Sobretudo

Para refletir e opinar

Com Luiz Carlos de Carvalho e Roberto Maciel

Dia animado

Trouxe a nota abaixo do Blog do Roberto Maciel, no qual - perdoem-me, mas escreverei essa besteira pela pentelhonésima vez - faço minha carreira solo:

“Duas sobre a corrida eleitoral em Fortaleza, ambas marcadas no calendário para amanhã:

1) O PSDB se reúne às 9h com a senadora Patrícia Saboya. Na pauta, propostas para compor o projeto da candidata do PDT para governar Fortaleza;

2) O PR lança às 10h, no Comitê de Imprensa da Câmara Municipal de Fortaleza, o empresário Roberto Matoso, que foi secretário do Empreendedorismo na gestão Lúcio Alcântara, como vice na chapa liderada pelo deputado estadual Adahil Barreto”.

Pimentel no Ministério

Informação que trago do Blog do Roberto Maciel:

“Confirmado hoje de manhã (…): o deputado federal do Ceará José Pimentel (PT) é o novo ministro da Previdência. Um reconhecimento da gestão Lula à operosidade de Pimentel.

Enfim”.

Veja em outra Época

Texto que eu trouxe do meu Blog do Roberto Maciel, no qual, vou dizer pela enésima vez, faço minha carreira solo. O título de lá foi “Veja: é a Época”:

“A revista Veja, quem diria, está sendo agora pautada pela concorrência.

Após lerem a revista Época da semana passada, os editores de Veja decidiram mandar um repórter para Fortaleza, cavoucar informações sobre contratos da gestão Cid Gomes (PSB) com empresas de táxi aéreo.

O serviço ficou a cargo de Leonardo Coutinho, da sucursal de Salvador (BA). Coutinho é especialista em questões ambientais e antes trabalhava para a publicação em Belém (PA).

Quem defende a tese de que os ataques a Cid têm, na verdade, o objetivo de atingir uma possível candidatura do irmão dele, o deputado federal Ciro Gomes (PSB), à Presidência da República em 2010, ganhou um argumento extra. É que a Veja tem sintonia finíssima com os tucanos de São Paulo, que não querem ver Ciro nem pintado de ouro”.

A Secretaria do Turismo do Ceará e o Banco do Nordeste assinarão segunda-feira que vem Termo de Cooperação Técnica para dar uma força na implantação do que é chamado no mercado turístico de “pousadas de charme�. A grana é boa: R$ 100 milhões, que sairão do Financiamento aos Acionistas de Turismo (Finactur) e do BNB. A aplicação nos empreendimentos é prevista para os próximos quatro anos.

As tais “pousadas de charme” são meios de hospedagem com diárias mais caras do que as convencionais, voltadas para um público de alta renda que quer luxo em ambientes menores e mais exclusivos. Coisa pra gente fina, então.

E aí em me lembro de uma pousada em que fiquei uma vez na praia de Barra Nova, em Cascavel, no litoral leste desse nosso Ceará véio de guerra.

Parei o carro em frente, abri o porta-malas e comecei a por as bagagens na calçada. O dono veio lá de dentro e perguntou:

- Quer que leve as coisas, minha jóia?

Totalmente sem charme - fora o fato de que até carrinho de bebê havia entre as minhas tralhas. E eu, para não perder o ritmo, respondi também sem me apegar a charme nenhum:

- Abaica aí, meu peixe!

O Leão não merece isso

Publiquei agora a pouco no Blog do Roberto Maciel, onde faço a minha carreira solo: 

“Nada contra a torcida do Fortaleza Esporte Clube. Longe disso, aliás, tudo a favor: há muita gente boa ali. Conheço exemplos formidáveis de pessoas apaixonadas pelo “Clube da Garotadaâ€?, que veste a camisa tricolor com amor e orgulho, respeito, ética e responsabilidade. Formidáveis e admiráveis, ressalto. Não torço time nenhum, mas considero-me, diga-se, um simpatizante do Fortaleza e costumo ficar feliz com suas vitórias.

Além disso, os leoninos estão de bem com a vida, sobretudo após o time dar de 3 x 1 no Ceará, domingo passado.

Mas daí para se considerar a torcida do Leão como “patrimônio� da cidade, coisa que fez hoje a Câmara Municipal, é outra conversa. A proposta, do vereador Addler Pinheiro (PMN), que ganha dinheiro como dono da Torcida Uniformizada do Fortaleza (TUF), é no mínimo legislação em favor próprio.

Addler vai para a disputa eleitoral deste ano com um amparo indevido assegurado pelos próprios colegas, que não tiveram coragem de contestar a idéia.

E argumentos há, fortes e simples. Um deles é o de que há na cidade torcidas do Ceará, do Ferroviário, Calouros do Ar (eu entre esses poucos), do Tiradentes e, quem sabe, do América e do Uniclinic e que aquele projeto, por causa disso, é, no mínimo, a abertura de porta para uma montanha de outras inocuidades.

A torcida do Fortaleza não merece se usada assim, definitivamente não merece. Melhor que ficasse protegida desse tipo de política.

Mas ano eleitoral tem dessas coisas mesmo. Oportunistas de todos os lados”.

