Geburtschaf”
Fernando Carvalho, da EFF, Madrid
“Toda a obsessão é um mal da mente. Nesta nova viagem que faço ao Brasil encontro os jornais brasileiros ou melhor, seus chefes de redação, acometidos de uma moléstia mental coletiva que beira a obsessão”.
“Tudo, absolutamente tudo, para eles é culpa do presidente do paÃs.”
Rindo bastante, entre uma caipirinha e outra, foi assim que Heinz Von Achlochstrecher, 79, famoso psiquiatra suÃço, radicado na cidade de Ulm na Alemanha, comentou as noticias que leu nos jornais de hoje, no hall do Hotel Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, onde está hospedado em visita de férias ao Brasil.
“Essa história do assessor do Lula que foi filmado fazendo gestos obscenos, por entre as cortinas de seu próprio escritório, é um caso raro.”
Para o psiquiatra, autor de vários best-sellers como “Eu quero que o mundo seja assim” e “Nicolau, agora pára com isso e larga do meu pé”, ter a imprensa ligado a cena dos gestos obscenos ao anuncio de que um avião tinha apresentado problemas mecânicos, sem haver um áudio comprovando isso, é absolutamente doentio.
“A obsessão por culpar o presidente por tudo expõe esses jornalistas ao ridÃculo”.
“Depois de passar três dias inteiros de manhã à noite culpando o governo pela falta de umas ranhuras que só 5 pistas de aeroporto possuem em todo o paÃs, a mÃdia, em vez de fazer auto-crÃtica quando o vice-presidente técnico da TAM revelou que o avião estava com o reverso desligado no momento do pouso, sai como louca em busca de uma nova imagem sensacionalista para desviar a atenção do público para a cena que repetiu setenta e duas horas seguidas, sem descanso, sobre as tais “ranhuras indispensáveis”, afirmou o Prêmio Nobel de Psiquiatria de 1988.
“Podia ser o Lula tirando meleca. Podia ser Dona Marise limpando o sapato depois de pisar em cocô de um dos cachorrinhos do presidente. Podia ser qualquer coisa, contanto que desviasse a atenção. Quis o destino que fosse o tal assessor, fazendo ‘top-top’ atrás da cortina do seu escritório… Então, desce o pano rápido e vamos de assessor!”
“Escondam imagem do avião correndo a velocidade três vezes a normal na pista”.
“Escondam essa história de reverso quebrado e desligado”.
“Mostrem o Marco Aurélio fazendo top-top, rápido!”
“Esse caso parece a versão do capitalismo que nos irradiava dia e noite a televisão da ex-RDA (Alemanha Oriental) . Tudo para eles era culpa do capitalismo!”
Disse Von Achlochstrecher que no Brasil a censura é muito maior forte do que sob o comunismo soviético, pois aqui as chefias de redação usam métodos empresariais para exercer a censura, que são muito mais eficientes do que os velhos censores estatizados e burocráticos.
Mandar cinegrafistas ficar nas janelas do Palácio do Planalto filmando as janelas dos escritórios para pegar alguém coçando prurido anal, o buraco do nariz ou da orelha é uma atitude que denota absoluta falta de controle emocional e uma obsessão que pode ser contagiosa.
Comendo uma “casquinha de siri” abraçado com uma jovem afro-descendente vestido com a camisa do Flamengo, o velho psiquiatra termina a entrevista desafiante: “Em vez de obsessão por Lula, esses jornalistas deveriam transformar toda essa energia em obsessão saudável pelo sexo oposto, como essa que me faz correr 45 minutos todos os dias e ainda dar conta da Licimara, que vive comigo em Berlin há quase cinco anos… Todos os dias!”
20 Jul
Ontem à noite, um avião da Gol estourou um pneu no momento da aterrissagem no aeroporto de São LuÃs.
Já-já a oposição e os jornalistas tucanos vão cobrar um pronunciamento do presidente Lula em rede de rádio e televisão.
