Sobretudo

Para refletir e opinar

Com Luiz Carlos de Carvalho e Roberto Maciel

Sobretudo também é besteira

Como o Luiz Carlos achou de tentar soerguer o nível deste Sobretudo, com o post Sobretudo também é arte e cultura, trato eu mesmo de pôr as coisas nos seus devidos lugares.

E proponho que você, caro leitor, tire a blusa dessa moça, indo para esse link aqui:

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Sobretudo também é arte e cultura

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De 28 a 30 de março, no Siará Hall, os cearenses terão a oportunidade de conferir um dos maiores espetáculos circenses mundiais da atualidade: o Circo Nacional da China.

Sob o título de “Natureza�, a trupe de 65 artistas busca no meio ambiente o tema principal para a concepção do show, que já passou por capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Florianópolis, Curitiba, Porto Alegre, Manaus, Belém, São Luís e Teresina.

O espetáculo conta com o patrocínio da Coca-Cola e com apoio da Secretaria de Cultura do Estado (Secult) e do Serviço Social do Comércio (Sesc).

Depois de Fortaleza, a trupe segue para Recife e Salvador.

Subo neste palco

Seguinte: a historinha aí embaixo peguei no Blog do Maurição. E o Maurício diz lá que quem contou pra ele foi o Jarbas Oliveira.

Quer dizer que se alguém tiver de ir para o inferno por conta de espalhá-la, tem dois na minha frente.

“Embora a Semana Santa não seja o mais apropriado para contar piadas, vou arriscar. Até porque esta historinha tem tudo a ver com a data. Quem relatou foi o fotógrafo Jarbas Oliveira, um dos profissionais mais conceituados da terrinha e um ‘fuleiragem’ total. É meio longa, mas garanto que ninguém vai arrepender-se de chegar até o final.

Durante décadas, o grupo de teatro Comédia Cearense encenava, ano após ano, a peça “O Mártir do Gólgota” no Theatro José de Alencar. Já fazia parte da programação oficial da família fortalezense, no mesmo patamar do bacalhau, do vinho Sangue de Boi, da queima de judas e do pão-de-coco da Lisbonense.

Ocorre que, certa vez, no início dos anos 70, alguma desavença - ou desatenção - fez com que as autoridades de cultura da cidade esquecessem de contratar a Comédia. Sem alternativas para manter a tradição de encenar a paixão, os dirigentes da Companhia acertaram apresentações fora da cidade.

A pressão da sociedade foi intensa e tentou-se nova negociação, sem sucesso, já que contratos haviam sido assinados com outras praças. Sem poder deixar a elite local órfã do espetáculo, a saída foi procurar outro grupo que já tivesse a peça ensaiada e em condições de encená-la.

Procura daqui, procura dali, encontraram um grupo de teatro amador lá do Pirambu, mais uma das inúmeras ações sociais desenvolvidas pelo Padre Hélio naquele recanto da periferia de rima fácil e vida dura.

E assim foi feito. Naquele abril, o TJA abriu as portas e a elite local pôde ver, pela primeira vez, um grupo de teatro da periferia na fabulosa casa de espetáculos. Uma das estrelas era um cabeleireiro chamado Seridó, um dos mais entusiasmados artistas do grupo.

Seridó era Pilatos. O espetáculo se encaminhava para o final e, até aquele momento, tudo transcorria normalmente, apesar do suor que corria nas faces das senhoras do high, desmanchando pancakes e ameaçando assanhar as perucas kanekalon.

Pois bem. Numa das cenas mais fortes da peça, Pilatos é chamado a decidir quem, entre Cristo ou Barrabás, receberá o indulto e será solto.

É a gloria de Seridó. O cabeleireiro pobre do Pirambu vê, naquela ocasião, seu momento de glória, que poderia levá-lo a iniciar uma carreira profissional, como integrante do júri do Programa Irapuan Lima ou do Show do Mercantil, de Augusto Borges. Ou ainda, quem sabe, a uma participação nas novelas do Canal 5.

Após a deixa do figurante, Seridó estufa o peito, dá uma rabissaca cenográfica e emposta a voz, soltando a plenos pulmões, sua fala:

- Que queres tu de mim, ó fariseu? - inquere o Barrabás do Pirambu.

Antes que o fariseu responda, lá da torrinha uma voz cavernosa, autêntico moleque, daqueles que têm coragem até de vaiar o sol na Praça do Ferreira, despacha o improviso, para deleite do canelau que tinha arranjado cortesia e o conseqüente terror na fina flor da sociedade:

- O cu, Seridó!”

Ufa! Foi de tirar o fôlego…

Não sei se vocês sabem, mas eu, o Luiz Carlos e o Diogo (o cara em duo com o moleque aí embaixo) acabamos de concluir mais um Fórum Harmônicas Brasil - a terceira edição, destaco.

E trouxemos pela primeira vez um gringo. E coisa fina: Rick Estrin, um dos papas do blues californiano.

Mas é claro que tivemos coisa fina, finíssima, da cena nacional. Gente do porte de José Staneck, Otávio Castro, Ivan Márcio, Vitor Lopes, Guta Menezes e Flávio Guimarães, além do nosso Diogo daqui mesmo, que fechou o evento num show gratuito no Centro Cultural Bom Jardim. Não é brincadeira não.

Taí um filmete do Rick no palco do Centro Dragão do Mar, acompanhado por Igor Prado (guitarra), Klaus Sena (baixo) e Aristides Cavalcante (bateria).

Fórum Harmônicas

Leia com atenção. Pode ser demorado, mas vale a pena - eu acho. Este post trata do Fórum Harmônicas Brasil, cuja terceira edição inauguramos em dezembro passado, com show do Diogo Farias e da De Blues em Quando, e que terá continuidade sexta, sábado e domingo próximos.

O Fórum é um evento único no País. Reúne grandes gaitistas e se propõe a ser uma referência da arte-educação, com foco especial na harmônica. Faço-o junto com o Luiz Carlos e o Diogo desde 2005, a custa de muito suor e canseira, mas com imenso prazer.

Sexta-feira que vem começa mais uma maratona dessas. Os shows serão no Centro Dragão do Mar, no Anfiteatro, sexta e sábado à noite. As aulas, sábado e domingo, pela manhã e à tarde, serão na Escola Viva Música Viva.

Veja quem vem:

     Otávio Castro - Carioca, filho do compositor Everardo Castro, Otávio Castro, 27 anos, iniciou-se na harmônica de otavio-castro-2.jpgboca aos 15 anos. Entretanto já tinha contato com a música desde os nove anos, tocando percussão. Iniciou seus estudos de harmônica com Rodrigo Eberienos e posteriormente foi aluno do mestre e amigo Maurício Einhorn.
     Considerado por muitos como um dos expoentes no Brasil na técnica batizada por ele mesmo denominou em português como sendo “o cromatismo na harmônica diatônica�, Otavio Castro alcançou um nível técnico que atualmente o possibilita tocar diversos repertórios apenas utilizando uma harmônica diatônica afinada em C (dó) para todas as tonalidades, o que lhe rende anualmente uma série de workshops por todo o Brasil. Nesse sentido, o caminho que o músico vem percorrendo nos últimos anos é o da pesquisa e criação de novos horizontes para a harmônica diatônica, imprimindo o sotaque brasileiro a um instrumento que ainda é visto por alguns como um instrumento restrito ao blues.
     Otavio Castro lecionou inicialmente no Centro Integrado de Música (RJ) por quatro anos, em seguida recebeu convite para lecionar na Musiarte (RJ), onde ficou por mais dois anos. Em 2000, passou dois meses tocando intensamente em Nova Iorque, fazendo parte de trabalhos com músicos como Mark Whitfield, Deanne Witowisk e Hector Martingnon.
Teve oportunidade de participar de shows e gravações com algumas figuras representativas da música brasileira, tais como João Donato, Carlos Lyra, Carlos Malta, Márcio Hallack, César Nascimento e Chiquito Braga. Além disso, teve a experiência de gravar na novela “Cobras & Lagartos�, da Rede Globo, fazendo a gaita de um dos personagens.

