Sobretudo

Para refletir e opinar

Com Luiz Carlos de Carvalho e Roberto Maciel

Fórum Harmônicas

Leia com atenção. Pode ser demorado, mas vale a pena - eu acho. Este post trata do Fórum Harmônicas Brasil, cuja terceira edição inauguramos em dezembro passado, com show do Diogo Farias e da De Blues em Quando, e que terá continuidade sexta, sábado e domingo próximos.

O Fórum é um evento único no País. Reúne grandes gaitistas e se propõe a ser uma referência da arte-educação, com foco especial na harmônica. Faço-o junto com o Luiz Carlos e o Diogo desde 2005, a custa de muito suor e canseira, mas com imenso prazer.

Sexta-feira que vem começa mais uma maratona dessas. Os shows serão no Centro Dragão do Mar, no Anfiteatro, sexta e sábado à noite. As aulas, sábado e domingo, pela manhã e à tarde, serão na Escola Viva Música Viva.

Veja quem vem:

     Otávio Castro - Carioca, filho do compositor Everardo Castro, Otávio Castro, 27 anos, iniciou-se na harmônica de otavio-castro-2.jpgboca aos 15 anos. Entretanto já tinha contato com a música desde os nove anos, tocando percussão. Iniciou seus estudos de harmônica com Rodrigo Eberienos e posteriormente foi aluno do mestre e amigo Maurício Einhorn.
     Considerado por muitos como um dos expoentes no Brasil na técnica batizada por ele mesmo denominou em português como sendo “o cromatismo na harmônica diatônica�, Otavio Castro alcançou um nível técnico que atualmente o possibilita tocar diversos repertórios apenas utilizando uma harmônica diatônica afinada em C (dó) para todas as tonalidades, o que lhe rende anualmente uma série de workshops por todo o Brasil. Nesse sentido, o caminho que o músico vem percorrendo nos últimos anos é o da pesquisa e criação de novos horizontes para a harmônica diatônica, imprimindo o sotaque brasileiro a um instrumento que ainda é visto por alguns como um instrumento restrito ao blues.
     Otavio Castro lecionou inicialmente no Centro Integrado de Música (RJ) por quatro anos, em seguida recebeu convite para lecionar na Musiarte (RJ), onde ficou por mais dois anos. Em 2000, passou dois meses tocando intensamente em Nova Iorque, fazendo parte de trabalhos com músicos como Mark Whitfield, Deanne Witowisk e Hector Martingnon.
Teve oportunidade de participar de shows e gravações com algumas figuras representativas da música brasileira, tais como João Donato, Carlos Lyra, Carlos Malta, Márcio Hallack, César Nascimento e Chiquito Braga. Além disso, teve a experiência de gravar na novela “Cobras & Lagartos�, da Rede Globo, fazendo a gaita de um dos personagens.

Ivan Marcio - Ivan Marcio apaixonou-se pela gaita aos treze anos e um ano mais tarde, em 1991 ouvindo Elmore ivan-marcio.jpgJames, sua paixão virou amor com o Blues, que se tornou companheiro inseparável deste gaitista paulista. Em 1999 inicia seu trabalho com os Irmãos Prado (Prado Brothers e Swing It! Blues), que em 2000 passa a se chamar Prado Blues Band que se tornaria em 2004 a banda revelação de Blues Nacional e pioneira em um estilo musical chamado de Jump Blues.
     Autodidata e apreciador de músicos como Sonny Boy Williamson II, Little Walter Jacobs, Flávio Guimarães, Charlie Musselwhite e alguns grupos vocais dos anos 50, apresentou-se pela primeira vez aos 14 anos e não parou mais. Passando em casas como o Bourbon Street Music Club, CIA Paulista de Blues, Sanja Jazz Bar, Ton Ton Jazz Club, Delta Blues Bar, Mr Blues Bar, Stones Blues Bar, Barfly, diversos SESCs pelo Brasil, entre outros.
 Muito solicitado para promoção de workshops pelo Brasil, formou-se em Pedagogia o que o auxilia nos cursos de Gaita do Projeto Juventude Cidadã em São Bernardo do Campo, formando mais de 100 alunos por ano - o que lhe rendeu elogios de Billy Branch.
     O gaitista já dividiu o palco com Howard Levy, Danny Vincent, Greg Wilson, J.J. Jackson, Eddie C. Campbell, Enrico Crivellaro, Nuno Mindelis, Donny Nichilo, Steve Guyger , Jammie Wood, Johnny Rover, Holland K. Smith, André Christovam, Flávio Guimarães, Solon Fishbone, Ruth London, Théo Werneck, Andréas Kisser e Billy Branch.

