Sobretudo

Para refletir e opinar

Com Luiz Carlos de Carvalho e Roberto Maciel

Arquivos para ‘Sem classificação’ Category

Chama a Clara Nunes!

Quem me contou jura que é verdade.

Fizeram ontem, no Theatro José de Alencar, um show denominado Dolores Duran Bis. A apresentação reuniu só feras: Leni Andrade, Doris Monteiro, Claudete Soares e Soraya Ravenle.

Aí, assim como do nada, apareceu uma repórter de TV querendo entrevistar quem, quem?

Essa tal de Dolores Duran.

Meu pai-pai

Mariana Smith, artista visual - seja lá isso signifique, já que, imagina-se, Pablo Picasso e até Souzousareta Geijutsuka também são “artistas visuais” - está com exposição no Centro Cultural Banco do Nordeste, em
Fortaleza. É a mostra “Máquinas de Observação”, feita com imagens em movimento. Pode ser, digamos, observada até 31 de dezembro.

Observemos, ainda, esse detalhe fundamental para a realização da exposição naquele espaço: Mariana é filha do presidente do BNB, Roberto Smith.

Para o pessoal de Várzea Alegre

Seguinte: Dorismar é homem.

Por isso, vou logo avisando que quem aparecer por aqui fazendo gracinhas com o nome do nosso leitor, sugerindo coisas para ele fazer no carnaval, indicando clínicas que cortam isso e põem aquilo, receitando simpatias para arranjar namoro e até casamento, cremes de cabelo, depilação e outras impropriedades como as que surgiram nos últimos dias terá o comentário sumariamente aprovado.

E ponto final.

Obama, bolsas, Itu e Adaílton

Enquanto o mundo comemora com um olho a vitória do Barack Obama nos EUA e com o outro olho acompanha apreensivo o desempenho das bolsas americana, européias e asiáticas, a minha preocupação se resume a uma pergunta: por que diabos o Heriberto da Cunha insiste com o Adaílton no ataque do Fortaleza?!

Em Itu, São Paulo, onde treina para o jogo contra o Santo André, sábado que vem, Heriberto já colocou o centroavante que não faz gols há 13 jogos mais uma vez de titular.

É dose!!!

Censura, por favor

Trago o post abaixo o Blog do Roberto Maciel:

Peço, humildemente, perdão à senhora e ao senhor por baixar tanto o nível aqui do Blog do Roberto Maciel. É que acabei de ouvir no rádio uma música que me derrubou o queixo: “Dança da piroca torta”.

A letra é isso que vai aqui abaixo, conforme achei no Google (vai na base do control C + control V). Peço perdão novamente por expô-los, cara leitora e caro leitor, a tão rematada porcaria. E chamo atenção para o fato de que a palavra cachaça aparece grafado como “cachassa” em mais de uma fonte consultada:

“To chegando na balada na maior animação
Mas pra me desanimar ta lotado de dragão
A feiosa me chamou pra tomar uma meiota
Ai eu mostrei pra ela a dança da piroca torta

Torta torta dança da piroca torta
Torta torta dança da piroca torta

Pra esquerda ou pra direita o importante é encoxar
Balançando nesse som roça em todo lugar
Ja tomei muita cachassa nao sei se vc se importa
Agora quero dançar bebo o forró da piroca torta

Torta torta dança da piroca torta
Torta torta dança da piroca torta”

*** ***  

Peço perdão a mim também, porque nunca me imaginei pedindo alguma forma de censura para aberrações assim. Mas peço, sem que isso me mate de vergonha. Não acho que estou cometendo nenhum absurdo contra o direito à livre expressão ou à democracia. Aquilo lá é, afinal, um crime contra a inteligência e o direito das pessoas à boa formação, contra a arte e a música e, por fim, contra a cultura.

O autor do lixo aqui citado é um certo Rafael Bessa. E a execução é de uma certa Máfia do Forró - banda que usa um revólver na logomarca e se apega na denominação a uma instituição criminosa.

Mostra ela?