Ivan Marcio - Ivan Marcio apaixonou-se pela gaita aos treze anos e um ano mais tarde, em 1991 ouvindo Elmore ivan-marcio.jpgJames, sua paixão virou amor com o Blues, que se tornou companheiro inseparável deste gaitista paulista. Em 1999 inicia seu trabalho com os Irmãos Prado (Prado Brothers e Swing It! Blues), que em 2000 passa a se chamar Prado Blues Band que se tornaria em 2004 a banda revelação de Blues Nacional e pioneira em um estilo musical chamado de Jump Blues.
     Autodidata e apreciador de músicos como Sonny Boy Williamson II, Little Walter Jacobs, Flávio Guimarães, Charlie Musselwhite e alguns grupos vocais dos anos 50, apresentou-se pela primeira vez aos 14 anos e não parou mais. Passando em casas como o Bourbon Street Music Club, CIA Paulista de Blues, Sanja Jazz Bar, Ton Ton Jazz Club, Delta Blues Bar, Mr Blues Bar, Stones Blues Bar, Barfly, diversos SESCs pelo Brasil, entre outros.
 Muito solicitado para promoção de workshops pelo Brasil, formou-se em Pedagogia o que o auxilia nos cursos de Gaita do Projeto Juventude Cidadã em São Bernardo do Campo, formando mais de 100 alunos por ano - o que lhe rendeu elogios de Billy Branch.
     O gaitista já dividiu o palco com Howard Levy, Danny Vincent, Greg Wilson, J.J. Jackson, Eddie C. Campbell, Enrico Crivellaro, Nuno Mindelis, Donny Nichilo, Steve Guyger , Jammie Wood, Johnny Rover, Holland K. Smith, André Christovam, Flávio Guimarães, Solon Fishbone, Ruth London, Théo Werneck, Andréas Kisser e Billy Branch.

José Staneck - Desenvolvendo vários estilos, o gaitista José Staneck, procura aliar ao erudito sua formação popular e jose-stanekck.jpgjazzística, sendo uma referência nacional. Tanto que já interpretou o Concerto para Harmônica e Orquestra, de Heitor Villa-Lobos, com as orquestras Sinfônica Brasileira, da Paraíba, da Bahia, de Porto Alegre, Nacional e de Recife, sob a regência do maestro Carlos Veiga.
  Também atuou com a Orquestra Sinfônica Brasileira na regência de Silvio Barbato e Pró Música e Sinfônica de Curitiba com o maestro Alceu Bocchino. Ainda no erudito, executou a peça para Harmônica e Orquestra de Cordas do compositor Guerra-Peixe ao lado da Orquestra Jovem de Campos.
Seu aprendizado começou na Escola Nacional de Música do Rio de Janeiro. Fez curso de aperfeiçoamento para a Harmônica com Maurício Einhorn, estudou Harmonia Funcional com Isidoro Kutno e estudou Análise Estética com o maestro e compositor H. J. Koeullreutter.
  É diretor da MUSIARTE - Curso Integrado de Música, uma escola, voltada para o ensino de Harmonia Funcional e Improvisação (Jazz, Rock e MPB). Atualmente realiza um trabalho bastante diversificado com a pianista Sheila Zagury. Com o Duo Santoro de violoncelos forma um inusitado trio.

vitor-lopes.jpgVitor Lopes - É possível suingar tocando gaita? Vitor Lopes traz o seu trabalho cheio de musicalidade e bom humor. Com um repertório de clássicos do choro ou por suas composições, Vitor encanta por sua destreza e versatilidade. Com simpatia, envolve o público com suas histórias e sua música, atraindo sempre a cumplicidade da platéia. Afinal, quem é que nunca se aventurou a tirar um som de uma gaitinha?
     Vitor Lopes estudou gaita com um dos maiores mestres do instrumento, Omar Izar, instrumentista de renome internacional. Não satisfeito em dominar o pequeno instrumento, estudou violão erudito, harmonia, percepção, piano, arranjo, re-harmonização e improvisação. Quase vinte anos dedicados a um estudo sério e consistente, que se traduz nos três Cds que já produziu: Um trio ViraLata, de 2003; Vitor Lopes e Chorando as Pitangas e Viragem, segundo Cd do Um Trio ViraLata, ambos lançados em 2006.
     Já fez sete turnês pela Europa, onde se apresentou na França, Espanha e Bélgica. Representou a gaita brasileira em eventos tais como O ano do Brasil na França (2005), Harmonicales (França-2004 e 2007) e Harmoliége (Bélgica-2006). Também é muito requisitado em gravações de jingles e CDs, já tendo gravado com artistas consagrados como Chitãozinho e Xororó; Arnaldo Antunes; Belchior, e também com artistas da nova geração da MBP como Chico Saraiva e Quinteto em Branco e Preto, entre muito outros.

Guta Menezes - Gaitista e trompetista da banda do programa Altas Horas, de Serginho Groisman (Rede Globo), Guta guta2.jpgMenezes estudou harmonia com Isidoro Kutno, arranjo com Ian Guest e improvisação com Nelson Faria e Idriss Boudrioua. Também estudou harmônica com José Staneck e Maurício Einhorn. Estudou Trompete no Conservatório Brasileiro de Música, com Paulo Mendonça e Nabor.
     No currículo, traz participações em trilhas sonoras para televisão: “Porto dos Milagres”, “Malhação”, “Laços de Família” e “Anos Rebeldes”, todas da Rede Globo. Ainda na TV, Participou da gravação do programa “Documento Especial”, do SBT, sobre Bossa Nova. Além disso, deu aulas nas escolas de música: Antônio Adolfo, Rio Música e no CIGAM.
     Tocou com Yuri Popoff, Los Hermanos e já gravou com Vittor Santos, Martinho da Vila, Y. Popoff, Rui Motta, Durval Ferreira, Ronaldo Diamante, Rio Jazz Orquestra, entre outros. Tocou na Orquestra do Maestro Paulo Moura, Victor Biglione e com o compositor e pianista João Donato.
  Participou da Orquestra da Avon, com a qual acompanhou a cantora americana Bárbara Hendrix, Rita Lee e Zélia Duncan. Em 2006 integrou a Rio Jazz Orquestra e ao lado de Flávio Paiva, Élcio Cáfaro e Ronaldo Diamante, integrou a banda Pindorama, com a qual lançou o CD “Belazarte e outras estóriasâ€?.