Que coisa!

Publiquei agora a pouco no Blog do Roberto Maciel:

“Pesquisa CNT/Sensus divulgada hoje indica que Lula obteve este mês a melhor avaliação popular desde quando assumiu o governo, em 2003.A gestão tem uma avaliação positiva de 52,7%, enquanto Lula teve seu desempenho pessoal aprovado por 66,8% dos entrevistados. Com cartão corporativo e tudo, diga-se, já que 64,1% dos pesquisados afirmaram ter conhecimento do caso.

Vale a pena esperar para saber o que tucanos e democratas acham disso”.

Na falta do que falar…

Diga-se tudo do chefe da Guarda Municipal de Fortaleza, o xerife Arimá Rocha, menos que ele é um sujeito habilidoso.

Quando as arquibancadas do carnaval da Avenida Domingos Olímpio desabaram, a primeira boca que se abriu para dizer asneira foi a dele: Arimá levantou a suspeita de sabotagem, mesmo havendo indícios claros de que o motivo foi negligência na montagem (?) daquilo (veja os posts Nota do acidente anunciado, escrito pelo Luiz Carlos, e Silenzio, hay barulho, de minha própria autoria por causa de que fui eu mesmo que fiz). Se fossem montadas de Lego seriam mais seguras.

Pois dando uma bilada em outros blogs, passei pelo do ex-governador Lúcio Alcântara. Lá, num post que ele escreveu de Portugal, onde se encontra, em 24 de janeiro, está mais uma descatitada em cima do Arimá:

“Números
Fortaleza entra no Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania(Pronasci). A Prefeita de Fortaleza, segundo leio nos jornais, viajou a Brasília com a finalidade de assinar o referido convênio com o Ministério da Justiça. Ótimo, esta é uma boa notícia.No jornal Diário do Nordeste, edição do dia 23, em
matéria sobre o assunto, há declaração atribuída ao Diretor Geral da Guarda Municipal, Arimá Rocha, afirmando que a demonstração da maquiagem dos números sobre a violência no Governo passado, ajudou a convencer os responsáveis pelo Pronasci a incluir Fortaleza no Programa.Tinha o Dr. Arimá como pessoa séria e responsável. Levianos afirmaram o mesmo há algum tempo, sem jamais comprovarem o que diziam. Na ocasião, lancei um repto para que provassem o que diziam. Não o fizeram, pois não era verdade. Maquiagem, tal como a expressão foi usada, significa distorção, alteração criminosa dos dados. Isso nunca ocorreu no Governo passado.

A inclusão da cidade de Fortaleza no Pronasci é um fato auspicioso. A calúnia, dispensável.”

Cá entre nós - mas muito cá mesmo, que é pra eles não ouvirem: do jeito que vai, Arimá acaba ganhando do Acrísio Sena. Em com louvor.

E haja susto

Post que publiquei agora a pouco no blog que mantenho em minha carreira solo, o Blog do Roberto Maciel e que transplanto para você, leitor do Sobretudo:

“O pré-carnaval do Tribunal de Contas dos Municípios do Ceará não foi de folia. Técnicos do órgão passaram as últimas semanas auditando contas de 31 prefeituras relativas aos festejos mominos.

Veja a relação:

Acopiara, Alto Santo (por solicitação do Ministério Público), Aquiraz, Aracati,  Barbalha, Baturité, Beberibe, Camocim, Cascavel, Caucaia, Crato,  Fortaleza, Icapuí, Iguatu, Ipu,  Itaitinga, Itapipoca, Juazeiro do Norte, Limoeiro do Norte,  Maracanaú, Maranguape, Paracuru, Paraipaba, Quixadá, Quixeramobim, São Benedito, São Gonçalo do Amarante, Sobral, Tianguá, Várzea Alegre e Viçosa da Ceará.

O pós-carnaval, então, nem se fale: será de cálculos e, aposto, de sustos”.

Já passou da conta!

Depois da derrota do mister gay brasileiro para um argentino, no concurso Mister Universo Gay, mais um golpe na nossa honra nacional: um filósolo da Nova Zelândia diz que a bandeira do Brasil é a quarta mais feia do mundo.

Daqui a pouco vão dizer que Maradona é melhor do que Pelé.

Fortaleza bela. E limpa

Sujeito danado, o vereador Jaime Cavalcante (PP). Ele não quis nem saber do recesso da Câmara Municipal e protocolizou hoje no Departamento Legislativo da Casa um projeto que, se aprovado - o que vai depender do zelo que os demais parlamentares e a prefeita têm por Fortaleza -, vai pôr fim à poluição visual que torna a cidade feia e triste.

Você lê aqui a íntegra do projeto.

E, se conhecer a irmã Jurema, Sarah - a que “trás” de volta a pessoa amada - e os donos de empresas de outdoors, sugira que leiam também.

Duas notas importadas

Publiquei as duas notas abaixo no Blog do Roberto Maciel. Trago-as para o leitor do Sobretudo.

