17 Fev
Tropa de Elite, filme de José Padilha, ganhou o Urso de Ouro em Berlim - isso vocês já sabem. O que não tenho certeza é se todos prestaram atenção na torcida contra que se fazia. A Folha de S. Paulo, aliás, foi longe. Antes de o prêmio ser anunciado, fez o que pôde para dizer que a produção havia sido mal-recebida pela crÃtica e pelo público na Alemanha.
Trecho de matéria distribuÃda pela agência FolhaPress no último dia 11:
“As sessões para a imprensa determinam a repercussão do filme. É a partir delas que são escritas as reportagens e as crÃticas. As sessões oficiais competitivas têm público composto por convidados. Na manhã de hoje, ao fim da sessão de Tropa de Elite, os jornalistas permaneceram em absoluto silêncio. Para outros filmes na disputa, houve aplausos, ainda que moderados”.
Agora, matéria distribuÃda no dia 14 (peguei-a no site do jornal O Povo e não tenho como confirmar se o texto foi publicado na Ãntegra ou com cortes):
“O concorrente brasileiro ao Urso de Ouro no Festival de Berlim, Tropa de Elite, de José Padilha, exibido ontem, teve uma recepção da crÃtica dividida entre amores e ódios. Mais ódios do que amores. A revista norte-americana Variety, que recentemente incluiu Padilha numa restrita lista de dez diretores em quem se deve prestar atenção, foi especialmente dura com o filme.
Em resenha assinada por Jay Weissberg, a Variety atribui a Tropa de Elite um ‘estilo Rambo’ e sustenta que ele faz ‘uma monótona celebração da violência gratuita que funciona como um filme de recrutamento de seguidores fascistas’.Weissberg afirma ainda que, segundo o filme, ’só o Bope pode salvar a cidade [do Rio], mas isso requer, antes, a remoção cirúrgica de qualquer coisa que se pareça com um coração’.
Leitores brasileiros da versão online da revista escreveram no site mensagens de protesto e atacaram o autor da crÃtica.
A Hollywood Reporter publicou entrevista e reportagem sobre o filme, com destaque em sua capa da edição de hoje, mas chamou-o de ‘um filme constrangedor sobre policiais assassinos’.
A crÃtica afirma que ‘o pressuposto básico do roteiro escrito por Padilha, Rodrigo Pimentel e Bráulio Mantovani é que todo mundo no Rio é corrupto, especialmente as autoridades’.
A revista inglesa Screen, por sua vez, deu ao filme a nota máxima - quatro estrelas, correspondente a ‘excelente’-, numa crÃtica farta de elogios. ‘A montagem corajosa, a incansável câmera na mão e essa espécie de tom quente e realista conhecido desde Cidade de Deus e Amores Brutos produzem uma mistura que é mais funcional do que inovadora, embora seja eficiente’.
A crÃtica do jornal francês Le Monde, publicada no blog de cinema do diário, acusa o filme de fazer apologia da tortura: ‘Tropa de Elite’ é feito segundo a receita do neoconservadorismo hollywoodiano - montagem frenética, câmera epiléptica, narrativa que não deixa nenhum espaço à ambivalência. Não é preciso ser hipersensÃvel para ver no filme uma apologia da tortura e das execuções extrajudiciais’, afirma o crÃtico Thomas Sotinel.
A reação da imprensa alemã foi desigual. O jornal Berliner Zeitung avaliou o filme como ‘excitante e original’, disse que ele apresenta ‘os diversos lados da questão” e o faz com bom ‘equilÃbrio entre os aspectos ficcional e documental’”.
Repare: o repórter, que destaca “mais ódios do que amores” nas crÃticas ao Tropa de Elite, pinçou trechos de resenhas da Variety, Hollywood Reporter e Le Monde para desancar o filme. E longos trechos, diga-se. Para o lado dos “amores”, menciona só a Screen, britânica. Para falar “reação desigual” da imprensa da Alemanha, usou apenas uma referência, o jornal Berliner Zeitung.
Sei não, mas acho que ainda tem gente curtindo uma certa ressaca com o Urso do Tropa.
14 Dez

Sites de fofocas, sobre celebridades ou relacionados a cinema estão noticiando hoje com certo alarde: Britney Spears está cotada para interpretar a Virgem Maria num filme.
Descontado o fato de que informações assim tem muito mais o objetivo de atrair opiniões e polêmicas, sugere-se desde já - se Britney for mesmo escalada para o papel - que a produção assegure que a atriz-cantora esteja sempre de calcinha.