fguimaraes2p.jpgFlávio Guimarães - Em 20 anos de carreira, Flávio Guimarães produziu quatro CDs próprios e nove com o Blues Etílicos. Gravou dezenas de participações em discos de artistas dos mais diferentes estilos, tais como Titãs, Fernanda Abreu, Cássia Eller, Zélia Duncan, Luiz Melodia, Renato Russo, Zeca Baleiro, Fagner, Rita Lee, Kid Abelha, Ed Motta, Gabriel O Pensador e Alceu Valença, entre outros.
     O músico foi escolhido duas vezes por B. B. King para abrir seus shows no Brasil, em 1999 e 2004. Tendo participado dos principais festivais internacionais: Free Jazz, Rock in Rio II, Heinecken Concerts, Nescafé Blues e Natu Blues Festival, tocou com Buddy Guy em 1989 e 1991, com Magic Slim em 1993 e abriu a turnê brasileira de Robert Cray em 1997.
     Flávio mantém um constante intercâmbio com alguns dos melhores gaitistas do mundo. Realizou shows e gravações com Charlie Musselwhite, Howard Levy, Mark Hummell, Mark Ford e Sugar Blue. Participou da banda que acompanhou Taj Mahal no Brasil, dentro do Heinecken Concerts, em 1999. O show se transformou em especial da TV Cultura. Fez parte também das bandas de Brian Lee e Walter Wolfman Washington em seus shows no país.
     Sua gaita pode ser ouvida em diversas trilhas sonoras e comerciais, destacando-se a novela das sete Bang Bang, da Globo.

Rick Estrin - O gaitista Rick Estrin, da mais famosa banda de jump blues da Califórnia, Little Charlie and The estrin.jpgNightcats, é a grande atração do III Fórum Harmônicas Brasil. É a primeira vez que o músico pisa em terras cearenses, mas em 1995 com a Little Charlie and The Nightcats, quando fez shows no Rio de Janeiro e em São Paulo.
     Performático e com um visual caprichado - topete, bigode e óculos -, Estrin promete agradar ao público local com sua irreverência no palco e músicas originais e divertidas. Entre elas, My next ex-wife (“Minha próxima ex-esposa�), I can’t speak no Spanish (No hablo español), Poor Tarzan (“Pobre Tarzan�) e Me and my big mouth (“Eu e minha boca grande�). Vários astros do blues gravaram músicas dele, como Robert Cray, Koko Taylor e John Hammond.
     Em 2008, Estrin pretende lançar seu CD solo com ênfase na gaita e também está trabalhando em um DVD educacional. “Estou realmente empolgado com este projeto, pois, que eu saiba, nunca houve nada parecido ainda. Acredito que será de grande ajuda para todos os gaitistas�, disse em entrevista à revista Blues’n’Jazz. Além disso, assim que terminar a turnê pelo Brasil (Porto Alegre – 02/03; e Caxias do Sul/RS - 04/03), Estrin vai para a Europa com Little Charlie and The Nightcats para shows e festivais.
     A banda foi formada pelo consagrado guitarrista Little Charlie e Estrin, que eram colegas de escola, nos anos 70. Desde então, o quarteto, composto pela dupla mais J. Hansen e Lorenzo Farrell, já lançou nove CDs e uma coletânea, e excursionou por três continentes.

Ai, que raiva!!!

Preta Gil, filha do ministro Gilberto Gil e doublê de cantora, resolveu processar os jornalistas que brincaram com o caldo que levou na praia de Ipanema, no Rio de Janeiro (para ver as fotos do ”quase” afogamento clique aqui e a entrevista dela aqui).

Preta Gil alega que houve desrespeito ao ter sido ser chamada de “baleia encalhada”, mas acho que o que a irritou mesmo foi aparecer em algumas das fotos ao lado do corpo escultural e saradíssimo da Sabrina Sato, apresentadora de TV e doublê de rainha de bateria de escola de samba. Sem falar nesse biquini horroroso, né não?!

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Duas notas importadas

Publiquei as duas notas abaixo no Blog do Roberto Maciel. Trago-as para o leitor do Sobretudo.

Eis a primeira:

“Recebi de leitor que assinou apenas como “Wandersonâ€?, à guisa de comentário para o post Saiba onde o seu dinheiro foi passar o réveillon, trecho de artigo publicado no Diário do Nordeste pelo jornalista Flávio Paiva - a quem, sabe Deus o porquê e passados tantos anos, ainda gosto de chamar de Flávio d’Independência:“É comum ouvir muitas pessoas confundindo a dinâmica do sistema social, cultural e político com as necessidades básicas da população. Por isso, há sempre alguém comentando que o dinheiro ´gasto´ com a festa do réveillon poderia muito bem atender a demandas de saúde, educação e saneamento. Felizmente essa mentalidade está mudando e investir em sociabilidade começa a ser visto como ação essencial e preventiva.â€?

O texto, na íntegra, você lê aqui. Concordo com o meu caríssimo Flávio em grau, número e gênero. As palavras dele são irretocáveis. Mas em tese.

Justificando o “em tese�: há certos gastos que carecem, para que não haja dúvida nenhuma sobre a transparência dos atos de que os ordena, de explicações minuciosas. É o caso dos que foram feitos no réveillon de Fortaleza.

Estive nos últimos dias entre em João Pessoa (PB). Lá, pude ver uma movimentação muito parecida com a do réveillon de Fortaleza. Parecidíssima, aliás, como você pode conferir na foto acima.

No último dia 4, a banda Paralamas do Sucesso se apresentou na beira-mar de lá, bem em frente ao busto do Almirante Tamandaré, na Avenida Cabo Branco. O grupo abriu a programação do evento Estação Nordeste, que movimentará a cidade até 27 próximo, com 38 atrações - 30 locais e oito de fora, como o próprio Paralamas, cujo líder é um paraibano, Herbert Vianna, e Zélia Duncan, Lô Borges, Nuno Mindelis e Luiz Melodia.

Fiquei curioso sobre o quanto havia sido pago ao Paralamas do Sucesso, já que o evento era de porte similar ao do réveillon do aterro da Praia de Iracema, em Fortaleza. Fiz duas ligações, consegui o telefone do diretor executivo da Fundação Cultural de João Pessoa, Lau Siqueira. Apresentei-me como jornalista em Fortaleza e perguntei sobre o cachê. Lau me disse o seguinte:

- Nesse momento (eram 18 horas e faltavam duas horas para o início do evento), não tenho como precisar o valor, porque estou fora do gabinete, mas ficou entre R$ 40 mil e R$ 50 mil.

Assustei-me:

- Tem certeza? É que em Fortaleza foram pagos, conforme a Prefeitura publicou no Diário Oficial do Município, R$ 394 mil (na verdade, R$ 394.086,86) para um show no réveillon.

Ele respondeu:

- Isso mesmo. Aqui a gente não teria condições de pagar tanto. Mas no réveillon, você sabe, os cachês normalmente são mais altos.

E completou:

- Pensamos em trazer o Paralamas para o réveillon daqui, também no busto da Tamandaré, mas o valor que pediram ficou além da nossa capacidade…

- Quanto?, perguntei.

- R$ 160 mil, respondeu.

— xxx — xxx —

É por essas e outras que a sociedade deve tanto cobrar explicações minuciosas. E deve considerar teorias, como a tão brilhantemente defendida por Flávio Paiva, como algo que nem sempre é o que norteia as práticas. Afinal, há entre a “dinâmica do sistema social, cultural e político� e “as necessidades básicas da população� um ponto comum: a necessidade de transparência.