17 Jul
Ainda bem que o Thiago Pereira ganhou hoje duas medalhas de ouro (no revezamento 4×200m e no 400m medley) nos Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro.
Já não aguentava mais ver só o Diego Silva, medalhista de ouro no taekwondo, em tudo que era programa de rádio e televisão.
29 Jun
Se você tem mais de 35 anos, certamente já ouviu falar de Solange Maria Teixeira Hernandes, a mãe de todas as censuras nos piores anos da história recente do Brasil. À frente do Departamento de Censura e Diversões Públicas da PolÃcia Federal, dona Solange “Tesourinha” (a alcunha já diz tudo) censurava filmes, peças de teatro, programas de televisão, o escambau. Tudo em nome do estado, da famÃlia e da igreja.
Pois agora quem se veste de dona Solange é a Justiça, que voltou a proibir a veiculação do vÃdeo da Daniela Cicarelli no You Tube. Apesar de mais essa derrota, os advogados do site informam que vão recorrer da decisão. Enquanto essa data não chega, fique com a letra da música “Solange” com a qual Léo Jaime e Leoni “homenagearam” a censora-mor. A música é uma versão de So lonely, do Sting.
Eu tinha tanto pra dizer
Metade eu tive que esquecer
E quando eu tento escrever
Seu nome vem me interromper
Eu tento me esparramar
E você quer me esconder
Eu já não posso nem cantar
Meus dentes rangem por você
Solange, Solange
É o fim Solange
Eu penso que vai tudo bem
E você vem me reprovar
E eu já não posso nem pensar
Que um dia ainda eu vou me vingar
Você é bem capaz de achar
Que o que eu mais gosto de fazer
Talvez só dê pra liberar
Com cortes pra depois do altar
Solange, Solange, Solange
É o fim, Solange
Solange, ah! Ah! Solange
Pára de me censolange
Ye ye ye
I feel so lonely
Ye ye ye
So so so, lan lan lan
Solange, Solange, Solange
É o fim Solange
23 Jun
Churrascaria é tudo igual, certo? Errado. A Picanharia, na Washington Soares em frente ao Siará Hall, tem o Gutemberg B. de Paiva. Natural de Alagoa Grande (PB), ele é um dos garçons do local. Tem 47 anos, dos quais 27 de Fortaleza. Quando trabalhava na Chopizza do Iguatemi, conheceu o cineasta e gente-boa Eusélio Oliveira, que lhe fez a cabeça para fazer os cursos de cinema, vÃdeo e fotografia da Casa Amarela. Foi lá e fez, mas nunca se interessou muito. A sua praia é outra. Adora recitar sonetos. Assim, enquanto serve com lhaneza espetinhos de carne de sol, de picanha, de coração de frango e cerveja bem gelada, Gutemberg recita trechos de poemas de Augusto dos Anjos, padre Antônio Tomás, Jáder de Carvalho, Francisca Clotilde. Tem uma memória prodigiosa e um jeito só seu de interpretar os sonetos que desfia com os olhos brilhando.
Numa terra onde não existe churrascaria sem os seus indefectÃveis aparelhos de televisão ligados no programa do Luciano Huck, ouvir alguns sonetos de gente do naipe acima não deixa de ser um diferencial altamente positivo.
PS: Além de Eusélio Oliveira, o jornalista Reginaldo Pequeno Vasconcelos também viu muita coisa de diferente naquele garçom de olhos brilhantes. Tanto assim que, em seu livro “Traços de Memória, Laços de ProvÃncia”, cita o nome dele, “na página 93″, me diz o Gutemberg.
21 Jun
A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) está tentando censurar o Estado naquilo que é seu papel, quando esperneia contra a classificação indicativa da programação veiculada na telinha.
Sobre o assunto, recomendo a leitura do post Classificação indicativa: Lei americana só permite “foda-se” entre 10 da noite e 6 da manhã, no blog Vi o Mundo, do Luiz Carlos Azenha.