Afinal, virgem é virgem.
3 Dez
A campanha “Publica, MaÃsa!” chegou aos cinemas. Steven Spielberg anunciou ontem - até já antecipou trechos - de dois filmes sobre o caso.
Ele teve de rodar meio às pressas, devido à urgência da demanda, e está sendo obrigado a trabalhar com atores meia-boca e com assistentes de produção idem (Gabriel Ramalho e eu). Mas a causa é justa. Veja:
2 Nov
A Tropicália, movimento artÃstico surgido em 1967 e que envolveu música, cinema, teatro e artes plásticas, será o centro das atenções do Centro Cultural do Banco do Nordeste em novembro.
A programação terá inÃcio dia 6 com uma mostra de filmes e documentários sobre o movimento. Em cartaz, os filmes Terra em Transe, Fabricando Tom Zé, Doces Bárbaros e Infinita Tropicália. Eles também serão exibidos nos dias 10, 13, 20 e 27.
Já na próxima quinta-feira, dia 8, o projeto É Tudo Fotografia vai reunir o fotógrafo Solon Ribeiro e o pesquisador Henrique DÃdimo para debater a Tropicália, dando destaque à performance Mitos Vadios, feita por Hélio Oiticica e uma das atrações do happening que reunia artistas excluÃdos da Bienal de São Paulo de 1978.
Segundo Luciano Sá, assessor de imprensa do CCBNB, Solon Ribeiro estava com uma câmara fotográfica carregada com filme tri-x num estacionamento da Rua Augusta, em São Paulo, quando Hélio Oiticica (foto) apareceu usando peruca, sandália com salto plataforma, sunga de praia, camiseta dos Rolling Stones e óculos de mergulhador. “Mais do que uma documentação, as fotografias de Solon Ribeiro se transformaram, anos depois, numa obra capaz de expressar o movimento cultural efervescente daquela época”.
E antes que eu esqueça: o CCBNB fica na rua Floriano Peixoto, 941. Mais informações: (85) 3464.3108

18 Out
O convite é do Sindicato dos Jornalistas do Ceará:
O jornalista Raimundo Rodrigues Pereira, ex-editor do jornal Movimento e editor dos cadernos Retratos do Brasil, faz, nesta sexta-feira (19/10/2007), em Fortaleza, conferência sobre: “A imprensa de ontem e a mÃdia de hojeâ€?. A conferência, agendada para à s 19 horas, na Casa Amarela de Cinema e VÃdeo Eusélio Oliveira, marca os 30 anos de fundação do Jornal Mutirão.
15 Out
Da entrevista do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Folha de S. Paulo, no fim de semana:
“Folha - O que o sr. vê na TV?
Lula - Não gosto de nada que me deixe tenso na TV ou no cinema. Não me convide para ver um filme de terror ou de suspense. Quero me divertir. Quanto mais avacalhado for o programa, melhor para mim”.
Ou seja, o presidente está acordando cedinho para ver o Programa do Jacaré, na TV Diário. Coisa mais avacalhada não há.
19 Set
Nem chegou à s telas, o filme “Tropa de Elite” já gerou muita polêmica. E nem tanto pelo roteiro. É que um técnico de som contrabandeou uma cópia para a indústria da pirataria e aà você já viu, né?! Muita gente ganhou grana pra dedéu e, claro, deixou o diretor, José Padilha, o mesmo de “Ônibus 174″, putÃssimo da vida.
Previsto para chegar à s telas em outubro, “Tropa de Elite” conta a história de uma das corporações policiais mais temidas do Rio de Janeiro pela trajetória de vida de dois policiais honestos (eles existem sim, pelo menos no cinema), envolvidos na guerra civil nos morros cariocas. Quem viu a tal cópia pirata garante: deixa “Cidade de Deus” comendo poeira.
Você vê abaixo o trailer oficial do filme, numa dica do Neudson Aquino, arquiteto e dublê de cartunista dos bons.
(Uma curiosidade: exatamente por conta da grande quantidade de cópias no mercado carioca, o trailer avisa ao final que se trata do verdadeiro e ainda inédito “Tropa de Elite”).