José Staneck - Desenvolvendo vários estilos, o gaitista José Staneck, procura aliar ao erudito sua formação popular e jose-stanekck.jpgjazzística, sendo uma referência nacional. Tanto que já interpretou o Concerto para Harmônica e Orquestra, de Heitor Villa-Lobos, com as orquestras Sinfônica Brasileira, da Paraíba, da Bahia, de Porto Alegre, Nacional e de Recife, sob a regência do maestro Carlos Veiga.
  Também atuou com a Orquestra Sinfônica Brasileira na regência de Silvio Barbato e Pró Música e Sinfônica de Curitiba com o maestro Alceu Bocchino. Ainda no erudito, executou a peça para Harmônica e Orquestra de Cordas do compositor Guerra-Peixe ao lado da Orquestra Jovem de Campos.
Seu aprendizado começou na Escola Nacional de Música do Rio de Janeiro. Fez curso de aperfeiçoamento para a Harmônica com Maurício Einhorn, estudou Harmonia Funcional com Isidoro Kutno e estudou Análise Estética com o maestro e compositor H. J. Koeullreutter.
  É diretor da MUSIARTE - Curso Integrado de Música, uma escola, voltada para o ensino de Harmonia Funcional e Improvisação (Jazz, Rock e MPB). Atualmente realiza um trabalho bastante diversificado com a pianista Sheila Zagury. Com o Duo Santoro de violoncelos forma um inusitado trio.

vitor-lopes.jpgVitor Lopes - É possível suingar tocando gaita? Vitor Lopes traz o seu trabalho cheio de musicalidade e bom humor. Com um repertório de clássicos do choro ou por suas composições, Vitor encanta por sua destreza e versatilidade. Com simpatia, envolve o público com suas histórias e sua música, atraindo sempre a cumplicidade da platéia. Afinal, quem é que nunca se aventurou a tirar um som de uma gaitinha?
     Vitor Lopes estudou gaita com um dos maiores mestres do instrumento, Omar Izar, instrumentista de renome internacional. Não satisfeito em dominar o pequeno instrumento, estudou violão erudito, harmonia, percepção, piano, arranjo, re-harmonização e improvisação. Quase vinte anos dedicados a um estudo sério e consistente, que se traduz nos três Cds que já produziu: Um trio ViraLata, de 2003; Vitor Lopes e Chorando as Pitangas e Viragem, segundo Cd do Um Trio ViraLata, ambos lançados em 2006.
     Já fez sete turnês pela Europa, onde se apresentou na França, Espanha e Bélgica. Representou a gaita brasileira em eventos tais como O ano do Brasil na França (2005), Harmonicales (França-2004 e 2007) e Harmoliége (Bélgica-2006). Também é muito requisitado em gravações de jingles e CDs, já tendo gravado com artistas consagrados como Chitãozinho e Xororó; Arnaldo Antunes; Belchior, e também com artistas da nova geração da MBP como Chico Saraiva e Quinteto em Branco e Preto, entre muito outros.

Guta Menezes - Gaitista e trompetista da banda do programa Altas Horas, de Serginho Groisman (Rede Globo), Guta guta2.jpgMenezes estudou harmonia com Isidoro Kutno, arranjo com Ian Guest e improvisação com Nelson Faria e Idriss Boudrioua. Também estudou harmônica com José Staneck e Maurício Einhorn. Estudou Trompete no Conservatório Brasileiro de Música, com Paulo Mendonça e Nabor.
     No currículo, traz participações em trilhas sonoras para televisão: “Porto dos Milagres”, “Malhação”, “Laços de Família” e “Anos Rebeldes”, todas da Rede Globo. Ainda na TV, Participou da gravação do programa “Documento Especial”, do SBT, sobre Bossa Nova. Além disso, deu aulas nas escolas de música: Antônio Adolfo, Rio Música e no CIGAM.
     Tocou com Yuri Popoff, Los Hermanos e já gravou com Vittor Santos, Martinho da Vila, Y. Popoff, Rui Motta, Durval Ferreira, Ronaldo Diamante, Rio Jazz Orquestra, entre outros. Tocou na Orquestra do Maestro Paulo Moura, Victor Biglione e com o compositor e pianista João Donato.
  Participou da Orquestra da Avon, com a qual acompanhou a cantora americana Bárbara Hendrix, Rita Lee e Zélia Duncan. Em 2006 integrou a Rio Jazz Orquestra e ao lado de Flávio Paiva, Élcio Cáfaro e Ronaldo Diamante, integrou a banda Pindorama, com a qual lançou o CD “Belazarte e outras estóriasâ€?.