A febre das apurações, somada ao acordo de unificação ortográfica dos países de língua portuguesa, deve estar fritando os miolos do pessoal do G1. Saiu escrito assim no portal de notícias da Globo. O grifo é meu:

Maria do Rosário diz estar convencida de que vai ao 2º turno.

Pesquisa mostra ela empatada com Manuela D’Ávila (PCdoB) Ela acompanhou votação do vice na chapa, Marcelo Daneris”.

Laços de família

De todos os e-mails pré-eleitorais que recebi, o mais engraçado é, disparadamente, esse, assinado por um certo “Administrador Reginaldo”:

“Vitor Valim é comentarista do programa Cidade 190.

Se você já tem candidato a vereador de Fortaleza, fique à vontade. Mas se você não tiver candidato, coloco seu nome à disposição com o número 31190.

Ele é casado com uma Administradora e por isso também tem meu apoio. O seu compromisso é com as causas sociais.
Obrigado pela atenção dispensada.
Fique com Deus!

Administrador Reginaldo

Obs: Repassem esse e-mail para seus contatos.

Como é mesmo essa história, meu chapa? “Ele é casado com uma Administradora”? E isso confere ao rapaz algum talento especial como político? Isso indica que ele será um bom vereador? Ou antecipa que quem vai “administrar” o mandato é a mulher dele?

Oras! Se nem o fato de o candidato apoiado pelo “Administrador Reginaldo” ser comentarista de programa mundo-cão me comove, imagine se vou dar bola para a qualificação profissional da senhora com quem ele mantém laços matrimoniais.

Eu, hein?

Por via das dúvidas, fiz de conta que nem li o apelo final. Ou seja, não mandei o e-mail para nenhum dos meus contatos. E é claro que não votei nele.

Quem vai acertar?

Ibope e Datafolha divulgaram hoje suas últimas pesquisas de intenção de voto em Fortaleza. Há diferenças entre os universos apurados, assim como nos números. Pelo sim pelo não, a divergência dos números deu novo alento aos comitês de campanha, que estão mobilizando militantes para que ninguém deixe de votar amanhã. Vejamos:

Ibope, indicando que pode haver segundo turno:

Luizianne (PT) - 48%
Moroni (DEM) - 28%
Patrícia (PDT) - 14%
Roseno (PSOL) - 6%
Pastor Neto Nunes (PSC) - 2%
Aguiar (PTC) - 1%
Sergio Braga (PPS) - 1%
Os demais não pontuaram.

*** ***

Datafolha, indicando que não haverá segundo turno:

Luizianne Lins (PT) - 53%
Moroni (DEM) - 24%
Patrícia (PDT) - 16%
Renato Roseno (PSol) - 5%
Pastor Neto (PSC) - 2%
Os demais não pontuaram.

As eleições de Fortaleza, quem diria?, viraram também queda de braço entre os dois principais institutos de pesquisa do Brasil.

E isso elegerá credibilidade.

________________________________________

Tragédia em Várzea Alegre

Várzea Alegre se notabilizou aqui no Sobretudo pela troca de “amabilidades” entre os correligionários de Zé Hélder e Joãozinho, candidatos a prefeito. Os posts são, disparados, os mais visitados e comentados do blog. À frente, acredite se quiser!, dos relacionados a mulher pelada.

Mas ontem aconteceu uma tragédia na cidade, conforme notícia publicada no Diário do Nordeste (abaixo). Três homens morrreram eletrocutados na montagem de um palco do último comício de Zé Hélder. Por enquanto, não houve repercussão sobre o assunto no Sobretudo.

Choque elétrico mata três pessoas

Três operários morreram eletrocutados, ontem, ao meio-dia, em Várzea Alegre (446 Km de Fortaleza). Eles trabalhavam na instalação de caixas de som ao lado de um palanque montado na Praça Betânia, próximo ao Centro, para o comício do prefeito, José Hélder (PMDB), que disputa a reeleição.