— xxx —

E vou ficando por aqui, à espera de que alguém me explique, por favor, que matemática é essa que determina um cachê de R$ 394 mil no dia 31 de dezembro e outro de R$ 40 mil a R$ 50 mil no dia 4 de janeiro.

Ou um cachê de R$ 160 mil cobrado à Prefeitura de João Pessoa - e rejeitado, frente à impossibilidade financeira - e outro quase 150% superior que a de Fortaleza diz que pagou”.

…###…###… 

Agora, a segunda, contendo a resposta da Prefeitura de Fortaleza e algumas dúvidas com as quais espero não ter de conviver a vida toda:

A propósito do post Paralamas em promoção, recebi da assessoria de Imprensa da Secretaria de Turismo de Fortaleza a seguinte resposta:

“Prezado Roberto Maciel,

Explicando o porquê da matemática do cachê pago pela Prefeitura Municipal de Fortaleza, com a interveniência da Secretaria de Turismo, esclarecemos que o valor de R$ 394.086,86 não equivale somente ao cachê pago ao grupo, mas ao total previsto no contrato, referente ao cachê, diárias de alimentação, despesas com passagens aéreas, hospedagem, transporte rodoviário de equipamentos, sonorização e iluminação do palco no aterro da Praia de Iracema, conforme exigido pela banda.

Na verdade, o valor pago como cachê ao Paralamas no réveillon de Fortaleza foi o mesmo que seria cobrado por eles para tocar em João Pessoa, conforme o diretor executivo da Fundação Cultural de João Pessoa, Lau Siqueira, ou seja, de R$ 160 mil. O cachê pago pela Prefeitura de Fortaleza foi de R$ 160 mil, incluindo mais mais 6 mil de diárias de alimentação, que somado aos impostos (17,5%), dá um total de R$ 200 mil.

Segue abaixo a composição dos gastos:

1. cachê mais diárias de alimentação - R$ 200 mil

2. hospedagem - R$ 11.200

3. Passagens aéreas e transporte terrestre de equipamentos  conforme contrato - R$ 19 mil

4. Sonorização conforme contrato - R$ 33 mil

5. Iluminação conforme contrato - R$ 42 mil

6. Produção local - R$ 60.988,58

TOTAL: R$ 394.086,86″

Não me cabe discutir os números - isso é atribuição dos órgãos competentes. A mim, resta apenas reproduzi-los com a fidelidade devida.

Mas não posso me furtar a mais uns espantos.

Como, por exemplo, o que tive ao perceber que os três integrantes do Paralamas do Sucesso e seus acompanhantes (a nota da Setur não informa quantos compõem a entourage de Herbert Vianna, Bi Ribeiro e João Barone) consumiram R$ 40 mil de alimentação em três dias (30 e 31 de dezembro e 1o. de janeiro). Isso dá R$ 13.333,33 por dia, o que supera o total da hospedagem (R$ 11.200,00).

Ou saber que a tal â€?produção localâ€? foi remunerada com R$ 60.998,58, o que equivale a 15,5″% do valor bruto declarado (R$ 394.086,86) ou a 38% do valor líquido (R$ 160 mil). 

Também fiquei sem saber direito o que vem a ser “produção local�. Até onde compreendo, “produção local� cobre custos como alimentação, hospedagem, traslados e locação de som e luz. E isso está contemplado em outros itens listados pela Setur.

Bom, mas é como escrevi: não me cabe discutir números - isso é com os órgãos competentes”.

 

 

matou.jpgComo estou viajando, não poderei ir à estréia do bloco “Matou a Pau…ta!”, amanhã. Mas lembro que tão animada agremiação pré-momina é a prova viva de que jornalistas não são seres mal-humorados que só pensam em escarafunchar a vida alheia e mexer nas contas de gestores públicos.

E fui buscar no Blog do Maurição, de onde também peguei essa ilustração aí em cima, no traço inconfundível do inconfundível Guabiras, as mais precisas informações possíveis sobre o dito cujo. Na próxima saída, eu tô é dentro. Leia: 

 “O bloco dos jornalistas do Ceará ‘Matou a Pau…ta!’ mantém a tradição de animar o pré-Carnaval de Fortaleza e faz seu primeiro desfile de 2008 neste sábado (05), com concentração a partir de 16 horas no Centro Cultural Banco do Nordeste (rua Floriano Peixoto, 941, Centro). De lá, os foliões seguem para a Praça do Ferreira, com parada no terraço da Associação Cearense de Imprensa (ACI) onde realizam seu baile. O bloco seguirá essa programação durante todos os sábados de janeiro.

O boneco gigante do Matou a Pau…ta 2008 homenageia o jornalista Ivonilo Praciano, vencedor da eleição promovida pelo Sindjorce. Outra novidade deste ano é o CD com a marcha oficial do bloco, interpretada pelo jornalista ‘voz de veludo’ Eliomar de Lima e pelo cantor Calé Alencar. A estréia do Matou 2008 coincide com a abertura do Campeonato Cearense de Futebol. Pra agradar todos as torcidas, Eliomar é alvinegro e Calé, torcedor do Fortaleza. Na banda Robson, que acompanha o bloco, dois são torcedores do Ferroviário.

A realização do ‘Matou a Pau..ta!’ é uma iniciativa do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Ceará (Sindjorce) que conta com o apoio da Fundação de Cultura, Esporte e Turismo de Fortaleza (Funcet), do Centro Cultural Banco do Nordeste, da Associação Cearense de Imprensa (ACI) e da AD2M Engenharia de Comunicação.

Durante as saídas do bloco, será comercializado um kit com camiseta oficial, porta-cerveja e a letra da marchinha com custo de R$ 15,00.

Bloco ‘Matou a Pau…ta’
Saídas: 05, 12, 19 e 26 de janeiro (sábados)
Horário: 16 horas
Local: Centro Cultural Banco do Nordeste (rua Floriano Peixoto, 941 - Centro)

CONFIRA A LETRA DA MARCHINHA OFICIAL

Quem não se comunica, se trumbica
Venha pro bloco dos jornalistas (repete)
 
Matou a Pauta,
Quase me lasco na redação
Não fique aí parado
Venha pra cá, alegrar seu coração
 
Quem não se comunica, se trumbica
Venha pro bloco dos jornalistas
 
Jornal e TV, rádio e revista
Venha pro bloco dos jornalistas
 
Matou a Pauta
Quase me lasco na redação
Não fique aí parado
Venha prá cá, alegrar seu coração
 
Quem não se comunica, se trumbica
Venha pro bloco dos jornalistas
 
Pessoal de assessoria que não é ascensorista
Venha pro bloco dos jornalistas
 
Matou a Pauta,
Quase me lasco na redação
Não fique aí parado
Venha pra cá, alegrar seu coração
 
Quem não se comunica se trumbica
Venha pro bloco dos jornalistas
 
Tem a turma da Chefia e tem sindicalista
Venha pro bloco dos jornalistas”

Enquanto o Rubens Lemos escrevia o cordel baixando a lenha no bispo Cappio, o Rogaciano Oliveira, de Tauá (um dos lugares mais carentes de água onde já pus os meus pés chatos, no sertão dos Inhamuns), exaltava as “virtudes franciscanas” daquele - me perdoem os católicos, mas tenho de dizer assim - maluco que fez greve de fome para impedir que 12 milhões de pessoas possam matar a sede. Leia:

Entre as muitas balelas
Que fazem divulgação
Com promessas mentirosas
De fartura e redenção
A mais deslavada eu digo
Pode acreditar amigo
É a da transposição.