fguimaraes2p.jpgFlávio Guimarães - Em 20 anos de carreira, Flávio Guimarães produziu quatro CDs próprios e nove com o Blues Etílicos. Gravou dezenas de participações em discos de artistas dos mais diferentes estilos, tais como Titãs, Fernanda Abreu, Cássia Eller, Zélia Duncan, Luiz Melodia, Renato Russo, Zeca Baleiro, Fagner, Rita Lee, Kid Abelha, Ed Motta, Gabriel O Pensador e Alceu Valença, entre outros.
     O músico foi escolhido duas vezes por B. B. King para abrir seus shows no Brasil, em 1999 e 2004. Tendo participado dos principais festivais internacionais: Free Jazz, Rock in Rio II, Heinecken Concerts, Nescafé Blues e Natu Blues Festival, tocou com Buddy Guy em 1989 e 1991, com Magic Slim em 1993 e abriu a turnê brasileira de Robert Cray em 1997.
     Flávio mantém um constante intercâmbio com alguns dos melhores gaitistas do mundo. Realizou shows e gravações com Charlie Musselwhite, Howard Levy, Mark Hummell, Mark Ford e Sugar Blue. Participou da banda que acompanhou Taj Mahal no Brasil, dentro do Heinecken Concerts, em 1999. O show se transformou em especial da TV Cultura. Fez parte também das bandas de Brian Lee e Walter Wolfman Washington em seus shows no país.
     Sua gaita pode ser ouvida em diversas trilhas sonoras e comerciais, destacando-se a novela das sete Bang Bang, da Globo.

Rick Estrin - O gaitista Rick Estrin, da mais famosa banda de jump blues da Califórnia, Little Charlie and The estrin.jpgNightcats, é a grande atração do III Fórum Harmônicas Brasil. É a primeira vez que o músico pisa em terras cearenses, mas em 1995 com a Little Charlie and The Nightcats, quando fez shows no Rio de Janeiro e em São Paulo.
     Performático e com um visual caprichado - topete, bigode e óculos -, Estrin promete agradar ao público local com sua irreverência no palco e músicas originais e divertidas. Entre elas, My next ex-wife (“Minha próxima ex-esposa�), I can’t speak no Spanish (No hablo español), Poor Tarzan (“Pobre Tarzan�) e Me and my big mouth (“Eu e minha boca grande�). Vários astros do blues gravaram músicas dele, como Robert Cray, Koko Taylor e John Hammond.
     Em 2008, Estrin pretende lançar seu CD solo com ênfase na gaita e também está trabalhando em um DVD educacional. “Estou realmente empolgado com este projeto, pois, que eu saiba, nunca houve nada parecido ainda. Acredito que será de grande ajuda para todos os gaitistas�, disse em entrevista à revista Blues’n’Jazz. Além disso, assim que terminar a turnê pelo Brasil (Porto Alegre – 02/03; e Caxias do Sul/RS - 04/03), Estrin vai para a Europa com Little Charlie and The Nightcats para shows e festivais.
     A banda foi formada pelo consagrado guitarrista Little Charlie e Estrin, que eram colegas de escola, nos anos 70. Desde então, o quarteto, composto pela dupla mais J. Hansen e Lorenzo Farrell, já lançou nove CDs e uma coletânea, e excursionou por três continentes.

Levei um créu

Pais de adolescentes, você sabem, não saem dessa vida impunes. E para não fugir à regra, passei os dias de Momo numa praia dessas aí.

Nunca fui abrigado a ouvir tanta música porcaria. De créu a forró vagabundo. Confesso que cheguei a sentir saudades do “Rala o pinto”, de um certo Zé Paulo, hit do carnaval de 1992.

Igor Prado no BNB Clube

Firmada no cenário “blueseiro� do Brasil como um pólo significativo, Fortaleza já é considerada palco de grandes eventos. E o final desta temporada de férias ainda reserva atrações imperdíveis. Às vésperas do Festival de Jazz e Blues, quem segue a rota da boa música poderá conferir o encerramento do projeto Fábrica de Blues, com o guitarrista paulistano Igor Prado. Reconhecido internacionalmente, o músico faz show neste sábado, 26 de janeiro, no BNB Clube, a partir das 21 horas.

Igor não esconde a satisfação de voltar à capital cearense e promete uma apresentação emocionante. Várias ondas de blues tradicional serão a pedida da noite, que contará ainda com a participação das bandas cearenses De Blues em Quando e Costa a Costa, que subirão ao palco com o paulistano.

Seu disco mais recente, “Upsidedown� (2007), recebeu elogios das revistas Blues Matters (www.bluesmatters.com), dos EUA, Roots Time, da Bélgica (www.rootstime.be) e Il Popolo del Blues (www.ilpopolodelblues.com ), da Itália.

No currículo de Igor, a participação em grandes festivais é destaque, passando por eventos na América do Sul até Europa ao lado de artistas como Rod Piazza and The Mighty Flyers, John Hammond, Kenny Neal, Billy Branch, Magic Slim, Deacon Jones, entre outros.

Mais do que permitir a interação de músicos de blues com os de outros gêneros, o projeto Fábrica de Blues criou espaços e consolidou ações de responsabilidade social, trazendo elementos enriquecedores para o público e para os artistas locais. E foi além. O projeto mostra que gênero nenhum está amarrado por uma camisa de força e que as diversas manifestações musicais podem dialogar de forma substanciosa, inusitada e de qualidade.