Eis a primeira:

“Recebi de leitor que assinou apenas como “Wandersonâ€?, à guisa de comentário para o post Saiba onde o seu dinheiro foi passar o réveillon, trecho de artigo publicado no Diário do Nordeste pelo jornalista Flávio Paiva - a quem, sabe Deus o porquê e passados tantos anos, ainda gosto de chamar de Flávio d’Independência:“É comum ouvir muitas pessoas confundindo a dinâmica do sistema social, cultural e político com as necessidades básicas da população. Por isso, há sempre alguém comentando que o dinheiro ´gasto´ com a festa do réveillon poderia muito bem atender a demandas de saúde, educação e saneamento. Felizmente essa mentalidade está mudando e investir em sociabilidade começa a ser visto como ação essencial e preventiva.â€?

O texto, na íntegra, você lê aqui. Concordo com o meu caríssimo Flávio em grau, número e gênero. As palavras dele são irretocáveis. Mas em tese.

Justificando o “em tese�: há certos gastos que carecem, para que não haja dúvida nenhuma sobre a transparência dos atos de que os ordena, de explicações minuciosas. É o caso dos que foram feitos no réveillon de Fortaleza.

Estive nos últimos dias entre em João Pessoa (PB). Lá, pude ver uma movimentação muito parecida com a do réveillon de Fortaleza. Parecidíssima, aliás, como você pode conferir na foto acima.

No último dia 4, a banda Paralamas do Sucesso se apresentou na beira-mar de lá, bem em frente ao busto do Almirante Tamandaré, na Avenida Cabo Branco. O grupo abriu a programação do evento Estação Nordeste, que movimentará a cidade até 27 próximo, com 38 atrações - 30 locais e oito de fora, como o próprio Paralamas, cujo líder é um paraibano, Herbert Vianna, e Zélia Duncan, Lô Borges, Nuno Mindelis e Luiz Melodia.

Fiquei curioso sobre o quanto havia sido pago ao Paralamas do Sucesso, já que o evento era de porte similar ao do réveillon do aterro da Praia de Iracema, em Fortaleza. Fiz duas ligações, consegui o telefone do diretor executivo da Fundação Cultural de João Pessoa, Lau Siqueira. Apresentei-me como jornalista em Fortaleza e perguntei sobre o cachê. Lau me disse o seguinte:

- Nesse momento (eram 18 horas e faltavam duas horas para o início do evento), não tenho como precisar o valor, porque estou fora do gabinete, mas ficou entre R$ 40 mil e R$ 50 mil.

Assustei-me:

- Tem certeza? É que em Fortaleza foram pagos, conforme a Prefeitura publicou no Diário Oficial do Município, R$ 394 mil (na verdade, R$ 394.086,86) para um show no réveillon.

Ele respondeu:

- Isso mesmo. Aqui a gente não teria condições de pagar tanto. Mas no réveillon, você sabe, os cachês normalmente são mais altos.

E completou:

- Pensamos em trazer o Paralamas para o réveillon daqui, também no busto da Tamandaré, mas o valor que pediram ficou além da nossa capacidade…

- Quanto?, perguntei.

- R$ 160 mil, respondeu.

— xxx — xxx —

É por essas e outras que a sociedade deve tanto cobrar explicações minuciosas. E deve considerar teorias, como a tão brilhantemente defendida por Flávio Paiva, como algo que nem sempre é o que norteia as práticas. Afinal, há entre a “dinâmica do sistema social, cultural e político� e “as necessidades básicas da população� um ponto comum: a necessidade de transparência.

— xxx —

E vou ficando por aqui, à espera de que alguém me explique, por favor, que matemática é essa que determina um cachê de R$ 394 mil no dia 31 de dezembro e outro de R$ 40 mil a R$ 50 mil no dia 4 de janeiro.

Ou um cachê de R$ 160 mil cobrado à Prefeitura de João Pessoa - e rejeitado, frente à impossibilidade financeira - e outro quase 150% superior que a de Fortaleza diz que pagou”.

…###…###… 

Agora, a segunda, contendo a resposta da Prefeitura de Fortaleza e algumas dúvidas com as quais espero não ter de conviver a vida toda:

A propósito do post Paralamas em promoção, recebi da assessoria de Imprensa da Secretaria de Turismo de Fortaleza a seguinte resposta:

“Prezado Roberto Maciel,

Explicando o porquê da matemática do cachê pago pela Prefeitura Municipal de Fortaleza, com a interveniência da Secretaria de Turismo, esclarecemos que o valor de R$ 394.086,86 não equivale somente ao cachê pago ao grupo, mas ao total previsto no contrato, referente ao cachê, diárias de alimentação, despesas com passagens aéreas, hospedagem, transporte rodoviário de equipamentos, sonorização e iluminação do palco no aterro da Praia de Iracema, conforme exigido pela banda.

Na verdade, o valor pago como cachê ao Paralamas no réveillon de Fortaleza foi o mesmo que seria cobrado por eles para tocar em João Pessoa, conforme o diretor executivo da Fundação Cultural de João Pessoa, Lau Siqueira, ou seja, de R$ 160 mil. O cachê pago pela Prefeitura de Fortaleza foi de R$ 160 mil, incluindo mais mais 6 mil de diárias de alimentação, que somado aos impostos (17,5%), dá um total de R$ 200 mil.

