12 Mai
A capa da revista Época desta semana é um primor de fuleiragem:
“O que fazer com seu dinheiro”.
O mote é o grau de investimento atingido pelo Brasil, que teria tornado “a Bolsa brasileira mais atraente”.
Diz lá, ainda, que “Época ouviu um time de especialistas para ajudá-lo a decidir onde investir agora”.
Quanto a vocês, não sei não, mas o que faço com meu dinheiro, todo mês, é pagar contas.
Quando dá, é lógico.
21 Mar
Deu no G1:
“O lendário músico americano Bob Dylan deu um passeio de bicicleta disfarçado de mulher pelo balneário uruguaio de Punta del Este, onde encerrou na noite de quinta-feira (20) sua turnê pela América Latina, ‘Never ending tour’”.
Putz! E no Brasil o cara deu trabalho até para cantar Blowing the Wind.
A matéria completa você lê aqui.
20 Mar
A Assembléia Legislativa fez ontem audiência pública para analisar a situação de aprovados no Ceará em concursos da Caixa Econômica Federal que ainda não foram convocados pela instituição.
Até aÃ, nada de assombrar.
O curioso é que a audiência foi requerida pelo deputado Adahil Barreto (PR), ao tempo em que o parlamentar vinculado ao meio bancário é Nelson Martins (PT). Num passado não muito distante, quando presidia o Sindicato dos Bancários, Nelson conquistou vitórias importantes na mobilização de forças para que a Caixa e o Banco do Brasil absorvessem novos funcionários.
Definitivamente, os tempos são outros.
19 Mar
Outra de Salvador: lá, taxistas e guias de turismo se recusam a chamar o Aeroporto Deputado Luiz Eduardo Magalhães pela denominação - que, após a morte do filho de ACM, foi-lhe dada em substituição a “Dois de Julho”. Não toleram a idéia da troca de uma data histórica, marco da participação baiana na Independência do Brasil, pelo nome de um polÃtico finado.
Preferem um simples “Aeroporto de Salvador”.
12 Mar
O Alexandre Garcia está cada vez mais Alexandre Garcia.
Em sua participação no Bom Dia Brasil de hoje, ele conseguiu a proeza de encontrar uma relação de causa e efeito entre o “por que não te calas?!” do rei Juan Carlos, da Espanha, ao presidente Hugo Chávez, da Venezuela, em novembro do ano passado, e a decisão do governo brasileiro de deportar espanhóis irregulares, agora em março.
Juro que eu fiquei sem entender patavina.
6 Mar
O Alexandre Garcia, colega do Roberto Maciel, não se emenda. Ontem, no Bom Dia Brasil, muito provavelmente ele era, ao lado dos presidentes �lvaro Uribe e George W. Bush, um dos poucos a defender a invasão do território equatoriano pelas tropas colombianas. Exaltado, só faltou usar a farda do Exército da Colômbia.
Pois bem feito. Ontem mesmo saiu a resolução da Organização dos Estados Americanos (OEA) contra a invasão, o que certamente lhe provocou comichões na alma.
27 Fev
O deputado federal do PT piauiense Nazareno Fonteles estará em Fortaleza sexta-feira que vem. Ele é secretário-geral da Frente Parlamentar em Defesa da Vida, do Congresso Nacional.
Médico, Nazareno é considerado uma das vozes mais abalizadas no movimento contra o aborto. Não só: é também um dos principais articuladores da CPI do Aborto, cuja proposta foi lançada no I Encontro Brasileiro de Governantes e Parlamentares pela vida.
O motivo da vinda tem exatamente o propósito de fortalecer a causa, ampliando a pressão polÃtica contra o projeto da ex-deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), que propõe a descriminalização do aborto no Brasil.
O deputado participará de audiência pública na Câmara Municipal de Fortaleza, a partir das 10 horas.
27 Fev
Não sei se vocês sabem, mas eu, o Luiz Carlos e o Diogo (o cara em duo com o moleque aà embaixo) acabamos de concluir mais um Fórum Harmônicas Brasil - a terceira edição, destaco.