SERVIÇO:

Fábrica de Blues com show de Igor Prado, De Blues em Quando e Costa a Costa, dia 26/01 (sábado), no BNB Clube (Avenida Santos Dumont, 3646), a partir das 21h. Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia e para sócios do clube).
Mais informações: (85) 4006.7200, 4006.7204 e 3458.1106 ou no site www.bnbclube.com.br.

Ao pé do rádio

Você é daqueles que gosta de trabalhar ao computador ouvindo uma boa música?! Pois uma excelente opção é o site Musicovery, que traz grandes sucessos internacionais de gêneros variados: blues, world music, jazz, reggae, rock, pop, gospel e até trilhas de filmes (eu, por exemplo, estou curtindo agora Aquarius do mega Hair).

O layout é bonito, a interface é limpa e prática e o site ainda lhe dá um plus a mais, como diria o radialista ignorante: a possibilidade de selecionar os sucessos por década, a partir dos anos 50.

Detalhe: só não pode fazer o download gratuito das músicas. Em compensação, oferece-lhe opções como o Amazon e o Ebay para comprar as músicas.

musicovery.jpg

Dó maior

Morreu ontem Oscar Peterson, gênio do jazz, o que deixa muito mais pobre a música que se faz nessa terra e muito mais chato este Natal.

Restam para nós Calcinha Preta, Frank Aguiar, o deputado-cãozinho dos teclados, Mel com Terra, Chiclete com Banana, Asa de Ã?guia, Ivete Sangalo, Lairton do Teclado, Eminem, Black Eyed Pears (excluindo a Fergie, é claro!), Leonardo, Jorge Vercilo, Chitãozinho & Xororó, aquelas coisas de drums’n'bass, Sandy sem Júnior, Júnior sem Sandy e, claro, padre Marcelo Rossi.

Fim de anozinho mais sem graça, sô!

Ouve aí Peterson, arrasador, em Autum Leaves e, abaixo, um duo dele com Keith Emerson, aquele que destruía pianos no Emerson, Lake & Palmer, em Honky Tonky Train Blues - um duo de duas gerações, portanto.

Depois, diz se tô errado.

rick-estrin.jpgPara quem tem chegado ao Sobretudo em busca de mais informações sobre o III Fórum Harmônicas Brasil, vou recapitular:

1) O Fórum será lançado oficialmente na próxima sexta-feira, 21 de dezembro, em show gratuito do gaitista Diogo Farias no Espaço Rogaciano Leite Filho, sob a passarela do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, em Fortaleza. Começa às 20 horas;

2) A programação de abertura prosseguirá sábado, 22, na Escola Viva Música Viva, com workshops sobre gaita ministrados por mim, para iniciantes, e pelo Diogo Farias, para os mais avançados. Começa às 9 horas e o ingresso é um livro em bom estado;

3) O III Fórum Harmônicas Brasil continuará em fevereiro de 2008, nos dias 22, 23 e 24 (sexta, sábado e domingo, respectivamente),  com shows à noite no Anfiteatro do Dragão e aulas pela manhã na Viva Música Viva;

4) Entre os músicos convidados estão Flávio Guimarães (RJ), Ivan Márcio SP), José Staneck (RJ) e Rick Estrin (Califórnia/EUA, na foto);

5) O patrocinador master do Fórum é a Bends, fábrica de gaitas que começou grande porque aposta e acerta na qualidade.

E juro por Deus que Bob Dylan não vem mesmo. Nem Alanis Morrisseti.

E, para finalizar, Rick Estrin com a banda Little Charlie and The Nightcats. O cara é medonho:

diogo1.JPG

Deu no G1, hoje: “Shows confirmados - Bob Dylan e MCR vêm ao Brasil em 2008″. A matéria completa você lê aqui.

Pois bem: posso garantir que o velho Bob não virá para o Fórum Harmônicas Brasil. É que eu, o Luiz Carlos e o Diogo Farias (na foto), mesmo concordando que ele é um dos grandes responsáveis pela divulgação da gaita no século XX, combinamos de só trazer gaitistas bons.

Foi mal, Bob.

A propósito, sexta-feira que vem a gente inicia a terceira edição do Fórum. Caberá a responsabilidade ao Diogo, tocando com a De Blues em Quando no Espaço Rogaciano Leite Filho, do Centro Dragão do Mar. A apresentação, a partir das 20h, será gratuita. E no sábado, na Escola Viva Música Viva (Avenida Desembargador Moreira, 629 - Aldeota), eu e o Diogo apresentaremos workshops de iniciação à gaita, a partir das 9h. Quem quiser ir, é só chegar. O acesso será mediante a doação de um livro em bom estado.

Dica cultural

Da jornalista Kelly de Castro, com quem tive o prazer de trabalhar, mesmo que por pouco tempo, na assessoria de imprensa do governo Lúcio Alcântara, recebo a dica cultural abaixo.