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17 Set
Não sou muito de dar dica de cinema a ninguém, afinal, cada um tem suas predileções, aqui, ali e alhures. Mas, como eu deixei implÃcito, também há vezes em que me deixo levar por um filme e aà acabo fugindo à minha regra. É o caso, por exemplo, de Mr. Brooks (2007). No Brasil, acabou ganhando o tÃtulo horroroso de ”Instinto secreto”, por motivos óbvios. Digo isso porque o gênio que colocou tal tÃtulo quis tirar uma lasquinha de filmes como “Instinto selvagem”, principalmente. Mas esqueça o tÃtulo e vá ao cinema mesmo assim. Caso se arrependa, eu lhe dou o seu dinheiro de volta.
Na agenda do jornal, está lá: empresário acima de qualquer suspeita tem como passatempo assassinar desconhecidos. Nada mais simplório diante da interpretação de Kevin Costner, no papel do tal empresário, e de William Hurt, no de seu alter-ego. Ambos estão implacavelmente magistrais, espetaculares, principalmente no sarcasmo e na sinergia entre ambos. Dão um show. E o enquadramento, em primeiro plano, é perfeito, conseguindo realçar toda a dramaticidade da cena. Resultado: não há como você não ficar torcendo por um final feliz para eles, apesar de toda a frieza e crueldade que demonstram a cada crime praticado. Um outro ponto a favor é a trilha sonora.
PS: Ah, ainda tem a Demi Moore, mas se não fossem os créditos, você nem notaria a participação dela na trama (tá bom, é um exagero, eu sei, afinal, está lá em algumas cenas na piscina o ainda belo par de coxas da ex-senhora Willis…).

18 Jul
As peripécias sexuais da ex-garota-de-programa Bruna Surfistinha vão virar filme com o beneplácito da Lei Rouanet
, do Ministério da Cultura. O órgão (sem trocadilho) liberou para captação na iniciativa privada quase 4 milhões de reais.
Não é nada, não é nada, já é meio caminho andado pra deixar centenas de salas de cinema lotadas e ouriçadas Brasil afora.
3 Jul
Essa eu pesquei do ótimo blog do Alexandre Inagaki (Pensar enlouquece, pense nisso): em breve chega à s telas de cinema Transformers, baseado naqueles carros e aviões que viram robôs. Na produção, Steven Spielberg. Então, já dá pra ter pelo menos uma idéia do que vem por aÃ.
Entretanto, o lance do momento é conferir os teasers que os caras criaram para divulgar o lançamento do filme. Simplesmente geniais. Veja abaixo os testes que uma cafeteira e um gril fizeram para tentar compor o elenco de Transformers.
23 Jun
Churrascaria é tudo igual, certo? Errado. A Picanharia, na Washington Soares em frente ao Siará Hall, tem o Gutemberg B. de Paiva. Natural de Alagoa Grande (PB), ele é um dos garçons do local. Tem 47 anos, dos quais 27 de Fortaleza. Quando trabalhava na Chopizza do Iguatemi, conheceu o cineasta e gente-boa Eusélio Oliveira, que lhe fez a cabeça para fazer os cursos de cinema, vÃdeo e fotografia da Casa Amarela. Foi lá e fez, mas nunca se interessou muito. A sua praia é outra. Adora recitar sonetos. Assim, enquanto serve com lhaneza espetinhos de carne de sol, de picanha, de coração de frango e cerveja bem gelada, Gutemberg recita trechos de poemas de Augusto dos Anjos, padre Antônio Tomás, Jáder de Carvalho, Francisca Clotilde. Tem uma memória prodigiosa e um jeito só seu de interpretar os sonetos que desfia com os olhos brilhando.
Numa terra onde não existe churrascaria sem os seus indefectÃveis aparelhos de televisão ligados no programa do Luciano Huck, ouvir alguns sonetos de gente do naipe acima não deixa de ser um diferencial altamente positivo.
PS: Além de Eusélio Oliveira, o jornalista Reginaldo Pequeno Vasconcelos também viu muita coisa de diferente naquele garçom de olhos brilhantes. Tanto assim que, em seu livro “Traços de Memória, Laços de ProvÃncia”, cita o nome dele, “na página 93″, me diz o Gutemberg.
1 Jun
O Cine Ceará, um dos principais eventos do Brasil na área de cinema - é claro, né? - começa hoje. A AMC, autarquia municipal que diz que cuida do trânsito de Fortaleza, anunciou com alguma pompa e circunspecção que fará uma operação de controle do tráfego na área próxima do Cine São Luiz, no Centro.
É de se perguntar: e isso não é obrigação da AMC? Precisava mesmo avisar?