Dizem que nosso sertão
Só vai melhorar um dia
Se as águas do São Francisco
Aqui fizer moradia
Transportando o velho Chico
Fazendo o maior fuxico
Com um rio em agonia.

Eu acho uma ironia
Trazer um rio cansado
Do estado da Bahia
Pra  ele ser desviado
Do seu leito, do seu canto
Quando precisa portanto
De  ser  revitalizado.

Mas  é que foi inventado
Pelo Dom Pedro Segundo
Desde o tempo do império
Um governo moribundo
Que seria a salvação
Trazer água pra o sertão
Dum rio grande e profundo.

Mas, é preciso ir mais fundo
Na nossa realidade
Hoje é bem diferente
Seja no campo ou cidade
Do século  dezessete
Onde não pintavam o sete
Nem havia liberdade.

Sem ser dono da verdade
Posso afirmar que o rio
Sendo transposto assim
Num constrangido desvio
Para outra região
Não será a solução
Para a fome e o fastio.

Porque se  somente água
Fosse a solução real
Não existiria fome
Em bacia fluvial
Amazônia e Mato Grosso
Onde a água corre grosso
De forma descomunal.

Só água não basta não
Tem que ter seriedade
Gerenciar os recursos
Com ética e muita vontade
Com políticas sociais
Compromisso e  ideais
E solidariedade.

Dizer que 12 milhões
De pessoas no Nordeste
Vão saciar sua sede
E ficar livres da peste
Com esta transposição
É conversa pra bobão
E não pra cabra que preste.

Peço até que me conteste
Mas, é conversa fiada
Dizer que a transposição
Vai trazer uma enxurrada
De bênçãos e matar a sede
De quem dorme numa rede
Isso é promessa de fada

Porque a nossa desgraça:
Fome, sede e coisa e tal.
Nunca foi por falta d’água
Ou recurso natural
Mas, é a concentração
De renda e a exploração
Do sistema social.

Porque a transposição
Tem o seu objetivo
Voltado ao agronegócio
O seu marco decisivo
Criador de camarão
De tilápia e de salmão
Tem água e mais incentivo.

No eixo do Ceará
O destino é consciente
�gua para a siderúrgica
Para o Pecém água quente
As empreiteiras lucrando
Com as obras faturando
E nosso povo doente.

Então vem um cearense
Radicado em Pernambuco
Escrever contra o bispo
Com sentimento caduco
Num cordel intransigente
Agressivo e inconseqüente
Igual bala de trabuco.

Seu  Alan  Sales devia
Pesquisar mais a história
E não cair na conversa
Tão insensata e simplória
Que  a fome no sertão
É por falta d’água, irmão
Reze uma “jaculatória.�

A fome, sede e miséria
No sertão já faz alarde
Desde o tempo do império
O couro do pobre arde
É pela concentração
De terra e a opressão
Do latifúndio covarde.

O bispo Dom Cappio é
Fervoroso Franciscano
Que defende a natureza
Sem consultar o Vaticano
Seu compromisso é com a vida
Das pessoas sem guarida
Que esperam em Deus soberano.

Pois se São Francisco fosse
Vivo não comungaria
Em desviar nosso rio
Ele não concordaria
Transportar o velho Chico
Fazendo esse fuxico
Com tanta selvageria.

O bispo Dom Cappio é
Um homem justo e humano
Sem ganância e em soberba
Confirma o povo baiano
Porém foi desrespeitado
E  ridicularizado
Por um poeta mundano.

A greve do bispo é
Um protesto rigoroso
Contra o cruel latifúndio
Atrasado e asqueroso
Pela vida e a  favor
Da justiça e do amor
Contra quem é poderoso.

Os que são contra o bispo
E  sua  manifestação
São também contra as lutas
De Canudos e Caldeirão
Do Beato Zé Lourenço
Conselheiro que sem lenço
Queria um outro sertão.

A atitude do bispo
É uma revolução
Como foi com o beato
Construindo o Caldeirão
E Conselheiro em Canudos
Sertanejos sem escudos
Resistindo à opressão.

Canudos e Caldeirão
Tinham tudo com fartura
Farinha, milho e feijão,
Leite, carne e rapadura
Tinham água à vontade
Mas, destruíram a cidade
De forma cruel e dura.

A luta do bispo clama
Por vida com  dignidade
Para o povo do sertão
Seja do campo ou cidade
Sem fazer transposição
Mas, buscando solução
Com solidariedade.

Se o rio for transportado
Vai se sentir muito mal
Será grande a agressão
Pra natureza em geral
Alertamos a toda gente
Que será sem precedente
O impacto ambiental.

O bispo Dom Luiz Cappio
Tem comportamento ético
É humilde e humanista
Tem pensamento eclético
Porque defende os pobres
É um perigo para os nobres
Este seu gesto profético.

O bispo Dom Luiz Cappio
Merece nosso respeito
E não ser zombado assim
Por um maldoso sujeito
Que  usa  a  poesia
Pra dizer tanta heresia
De um homem de conceito.

A greve do bispo é feita
Para sensibilizar
Governantes insensíveis
Para não continuar
Esta obra inconseqüente
Do rio que está doente
Devemos lhe preservar.

Porque hoje o velho Chico
Está muito ameaçado
Queimadas, desmatamento
Encontra-se  assoreado
Tem que ficar no seu canto
Precisa ele, portanto
É  ser  revitalizado.

�gua estocada em açudes
Aqui no Nordeste tem
O problema é o destino:
Quem vai usá-la também
Quem  controla é a questão
O problema é a gestão
De séculos sem fim, amém.

O presidente devia
Ouvir a população
Movimentos Sociais
E o povo do sertão
Fazer cisternas de placas
Pagar bom preço por sacas
De milho, fava e feijão.

Para que transposição
Se a água vai ser cobrada ?
O destino está traçado:
Fruticultura irrigada
Das multinacionais;
Carcinicultura  e mais
Pra siderúrgica implantada.

O compromisso de Lula
Agora é com empresário
E com o agronegócio
E o latifundiário
Que atrasou o Brasil
Explorando a mais de mil
O agricultor e operário.

Se Lula não abre mão
Da obra descomunal
É porque tem compromisso
Com o grande capital
Se o bispo morrer de fome
Morre o corpo a terra come
Mas fica o seu ideal.

A concentração de renda
Desigualdade social
Falta de políticas públicas
Para  a  zona  rural
É o grande mal e a mágoa
De quem não tem terra e água
Pra tomar um sonrisal.

Se a esmola é muito grande
Todo cego desconfia
Este projeto promete
Redenção e galhardia
Mas, tem “gente� interessada
Quer só o lucro e mais nada
Deus nos livre, Ave Maria.

Se o governo quer mesmo
O sertanejo com água
Faça milhões de cisternas
Para a chuva que deságua
Ser pra dentro captada
Ã?gua boa armazenada
E o povo com menos mágoa.

Façam pequenas barragens
E açudes no sertão
Sejam também equipados
Pra pequena irrigação
Com correto equipamento
E com acompanhamento
Técnico e orientação.

Se a água existente
Nos açudes armazenada
Fosse bem distribuída
Com justiça utilizada
Com um programa de gestão
Seria a solução
Sem transposição, sem nada.