As vítimas foram identificadas como Reginaldo Pereira Lima, 28 anos; Reginaldo Soares dos Santos, 21 anos; e Pedro José da Silva Alecrim, 25 anos. No fim da tarde de ontem, os corpos foram transferidos para o Instituto Médico Legal (IML) de Juazeiro do Norte para exame de necropsia. Os três eram casados. Lima era morador de Várzea Alegre, onde será sepultado hoje. Santos e Alecrim, naturais da cidade do Crato.

De acordo com informações do soldado da Polícia Militar, Santos, uma das vítimas estava montando as colunas metálicas de suporte das caixas de som, que estavam localizadas ao lado do palco, quando uma das unidades tocou na rede de alta tensão e houve a descarga elétrica, matando os três operários de imediato.

Em face da tragédia que abalou os moradores desta cidade, os comícios de encerramento da campanha eleitoral da oposição e da situação que seriam realizados, ontem, à noite, foram cancelados de forma definitiva. Na noite de ontem, foi celebrada missa na igreja Matriz de São Raimundo Nonato em homenagem póstuma às três vítimas.”

Submundo eleitoral

Às vezes, a gente fica pensando cá com nossos botões sobre eleição com ética, democracia etc e tal e nem imagina o que acontece no “submundo eleitoral”.

Na madrugada da última sexta-feira, eu tive a oportunidade de conhecer um pouco mais desse submundo. O senhor Ronaldo Couto, médico e major da PM, é vereador em Juazeiro do Norte e candidato à releição pelo DEM. A mulher dele, Mira Sampaio, também é candidata a vereadora, só que pelo PP. Ambos foram flagrados pela Polícia Federal distribuindo cestas básicas em troca de voto. Muitas delas já tinham sido distribuídas, outras 131 estavam prontinhas para distribuição. E havia muito mais produtos estocados para a “produção” de novas cestas. Segundo estimativas iniciais da PF, o que estava estocado na chácara do casal dava para mais de 500 cestas. Dentro delas, material de campanha: dele, da mulher dele e do candidato a prefeito de Juazeiro pelo PSDB, Manoel Salviano.

Eis que Ronaldo Couto chega no meio do grupo de pessoas formado à frente da chácara para evitar que fossem retirados os produtos e as cestas. E, na maior cara de pau, ele vai logo afirmando:

- Eu faço. Toda eleição eu faço. E vou responder na Justiça por isso.

Só não esperava que a declaração estivesse sendo gravada, tanto pelas câmeras de TV como pelos gravadores.

Ao depor na Justiça, o discurso foi outro. Disse que todo ano faz essa distribuição e que o material de campanha foi “plantado” pelo militantes do PT.

Na PF, o que causou surpresa foi a qualidade dos produtos. “Tudo de primeira”, conforme disse um dos rapazes que ajudava a retirar as mercadorias dos carros colocados à disposição pela Justiça Eleitoral. E ainda houve gente que criticasse a apreensão das cestas, alegando que elas fariam muita falta na mesa dos seus destinatários.

Abaixo, algumas fotos do que foi recolhido pelos agentes da PF. E o homem careca é o Ronaldo Couto, quando chegava ao TRE.

Só para fazer tempo passar

Os peçual ção fodas!

Várza Alegre, município a 446 quilômetros de Fortaleza que foi tema de posts do Luiz Carlos (leia aqui e aqui), virou cult neste Sobretudo.

Os comentários de (e)leitores - uma parte alegremente xingando candidatos e uns aos outros - já são recordistas no blog. Tirando os excessos, são efeitos, imagino, de uma campanha acirrada por paixões e por outros motivadores de encrencas políticas.

E hoje, dando uma passeada pelos textos dos (e)leitores, encontrei um bom tema para promessas de campanha, independentemente do canidato - digo, candidato: o investimento pesado em ensino público de qualidade em Várzea Alegre.

É que o pessoal (há exceções, ressalto) escreveu aqui algumas barbaridades, as quais reproduzo com as devidas traduções: 

- conserteza (com certeza)
- quirrida (querida)
- nimguem (ninguém)
- pousava (em vez de “posava”, do verbo posar)
- fixa (em vez do substantivo “ficha”)
- prosceços (processos)
- risitrada (registrada)
- equanto (enquanto)
- denigrir (denegrir)
- nojeras (nojeiras).