Despertar nas crianças da família a idéia de que o Natal é a festa de aniversário de um menino, o Menino Jesus. Com esse objetivo, as famílias Alcântara, Rosário, Ponte Albuquerque, juntamente com amigos, mantêm a tradição de realizar, todo fim de ano, o Auto de Natal. As crianças ficam ansiosas para participar. Os adultos se organizam em um grande círculo, aguardando o texto a ser lido.

O livro Autos de Natal em Família, da escritora Beatriz Alcântara, reúne textos das festas natalinas desde 1992, embora ela não se lembre quando exatamente tomou a decisão de organizá-los.

De lá para cá, algumas lacunas ficaram abertas. Mas a idéia de compilar os Autos de Natal, na opinião de Beatriz Alcântara, vai garantir que um maior número de famílias participe integralmente desse momento único, que é a celebração da data máxima da cristandade – o nascimento de Jesus. Uma idéia memorável neste momento em que a paz e a união das famílias devem ser cada vez mais valorizadas.

O lançamento do livro Autos de Natal em Família, da escritora Beatriz Alcântara, acontecerá neste sábado (22), às 11 horas, na livraria Livro Técnico (Rua Dom Joaquim, 54), ao lado do Flórida Bar. Durante o evento, haverá apresentações de músicas natalinas, sob a regência do maestro Poty. A obra é da Editora Labirinto.

Pense no Natal páia

Recebi convite para uma festa no próximo dia 24. É num local chamado “Coqueiros Sabor e Música”, entre Sobral e Massapê.

De antemão aviso que não vou.

Não por ser muito longe de onde moro - uns 250 quilômetros. Não por ser na noite de Natal. Não por ser patrocinada por estabelecimentos denominados “Vammus Motel” e “Não Sey Motel”.

Mas é porque as atrações estão além do que o meu estômago agüenta: bandas Forró dos Plays e Solteirões e o cantor (?) Beto Barbosa.

Não quero nem saber se peba põe

Já que a campanha “Publica, Maísa!” está de vento em popa, resolvi dar uma apimentadinha.

Informante meu, secretíssimo, me mandou essa foto aí embaixo. Ele jura que é a Maísa Vasconcelos a mulher pelada que está caminhando na beira do mar em Tambaba.

E explica que, para cumprir sua incumbência perigosíssima, teve de se trepar num pé de coco mode o Messias Holanda, na música, e o Tom Cruise, que se dependurou naquela cordinha no filme “Missão: Impossível”. Daí a distância - pela qual o repreendi com os devidos, necessários e indispensáveis rigor e veemência. Que isso nunca mais se repita.

Há dias estou matutando sobre se publico ou não a tal da foto, já que essa primazia deveria ficar para a Maísa. Mas não agüentei a pressão.

Taí, ó:

tambaba01.jpg

Tim “Vale Tudo” Maia

tim-maia.jpgInsone, pra variar, fiquei zapiando ontem à noite e acabei sendo premiado com a entrevista do Nelson Motta ao Jô Soares. Nelson foi lá para divulgar o seu último livro, que traz a biografia do irreverente Tim Maia (”Vale Tudo”). A entrevista foi muito legal. Se o Jô não deixa ninguém falar (assim como o Faustão - será uma mania de gordo? Não, acho que não. Se fosse, o Galvão Bueno seria uma baleia), encontrou pela frente um Nelson Motta falante e muito risonho. Foram 2/3 de programa muito divertidos, se bem que a história do Tim Maia ajuda pra caralho nesse aspecto.

A novidade, e uma excelente novidade, diga-se de passagem, é que as 121 músicas maravilhosas mencionadas no livro estão disponíveis para audição no endereço www.objetiva.com.br/valetudo. Vá lá e curta um balanço sonoro muito legal.  Você não vai se arrepender.

E para fechar de forma brilhante o Programa do Jô, uma palinha de Diane Kroll, mas aí não só é outro estilo como também outro post.

De fazer inveja

Dei uma passada ontem, bem ligeirinha, no show da banda Beatles 4Ever, cover dos Beatles (lógico, né? Com um nome desses queria o quê? Que fosse cover do Sandy & Júnior?), no BNB Clube de Fortaleza.

Arrependi-me de não ter chegado antes. Os caras são bons demais. Tenho certeza de que a trilha sonora da cidade na noite de sábado ficou mais honesta. Vi por lá umas mil pessoas, a maioria estampando um sorrisão de felicidade no rosto.

Mas não foi só isso que me impressionou. Achei legal que só da parte do clube manter um funcionário com um decibelímetro, aquele aparelhinho que mede a intensidade do som, percorrendo ruas do entorno e monitorando o volume da música. Qualquer sinal de excesso, ele passava uma mensagem de rádio para que o pessoal lá dentro controlasse o, digamos à falta de palavra mais adequada, barulho.

A vizinhança, aposto, penhoradamente agradece.