E trouxemos pela primeira vez um gringo. E coisa fina: Rick Estrin, um dos papas do blues californiano.
Mas é claro que tivemos coisa fina, finÃssima, da cena nacional. Gente do porte de José Staneck, Otávio Castro, Ivan Márcio, Vitor Lopes, Guta Menezes e Flávio Guimarães, além do nosso Diogo daqui mesmo, que fechou o evento num show gratuito no Centro Cultural Bom Jardim. Não é brincadeira não.
Taà um filmete do Rick no palco do Centro Dragão do Mar, acompanhado por Igor Prado (guitarra), Klaus Sena (baixo) e Aristides Cavalcante (bateria).
19 Fev
Leia com atenção. Pode ser demorado, mas vale a pena - eu acho. Este post trata do Fórum Harmônicas Brasil, cuja terceira edição inauguramos em dezembro passado, com show do Diogo Farias e da De Blues em Quando, e que terá continuidade sexta, sábado e domingo próximos.
O Fórum é um evento único no PaÃs. Reúne grandes gaitistas e se propõe a ser uma referência da arte-educação, com foco especial na harmônica. Faço-o junto com o Luiz Carlos e o Diogo desde 2005, a custa de muito suor e canseira, mas com imenso prazer.
Sexta-feira que vem começa mais uma maratona dessas. Os shows serão no Centro Dragão do Mar, no Anfiteatro, sexta e sábado à noite. As aulas, sábado e domingo, pela manhã e à tarde, serão na Escola Viva Música Viva.
Veja quem vem:
    Otávio Castro - Carioca, filho do compositor Everardo Castro, Otávio Castro, 27 anos, iniciou-se na harmônica de
boca aos 15 anos. Entretanto já tinha contato com a música desde os nove anos, tocando percussão. Iniciou seus estudos de harmônica com Rodrigo Eberienos e posteriormente foi aluno do mestre e amigo MaurÃcio Einhorn.
    Considerado por muitos como um dos expoentes no Brasil na técnica batizada por ele mesmo denominou em português como sendo “o cromatismo na harmônica diatônicaâ€?, Otavio Castro alcançou um nÃvel técnico que atualmente o possibilita tocar diversos repertórios apenas utilizando uma harmônica diatônica afinada em C (dó) para todas as tonalidades, o que lhe rende anualmente uma série de workshops por todo o Brasil. Nesse sentido, o caminho que o músico vem percorrendo nos últimos anos é o da pesquisa e criação de novos horizontes para a harmônica diatônica, imprimindo o sotaque brasileiro a um instrumento que ainda é visto por alguns como um instrumento restrito ao blues.
    Otavio Castro lecionou inicialmente no Centro Integrado de Música (RJ) por quatro anos, em seguida recebeu convite para lecionar na Musiarte (RJ), onde ficou por mais dois anos. Em 2000, passou dois meses tocando intensamente em Nova Iorque, fazendo parte de trabalhos com músicos como Mark Whitfield, Deanne Witowisk e Hector Martingnon.
Teve oportunidade de participar de shows e gravações com algumas figuras representativas da música brasileira, tais como João Donato, Carlos Lyra, Carlos Malta, Márcio Hallack, César Nascimento e Chiquito Braga. Além disso, teve a experiência de gravar na novela “Cobras & Lagartos�, da Rede Globo, fazendo a gaita de um dos personagens.
Ivan Marcio - Ivan Marcio apaixonou-se pela gaita aos treze anos e um ano mais tarde, em 1991 ouvindo Elmore
James, sua paixão virou amor com o Blues, que se tornou companheiro inseparável deste gaitista paulista. Em 1999 inicia seu trabalho com os Irmãos Prado (Prado Brothers e Swing It! Blues), que em 2000 passa a se chamar Prado Blues Band que se tornaria em 2004 a banda revelação de Blues Nacional e pioneira em um estilo musical chamado de Jump Blues.