Segue abaixo a composição dos gastos:

1. cachê mais diárias de alimentação - R$ 200 mil

2. hospedagem - R$ 11.200

3. Passagens aéreas e transporte terrestre de equipamentos  conforme contrato - R$ 19 mil

4. Sonorização conforme contrato - R$ 33 mil

5. Iluminação conforme contrato - R$ 42 mil

6. Produção local - R$ 60.988,58

TOTAL: R$ 394.086,86″

Não me cabe discutir os números - isso é atribuição dos órgãos competentes. A mim, resta apenas reproduzi-los com a fidelidade devida.

Mas não posso me furtar a mais uns espantos.

Como, por exemplo, o que tive ao perceber que os três integrantes do Paralamas do Sucesso e seus acompanhantes (a nota da Setur não informa quantos compõem a entourage de Herbert Vianna, Bi Ribeiro e João Barone) consumiram R$ 40 mil de alimentação em três dias (30 e 31 de dezembro e 1o. de janeiro). Isso dá R$ 13.333,33 por dia, o que supera o total da hospedagem (R$ 11.200,00).

Ou saber que a tal â€?produção localâ€? foi remunerada com R$ 60.998,58, o que equivale a 15,5″% do valor bruto declarado (R$ 394.086,86) ou a 38% do valor líquido (R$ 160 mil). 

Também fiquei sem saber direito o que vem a ser “produção local�. Até onde compreendo, “produção local� cobre custos como alimentação, hospedagem, traslados e locação de som e luz. E isso está contemplado em outros itens listados pela Setur.

Bom, mas é como escrevi: não me cabe discutir números - isso é com os órgãos competentes”.

 

 

Há controvérsias, deputado Eugênio Rabelo

Apesar de não querer comentar o chabu entre a direção do Ceará Sporting Club e a turma do blog de esportes do jornal O Povo, principalmente por ser torcedor do arquirrival Fortaleza, eu não poderia deixar de citar, entretanto, um provável deslize na Nota de Repúdio, assinada pelo presidente Eugênio Rabelo, veiculada no site oficial do Vozim e reproduzida integralmente no blog do jornal O Povo.

Lá pelas tantas, ao criticar a forma “tendenciosa” da cobertura dos jornalistas do Povo, o deputado doublê de esportista afirma:

“(…) Porque não há reportagens do referido jornal abordando a reestruturação do departamento jurídico do Clube? Ou a recente reforma geral na sede administrativa? Ou o pagamento rigorosamente em dia dos atletas? Porque outras agremiações não recebem o mesmo tratamento? É só o sensacionalismo que vende jornal? Ou é de fato uma campanha deflagrada contra o maior e mais tradicional clube de futebol do estado? (…)”

No caso da parte grifada por mim, há controvérsias. E não são levantadas pelo jornal O Povo, mas, coincidentemente, pelo seu concorrente Diário do Nordeste, na edição de hoje, na matéria Arlindo Maracanã pode retornar amanhã. No final do primeiro parágrafo, ao comentar a possibilidade de voltar a jogar pelo Ceará, o mencionado jogador diz textualmente:

- Ainda faltam me pagar novembro, dezembro e o 13º.

E aí, nobre parlamentar, quem está mentindo, o senhor ou o jogador?! Ou ambos?!

matou.jpgComo estou viajando, não poderei ir à estréia do bloco “Matou a Pau…ta!”, amanhã. Mas lembro que tão animada agremiação pré-momina é a prova viva de que jornalistas não são seres mal-humorados que só pensam em escarafunchar a vida alheia e mexer nas contas de gestores públicos.

E fui buscar no Blog do Maurição, de onde também peguei essa ilustração aí em cima, no traço inconfundível do inconfundível Guabiras, as mais precisas informações possíveis sobre o dito cujo. Na próxima saída, eu tô é dentro. Leia: 

 “O bloco dos jornalistas do Ceará ‘Matou a Pau…ta!’ mantém a tradição de animar o pré-Carnaval de Fortaleza e faz seu primeiro desfile de 2008 neste sábado (05), com concentração a partir de 16 horas no Centro Cultural Banco do Nordeste (rua Floriano Peixoto, 941, Centro). De lá, os foliões seguem para a Praça do Ferreira, com parada no terraço da Associação Cearense de Imprensa (ACI) onde realizam seu baile. O bloco seguirá essa programação durante todos os sábados de janeiro.

O boneco gigante do Matou a Pau…ta 2008 homenageia o jornalista Ivonilo Praciano, vencedor da eleição promovida pelo Sindjorce. Outra novidade deste ano é o CD com a marcha oficial do bloco, interpretada pelo jornalista ‘voz de veludo’ Eliomar de Lima e pelo cantor Calé Alencar. A estréia do Matou 2008 coincide com a abertura do Campeonato Cearense de Futebol. Pra agradar todos as torcidas, Eliomar é alvinegro e Calé, torcedor do Fortaleza. Na banda Robson, que acompanha o bloco, dois são torcedores do Ferroviário.

A realização do ‘Matou a Pau..ta!’ é uma iniciativa do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Ceará (Sindjorce) que conta com o apoio da Fundação de Cultura, Esporte e Turismo de Fortaleza (Funcet), do Centro Cultural Banco do Nordeste, da Associação Cearense de Imprensa (ACI) e da AD2M Engenharia de Comunicação.