Já me sinto lá

Roberto Maciel, o professor Cláudio Lima mandou avisar: segunda-feira vai dar aula no que resta do Colégio Cearense sobre a importância da Ivete Sangalo e da dupla Sandy & Júnior na música brasileira. Os que comparecerem com um livro do Diogo Mainardi ou um artigo do Reinaldo Azevedo terão acesso gratuito. Para comemorar o evento, está programada uma queima de fogos patrocinada pela Prefeitura de Fortaleza. O deputado José Teodoro Soares já garantiu presença. E os clientes da Tim poderão receber a cobertura da palestra, desde que mandem uma mensagem para o número 067 com as palavras Zé Silva.

É por isso que gosto de Blues

Fui dar uma passeada no blog da Maísa Vasconcelos - que o faz junto o com o Zé Rosa e a Clarinha Quintela - e pesquei esse traumático relato da autora em tela. Sinta o drama da moça, para a qual o Luiz Carlos ainda deve um bolo de fubá:

“Você vai saber o que eu fiz a noite passada

Degradante. Essa é a primeira palavra que me vem ao lembrar da situação de milhares de forrozeiros que lotaram o Forró no Sítio durante a comemoração de dois anos da casa mais badalada do gênero em Fortaleza.

Depois de sucessivas negativas, resolvi acompanhar um grupo de amigos numa aventura de estréia no maravilhoso mundo dos freqüentadores de casas de forró. Sempre ouvi o comentário, corroborado pela mídia, de que o Forró no Sítio seria o melhor lugar para uma iniciação desse tipo. Fala-se que é a mais “bem freqüentada¨, leia-se, a que tem a maior presença de meninas e meninos bem nascidos. É assim por ser distante (”só vai quem tem carro”), pelo valor cobrado na entrada, e por ser a que tem a melhor estrutura e a melhor seleção de bandas (na festa de aniversário estavam juntas Aviões do Forró e Forró Balancear, duas das mais cotadas no momento).

Não paguei pelo meu ingresso, mas tive que cair nas mãos do cambista para assegurar uma entrada mais em conta para uma amiga que levei junto. Resultado: morri com R$ 22 e mais R$ 5 de estacionamento, na rua, cobrados à vista. Piso de areia, muita lama, cerveja quente e banheiros sem a menor condição de uso deram o tom da noite. Sem contar que o atrativo, que seria dançar forró, tornou-se quase impraticável devido à multidão presente. Acredito que a previsão feita pelos organizadores, de 20 mil pessoas, foi atingida. Sentiu o drama? Independentemente de outras coisinhas mais que teria para dizer sobre a experiência, tenho outras várias constatações, como segue:

1. Eu era a única mulher usando bolsa.
2. Todas vestem o mesmo tipo de roupa, é como se houvesse um uniforme.
3. Não dá para manter a menor “catiguria” diante de tantas adversidades.
4. Deveria ter ido mesmo de tênis.
5. Tem muita gente bonita que vai lá.
6. Havia crianças no forró. Pode isso?
7. Todos sabem cantar todas as músicas.
8. Todos dançam a mesma coreografia. Detalhe: eu quero aprender.
9. Não há diferença entre uma música e outra: parece um musicão único tocando a noite toda.
10. Tinha político grandão por lá, com direito a ser anunciado pelo locutor oficial da noite.
11. Sou uma anta! Não deveria nunca ter tirado a câmera da bolsa, assim poderia ilustrar o que disse aqui.

E tenho algumas dúvidas cruéis também:

1. O que tem lá que atrai tanta gente?
2. O que os leva a aceitar caladinhos essa tamanha falta de zelo dos donos pelos clientes?
3. Pra onde vão os tubos de dinheiro da bilheteria que não voltam em benefícios para quem paga?
4. Algum dia eu vou voltar lá?”

E aqui, de volta, arrisco-me a responder o cruel questionário apresentado pela Maísa:

1. O que tem lá que atrai tanta gente?
- Duas coisas: a primeira é a irresistível atração que cearenses têm por coisa fuleira (exagerei: afinal, baianos adoram axé; paulistas amam rodeios; cariocas curtem funk; paraenses estão malucos por calipso). Essa mesma que arrastou nossa Maísa até o tal sítio, essa mesma que nos faz assistir, vez em quando, programas policiais e de forró na TV. A outra é a possibilidade de se comer alguém ou de ser comido por alguém - para a qual não cabem comentários;

2. O que os leva a aceitar caladinhos essa tamanha falta de zelo dos donos pelos clientes?
- Quem costuma ir a forrós assim, Maísa e caros leitores, já está passando com o gesto o atestado de que não tem um pingo de senso de conforto e segurança. É mais saudável pular de bung jumpee. Mas não os condeno. Eles, todos eles, são movidos por um esforço brilhante de uma indústria fonográfica e de shows. Além do mais, existe a possibilidade de se comer alguém ou de ser comido por alguém - para a qual não cabem comentários;

3. Pra onde vão os tubos de dinheiro da bilheteria que não voltam em benefícios para quem paga?
Ora, ora…  Aliás, isso me faz lembrar aquele discurso, corretíssimo, dos personagens do filme Tropa de Elite, segundo o qual quem financia o tráfico de drogas são o mauricinho e a patricinha de classe média. Pois é: forró vagabundo também é droga.