31 Jan
Li no G1 que o filme “Turistas” vai estrear no Brasil por estes dias. E que tem sido um fracasso de público nos EUA. Estaria com um déficit de US$ 3 milhões: investiram US$ 10 milhões e lucraram US$ 7 milhões.Â
A história todo mundo mais ou menos informado sabe: um grupo de rapazes e moças vêm dos Estados Unidos se divertir no Brasil, em férias, e passa por péssimos bocados. Enfrentam assassinos, estupradores e traficantes de órgãos humanos. Se fodem, podemos, técnica e modestamente, resumir. Vou logo avisando: não vou assistir. Detesto cinema, aquela escuridão, aquela zoada hi-tech, a pipoca, a fila, o lanterninha e a mãe do lanterninha. E a educação do público. Bom era no tempo da molecagem do Cine Diogo.
Mas, pensando bem e voltando ao filme, o que os personagens de “Turistas” sofrem é fichinha perto do que turistas de verdade (parênteses para pôr aspas nesse de verdade) fazem aqui no Ceará com meninas de 10, 12 anos de idade. Tô errado?Â
A propósito um dos atores brasileiros do filme está na novela da Globo “Páginas da Vida”. O nome do cara é Miguel Lunardi, que faz um paciente com aids tratado pela personagem da LatÃcia Sabatella (que, por sinal, é a maior mentira: onde já se viu uma freira gata? Ou uma enfermeira gata? Ou, pior ainda, uma freira-enfermeira-gatÃssima?).
11 Dez
O texto abaixo foi postado ontem na lista Gaita-l, onde uns malucos que nem eu se reúnem virtualmente para falar de gaita. Foi escrito pelo Renato Semmler, e o reproduzo integralmente. Omar Izar, ou Zezinho da Gaita, é referência obrigatória na música brasileira. Leia:
“Pessoal, estive no lançamento do CD do meu grande amigo OMAR IZAR.
ImperdÃvel para os apreciadores da excelente música brasileira e da gaita de qualidade:
Gravado no Estúdio Bebob, São Paulo em junho de 2006.
OMAR IZAR - MÚSICA BRASILEIRA
Wave
LÃgia
Samba do Avião
Aos Nossos Filhos
Garota de Ipanema
Modinha
Na Cor Do Pecado
Lamentos
Lembra De Mim
Naquele Tempo
Espera
Vitoriosa
Romântica
Eu Sei Que Vou Te Amar
Tema De Amor De Gabriela
Falando De Amor
OMAR IZAR - 50 ANOS DE CARREIRA
“Omar Izar, o mais antigo dos gaitistas brasileiros em atividade foi o primeiro, após Edu da Gaita, a fazer carreira profissional no Brasil com este instrumento. Os primeiros anos foram difÃceis, pelo fato de ser a gaita pouco difundida em nosso PaÃs e confundida com brinquedo. Embora já houvesse aqui ótimos gaitistas, deve-se primeiro a Edu da Gaita, depois a Omar Izar a quebra do preconceito e o consequente reconhecimento deste tão apreciado instrumento musical.
Exerceram as primeiras influências sobre Omar Izar, os gaitistas: Larry Adler e Borrah Minevitch. Já em nosso PaÃs, os músicos que tiveram esse papel foram: Chiquinho do Acordeon, Radamés Gnatalli e Sivuca.
Nas palavras de Omar Izar: - Temos, nos vários pontos do PaÃs, notáveis gaitistas, cada qual com seu estilo e marca registrada. Eu citaria alguns cujo trabalho enobrece o instrumento: MaurÃcio Einhorn, Rildo Hora, EmÃlio Damasceno, Clayber de Souza, Jeovah Tavares, Flávio Guimarães, o jovem VÃtor Lopes e outros.
Nascido em 06 de dezembro de 1933, na cidade paulista de AvaÃ, ainda cedo Omar Izaq mudou-se para Bauru, onde, aos 12 anos, conheceu um garoto que possuia algumas gaitas diatônicas. Ao ouvir o amigo tocar, Omar apaixonou-se pelo instrumento e o rapaz lhe emprestou uma de suas gaitas. Sedento por tocar alguma coisa, ele não largava a gaita e, após alguns meses já executava várias músicas que o limitado instrumento permitia.
Em 1946, mudou-se com a famÃlia para São Paulo, mas sem o instrumento. Na cidade grande, esqueceu-se da gaita por um bom tempo. porém seu destino estava traçado!
