Sobretudo

Para refletir e opinar

Com Luiz Carlos de Carvalho e Roberto Maciel

Homenagem à bancada mundo-cão

O jornaista Fábio Campos traz hoje, na coluna Política, do jornal O Povo, a definição precisa dos que exploram e espetacularizam a insegurança pública como arma de ganhar votos: “Gigolôs da violência”.

Aí vai a minha sugestão pro Ronda do Quarteirão

Nessa briga sem-fim entre israelenses e palestinos, sempre fui simpático a estes.  Afinal, acho que os palestinos também têm direito ao seu quinhão no Oriente Médio. Em função disso, sempre olhei meio de lado para o Exército de Israel. Isso é, olhava de lado até me deparar com estas fotos sensuais de soldados israelenses, feitas para a revista masculina americana Maxim e publicadas no G1.

Definitivamente, não dá pra olhar de lado para um Exército que tem nas suas fileiras essas militares, concorda?! E bem que o governador Cid Gomes poderia colocar policiais assim dentro das Hilux, do programa Ronda do Quarteirão. Duvido se ainda haveria insegurança.

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Caraca!

Saiu hoje no ex-blog do prefeito do Rio de Janeiro, César Maia (DEM):

“A república de Chávez dispara na liderança do crime na América Latina!

Caracas: 105 homicídios por 100 mil habitantes. Belo Horizonte e Rio: 40!

LE MONDE
A luta contra a insegurança crescente tornou-se a prioridade dos venezuelanos
Dados divulgados pela imprensa contabilizam 85.000 homicídios nos últimos oito anos.

O ministro do Interior e da Justiça, Pedro Carreño, um antigo militar, como Hugo Chávez, acusa a oposição e os meios de comunicação de estarem exagerando a gravidade da insegurança “para desestabilizar o governo”. O ministro rechaçou os números apresentados, lembrando que, desde 2003, roubos e arrombamentos diminuíram. Mas ele não pôde negar que os homicídios cravaram em 2006 o recorde absoluto, de 12.257 - ou seja, três vezes mais do que em 1998. A situação é muito grave em Caracas, onde, segundo o Centro pela Paz da Universidade Central da Venezuela, o total de homicídios para cada 100.000 habitantes alcançou o número de 105, o mais elevado da América Latina”.

É óbvio que Maia puxa a brasa pro lado direito, justo pra sardinha dele, colocando em xeque o governo de Hugo Chávez - que, pra mim, também não cheira nada bem -, mas vale lembrar que os números não querem dizer que a situação do Rio de Janeiro seja melhor do que a de Caracas. É, com alguma condescendência, menos ruim.

Outra coisa: no Brasil, segurança pública não é atribuição das prefeituras. Ou seja, quando diz que por aqui as coisas estão menos ruins do que na Venezuela, César Maia elogia - ainda que sem aparentar perceber - os governos de Sérgio Cabral Filho e de Lula, os quais tem como adversáios. Não é à toa que ganhou da população o epíteto, não exatamente carinhoso, de “César Maluco”.

Afinal, serão quantos, governador?!

Do governador Cid Gomes hoje no Blog de Política do Povo ao rebater a crítica de Moroni Torgan segundo a qual os 1.000 policiais prometidos pelo programa Ronda do Quarteirão não resolverão o problema de insegurança geral, ampla e irrestrita:

- O que ele disse foi o óbvio. Não serão mil policiais que vão resolver o problema, nem serão dois mil, nem serão três mil, nem serão quatro mil, nem serão cinco mil.

Verde esmaecido

Veja essa: amanhã, moradores do Bairro Ellery (a denominação antiga, Vila Ellery, era mais bucólica) lançam um movimento para salvar o Pólo de Lazer da Avenida Sargento Hermínio.

O lugar é o pulmão verde daquela região de Fortaleza, onde a comunidade - mesmo com a quebradeira e a insegurança - pratica esportes e tem uns momentinhos de lazer. E está abandonado. Apesar disso, ninguém no Paço Municipal se lembrou de fazer um referendo em defesa do Pólo.

O coronel de pijamas Paulo César Romero Castelo Branco, ex-assessor da Secretaria da Segurança Pública do Estado e retrato do rancor e da ranzinzice, de quem este blog já tratou, está enchendo a paciência dos outros com um novo spam. É um e-mail no qual novamente distribui suas idéias distorcidas, dessa vez batendo na visita de Lula aos EUA.

Além da falta de educação (chega a comparar o presidente da República a um pedinte), PC já dá sinais de amnésia. Diz, no fim, que “Os Ditadores Militares não viajavam e o Brasil era mais desenvolvido, seguro e com menos miseráveis.”

Ele cometeu alguns erros históricos, evidentemente voluntários: 1) Os ditadores militares viajavam, sim. Lembro de uma piada que circulava quando Geisel foi ao Japão. Era assim: “Sabe porque o presidente levou a filha na comitiva para o Japão? Para provar que no Brasil também tem dragão”. Desnecessário ressaltar que a filha do general era um tribufu; 2) O Brasil não era mais desenvolvido patavina nenhuma. Havia, sim, o mascaramento gerado pelo “Milagre Econômico”, todo fundamentado em empréstimos concedidos por banqueiros internacionais. O tamanho da dívida externa de hoje se deve a isso; 3) Não era mais seguro não. O próprio Estado respondia pela insegurança, pela intranqüilidade e pelo terror. Havia, todos se lembram, tortura institucionalizada pelo poder. É exemplo de segurança um pai ser arrastado de casa, na frente da mulher e dos filhos, jogado numa cadeia fedorenta e passar dias pendurado no pau-de-arara? Ou um professor ser retirado, sob botinadas, de dentro da sala de aula, diante dos alunos? Ou um rapaz ser amarrado na traseira de um jipe militar, arrastado pelo pátio de um quartel e morrer asfixiado pelos gases que aspirou do cano de escapação? Ou um jornalista “ser suicidado” num saleta de um órgão de repressão política?

Juro: é a última vez que escrevo aqui sobre o tal coronel.

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  • Escrito em: Política
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