    Autodidata e apreciador de músicos como Sonny Boy Williamson II, Little Walter Jacobs, Flávio Guimarães, Charlie Musselwhite e alguns grupos vocais dos anos 50, apresentou-se pela primeira vez aos 14 anos e não parou mais. Passando em casas como o Bourbon Street Music Club, CIA Paulista de Blues, Sanja Jazz Bar, Ton Ton Jazz Club, Delta Blues Bar, Mr Blues Bar, Stones Blues Bar, Barfly, diversos SESCs pelo Brasil, entre outros.
 Muito solicitado para promoção de workshops pelo Brasil, formou-se em Pedagogia o que o auxilia nos cursos de Gaita do Projeto Juventude Cidadã em São Bernardo do Campo, formando mais de 100 alunos por ano - o que lhe rendeu elogios de Billy Branch.
    O gaitista já dividiu o palco com Howard Levy, Danny Vincent, Greg Wilson, J.J. Jackson, Eddie C. Campbell, Enrico Crivellaro, Nuno Mindelis, Donny Nichilo, Steve Guyger , Jammie Wood, Johnny Rover, Holland K. Smith, André Christovam, Flávio Guimarães, Solon Fishbone, Ruth London, Théo Werneck, Andréas Kisser e Billy Branch.
José Staneck - Desenvolvendo vários estilos, o gaitista José Staneck, procura aliar ao erudito sua formação popular e
jazzÃstica, sendo uma referência nacional. Tanto que já interpretou o Concerto para Harmônica e Orquestra, de Heitor Villa-Lobos, com as orquestras Sinfônica Brasileira, da ParaÃba, da Bahia, de Porto Alegre, Nacional e de Recife, sob a regência do maestro Carlos Veiga.
 Também atuou com a Orquestra Sinfônica Brasileira na regência de Silvio Barbato e Pró Música e Sinfônica de Curitiba com o maestro Alceu Bocchino. Ainda no erudito, executou a peça para Harmônica e Orquestra de Cordas do compositor Guerra-Peixe ao lado da Orquestra Jovem de Campos.
Seu aprendizado começou na Escola Nacional de Música do Rio de Janeiro. Fez curso de aperfeiçoamento para a Harmônica com MaurÃcio Einhorn, estudou Harmonia Funcional com Isidoro Kutno e estudou Análise Estética com o maestro e compositor H. J. Koeullreutter.
 É diretor da MUSIARTE - Curso Integrado de Música, uma escola, voltada para o ensino de Harmonia Funcional e Improvisação (Jazz, Rock e MPB). Atualmente realiza um trabalho bastante diversificado com a pianista Sheila Zagury. Com o Duo Santoro de violoncelos forma um inusitado trio.
Vitor Lopes - É possÃvel suingar tocando gaita? Vitor Lopes traz o seu trabalho cheio de musicalidade e bom humor. Com um repertório de clássicos do choro ou por suas composições, Vitor encanta por sua destreza e versatilidade. Com simpatia, envolve o público com suas histórias e sua música, atraindo sempre a cumplicidade da platéia. Afinal, quem é que nunca se aventurou a tirar um som de uma gaitinha?
    Vitor Lopes estudou gaita com um dos maiores mestres do instrumento, Omar Izar, instrumentista de renome internacional. Não satisfeito em dominar o pequeno instrumento, estudou violão erudito, harmonia, percepção, piano, arranjo, re-harmonização e improvisação. Quase vinte anos dedicados a um estudo sério e consistente, que se traduz nos três Cds que já produziu: Um trio ViraLata, de 2003; Vitor Lopes e Chorando as Pitangas e Viragem, segundo Cd do Um Trio ViraLata, ambos lançados em 2006.
    Já fez sete turnês pela Europa, onde se apresentou na França, Espanha e Bélgica. Representou a gaita brasileira em eventos tais como O ano do Brasil na França (2005), Harmonicales (França-2004 e 2007) e Harmoliége (Bélgica-2006). Também é muito requisitado em gravações de jingles e CDs, já tendo gravado com artistas consagrados como Chitãozinho e Xororó; Arnaldo Antunes; Belchior, e também com artistas da nova geração da MBP como Chico Saraiva e Quinteto em Branco e Preto, entre muito outros.