Já chega de violência
Contra o meio ambiente
A natureza devastada
Morre bicho, planta e gente
Efeito estufa é o tal
Aquecimento global
E o planeta doente.

Defendem a transposição
E falam em crescimento
Econômico voltado
Para o desenvolvimento
Visando o lucro insano
Sem pensar no ser humano
Na vida em seu elemento.

Pensam no imediato
O lucro é sua verdade
Devastam a flora e a fauna
Nossa biodiversidade
O planeta ameaçado
Por um modelo atrasado
Sem sustentabilidade.

Dizem que isso é progresso
Que a ciência não erra
Transgênicos, Transposição
Vão devastar nossa terra
E as multinacionais
Lucrando cada vez mais
Deixando o planeta em guerra.

Conviver no semi-árido
É realmente viável
Sem transposição de um rio
Com esta agressão terrível
Uma obra deplorável
Mas, outro mundo é possível
Sem essa agressão terrível
E com vida sustentável.

Portanto, Seu Alan Sales
Esqueça a transposição
Escreva o seu cordel
Com outra conotação
Respeite o bispo e o povo
Que querem um mundo novo
E  vida  para  o  sertão.

Ê saudade!!!

Só para não esquecer: aquele pessoal que chegou aqui no blog descatitando com a gente, só porque eu, na maior boa vontade, escrevi que o Colégio Cearense não me dava saudade nenhuma, que faliu porque foi mal gerido - assim como a Mesbla, o Romcy e a Samasa - e que abrigava uma porção de professores incompetentes, mal preparados e representantes da mais pura indigência cultural (embora eu tenha ressaltado que essa não era uma avaliação geral, porque havia lá muita gente boa, competente e bem preparada), e porque o Luiz Carlos, bom aluno do Farias Brito que foi, lembrou que a turmita marista era conhecida nos meios lá deles (”nos meios”, no bom sentido) como “cu doce”, faz festinha hoje.

O pessoal, acho, vai rir, chorar e se abraçar ao som de Village People e da Grace Jones, embora a festa esteja sendo feita ao lado do esquife do Cearense e o defunto já esteja entrando em rigor mortis.

Vai relembrar bons momentos, ou maus, sei lá, como as galhofas sobre o idoso irmão Urbano ou dos delicados Manel, Dioguim e Abraão. Ou a qualificadíssima professora Iêda. Ou de quão divertido era soltar peido alemão nas salas.

Vai se recordar das prestações que os pais pagavam com atraso, do constrangimento que devia ser sair de sala, sob vaia dos hoje queridos ex-colegas, porque o carnê não havia sido quitado. Sim, porque essa era uma política do Colégio Cearense.

Enfim, se eu tivesse certeza mesmo de que jogar a última pá de terra será tão divertido, ao som de Patrick Hernandez e Donna Summer, seria até capaz de dar uma chegada por lá. De “poita”, é claro, porque, nem imagino a razão, não fui convidado. Nem eu nem o Luiz.

P.S.: Para ser justo, devo reconhecer que fui convidado, sim, mas apenas informalmente e meio na brincadeira. A Adriana Saboya e o Adriano de Lavôr, de quem gosto muito, me chamaram. Mas eles riam tanto que eu fiquei assim, sabe?, meio desconfiado.

rick-estrin.jpgPara quem tem chegado ao Sobretudo em busca de mais informações sobre o III Fórum Harmônicas Brasil, vou recapitular:

1) O Fórum será lançado oficialmente na próxima sexta-feira, 21 de dezembro, em show gratuito do gaitista Diogo Farias no Espaço Rogaciano Leite Filho, sob a passarela do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, em Fortaleza. Começa às 20 horas;

2) A programação de abertura prosseguirá sábado, 22, na Escola Viva Música Viva, com workshops sobre gaita ministrados por mim, para iniciantes, e pelo Diogo Farias, para os mais avançados. Começa às 9 horas e o ingresso é um livro em bom estado;

3) O III Fórum Harmônicas Brasil continuará em fevereiro de 2008, nos dias 22, 23 e 24 (sexta, sábado e domingo, respectivamente),  com shows à noite no Anfiteatro do Dragão e aulas pela manhã na Viva Música Viva;

4) Entre os músicos convidados estão Flávio Guimarães (RJ), Ivan Márcio SP), José Staneck (RJ) e Rick Estrin (Califórnia/EUA, na foto);

5) O patrocinador master do Fórum é a Bends, fábrica de gaitas que começou grande porque aposta e acerta na qualidade.

E juro por Deus que Bob Dylan não vem mesmo. Nem Alanis Morrisseti.

E, para finalizar, Rick Estrin com a banda Little Charlie and The Nightcats. O cara é medonho:

Dica cultural

Da jornalista Kelly de Castro, com quem tive o prazer de trabalhar, mesmo que por pouco tempo, na assessoria de imprensa do governo Lúcio Alcântara, recebo a dica cultural abaixo.

Despertar nas crianças da família a idéia de que o Natal é a festa de aniversário de um menino, o Menino Jesus. Com esse objetivo, as famílias Alcântara, Rosário, Ponte Albuquerque, juntamente com amigos, mantêm a tradição de realizar, todo fim de ano, o Auto de Natal. As crianças ficam ansiosas para participar. Os adultos se organizam em um grande círculo, aguardando o texto a ser lido.

O livro Autos de Natal em Família, da escritora Beatriz Alcântara, reúne textos das festas natalinas desde 1992, embora ela não se lembre quando exatamente tomou a decisão de organizá-los.

De lá para cá, algumas lacunas ficaram abertas. Mas a idéia de compilar os Autos de Natal, na opinião de Beatriz Alcântara, vai garantir que um maior número de famílias participe integralmente desse momento único, que é a celebração da data máxima da cristandade – o nascimento de Jesus. Uma idéia memorável neste momento em que a paz e a união das famílias devem ser cada vez mais valorizadas.

O lançamento do livro Autos de Natal em Família, da escritora Beatriz Alcântara, acontecerá neste sábado (22), às 11 horas, na livraria Livro Técnico (Rua Dom Joaquim, 54), ao lado do Flórida Bar. Durante o evento, haverá apresentações de músicas natalinas, sob a regência do maestro Poty. A obra é da Editora Labirinto.

O nome disso é chantagem

Recebi o seguinte texto por e-mail. É um release de divulgação de um evento que se realizará amanhã. Os grifos são meus:

“Coordenador do V Encontro dos Secretários de Turismo do Ceará diz que ‘abrirá caixa preta’”

O V Encontro dos Secretários Municipais de Turismo do Ceará, que acontece nesta segunda-feira, 20 horas, com coquetel no Plenário 13 de Maio (Assembléia Legislativa) e vai até o dia 14 de novembro quando define o seu documento maior, a ‘Carta de Fortaleza’, poderá ter momentos de muita ’saia justa’ para autoridades estaduais e municipais.

Desgostoso com o que chama de descaso, o coordenador do evento, Fernandes Filho (Ceará Tour) fez questão de declarar que, caso o Secretário do Furismo (sic) do Estado, Bismarck Maia não ‘aparecer, eu abro a caisa (sic)  preta do evento’.

Maia foi convidado a participar da abertura dos trabalhos, no dia 13 e não confirmou sua participação. Fernandes Filho chegou mesmo a publicar uma ‘carta aberta’ reclamando da falta de apoio não só do Secretário do Estado, a quem reputa ser ‘homem de reconhecida e inigualável história pública e reconhecidamente de serviços prestados ao setor turístico do Ceará e em razão dela é merecedor de todo respeito e estima verdadeiramente conquistada’ como de outros órgãos públicos.