4. Algum dia eu vou voltar lá?
Espero que não. Por Deus, como espero.

E o que é melhor: é tudo grátis

A Tropicália, movimento artístico surgido em 1967 e que envolveu música, cinema, teatro e artes plásticas, será o centro das atenções do Centro Cultural do Banco do Nordeste em novembro.

A programação terá início dia 6 com uma mostra de filmes e documentários sobre o movimento. Em cartaz, os filmes Terra em Transe, Fabricando Tom Zé, Doces Bárbaros e Infinita Tropicália. Eles também serão exibidos nos dias 10, 13, 20 e 27.

Já na próxima quinta-feira, dia 8, o projeto É Tudo Fotografia vai reunir o fotógrafo Solon Ribeiro e o pesquisador Henrique Dídimo para debater a Tropicália, dando destaque à performance Mitos Vadios, feita por Hélio Oiticica e uma das atrações do happening que reunia artistas excluídos da Bienal de São Paulo de 1978.

Segundo Luciano Sá, assessor de imprensa do CCBNB, Solon Ribeiro estava com uma câmara fotográfica carregada com filme tri-x num estacionamento da Rua Augusta, em São Paulo, quando Hélio Oiticica (foto) apareceu usando peruca, sandália com salto plataforma, sunga de praia, camiseta dos Rolling Stones e óculos de mergulhador. “Mais do que uma documentação, as fotografias de Solon Ribeiro se transformaram, anos depois, numa obra capaz de expressar o movimento cultural efervescente daquela época”.

E antes que eu esqueça: o CCBNB fica na rua Floriano Peixoto, 941. Mais informações: (85) 3464.3108

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Encontro mágico

O estúdio da rádio Universitária FM foi palco ontem à tarde de um encontro inédito e casual de dois verdadeiros titãs da música popular brasileira: Pery Ribeiro e Mônica Salmaso. Ambos, que divulgavam seus respectivos shows em Fortaleza, ainda agraciaram os ouvintes do programa “O Disco da Semana”, do jornalista Nelson Augusto, com a capela de “Ave Maria no Morro”, de Herivelto Martins, pai de Pery. O engraçado é que logo após fazer o pedido a Mônica Salmaso, o professor de música Erico Baima, presente no estúdio, levou uma descompostura no ar de Pery Ribeiro:

- Você é amigo dela? Isso não é coisa que se faça. Ninguém pede isso num estúdio de rádio!

No entanto, Érico já tinha combinado tudo com Mônica em off, só não lhe dissera qual música iria pedir. E “Ave Maria no Morro”, conforme a cantora me confidenciaria depois, é uma música complicada de cantar, principalmente sem ensaio e sem acompanhamento. Mas como já tinha topado o desafio, resolveu cantar. E, para surpresa de todos, tão logo começou a cantar, foi imediatamente acompanhada por Pery, num encontro magnífico e mágico. Ao final, também extasiada, Mônica perguntou a todos no estúdio:

- Alguém fotografou?! Me digam que alguém fotografou!!

E qual o tolo que iria perder aquele momento em busca de uma máquina fotográfica?! Claro que ninguém nem se lembrou de fotografar, apesar de terem pelo menos duas máquinas fotográficas no estúdio, além de vários celulares com câmera.

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Aguarde

A FM da Assembléia Legislativa do Ceará já está operando em caráter experimental. A freqüência é 96,7 MHz.

Mas, como escrevi, é ainda em caráter experimental. Só está veiculando músicas.

Ou seja, se você quiser ligar o rádio para escutar o deputado Perboyre Diógenes assassinando fria e cruelmente o Português, vai ter de esperar mais um pouquinho.

A caixa preta é caixa prego

Navegando pela Internet, o radialista baiano José Tarcizo Vieira Diamantino veio dar com os costados no Sobretudo e encontrou o texto Ecad no paredão, aqui publicado pelo Luiz Carlos.

E, tiririca da vida com o dito Ecad, mandou-nos o seguinte comentário, o qual fiz questão e aprovar e para o qual faço questão de abrir este post:

“Quero relatar que o Ecad na Bahia tomou uma atitude no mínimo estranha. Através de uma ação na Justiça conseguiu tirar do ar a programação musical da rádio 88 FM, de Porto Seguro. Tal atitude causa estranheza porque a entidade nunca fiscalizou emissoras de região e, desde da fundação da radio, há 11 anos, sequer apresentou uma planilha de execução à direção da rádio. Estamos desde a última sexta feira, 12 de outubro, impedidos de tocar músicas e o Ecad não se pronuncia sobre a situação de outras emissoras. Se tem que pagar, que seja igual para todos. No nosso caso, a ação do Ecad não foi técnica, foi política. A rádio em questão faz oposição ao atual prefeito e o único meio de nos calar foi usando o Ecad.
É preciso abrir a caixa preta do Ecad!”