Guta Menezes - Gaitista e trompetista da banda do programa Altas Horas, de Serginho Groisman (Rede Globo), Guta
Menezes estudou harmonia com Isidoro Kutno, arranjo com Ian Guest e improvisação com Nelson Faria e Idriss Boudrioua. Também estudou harmônica com José Staneck e MaurÃcio Einhorn. Estudou Trompete no Conservatório Brasileiro de Música, com Paulo Mendonça e Nabor.
    No currÃculo, traz participações em trilhas sonoras para televisão: “Porto dos Milagres”, “Malhação”, “Laços de FamÃlia” e “Anos Rebeldes”, todas da Rede Globo. Ainda na TV, Participou da gravação do programa “Documento Especial”, do SBT, sobre Bossa Nova. Além disso, deu aulas nas escolas de música: Antônio Adolfo, Rio Música e no CIGAM.
    Tocou com Yuri Popoff, Los Hermanos e já gravou com Vittor Santos, Martinho da Vila, Y. Popoff, Rui Motta, Durval Ferreira, Ronaldo Diamante, Rio Jazz Orquestra, entre outros. Tocou na Orquestra do Maestro Paulo Moura, Victor Biglione e com o compositor e pianista João Donato.
 Participou da Orquestra da Avon, com a qual acompanhou a cantora americana Bárbara Hendrix, Rita Lee e Zélia Duncan. Em 2006 integrou a Rio Jazz Orquestra e ao lado de Flávio Paiva, Élcio Cáfaro e Ronaldo Diamante, integrou a banda Pindorama, com a qual lançou o CD “Belazarte e outras estóriasâ€?.
Flávio Guimarães - Em 20 anos de carreira, Flávio Guimarães produziu quatro CDs próprios e nove com o Blues EtÃlicos. Gravou dezenas de participações em discos de artistas dos mais diferentes estilos, tais como Titãs, Fernanda Abreu, Cássia Eller, Zélia Duncan, Luiz Melodia, Renato Russo, Zeca Baleiro, Fagner, Rita Lee, Kid Abelha, Ed Motta, Gabriel O Pensador e Alceu Valença, entre outros.
    O músico foi escolhido duas vezes por B. B. King para abrir seus shows no Brasil, em 1999 e 2004. Tendo participado dos principais festivais internacionais: Free Jazz, Rock in Rio II, Heinecken Concerts, Nescafé Blues e Natu Blues Festival, tocou com Buddy Guy em 1989 e 1991, com Magic Slim em 1993 e abriu a turnê brasileira de Robert Cray em 1997.
    Flávio mantém um constante intercâmbio com alguns dos melhores gaitistas do mundo. Realizou shows e gravações com Charlie Musselwhite, Howard Levy, Mark Hummell, Mark Ford e Sugar Blue. Participou da banda que acompanhou Taj Mahal no Brasil, dentro do Heinecken Concerts, em 1999. O show se transformou em especial da TV Cultura. Fez parte também das bandas de Brian Lee e Walter Wolfman Washington em seus shows no paÃs.
    Sua gaita pode ser ouvida em diversas trilhas sonoras e comerciais, destacando-se a novela das sete Bang Bang, da Globo.
Rick Estrin - O gaitista Rick Estrin, da mais famosa banda de jump blues da Califórnia, Little Charlie and The
Nightcats, é a grande atração do III Fórum Harmônicas Brasil. É a primeira vez que o músico pisa em terras cearenses, mas em 1995 com a Little Charlie and The Nightcats, quando fez shows no Rio de Janeiro e em São Paulo.
    Performático e com um visual caprichado - topete, bigode e óculos -, Estrin promete agradar ao público local com sua irreverência no palco e músicas originais e divertidas. Entre elas, My next ex-wife (“Minha próxima ex-esposa�), I can’t speak no Spanish (No hablo español), Poor Tarzan (“Pobre Tarzan�) e Me and my big mouth (“Eu e minha boca grande�). Vários astros do blues gravaram músicas dele, como Robert Cray, Koko Taylor e John Hammond.