18 Jun
Quinta-feira que vem, às 20h30min - vai atrasar o Jornal Nacional, né? - o PSDB terá quatro minutos em cadeia de rádio e televisão.
Estão até convocando a militância, por carta, para ver o programa.
Pode ter certeza que a zanga do senador Tasso Jereissati, presidente nacional do PSDB, contra o colega Aloizio Mercadante (PT-SP) não está na pauta.
7 Jun
A tÃtulo de defesa da liberdade de expressão e de condenação à censura, Jô Soares iniciou seu programa de ontem com uma bem produzida peça de ficção, puxada para o emocional, sobre as manifestações em Caracas por ocasião do encerramento das transmissões da RCTV. Isso seguido de um discurso que beirou o patético, pelas inverdades que continha, mas também porque o apresentador tanto pedia palmas da platéia como ele mesmo se aplaudia.
Sobre o assunto, prefiro a avaliação de Bernardo Cassen, diretor geral do jornal francês Le Monde Diplomatique, reproduzida em artigo traduzido pela sÃtio Observatório do Direito à Comunicação.
Alguns trechos:
O caso gravÃssimo em questão é a não-renovação, pelo governo venezuelano, da concessão de 20 anos, que se esgotou no dia 27 de maio, de um canal de televisão privado: a Radio Caracas Televisão (RCTV), para instalar em sua freqüência hertz um canal de serviço público. Isso quer dizer: exercer o direito soberano de cada Estado de dispor dos bens públicos raros que são as freqüências hertz.
Atentado aos direitos humanos, à liberdade de expressão, censura, deriva autoritária, totalitária – até fascista – toda a panóplia do vocabulário em uso há vários anos contra o governo de Hugo Chávez foi utilizada novamente, de forma maciça, nessas circunstâncias.
Logo de cara, o tom é dado: “O presidente Hugo Chávez ordenou o desaparecimento da RCTV”. Não, a RCTV não “desaparecerá”: ela pode continuar a transmitir por cabo, pela internet e por satélite, e o fará sem dúvida alguma. Mas, como a lei prevê, sua freqüência hertz e seu alcance nacional retornarão ao serviço público quando expirar a concessão de que se beneficia. Ou será que essa concessão de duração limitada da RCTV era, de fato, de duração ilimitada? E isso, fechando os olhos à s inúmeras infrações cometidas e que lhe valeram, por exemplo, o fechamento por um prazo de 24 horas a três dias, não pelo governo Chávez, mas em 1976, 1980, 1981, 1989 e 1991 – pelos predecessores social-democratas ou democrata-cristãos.
5 Jun
Nome dos mais marcantes da era de ouro do rádio e da televisão cearenses, quando as transmissões da antiga TV Ceará, canal 2 ainda engatinhavam e quando Didi Mocó Sonrisal Colesterol Novalgina Mufumbo era apenas um jovem advogado chamado Renato Aragão, Joseoly Moreira enveredou por esses caminhos da Internet.
E lançou seu blog. Com a verve que marcou criações como o programa “Bola de Meia”, referência do humor (do melhor, aliás) no nosso rádio.
Confira aqui. Você vai gostar
28 Mai
Por falar em adultério, aà vai uma piadinha para desopilar o ambiente:
Uma galinha põe um ovo de meio quilo. Jornais, televisão, repórteres….todos atrás da galinha.
- Como conseguiu esta façanha, Sra. Galinha?
- Segredo de famÃlia…
- E os planos para o futuro?
- Pôr um ovo de um quilo!
As atenções se voltam para o galo.
- Como conseguiram tal façanha, Sr. Galo?
- Segredo de famÃlia…
- E os planos para o futuro?
- Matar o avestruz!!!
24 Mai
Acordar tarde na semana tem dessas coisas de você ligar a televisão e dar de cara com a Ana Maria Braga. O que é aquilo, meu Deus?! A mulher tá toda repuxada. Até parece que o carro em que ela andava deu um freio brusco e toda a pele do rosto foi parar atrás do pescoço. Ela fala e você não vê a boca se mexer!!