A denúncia é pra lá de grave. Se for verdade o uso político da empresa, é um desvio e tanto. Se for verdade que a empresa nunca apresentou planilha de cobrança à 88 FM, é uma negligência e tanto.

Além do mais, me parece uma imensa incongruência o fato de o Ecad, que deveria batalhar para abrir espaços para que autores veiculem suas músicas e possam, assim, receber seus direitos, sair por aí fechando emissoras de rádio.

Os Seminovos

Você já tinha ouvido falar da banda “Os Seminovos�? Nem eu, até hoje. O grupo nasceu a partir do trabalho de Maurício Ricardo no site de humor e paródias musicais www.charges.com.br. Na definição do próprio Maurício, os integrantes da banda, “roqueiros rodados mas em ótimo estado de conservação� (daí o nome do grupo), estão apostando todas as suas fichas no modelo de divulgação das músicas através da Internet. Os tais músicos recauchutados são: Maurício Ricardo (baixo, backing vocals e letras), Neto Castanheira, (guitarra solo, arranjos, produção), Tchana (guitarra base e backing vocals), Neto Fog (voz) e Alex Mororó (bateria).

No release do grupo, está dito que a principal fonte da banda “talvez seja o rock e blues clássico dos anos 60 e 70, mas o grupo surpreende com baladas e canções de pegada bem atualâ€?. Quer conferir se tudo isso é verdade? Então comece com ”Ao mestre com carinho” e depois vá ao site deles (www.osseminovos.com.br) para apurar melhor suas conclusões.

O novo CD de Flávio Guimarães

flavio-blog2.jpgFlávio Guimarães é um gaitista de primeira linha. E não só do Brasil, onde é reconhecido como o cara que abriu portas para uma geração de músicos importantes, com seu trabalho de 20 anos na banda Blues Etílicos. Flávio se alinha aos principais gaitistas do mundo, toca com eles e troca idéias e experiências.

Aliás, posso dizer que foi por intermédio do Flávio que percebi o quanto o blues tem capacidade de dialogar com gêneros vários - só depende, na verdade, do talento, do bom senso e da inteligência de quem o faz.

Pois bem: ele está lançado CD novo mês que vem. Chama-se “Flávio Guimarães Vivo”. É uma homenagem ao norte-americano Charles Musselwhite, outro monstro da gaita, e, não bastando isso, traz participações de gente especialíssima, como o próprio Musselwhite e Peter Madcat Ruth. Sabendo disso, pedi ao Flávio informações sobre o disco. Ele me mandou o texto do encarte, julgando que não há muito mais o que falar do que as impressões que escreveu. Concordo. Blues, afinal, é um gênero sem arrodeios e repleto de objetividade. Leia aí:

“Esse CD é um tributo ao veterano bluesman Charlie Musselwhite. Foi fruto direto do nosso recente convívio, quando o acompanhamos em sua turnê brasileira em 2006. Acreditamos que conseguir tocar blues com personalidade significa soar de forma pessoal, respeitando a essência e os parâmetros dessa linguagem musical tradicional, mas jamais copiando. A capacidade de improvisar, se expressando com suas próprias vivências e emoções, é o que basicamente buscam os músicos que se dedicam a esse estilo. As nove primeiras músicas deste cd foram gravadas ao vivo na Sala Paratodos, por Ernesto Chini, no dia 20 de janeiro de 2007. Meu parceiro de mais de duas décadas, Otávio Rocha, sabe como ninguém fazer uma guitarra base precisa e cheia de groove, além de solos excepcionais. O baixista Ugo Perrotta e o baterista Beto Werther são da extinta banda Big Allanbik, ambos possuem uma extensa folha de serviços prestada ao blues. O trio, após me acompanhar nesse registro, passou a se chamar Blues Groovers, nome que define bem sua visão de grupo.

A música Blue Stu é de Robben Ford e foi gravada pela primeira vez por Musselwhite. Contei com os amigos André Tandeta na bateria, Tony Botelho no contrabaixo acústico e Danny Vincent na guitarra para registrar o tema.

A partir da décima música, contrastando com o clima intenso dos shows, incluí algumas faixas acústicas. Elas foram captadas 100% ao vivo, em estúdio. Gravar In Your Darkest Hour com o próprio Charlie Musselwhite, na voz e no violão de aço, foi um dos momentos mais emocionantes da minha carreira. Nessa faixa, contei novamente com André Tandeta, desta vez na percussão.

Para fechar o disco, mais amigos num registro ao vivo que exemplifica bem a interação entre duas gaitas. Com Christiaan Oyens na bateria e o incrível Peter Madcat, criamos um descontraído clima que nos remete aos primórdios do blues”.

Deixando de conversa, ouça aí uma das faixas do “Flávio Guimarães Vivo”. É “Blue Stu”, do Robben Ford:

A propósito, é com grande estilo que começamos a postar música no Sobretudo, né não?

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