    Em 2008, Estrin pretende lançar seu CD solo com ênfase na gaita e também está trabalhando em um DVD educacional. “Estou realmente empolgado com este projeto, pois, que eu saiba, nunca houve nada parecido ainda. Acredito que será de grande ajuda para todos os gaitistas�, disse em entrevista à revista Blues’n’Jazz. Além disso, assim que terminar a turnê pelo Brasil (Porto Alegre – 02/03; e Caxias do Sul/RS - 04/03), Estrin vai para a Europa com Little Charlie and The Nightcats para shows e festivais.
    A banda foi formada pelo consagrado guitarrista Little Charlie e Estrin, que eram colegas de escola, nos anos 70. Desde então, o quarteto, composto pela dupla mais J. Hansen e Lorenzo Farrell, já lançou nove CDs e uma coletânea, e excursionou por três continentes.
17 Fev
Tropa de Elite, filme de José Padilha, ganhou o Urso de Ouro em Berlim - isso vocês já sabem. O que não tenho certeza é se todos prestaram atenção na torcida contra que se fazia. A Folha de S. Paulo, aliás, foi longe. Antes de o prêmio ser anunciado, fez o que pôde para dizer que a produção havia sido mal-recebida pela crÃtica e pelo público na Alemanha.
Trecho de matéria distribuÃda pela agência FolhaPress no último dia 11:
“As sessões para a imprensa determinam a repercussão do filme. É a partir delas que são escritas as reportagens e as crÃticas. As sessões oficiais competitivas têm público composto por convidados. Na manhã de hoje, ao fim da sessão de Tropa de Elite, os jornalistas permaneceram em absoluto silêncio. Para outros filmes na disputa, houve aplausos, ainda que moderados”.
Agora, matéria distribuÃda no dia 14 (peguei-a no site do jornal O Povo e não tenho como confirmar se o texto foi publicado na Ãntegra ou com cortes):
“O concorrente brasileiro ao Urso de Ouro no Festival de Berlim, Tropa de Elite, de José Padilha, exibido ontem, teve uma recepção da crÃtica dividida entre amores e ódios. Mais ódios do que amores. A revista norte-americana Variety, que recentemente incluiu Padilha numa restrita lista de dez diretores em quem se deve prestar atenção, foi especialmente dura com o filme.
Em resenha assinada por Jay Weissberg, a Variety atribui a Tropa de Elite um ‘estilo Rambo’ e sustenta que ele faz ‘uma monótona celebração da violência gratuita que funciona como um filme de recrutamento de seguidores fascistas’.Weissberg afirma ainda que, segundo o filme, ’só o Bope pode salvar a cidade [do Rio], mas isso requer, antes, a remoção cirúrgica de qualquer coisa que se pareça com um coração’.
Leitores brasileiros da versão online da revista escreveram no site mensagens de protesto e atacaram o autor da crÃtica.
A Hollywood Reporter publicou entrevista e reportagem sobre o filme, com destaque em sua capa da edição de hoje, mas chamou-o de ‘um filme constrangedor sobre policiais assassinos’.
A crÃtica afirma que ‘o pressuposto básico do roteiro escrito por Padilha, Rodrigo Pimentel e Bráulio Mantovani é que todo mundo no Rio é corrupto, especialmente as autoridades’.
A revista inglesa Screen, por sua vez, deu ao filme a nota máxima - quatro estrelas, correspondente a ‘excelente’-, numa crÃtica farta de elogios. ‘A montagem corajosa, a incansável câmera na mão e essa espécie de tom quente e realista conhecido desde Cidade de Deus e Amores Brutos produzem uma mistura que é mais funcional do que inovadora, embora seja eficiente’.
A crÃtica do jornal francês Le Monde, publicada no blog de cinema do diário, acusa o filme de fazer apologia da tortura: ‘Tropa de Elite’ é feito segundo a receita do neoconservadorismo hollywoodiano - montagem frenética, câmera epiléptica, narrativa que não deixa nenhum espaço à ambivalência. Não é preciso ser hipersensÃvel para ver no filme uma apologia da tortura e das execuções extrajudiciais’, afirma o crÃtico Thomas Sotinel.