Mesmo sem o apoio devido e necessário, Fernandes Filho fará o Encontro que dentro do tema central ‘O Estado do Ceará como um equipamento Turístico sustentável’ discutirá temas como educação com geradora de empregos, as potencialidades turísticas do Estado do Ceará e muitos outros.

O Encontro conta com apoios: Fortaleza Convention & Visitors Bureau, SindieventosCE, SenacCE, Dani Sign, SecrelNet, Balreis, Elo Propaganda e Inesp.

Como neste ano o evento será realizado no espaço da Assembléia Legislativa, serão dispensadas as inscrições, exceto pela doação de uma lata de leite em pó, por inscrito, que será revertida em prol do Lar o Pequeno Nazareno”.

Agora, repare o seguinte: Ceará Tour é uma empresa privada, ou um projeto. Pertence a uma organização não-governamental - há muitas dessas por aí, inclusive sob investigação no Senado. O trecho a seguir, extraído de um comentário assinado pelo próprio Fernandes Filho, no site Mídia Independente, deixa isso claro: “Sou presidente de uma ONG e através do projeto Ceará Tour, atuo no estado do Ceará onde realizo eventos de cunho cultural e turístico”. (leia na íntegra aqui). Não é um fórum de secretários ou de técnicos de turismo, não é órgão público.

Nada obriga o Governo do Ceará ou o secretário Bismarck Maia, moral, ética, política, administrativa ou tecnicamente a apoiar a iniciativa proposta. Não existe isso de “apoio devido e necessário”. Menos ainda depois dessa ameaça.

A propósito, o que parece que falta ao evento é credibilidade. Desde o ano passado o realizador tenta emplacar a quinta edição do Encontro. No comentário que postou no Mídia Independente, datado de março de 2006, ele informa isso e, mais uma vez, reclama de não ter recebido dinheiro do Governo.

 E, afinal, o que é “abrir a caixa preta do evento”? Será que isso não seria ruim para o próprio evento?

E o que é melhor: é tudo grátis

A Tropicália, movimento artístico surgido em 1967 e que envolveu música, cinema, teatro e artes plásticas, será o centro das atenções do Centro Cultural do Banco do Nordeste em novembro.

A programação terá início dia 6 com uma mostra de filmes e documentários sobre o movimento. Em cartaz, os filmes Terra em Transe, Fabricando Tom Zé, Doces Bárbaros e Infinita Tropicália. Eles também serão exibidos nos dias 10, 13, 20 e 27.

Já na próxima quinta-feira, dia 8, o projeto É Tudo Fotografia vai reunir o fotógrafo Solon Ribeiro e o pesquisador Henrique Dídimo para debater a Tropicália, dando destaque à performance Mitos Vadios, feita por Hélio Oiticica e uma das atrações do happening que reunia artistas excluídos da Bienal de São Paulo de 1978.

Segundo Luciano Sá, assessor de imprensa do CCBNB, Solon Ribeiro estava com uma câmara fotográfica carregada com filme tri-x num estacionamento da Rua Augusta, em São Paulo, quando Hélio Oiticica (foto) apareceu usando peruca, sandália com salto plataforma, sunga de praia, camiseta dos Rolling Stones e óculos de mergulhador. “Mais do que uma documentação, as fotografias de Solon Ribeiro se transformaram, anos depois, numa obra capaz de expressar o movimento cultural efervescente daquela época”.

E antes que eu esqueça: o CCBNB fica na rua Floriano Peixoto, 941. Mais informações: (85) 3464.3108

helio-oiticica.jpg

Escreveu e leu

Quando assumiu a Secretaria da Cultura do Ceará, o filósofo e jornalista Francisco Auto Filho anunciou que buscaria fazer uma “gestão bolivariana” - uma menção óbvia à política do presidente da Venezuela, Hugo Chávez.

Pois bem: hoje, no finzinho da manhã, Auto se reuniu com o embaixador da Venezuela no Brasil, Julio García Montoya, levando a reboque o secretário-adjunto do Turismo do Estado, Osterne Feitosa (o titular, Bismarck Maia, está viajando). E deram o primeiro passo para articular acordos entre os governos do Ceará e da Venezuela nos segmentos de cultura e turismo.

Ou seja, isso é que é levar o bolivarianismo ao pé da letra.

O que muda com a TV Digital

Você ainda tem alguma dúvida sobre o funcionamento da TV Digital? Então confira abaixo um material que o Globo On Line preparou com o que o redator chamou de “as 10 questões mais comuns sobre o tema”. São informações bem úteis, elaboradas a partir de dados da Abert (Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão), Ministério das Comunicações e do especialista Alexandre Hashimoto, de O Globo e de O Globo Online. Pela pertinência do assunto, achei por bem publicá-lo na íntegra, em vez de colocar apenas um link.

1 - Com a TV digital, a imagem vai melhorar?

Assim como a imagem dos filmes em DVD é superior às dos antigos videocassetes, a imagem da TV digital tem qualidade de áudio e vídeo infinitamente superior à da TV convencional. O padrão de imagem da TV digital é a alta definição. Hoje, as transmissões analógicas de TV trazem uma resolução em torno de 500 linhas. Na alta definição, esta transmissão passará das 1080 linhas, ou seja, pouco mais do que o dobro. Para perceber esta qualidade gerada, é preciso adquirir um aparelho que tenha pelo menos este padrão de resolução de imagem (HDTV, SDTV ou full HD) e, mesmo assim, será preciso adquirir um conversor (decodificador chamado set top box) capaz de captar sinais da TV aberta digital. “As produtoras de programas de TV e as emissoras estarão certamente mais preocupadas com a qualidade da maquiagem de um ator, por exemplo, já quem tem televisor que permite o zoom (aproximação de imagem) vai ver os defeitos das cenas. No jogo de futebol vai podem checar que a falta foi mesmo dentro da área e até a qualidade do uniforme de um jogador. A TV digital vai beneficiar a dinâmica dos eventos em ambientes reais e o marketing neste mercado vai crescer”, especula o especialista Alexandre Hashimoto.

2 - Como será a interatividade na TV digital?

O sinal de TV digital não transmitirá apenas imagem e som, como acontece atualmente, mas também trafegará dados. Num primeiro momento, as emissoras poderão oferecer informações acessíveis, a um clique na tela, pelo usuário, mas analistas consideram pouco o índice de interatividade (de liberdade do usuário com a TV). Alguns exemplos: poderão ser consultadas na tela da TV informações sobre a grife que veste um ator, sobre o restaurante que aparece em um programa, sobre as marcas de artigos esportivos ou os patrocinadores de seu time de futebol preferido. O telespectador poderá, por exemplo, consultar diferentes câmeras que registram imagens de vários ângulos ou ouvir trechos da trilha sonora de uma novela. Filmes poderão ter transmissão em vários idiomas (closed caption) e programas educativos para crianças poderão personalizar o conteúdo para cada região do país. Outra hipótese: imagine que você está assistindo uma entrevista na TV. Em determinado momento, aparecerá, sobre a imagem do entrevistado, um link onde você poderá obter informações sobre o currículo dele e outras informações. Funciona como num DVD.