Em 1948, ganhou uma gaita, ainda diatônica e, em 1949, participou de um concurso para gaitistas na Rádio Record de São Paulo, saindo vencedor ( o segundo colocado fora o nosso querido Ulysses Cazallas). P prêmio e o entusiasmo lhe proporcionaram a aquisição de uma gaita cromática profissional cujo domÃnio exigia mais estudo. Como na época, não havia escola ou peofessor para o instrumento, teve que aprender e descobrir os segredos sozinho. Após muito praticar e já tocando peças de difÃcil execução, conheceu o jovem pianista Pedrinho Mattar com quem participou de programas de calouros, saindo sempre vencedor.
Na década de 50, Omar assistiu ao filme “Sempre No Meu Coração� com a participação do conjunto de gaitas do genial Borrah Minevitch, voltando 6 vezes ao cinema para tornar a ver e ouvir, emocionado, o notável conjunto. Omar percebeu que a partir de então jamais se separaria do instrumento.
Foi o inÃcio da carreira de um autodidata.
Em 1952, Omar foi convidado a participar do programa “Novos Valoresâ€?, na Rádio Cultura de São Paulo. Ainda naquela época, dez apresentações na recém-inaugurada TV Paulista - Canal 5, entrando assim, para o quadro dos Pioneiros da Televisão Brasileira. Foi integrante do conjunto “Demônios da Gaitaâ€? e, mais tarde formou seu próprio conjunto - Omar Izar e seus Harmonicistas. Mas sua grande chance foi em 1956, quando conheceu o Maestro e pianista Gaó Gurgel que, ao ouvir Omar, reconheceu seu potencial, lançando-o à frente da Grande Orquestra da Rádio Nacional e TV Paulista, com a apresentação da difÃcil peça de Rimsky Horsakov “O vôo da Abelhaâ€? - primeira execução em gaita na América do Sul. Sua gravação do “tema de Roy Rodgersâ€? tornou-se prefixo do seriado de TV do mesmo nome.
Acompanhado pelas Orquestras dos Maestros: Enrico Simonetti, Silvio Mazzuca, Luiz Arryda Paes, Guerra Peixe, Radamés Gnatalli, entre outros, atuou nos mais importantes programas de televisão de São Paulo e Rio de Janeiro. Percorreu quase todo o PaÃs se apresentando em clubes, boates, teatros e em programas exclusivos e/ou dividindo o palco com grandes nomes da nossa música: Orlando Silva, Dorival Caymmi, Silvio Caldas, Lucio Alves, Elisete Cardoso, Silvinha Teles, Maisa e outros.
Como diz Omar: - Tive o prazer e a honra de tocar com os pianistas Luiz Eça, Oscar Castro Neves, Laércio de Freitas, Edmundo Villani Côrtes, Manfredo Fest e com o notável Zimbo Trio. No Teatro, Omar se apresentou com José Vasconcelos no espetáculo “A gaita que ri�, em longa temporada. No cinema, participou da trilha sonora de alguns filmes, entre eles “Gimba�, em dupla com o violinista Baden Powel, lançando o tema “O morro�, de Carlos Lyra. Na televisão, teve programas semanais exclusivos em São Paulo, nas emissoras TV Cultura, TV Record e TV Tupi. Em Porto Alegre, na rede Wallig de Televisão, Canais 5 e 12. Em Recife, Canal 2.
A gravação de um compacto, acompanhado pelo quarteto Walter Warderley proporcionou a Omar várias apresentações ao vivo.
Atualmente, Omar Izar continua na ativa. Apresenta-se em shows em casa de espetáculos e tem seu clube particular onde toca para seus fãs e amigos, e o mais importante, continua emocionando, como neste CD, a começar pela escolha dos temas que “decolam� com “Samba do Avião�, e terminam com duas músicas do próprio Omar Izar.
Ao longo de sua carreira gravou vários discos para selos Polydor, Odeon e RGE no Brasil, e London e EPIC nos Estados Unidos, com lançamento simultâneo em diversos paÃses.
No exterior atuou na França, Portugal, Ilhas do Caribe entre outros paÃses, tendo se radicado por quase três anos em Nova Iorque onde, além de apresentações em teatros e boates, editou suas composições na Southern Music de Nova iorque, destacando: Um brasileiro em Nova Iorque, Welcome to Brazil Lonely Street, Gone e Tio Samba. Em Washington, gravou entrevista na US TV cujo vÃdeo foi exibido em vários paÃses. Ainda em Washington deu entrevista para Felix Grant na WM Al Radio.â€?