Ninguém é obrigado a saber escrever corretamente tudo - tiro por mim, que até já fui chamado de “analfa” no blog de um moleque -, mas essas doideiras aí chegam a doer nos ouvidos.

Espere sentado

Recebi de um candidato a vereador pelo PPS em Maracanaú um e-mail informando a conta bancária dele para contribuições financeiras.

O nome do cidadão é Cândido Pinheiro e ele se qualifica como professor.

Como não o conheço nem nunca o vi, não conheço as propostas dele, não voto em Maracanaú, não tenho afinidade política nenhuma pelo PPS e não acho meu dinheiro em calçada alta, não vou colocar lá nem um centavo.

Está marcada para amanhã, às 10h, no Palácio Iracema, a apresentação do projeto do Pavilhão de Feiras e Eventos - equipamento com o qual o Governo do Estado pretende reposicionar o Ceará num nicho específico do mercado turístico, o de eventos.

É mais do que necessário.

Hoje, o Estado amarga uma melancólica quarta posição no setor no Nordeste, atrás da Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Norte, numa situação gerada pela falta de espaços adequados. Dotado de boa estrutura somada a condições naturais favoráveis, a expectativa é de que em médio prazo se atinja o segundo lugar nesse meio. A área prevista do complexo, abarcando o Centro de Convenções Edson Queiroz e a Academia de Polícia Edgar Facó, entre outros imóveis na Avenida Washington Soares, terá mais de 200 mil metros quadrados. A obra, que poderá ter início em 2009, custará cerca de R$ 300 milhões.

Detalhe: obras viárias e de infra-estrutura vão dar suporte ao empreendimento. O que, cá entre nós, é essencial para o Pavilhão funcionar que preste.

Segundo o secretário do Turismo, Bismarck Maia, o equipamento será capaz de abrigar seminários, convenções, feiras, shows e até atividades esportivas em espaços fechados - e de diferentes portes. O dinheiro para a construção do Pavilhão de Feiras e Eventos tem três fontes: uma internacional, o Banco Interamericano de Desenvolvimento, e duas nacionais - o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social e o Governo do Ceará, que entrará com uma contrapartida.

Para atiçar a fogueira

O Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal acaba de entrar nas discussões a respeito das medidas adotadas pelo presidente do STF, Gilmar Mendes, no caso da Operação Satiagraha, da Polícia Federal. Mendes mandou soltar o maior peixe caído nas malhas da PF, o banqueiro Daniel Dantas, e ainda saiu distribuindo críticas contra o órgão, a Imprensa e o Ministério Público.

A contribuição do SJPDF se dá por meio do repasse para um grande número de formadores de opinião do artigo que trancrevo abaixo, do jornalista Mauro Santayanna, publicado no Jornal do Brasil (RJ). É longo, mas vale a pena a leitura:

O impeachment como remédio tem apoio na Constituição

A evocação é inevitável. Quando o nome do advogado-geral da União, Gilmar Mendes, foi encaminhado ao Senado, para ocupar uma das cadeiras do STF, muitos manifestaram estranheza. O libelo mais forte coube ao professor Dalmo Dallari. Em artigo publicado antes da votação, o mestre paulista advertiu que, aprovado o nome do advogado-geral da União, estariam “correndo sério risco a proteção aos direitos no Brasil, o combate à corrupção e a própria normalidade constitucional”. Dallari lembrou que Gilmar, derrotado no Judiciário, “recomendou aos órgãos do Poder Executivo que não cumprissem as decisões judiciais”. Outro caso, lembrado por Dallari, foi o de que a Advocacia-Geral da União, cujo titular era Gilmar, havia pago R$ 32.400 ao Instituto Brasiliense de Direito Público, do qual o atual presidente do STF era um dos proprietários, a fim de que seus subordinados ali fizessem cursos.