3 - Vou precisar trocar a TV para receber imagens digitais?

Não necessariamente. Se seu televisor não for muito velho, ele certamente será capaz de receber um conversor (decodificador semelhante à da TV a cabo) que permita receber imagens com qualidade superior. Simplificando: se sua TV tem entrada de áudio e vídeo (e não aquela com o canal 3 para ver DVD), você pode considerá-la uma saída para acesso em digital. Para quem vai comprar uma TV agora e quer entrar na onda digital - mesmo com definição padrão - é melhor esperar um pouquinho, porque os modelos digitais ainda não estão disponíveis. Ou seja, comprar uma TV de plasma ou de LCD, por exemplo, não significa que o consumidor não precisará comprar o conversor. A indústria de eletroeletrônicos ainda deve começar a produzir aparelhos de TV já prontinhos para a TV digital.

4 - Vou ter que comprar um conversor?

Sem os conversores, apenas os donos de aparelhos de TV com recurso Full HD (alta definição total) serão capazes de perceber 100% da melhoria de qualidade da imagem, como cores e nitidez. Ainda assim, estes usuários não conseguirão desfrutar de todos os recursos de TV digital - como interatividade, acesso grade de programação etc.

5 - Quanto vai custar um conversor (set top box)?

Às vésperas do início das transmissões de TV digital em São Paulo, ainda não há resposta para esta pergunta. Desde o início de 2006, o governo federal, através do Ministério das Comunicações, tem oferecido subsídios para a fabricação destes conversores no Brasil e tem testado modelos adotados em alguns países, como a �ndia, na expectativa de baratear a produção e, conseqüentemente, oferecer preços competitivos para o consumidor. Desde então o ministro das Comunicações Helio Costa tem afirmado, em mais de uma ocasião, que os conversores não custarão mais do que R$ 200, mas analistas de mercado e fabricantes de eletroeletrônicos consideram preços que variam de R$ 300 a R$ 450. Portanto, não é preciso correr. Até a segunda semana de outubro, nenhuma das empresas envolvidas nas negociações com o governo deixou claro quais serão as projeções de custos para estes conversores. O mercado e a concorrência vão ditar o preço.

6 - Em quanto tempo a TV digital vai substituir a TV analógica?

O governo trabalha com um prazo de dez anos - depois desse prazo, os canais analógicos serão “devolvidos” para o governo -, mas o tempo pode ser maior: 15 ou 20 anos para a morte da TV analógica é um prazo razoável. Nos Estados Unidos, o prazo de migração definitiva dos padrões acabou oficialmente em 2006, mas já foi prorrogado por mais três anos.

7 - Vou ter mais canais à disposição?

Sim. No espectro da TV digital cabem mais canais do que no padrão analógico, por causa da alta taxa de compressão da tecnologia. Onde antes havia um canal em TV analógico será possível comportar até oito canais em digital. Ou, em outro viés, poderão existir mais canais em alta definição. Durante o anúncio do padrão escolhido pelo governo, divulgou-se que o Brasil ganhará mais quatro canais públicos - um do Executivo; um da Educação, para educação a distância e para professores; um da Cultura, com produções regionais; um de Cidadania, com transmissão de programas das Assembléias Legislativas, Câmara de Vereadores e associações comunitárias.

8 - Como será a relação da TV digital com a internet? Vou acessar a rede mundial de computadores a partir do meu televisor?

A TV digital permite a interatividade em níveis mais avançados, inclusive acesso à internet. Mas não neste primeiro momento. Por enquanto, a interatividade será de mão única: as emissoras poderão complementar as transmissões, mas o telespectador não poderá enviar informações em grande volume de volta para a emissora. A tecnologia, no entanto, permite que a interatividade seja em mão dupla, mas ainda não estão definidos quais serão os padrões de rede (wi-fi, ADSL ou cabo) que permitirão o retorno da interação consumidor-emissora.

9 - Vou poder acessar a TV pelo celular?

Sim, mas não imediatamente. Para que a TV digital chegue aos celulares, o mercado deverá vender modelos de telefones capazes de captar os sinais de TV aberta digital e de reproduzir este conteúdo - o que ainda não acontece no Brasil. Quando o governo brasileiro e os institutos tecnológicos estudaram o padrão de TV digital existente que seria adotado no país, uma das exigências técnicas era que a tecnologia escolhida permitisse a portabilidade - não só para celulares, mas também para outros eletrônicos portáteis. Neste ponto, o padrão japonês escolhido prevê a recepção de programas de TV nos aparelhos celulares, mas o mercado brasileiro ainda não tem aparelhos com essa capacidade.

10 - Poderei gravar o que será exibido pela TV digital?

Por enquanto não. As geradoras de conteúdo (emissoras e produtoras de TV) discutem há meses com o governo, representado pelos ministérios da Cultura e das Comunicações, formas de bloquear a reprodução do conteúdo da TV digital sem impedir o usuário de ter acesso ao que deseja. A polêmica gira em torno do uso de gravadores digitais de DVD, dos modelos de televisores que já possuem espaço para gravações em memória e da quantidade de licenças que cada telespectador pode ter de gravação de um conteúdo. Até a primeira quinzena de outubro a questão permanecia indefinida.

É Elba quem pergunta

A notinha abaixo saiu hoje na Coluna Comunicado, do jornal Diário do Nordeste: 

“Pode apostar
A cantora Elba Ramalho fará show em Fortaleza dia 27, no Centro Cultural Sesc Severiano Ribeiro (o cine São Luiz). O título do espetáculo é ´Qual o assunto que mais lhe interessa?´ Se a pergunta for feita a alguns deputados, eles dirão que é o réveillon 2006-2007″.

E interessa muito por razões várias. Cito três: a primeira, e que considero a mais importante, é saber que fim levou o dinheiro do contribuinte. A segunda é saber que fim levou a transparência. E a terceira é saber que impacto isso terá nas eleições municipais de Fortaleza em 2008.

É paz mesmo?

O II Fórum Mundial Social, evento em defesa de uma cultura de paz, que será realizado em Fortaleza na próxima semana, terá como convidada a ex-senadora Heloísa Helena (PSOL-AL).

Heloísa Helena - faz favor, né? - não é a pessoa mais adequada para falar de paz.

Estado de graça

Essa é de quarta-feira passada, mas merece ser registrada: na solenidade de entrega do prêmio Rodrigo de Mello Franco Andrade, em Brasília, o ministro Gilberto Gil, da Cultura, disse que as ações do Museu do Ceará são um exemplo para todo o Brasil.

Nem precisa dizer que o pessoal do Museu tem andado por aí com um sorriso de orelha a orelha, né?

Respeitáááável público!!!!

erminia.jpg

Sempre fui maluco por circo. Fascinam-me os palhaços, os bichos, os trapezistas, os mágicos. Nunca vi o de Soleil, mas fiz questão de que meus filhos o vissem. Pois bem, tem o título de “Circo-Teatro: Benjamim de Oliveira e a teatralidade circense no Brasil” o livro que a pesquisadora Ermínia Silva, da Universidade de Campinas (SP), lançará quarta-feira em Fortaleza, no Theatro José de Alencar, com uma força indispensável da Secretaria da Cultura do Estado.

O título tem, tá certo, aquele jeitão chato que só de tese de mestrado, mas o tema é mais atraente do que matinê, maçã do amor, pipoca, algodão doce e balão de gás.

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