19 Nov
Dono de fidalguia Ãmpar, texto limpo e objetivo, bom humor fantástico e gentileza incomparável, Zé Augusto Lopes escreveu o texto abaixo em sua coluna no caderno DN Gente deste domingo (19.11):
Wolverine, o popular personagem das histórias em quadrinhos da Marvel e da série cinematográfica ‘X-Men’, chegou, de mesmo, ao Ceará. Em edição recentemente lançada na França, o mutante das garras afiadas passa uma temporada no Pirambu (vocês leram certo: o ‘nosso’ Pirambu), considerado, no contexto da história, a maior favela do Brasil. Na trama, Wolverine se envolve com um Esquadrão da Morte cearense e convive com praticantes de candomblé, meninos de rua e trombadinhas cheiradores de cola. O super-herói se encanta por uma nativa dotada de poderes sobrenaturais, que ele conhece durante uma festa de Iemanjá.O roteirista do episódio em questão, Phillipe Buchet, não conhece o Brasil e diz haver encontrado inspiração no filme ‘Cidade de Deus’, de Fernando Meirelles. Afirma ele que a escolha do Pirambu deve-se ao fato de o Brasil ’ser muito mais vivo e emocionante do que os Estados Unidos’, e a sobrevivência em cidades como Fortaleza tornar-se ‘bem mais difÃcil para crianças pobres’.A aventura cearense do personagem, que no cinema é interpretado pelo ator Hugh Jackman, chama-se ‘Wolverine: Saudade’. Buchet explica: ‘Apesar de delinqüentes, isso não impede que as crianças brasileiras preservem valores como a amizade e o afeto, e isso faz com que Wolverine aprenda o significado da palavra saudade’”.
A informação havia sido publicada na revista Superinteressante de outubro passado, mas, não fosse pelo Zé, teria passado batida pelos jornais locais. Eu, inclusive, nem sonhava com ela. Aliás, foi no site da Super que peguei as imagens de páginas da edição francesa que ilustram este post. Achei legal que só essa história de o Logan vir ao Ceará. E logo no Pirambu do meu amigo Normando Ribeiro. O gibi me deixou curioso. Tô louco pra que seja editado logo por aqui. Que é pra saber se Wolverine escapou do grupo de extermÃnio do sargento Rogério, se foi na igreja daquele padre mandão que tem, ou tinha, lá no Pirambas, se topou com a quadrilha dos formigões, se dançou na gloriosa Sociedade Esportiva e Cultural Arco-Ã?ris - que o vulgo chama carinhosamente de Secai -, se pegou bicho de pé na praia dos Arpoadores, se foi vÃtima de seqüestro relâmpago, se foi multado pela AMC, se desistiu de comprar apartamento porque o IPTU vai ser maior para quem mora nos andares mais altos, se viu o quiprocó que deu a eleição da OAB-CE, se iria para o Fórum Harmônicas Brasil, se comeria tapioca no Eusébio, se soube que o Fortaleza caiu para a segunda divisão, se soube da Cristilane, a menina que se prostituÃa e foi assassinada por um ex-PM bandido, ou da Andréa Havt, a socióloga morta por um bandido na Padre Antônio Tomaz com a Via Expressa, se viu a Beira-Mar toda arrebentada ao mesmo tempo em que se fala de Fortaleza Bela. Se…
9 Nov
Talvez pela mais absoluta falta do que fazer, uma deputada do Mato Grosso inventou um projeto que obriga restaurantes, bares e hotéis a oferecer cardápios diet.
E, na mesma linha do ócio remunerado, a Comissão de Educação da Câmara federal aprovou a idéia.
Pior de tudo é que não avisaram ao Rei da Panelada. Nem à Rainha.
A propósito, tô passado: botei “panelada” no Google imagens e só apareceu aquele bonequinho do Cinema com Rapadura.
16 Out
Sendo hoje segunda-feira, e detestando-as assim como Garfield as detesta, peguei-me com João Cabral de Melo Neto para expressar minha melancolia. Não chega a ser a de João Cabral, mas está perto da do Garfield. O tÃtulo do poema é “DifÃcil ser funcionário”. E o Carlos do texto é esse mesmo que você está pensando, o Drummond de Andrade.
“DifÃcil ser funcionário
Nesta segunda-feira.
Eu te telefono, Carlos
Pedindo conselho.
Não é lá fora o dia
Que me deixa assim,
Cinemas, avenidas,
E outros não-fazeres.
É a dor das coisas,
O luto desta mesa;
É o regimento proibindo
Assovios, versos, flores”.Â