Advogados, como o ex-presidente da OAB Reginaldo de Castro, e alguns jornalistas, entre eles este colunista, consideraram que faltavam ao indicado títulos para a alta posição. O fato de haver freqüentado universidades estrangeiras não era recomendação suficiente. Inúmeros ostentam este mesmo título. Há, mesmo, os que se fizeram professores em renomados centros universitários europeus e americanos, e nem por isso foram convocados à alta magistratura nacional. Sua carreira era relativamente curta. A muitos incomodava o comprometimento com o governo Collor – a quem serviu, na Secretaria da Presidência, até o impeachment – e com o de Fernando Henrique. Com Itamar no Planalto, o senhor Gilmar Mendes se transferiu para o Poder Legislativo.

Cabia ao advogado, no governo de Fernando Henrique, examinar e redigir os projetos de lei e medidas provisórias. Algumas dessas medidas foram consideradas inconstitucionais e, com ligeiras modificações, reeditadas. O mais grave é que ele se encontrava subjudice, processado por improbidade administrativa – conforme a denúncia de Dallari – quando seu nome foi levado à Comissão de Justiça do Senado para ocupar a vaga no Supremo. O fato foi comunicado à Câmara Alta, mas o rolo compressor do governo quebrou a resistência da maioria dos senadores. Ainda assim, seu nome foi recusado por 15 parlamentares. Normalmente não há tão expressiva manifestação contrária às indicações presidenciais para o STF. A Associação dos Magistrados Brasileiros também se opôs &agrav e; sua nomeação. Mais ainda: o Ministério Público questionara, antes, a presença de Gilmar, que pertencia a seus quadros, na Advocacia-Geral da União.

Permito-me citar trecho de artigo que publiquei no Correio Braziliense, no dia mesmo em que o nome do advogado Gilmar Mendes foi levado à Comissão de Constituição e Justiça do Senado:

“De um juiz se pede juízo. O advogado-geral da União excedeu-se no desempenho de suas funções, e excedeu-se também nas relações necessárias com o Poder Judiciário e com o Ministério Público. A firmeza na defesa dos atos governamentais, e das teses jurídicas em que eles possam sustentar-se, não permite o desrespeito para com os que tenham posição diferente. O senhor Gilmar Mendes poderia criticar, com alguma razão, o desempenho do Poder Judiciário, desde que ele atribuísse a deficiência ao acúmulo de leis confusas e conflitantes, situação constatada por todos os magistrados, e o fizesse em termos serenos. Mas se esqueceu o aclamado jurista de que tais leis, em sua maioria, procedem da incompetência do próprio Poder Executivo, a maior fonte legislativa destes últimos anos, com suas medidas provisórias, portarias, decretos, normas – e memorandos”. Até aqui o texto de maio de 2002.

Quando Gilmar, como advogado-geral da União, recomendou aos órgãos públicos que não cumprissem ordens judiciais, excluiu-se eticamente do direito de pertencer ao Poder Judiciário.

Soube-se ontem à noite que um grupo de cidadãos de São Paulo se articula para pedir ao Senado Federal o impeachment do ministro Gilmar Mendes, de acordo com o artigo 39, item V da Constituição Federal, combinados com os artigos 41 e 52, II, da Carta Maior. Conforme dispõe a Constituição, qualquer cidadão, de posse de seus direitos políticos, pode solicitar o impeachment de um membro do Supremo.

Valeu, Ceará; valeu, Fortaleza

Tá, confesso, o post anterior foi de pura sacanagem com o Luiz Carlos, bom torcedor do Calouros do Ar que sou.

Mas foi graças a essa sacanagem que achei no You Tube esse video abaixo, com o saxofonista e clarinetista cubano Paquito de Rivera, fera do Latin Jazz, e Yo-Yo Ma, violoncelista francês de origem chinesa que se criou nos Estados Unidos - deu pra entender? -, metendo bronca no Um a Zero.

*** ***

A propósito, que me apresentou a Yo-Yo Ma foi Demócrito Dummar. Em 1999, ele me deu meu primeiro CD do cara, intitulado Soul of the Tango, uma homenagem a Astor Piazzolla. Genial.

Que intimidades são essas?

O primeiro candidato a vereador que invadiu a minha caixa postal funcional o fez hoje. O nome dele é Mozart. Não sei o que faz nem o sobrenome que tem. Informou apenas o número e o partido. Mozart é filiado ao PPS.