Durante as saídas do bloco, será comercializado um kit com camiseta oficial, porta-cerveja e a letra da marchinha com custo de R$ 15,00.

Bloco ‘Matou a Pau…ta’
Saídas: 05, 12, 19 e 26 de janeiro (sábados)
Horário: 16 horas
Local: Centro Cultural Banco do Nordeste (rua Floriano Peixoto, 941 - Centro)

CONFIRA A LETRA DA MARCHINHA OFICIAL

Quem não se comunica, se trumbica
Venha pro bloco dos jornalistas (repete)
 
Matou a Pauta,
Quase me lasco na redação
Não fique aí parado
Venha pra cá, alegrar seu coração
 
Quem não se comunica, se trumbica
Venha pro bloco dos jornalistas
 
Jornal e TV, rádio e revista
Venha pro bloco dos jornalistas
 
Matou a Pauta
Quase me lasco na redação
Não fique aí parado
Venha prá cá, alegrar seu coração
 
Quem não se comunica, se trumbica
Venha pro bloco dos jornalistas
 
Pessoal de assessoria que não é ascensorista
Venha pro bloco dos jornalistas
 
Matou a Pauta,
Quase me lasco na redação
Não fique aí parado
Venha pra cá, alegrar seu coração
 
Quem não se comunica se trumbica
Venha pro bloco dos jornalistas
 
Tem a turma da Chefia e tem sindicalista
Venha pro bloco dos jornalistas”

Belas, limpas e organizadas

Estou agora em João Pessoa (PB), onde passo uns dias com a ilusão de que estou descansando (na verdade, trouxe o meu computador, no qual estou escrevendo minhas colunas diárias e as enviando para o jornal e inserindo meus posts no Sobretudo e no Blog do Roberto Maciel).

Antes passei umas boas horas em Natal (RN).

Já as conheço de longa data. Ambas continuam cidades belas, de vera.

O som que seu dinheiro faz

Publicado neste primeiríssimo dia do primeiríssimo mês de 2008 no Blog do Roberto Maciel - este que vos fala, quer dizer, que vos escreve - sob o título “Saiba onde o seu dinheiro foi passar o réveillon”: 

“O Blog do Roberto Maciel informa em absoluta primeira mão: saíram por nada módicos R$ 1.182.805,53 os cachês e custos de alimentação, transporte e outros itens que você, contribuinte do erário de Fortaleza, pagou com seus impostos aos artistas que se apresentaram nas festas de réveillon da prefeita Luizianne Lins (PT). 

É uma grana bem razoável, que daria para sanar uma porção de problemas do Instituto Doutor José Frota. Ou construir umas escolas bem legais. Ou erguer 170 casas populares. Ou pavimentar bons quilômetros de ruas. Ou recuperar terminais de ônibus. Ou, vá lá, já que as prioridades na cidade são outras, comprar quatro belos Vectras blindados para a prefeita e seus visitantes usarem. Enfim, deixo para o leitor a possibilidade de ampliar essa lista.

A dinheirama ficou assim distribuída:

Paralamas do Sucesso (Praia de Iracema): R$ 394.086,86

Alcione (Praia de Iracema): R$ 320.373,98

Bateria da Estação Primeira de Mangueira (Praia de Iracema): R$ 166.420,28

Falcão (Praia de Iracema): R$ 87.458,40

Dorgival Dantas (Conjunto Ceará): R$ 52.000,00

Waldonis (Barra do Ceará): R$ 37.193,98

Paulo José (Messejana): R$ 30.935,00

Chico Pessoa (Messejana): R$ 27.247,00

Danilo Azim e Banda Fogo do Desejo (Conjunto Ceará): R$ 22.271,60

Dona Zefa (Barra do Ceará): R$ 22.266,60

Ã?talo & Renno (Messejana): R$ 18.036,76

Tarcísio Sardinha (Praia de Iracema): R$ 4.515,00

Engraçado: hoje, uma jornalista colega minha que esteve no aterro da Praia de Iracema, me disse que todos, absolutamente todos os principais artistas que subiram ao palco de lá elogiaram muito a promoção da Prefeitura de Fortaleza.

Pela grana que receberam, não dava para criticar, dava?

—xxx— 

As quantias são assim quebradinhas porque aparentemente já têm os impostos descontados (ISS, Cofins e CPMF - lembre-se que foram pagos antes do dia 31 de dezembro, quando o ‘imposto do cheque’ ainda vigorava), o que indica que os valores brutos são bem superiores.

Todos os contratos, determinados pela classificação de ‘inexibilidade de licitação’, foram intermediados por uma empresa local chamada T’Ai Produções de Eventos Ltda, que pertence a Andréa Carvalhedo Reis Ferreira Gomes, que os subscreveu junto com o secretário de Turismo, Henrique Sérgio.

Como a T’Ai não é o agente fixo de nenhum desses artistas, deve-se levar em conta que entrou na roda só para agilizar a assinatura dos contratos e ganhar comissão.

E sim, você leu certo: Ferreira Gomes. Andréa Reis é a ex-senhora Cid Gomes.