A reação da imprensa alemã foi desigual. O jornal Berliner Zeitung avaliou o filme como ‘excitante e original’, disse que ele apresenta ‘os diversos lados da questão” e o faz com bom ‘equilÃbrio entre os aspectos ficcional e documental’”.
Repare: o repórter, que destaca “mais ódios do que amores” nas crÃticas ao Tropa de Elite, pinçou trechos de resenhas da Variety, Hollywood Reporter e Le Monde para desancar o filme. E longos trechos, diga-se. Para o lado dos “amores”, menciona só a Screen, britânica. Para falar “reação desigual” da imprensa da Alemanha, usou apenas uma referência, o jornal Berliner Zeitung.
Sei não, mas acho que ainda tem gente curtindo uma certa ressaca com o Urso do Tropa.
23 Jan
Finalmente uma notÃcia boa: Camila Prins, brasileir@ que mora na SuÃça, ganhou ontem em São Paulo o primeiro lugar do concurso Miss Word Transsex 2008.
Agora sim, dá pra acabar de vez com essa viadagem de auto-estima baixa.
23 Jan
Firmada no cenário “blueseiroâ€? do Brasil como um pólo significativo, Fortaleza já é considerada palco de grandes eventos. E o final desta temporada de férias ainda reserva atrações imperdÃveis. Às vésperas do Festival de Jazz e Blues, quem segue a rota da boa música poderá conferir o encerramento do projeto Fábrica de Blues, com o guitarrista paulistano Igor Prado. Reconhecido internacionalmente, o músico faz show neste sábado, 26 de janeiro, no BNB Clube, a partir das 21 horas.
Igor não esconde a satisfação de voltar à capital cearense e promete uma apresentação emocionante. Várias ondas de blues tradicional serão a pedida da noite, que contará ainda com a participação das bandas cearenses De Blues em Quando e Costa a Costa, que subirão ao palco com o paulistano.
Seu disco mais recente, “Upsidedown� (2007), recebeu elogios das revistas Blues Matters (www.bluesmatters.com), dos EUA, Roots Time, da Bélgica (www.rootstime.be) e Il Popolo del Blues (www.ilpopolodelblues.com ), da Itália.
No currÃculo de Igor, a participação em grandes festivais é destaque, passando por eventos na América do Sul até Europa ao lado de artistas como Rod Piazza and The Mighty Flyers, John Hammond, Kenny Neal, Billy Branch, Magic Slim, Deacon Jones, entre outros.
Mais do que permitir a interação de músicos de blues com os de outros gêneros, o projeto Fábrica de Blues criou espaços e consolidou ações de responsabilidade social, trazendo elementos enriquecedores para o público e para os artistas locais. E foi além. O projeto mostra que gênero nenhum está amarrado por uma camisa de força e que as diversas manifestações musicais podem dialogar de forma substanciosa, inusitada e de qualidade.
SERVIÇO:
Fábrica de Blues com show de Igor Prado, De Blues em Quando e Costa a Costa, dia 26/01 (sábado), no BNB Clube (Avenida Santos Dumont, 3646), a partir das 21h. Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia e para sócios do clube).
Mais informações: (85) 4006.7200, 4006.7204 e 3458.1106 ou no site www.bnbclube.com.br.
23 Jan
Depois da derrota do mister gay brasileiro para um argentino, no concurso Mister Universo Gay, mais um golpe na nossa honra nacional: um filósolo da Nova Zelândia diz que a bandeira do Brasil é a quarta mais feia do mundo.
Daqui a pouco vão dizer que Maradona é melhor do que Pelé.
21 Jan
Não sei se estou arrumando encrenca com gays, argentinos, politicamente corretos, apreciadores de certames de beleza ou torcedores de futebol, mas essa merece registro.