Como não o conheço, nunca o vi mais gordo nem mais magro, aposto que ele também não me conhece. Mesmo assim, fez-me um convite meio amalucado no e-mail que me passou: “Vamos divulgar esta mensagem aos amigos do Mozart”. Ora, ora. Se eu não sou amigo dele e nunca tinha sabido de sua existência na face da terra até agora à tarde, por que raios ele acha que conheço os “amigos do Mozart”?

Não, Mozart, não farei isso.

Primeiro, porque você chegou à minha caixa postal sem pedir licença. Invadiu-a. Não aceito isso nem de você nem de ninguém. Não lhe dei liberdade pra essas coisas.

Depois, porque suas idéias são bem fraquinhas - pelo menos as anunciadas ali. “Fazer um trabalho em sintonia com os legítimos anseios da população” é mais do que vago; “Valorizar o voto daqueles que me honrarem com sua escolha” significa que você não vai dar valor a quem não votou em você?; “Auscutar as lideranças populares por entendê-los como verdadeiros termômetros das demandas sociais” tem, além de um erro de concordância horroroso, um teor de populismo idem.

Lamento, Mozart, mas vá tocar sua sinfonia em outra freguesia. E tente, por favor, não espalhar spam. Já bastam os caras que vendem viagra genérico e extensor de, digamos, piroca. O mundo virtual não precisa de mais gente para baldear as caixas postais de ninguém.

A Caixa e a minha caixa

Da série “Não venha para a minha caixa você também”.

Venho pedir encarecidamente aos senhores que tomam de conta da Caixa Econômica Federal que, pelo amor de Deus, abram novas agências no Ceará e contratem os concursados que estão à espera de vagas.

É que não agüento mais receber e-mails desse pessoal reclamando providências.

Eu e, pelo que pude ver nos destinatários que igualmente sofrem com essa avalanche, o governador, a primeira-dama, o secretário da Fazenda, a assessora de imprensa do secretário da Fazenda, o secretário das Cidades, o bispo, todos os deputados e, como escreveria Drummond, acho que até “J. Pinto Fernandes, que não tinha entrado na história”.

Que conversa é essa?!

Luiz Carlos é um falador. Vem ele aqui dizer que escreve com mais freqüência do que eu. Ora, ora. Pois saibam, ele e os caros leitores, que consultei as estatísticas do Sobretudo. O quadro de posts é o seguinte:

2.131 foram escritos no total.
1.240 foram escritos por mim.
853 são da lavra dele.
38 o Marcus Sá escreveu.

Ou seja, o Luiz vai ter de se rebolar um bocado para me ultrapassar. Mas reconheço que isso não é impossível. Pergunte ao torcedor do Criciúma que ele diz como é essa história.

Ou então clique aqui para encurtar caminho.
 

TJA reconhece erro e garante citar fonte

Alguns post atrás, eu critiquei o pessoal do Theatro José de Alencar pelo uso de um texto da jornalista Angélica Feitosa, do jornal O Povo, em um newsletter digital sem que fossem citados a fonte e o nome da autora (leia o post aqui).

Pois bem. O assessor de imprensa do TJA, Kiko Bloc Boris, leu o nosso blog e encaminhou pedido de desculpas à Angelica e ao Roberto Maciel (sic), o qual reproduzo abaixo:

Oi Angélica e Roberto Maciel, recebi a observação oportuna do blog Sobretudo referente a publicação do newsletter do TJA com a matéria do Vida & Arte. Estou no apoio ao atendimento à imprensa na casa e o erro na ação não foi da assessoria de imprensa (via Secult), mas do ainda falho desconhecimento de área nesses códigos de quem envia o material. A partir dessa observação, já registrei a obrigação de citar fontes, como no caso, e a mesma newletter está sendo remandada com os devidos créditos.

Aproveito para agradecer maios uma vez a comunicação, e reiterar minha disposição aos préstimos de apoios possíveis da minha parte para o que precisarem.

Grato desde já, Kiko Bloc-Boris

Links


Arquivos


Meta