—xxx— 

Há um dado que merece ser mencionado: toda a estrutura dos shows na Praia de Iracema foi montada de acordo com o que requisitaram os músicos do Paralamas. Assim está escrito no extrato do convênio que diz respeito ao grupo de Herbert Vianna, Bi Ribeiro e João Barone:

‘Os equipamentos de som e luz, exigidos pela referida Banda ‘Os Paralamas do Sucesso’ como condição de sua apresentação no Evento reveillon 2007/2008, também serão utilizados pelos demais artistas que se apresentarão no dia 31/12/2007 no palco do Aterro da Praia de Iracema. Haja vista que os demais artistas não exigiram especificamente uma empresa que aporte tais serviços, e que os equipamentos de som e luz exigidos pelo grupo ‘Os Paralamas do Sucesso’ também atendem as especificações técnicas dos demais artistas’.

No entanto, os itens cenografia e efeitos visuais - contemplados no contrato do Paralamas - estão presentes nos contratos de Alcione, Falcão e da Bateria da Mangueira.

Ora, se ‘os demais artistas não exigiram especificamente uma empresa que aporte tais serviços’ e ‘os equipamentos de som e luz exigidos pelo grupo ‘Os Paralamas do Sucesso’ também atendem as especificações técnicas dos demais artistas’ porque raios entraram como itens de custo de Alcione, Falcão e da Bateria da Mangueira?”

Enquanto o Rubens Lemos escrevia o cordel baixando a lenha no bispo Cappio, o Rogaciano Oliveira, de Tauá (um dos lugares mais carentes de água onde já pus os meus pés chatos, no sertão dos Inhamuns), exaltava as “virtudes franciscanas” daquele - me perdoem os católicos, mas tenho de dizer assim - maluco que fez greve de fome para impedir que 12 milhões de pessoas possam matar a sede. Leia:

Entre as muitas balelas
Que fazem divulgação
Com promessas mentirosas
De fartura e redenção
A mais deslavada eu digo
Pode acreditar amigo
É a da transposição.

Dizem que nosso sertão
Só vai melhorar um dia
Se as águas do São Francisco
Aqui fizer moradia
Transportando o velho Chico
Fazendo o maior fuxico
Com um rio em agonia.

Eu acho uma ironia
Trazer um rio cansado
Do estado da Bahia
Pra  ele ser desviado
Do seu leito, do seu canto
Quando precisa portanto
De  ser  revitalizado.

Mas  é que foi inventado
Pelo Dom Pedro Segundo
Desde o tempo do império
Um governo moribundo
Que seria a salvação
Trazer água pra o sertão
Dum rio grande e profundo.

Mas, é preciso ir mais fundo
Na nossa realidade
Hoje é bem diferente
Seja no campo ou cidade
Do século  dezessete
Onde não pintavam o sete
Nem havia liberdade.

Sem ser dono da verdade
Posso afirmar que o rio
Sendo transposto assim
Num constrangido desvio
Para outra região
Não será a solução
Para a fome e o fastio.

Porque se  somente água
Fosse a solução real
Não existiria fome
Em bacia fluvial
Amazônia e Mato Grosso
Onde a água corre grosso
De forma descomunal.

Só água não basta não
Tem que ter seriedade
Gerenciar os recursos
Com ética e muita vontade
Com políticas sociais
Compromisso e  ideais
E solidariedade.

Dizer que 12 milhões
De pessoas no Nordeste
Vão saciar sua sede
E ficar livres da peste
Com esta transposição
É conversa pra bobão
E não pra cabra que preste.

Peço até que me conteste
Mas, é conversa fiada
Dizer que a transposição
Vai trazer uma enxurrada
De bênçãos e matar a sede
De quem dorme numa rede
Isso é promessa de fada

Porque a nossa desgraça:
Fome, sede e coisa e tal.
Nunca foi por falta d’água
Ou recurso natural
Mas, é a concentração
De renda e a exploração
Do sistema social.

Porque a transposição
Tem o seu objetivo
Voltado ao agronegócio
O seu marco decisivo
Criador de camarão
De tilápia e de salmão
Tem água e mais incentivo.

No eixo do Ceará
O destino é consciente
�gua para a siderúrgica
Para o Pecém água quente
As empreiteiras lucrando
Com as obras faturando
E nosso povo doente.

Então vem um cearense
Radicado em Pernambuco
Escrever contra o bispo
Com sentimento caduco
Num cordel intransigente
Agressivo e inconseqüente
Igual bala de trabuco.

Seu  Alan  Sales devia
Pesquisar mais a história
E não cair na conversa
Tão insensata e simplória
Que  a fome no sertão
É por falta d’água, irmão
Reze uma “jaculatória.�

A fome, sede e miséria
No sertão já faz alarde
Desde o tempo do império
O couro do pobre arde
É pela concentração
De terra e a opressão
Do latifúndio covarde.

O bispo Dom Cappio é
Fervoroso Franciscano
Que defende a natureza
Sem consultar o Vaticano
Seu compromisso é com a vida
Das pessoas sem guarida
Que esperam em Deus soberano.