O mister gay brasileiro, Luciano Lupo, perdeu nos Estados Unidos o concurso de Mister Universo Gay para um argentino. Uma notÃcia dessas é de fazer rangerem os dentes aqueles que acham que os argentinos são a desgraça do mundo, principalmente quando ganham dos brasileiros no futebol.
Quer dizer: até na viadagem eles pegam no pé da gente.
18 Jan
Para você ver como são as coisas.
O Leãozinho passou maus bocados hoje num jogo para lá de disputado contra o Corinthians pela Copa São Paulo de futebol júnior. Depois de fazer 2 a 0, o time do Leão do Pici viu a equipe paulista empatar a partida no segundo tempo, inicialmente debaixo do maior toró e depois debaixo da maior azaração dos “jornalistas” das emissoras de São Paulo, aà incluÃdas Sportv, ESPN Brasil e Rede Viva.
Mesmo reconhecendo que o Fortaleza era superior em campo a maior parte do jogo, com o atacante Marcos Bamban perdendo dois gols incrÃveis praticamente debaixo da trave quando o placar estava 2 a 1, os tais ”torcedores” não faziam a menor cerimônia ao destacarem o Corinthians como o time com mais categoria para vencer o jogo. E não cansavam de repetir uma partida anterior, em que os jogadores paulistas tinham conseguido virar um jogo, depois de estarem perdendo por 2 a 0. Essa cantilena era repetida a exaustão.
Só que o Fortaleza conseguiu passar para as oitavas de finais da competição, ao vencer o Corinthians nos pênaltis (5 a 4).
E para completar a alegria da noite, o time profissional do Ceará perdeu de virada para o Quixadá, em pleno Presidente Vargas, pelo campeonato cearense, depois de estar vencendo por 2 a 0. É muita ironia, né não?!
15 Jan
Um bêbado chega ao bar e pede uma bebida. Do seu lado uma senhora distinta querendo chamar a atenção do bêbado diz:
- O senhor sabia que o Brasil é o segundo paÃs do mundo em consumo de álcool?
O bêbado responde:
- É curpa desses crente!!!
- Como culpa dos crentes? Os coitados nem sequer bebem álcool!!!
- Pois é, se eles bebesse um poquinho, nóis já tava em primero!!
14 Jan
Metade dos meus conhecidos acha que toco gaita. A outra metade sabe que não toco gaita.
Tirando a minha teimosia em um dia parar de assoprar com um certo jeito e tentar aprender de vez esse fantástico instrumento cujo embrião surgiu há 5 mil anos na China, com o nome de Voz Sublime, e que desembarcou na Europa no século 19, sendo aprimorado por um alemão, vou contar uma historinha:
Em 2003, acho que ainda como curador do Festival Jazz & Blues de Guaramiranga, sugeri às meninas da Via de Comunicação que trouxessem um francês chamado Jean Jacques Milteau. O cara não era só referência minha. Não mesmo. Um monte de sujeitos dos Estados Unidos, onde a gaita virou sinônimo de blues e de country music, o tem como modelo de instrumentista. Do Brasil, então, nem se fala.
Mandei e-mail pro Milteau, avisei pra Maru e pra Rachel, recebi resposta dele, repassei para elas e, naquele momento, comecei a construir uma ponte entre a serra e os Campos ElÃseos. Ano após ano, lembrei a Via sobre Milteau. E as meninas lá, mourejando.
Pois essa ponte finalmente teve o último tijolo posto. Milteau vem - quem está acompanhando o material publicado na imprensa, já sabe.
E para quem ainda não conhece J.J. Milteau, uma palhinha:
13 Jan
Bastaram os brasileiros para o Milan vencer o Napoli por 5 a 2. Além de Ronaldo (2), marcaram Kaká e Alexandre Pato, este um dos mais visados pelas câmeras da TV italiana, não só durante como ao final do jogo.
13 Jan
Para você ver como é o futebol.
Reservei a tarde deste domingo para acompanhar a estréia oficial de Alexandre Pato no time do Milan, em partida contra o Napoli, pelo campeonato italiano.