Pois se São Francisco fosse
Vivo não comungaria
Em desviar nosso rio
Ele não concordaria
Transportar o velho Chico
Fazendo esse fuxico
Com tanta selvageria.

O bispo Dom Cappio é
Um homem justo e humano
Sem ganância e em soberba
Confirma o povo baiano
Porém foi desrespeitado
E  ridicularizado
Por um poeta mundano.

A greve do bispo é
Um protesto rigoroso
Contra o cruel latifúndio
Atrasado e asqueroso
Pela vida e a  favor
Da justiça e do amor
Contra quem é poderoso.

Os que são contra o bispo
E  sua  manifestação
São também contra as lutas
De Canudos e Caldeirão
Do Beato Zé Lourenço
Conselheiro que sem lenço
Queria um outro sertão.

A atitude do bispo
É uma revolução
Como foi com o beato
Construindo o Caldeirão
E Conselheiro em Canudos
Sertanejos sem escudos
Resistindo à opressão.

Canudos e Caldeirão
Tinham tudo com fartura
Farinha, milho e feijão,
Leite, carne e rapadura
Tinham água à vontade
Mas, destruíram a cidade
De forma cruel e dura.

A luta do bispo clama
Por vida com  dignidade
Para o povo do sertão
Seja do campo ou cidade
Sem fazer transposição
Mas, buscando solução
Com solidariedade.

Se o rio for transportado
Vai se sentir muito mal
Será grande a agressão
Pra natureza em geral
Alertamos a toda gente
Que será sem precedente
O impacto ambiental.

O bispo Dom Luiz Cappio
Tem comportamento ético
É humilde e humanista
Tem pensamento eclético
Porque defende os pobres
É um perigo para os nobres
Este seu gesto profético.

O bispo Dom Luiz Cappio
Merece nosso respeito
E não ser zombado assim
Por um maldoso sujeito
Que  usa  a  poesia
Pra dizer tanta heresia
De um homem de conceito.

A greve do bispo é feita
Para sensibilizar
Governantes insensíveis
Para não continuar
Esta obra inconseqüente
Do rio que está doente
Devemos lhe preservar.

Porque hoje o velho Chico
Está muito ameaçado
Queimadas, desmatamento
Encontra-se  assoreado
Tem que ficar no seu canto
Precisa ele, portanto
É  ser  revitalizado.

�gua estocada em açudes
Aqui no Nordeste tem
O problema é o destino:
Quem vai usá-la também
Quem  controla é a questão
O problema é a gestão
De séculos sem fim, amém.

O presidente devia
Ouvir a população
Movimentos Sociais
E o povo do sertão
Fazer cisternas de placas
Pagar bom preço por sacas
De milho, fava e feijão.

Para que transposição
Se a água vai ser cobrada ?
O destino está traçado:
Fruticultura irrigada
Das multinacionais;
Carcinicultura  e mais
Pra siderúrgica implantada.

O compromisso de Lula
Agora é com empresário
E com o agronegócio
E o latifundiário
Que atrasou o Brasil
Explorando a mais de mil
O agricultor e operário.

Se Lula não abre mão
Da obra descomunal
É porque tem compromisso
Com o grande capital
Se o bispo morrer de fome
Morre o corpo a terra come
Mas fica o seu ideal.

A concentração de renda
Desigualdade social
Falta de políticas públicas
Para  a  zona  rural
É o grande mal e a mágoa
De quem não tem terra e água
Pra tomar um sonrisal.

Se a esmola é muito grande
Todo cego desconfia
Este projeto promete
Redenção e galhardia
Mas, tem “gente� interessada
Quer só o lucro e mais nada
Deus nos livre, Ave Maria.

Se o governo quer mesmo
O sertanejo com água
Faça milhões de cisternas
Para a chuva que deságua
Ser pra dentro captada
Ã?gua boa armazenada
E o povo com menos mágoa.

Façam pequenas barragens
E açudes no sertão
Sejam também equipados
Pra pequena irrigação
Com correto equipamento
E com acompanhamento
Técnico e orientação.

Se a água existente
Nos açudes armazenada
Fosse bem distribuída
Com justiça utilizada
Com um programa de gestão
Seria a solução
Sem transposição, sem nada.

Já chega de violência
Contra o meio ambiente
A natureza devastada
Morre bicho, planta e gente
Efeito estufa é o tal
Aquecimento global
E o planeta doente.

Defendem a transposição
E falam em crescimento
Econômico voltado
Para o desenvolvimento
Visando o lucro insano
Sem pensar no ser humano
Na vida em seu elemento.

Pensam no imediato
O lucro é sua verdade
Devastam a flora e a fauna
Nossa biodiversidade
O planeta ameaçado
Por um modelo atrasado
Sem sustentabilidade.

Dizem que isso é progresso
Que a ciência não erra
Transgênicos, Transposição
Vão devastar nossa terra
E as multinacionais
Lucrando cada vez mais
Deixando o planeta em guerra.

Conviver no semi-árido
É realmente viável
Sem transposição de um rio
Com esta agressão terrível
Uma obra deplorável
Mas, outro mundo é possível
Sem essa agressão terrível
E com vida sustentável.