Pois bem. Estou vendo mesmo é o velho Ronaldo, que, além de fazer dois gols, um dos quais de cabeça (o time milanês vai ganhando por 3 x 2, aos 10 minutos do 2º tempo), sabe colocar seus companheiros na cara do gol, como fez duas vezes com o Pato, que, nervoso, jogou ambas em cima do goleiro.
Ou seja: pode ser que Ronaldo continue a ser a solução para a falta de um matador na seleção brasileira e também fique cada vez mais longe do Flamengo.
9 Jan
Só agora fui ver essa notÃcia falsa que publicaram no site tanarede sobre a demissão do Galvão Bueno da Rede Globo.
Bem feito, quem mandou ser um chato?!

GALVÃO BUENO é demitido da Globo
O locutor Galvão Bueno foi demitido da Rede Globo no inÃcio desta semana. A profunda insatisfação dos profissionais que trabalhavam ao lado do locutor, somada a sua constante queda de popularidade, teriam sido os responsáveis pela notÃcia mais surpreendente da mÃdia esportiva dos últimos anos. O locutor ainda não se pronunciou sobre a decisão da Rede Globo.
Um grupo de repórteres e comentaristas do canal teria se apresentado à direção de esportes do canal e ameaçado greve caso a emissora não notificasse Galvão e exigisse mudanças em seu comportamento durante as transmissões. Os funcionários, cujos nomes foram mantidos em anonimato pelo canal, alegaram ser submetidos pelo locutor a maus tratos e constrangimentos ao vivo e também fora do ar. O diretor de jornalismo teria tentado ainda dialogar com Bueno. No entanto este, ao tomar conhecimento dos fatos, não teria se mostrado disposto a mudar seus hábitos e ainda exigido a cabeça de alguns dos “rebeldes”. No entanto o que se deu foi exatamente o contrário, e o funcionário sacrificado foi o próprio Galvão.
A popularidade de Galvão Bueno experimentou forte declÃnio nos últimos anos. Um dos primeiros meios que comprovou isso foi a Internet: diversos sites, blogs e comunidades no Orkut reúnem telespectadores que demonstram profundo descontentamento com o locutor, ridicularizando-o e apontando suas gafes durante as transmissões.
No entanto a situação só chegou aos olhos da cúpula Global quando a insatisfação do público chegou aos estádios por meio de faixas e (e esta foi a gota d’água) gritos ofensivos das torcidas contra o narrador. Recentemente, durante a transmissão de Brasil e Equador pelas eliminatória realizada no Maracanã, a Globo precisou cortar temporariamente o áudio que vinha do estádio, já que os torcedores gritavam a plenos pulmões expressões de baixo calão dirigidas a Bueno. Surpreendentemente, é possÃvel que até mesmo o rei do futebol tenha participação, ainda que indireta, nos acontecimentos recentes. Rumores dão conta de que Pelé tornou-se bastante indisposto em dar entrevistas à TV Globo desde que tomou conhecimento de um vÃdeo que vazou na internet, no qual Galvão Bueno, no intervalo de uma das transmissões pela Copa de 1994, reclama que o rei falaria demais. Pelé teria ficado chateado pelo fato de o locutor não lhe ter pedido desculpas, ao contrário do que fez a alta direção da emissora. A culpa de Galvão na frieza de Pelé para com a emissora também teria contribuÃdo na decisão de afastamento do narrador.
Ainda não se sabe como ficará o quadro de locutores da Rede Globo, embora a tendência seja a de que cada narrador seja promovido. Desta forma, Cléber Machado se tornaria o locutor número 1 do canal; LuÃs Roberto ocuparia o posto deixado por Machado; e Rembrandt Jr. o de Roberto. Por fim, algum profissional do Sportv ascenderia à Globo, assumindo a função de Rembrandt.
Quanto ao destino de Galvão Bueno, especula-se sua ida à Rede Record. A emissora de Edir Macedo, que já detêm os direitos de transmissão exclusiva das OlimpÃadas de 2012, briga também pelo futebol nacional e pela Fórmula 1 em 2009. A contratação de Bueno seria, além de uma aquisição profissional significativa, uma excelente jogada de marketing