Portanto, Seu Alan Sales
Esqueça a transposição
Escreva o seu cordel
Com outra conotação
Respeite o bispo e o povo
Que querem um mundo novo
E  vida  para  o  sertão.

Puxão de orelha bem dado em d. Cappio

cappio.jpgFrancisco Rubens Lemos nasceu em Mangabeira, distrito de Lavras da Mangabeira, interior do Ceará. Trabalha no Banco Central há mais de 15 anos, é casado com a D’Jesus e pai da Nara, Naiana e Ã?gor. Ele adora cantorias e nas horas vagas faz poesias, como essa abaixo, em que dá um puxão de orelhas bem dado no bispo de Barra (BA), dom Cappio (foto), aquele que fez uma greve de fome contra a transposição do rio São Francisco. O título do poema é Greve de sede. Espia só:

Bispo Cappio esse seu nome
É de família estrangeira
Se fosse aqui do Nordeste
Seria Silva ou Pereira
Sousa, Romão Nascimento
Honorato ou Oliveira
E a sua fome Doutor
Ia ser mais verdadeira
Não seria essa fominha
Passada de brincadeira
E sim como a nossa fome
Que marca a família inteira
Se você quiser comer
Chama a sua cozinheira
E manda ela preparar
A comida de primeira
Mas nós aqui seu Vigário
Sem água na cantareira
A nossa greve é de sede
Mais cruel e matadeira
Tome meu conselho humilde
Desça pela cachoeira
Vá onde o Rio deságua
Veja lá a aguaceira
Caindo dentro do mar
De terça a segunda-feira
Que faria tanto bem
A toda nossa ribeira
Depois saia da Cidade
Venha aqui na capoeira
Onde morre bicho e gente
Tragados pela fogueira
E há séculos vive assim
Na sequidão cangaceira
Venha escutar por aqui
Como é grande a choradeira
De quem pra conseguir água
Enfrenta qualquer ladeira
Todo mau do velho Chico
Vem da sua ribanceira
Das Cidades poluídas
Que jogam a sua sujeira
Matando a vida do Rio
Desde a sua cabeceira
�gua pra transposição
Para o Rio é uma asneira
É menos de três por cento
Não vai lhe causar canseira
Por isto caro Pastor
Abandone essa fileira
Vá cuidar do seu rebanho
E esqueça essa besteira.

Slogan besta

O Alan Neto, em sua coluna Vale-Tudo, no jornal O Povo de hoje, detona, e com razão, o slogan sugerido por algum “gênio” da publicidade ao secretário da Justiça Marcos Cals para uma (im)provável candidatura a prefeito em 2008: “Para o caos, vá de Cals”. Simplesmente terrível, né não?!

Pois, pensando nisso e na cola do “Besteira muita”, do irreverente Neno Cavalcante, do Diário do Nordeste, resolvi instituir a sessão “Slogan besta”, com algumas preciosidades do gênero. Você também pode colaborar, deixando aqui no blog a sua contribuição. Só não vale mencionar os que já viraram ícones, como o “onde um pneu é um pneu”, da Gerardo Bastos.

Para dar início à sessão, cito o da casa de shows Siará Hall que, na verdade, é um trocadilho infame: “em dia com a noite”.

Vamos conferir?

Essa aí saiu no blog do Claudio Humberto:

Confirmado risco de apagão no Nordeste

O Comitê de Monitoramento do Sistema Elétrico determinou ao Operador Nacional do Sistema Elétrico, já a partir deste fim de semana, medidas preventivas para manter os níveis dos reservatórios do Nordeste até o aumento do volume de chuvas. Há o risco de um iminente apagão de energia. A providência confirma revelação desta coluna, dia 6 passado, sobre a situação preocupante dos reservatórios da região, que estão com nível médio de armazenamento de 27%, sendo a curva de aversão ao risco local de 10% para esta época do ano. Entre as medidas a serem implementadas, está a transferência de energia do subsistema Sudeste/Centro-Oeste para o Nordeste. Além disso, seis termelétricas serão acionadas na região, das quais três -Fafen, Termobahia e Termopernambuco - são a gás natural.

E lá vou eu: como saiu no blog do Cláudio Humberto carece de confirmação. E muita.

A estrela da noite

thomaz-bastos.jpgA grande estrela da noite de ontem, na festa em que o Sindicato dos Delegados de Polícia Federal - Regional Nordeste homenageou personalidades e autoridades que contribuíram para o fortalecimento da PF em 2007, foi sem dúvida nenhuma o advogado Márcio Thomaz Bastos.

Sempre solícito e simpático, o ex-ministro da Justiça posou para fotos, deu autógrafos, distribuiu sorrisos e foi citado por praticamente todos os agraciados, incluindo o ministro César �sfor Rocha (STJ), o presidente da Transpetro, Sérgio Machado, o diretor da ABIN, Paulo Lacerda, o deputado federal João Campos (PSDB/GO) e o presidente da OAB/CE, Hélio Leitão.

E ainda aproveitou a oportunidade para revelar uma confidência ao público presente no La Maison Dunas:

- Em nenhum momento, o presidente Lula me pediu para proteger ou perseguir alguém nas mega-operações da Polícia Federal.

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