Sobretudo

Para ler e refletir

Por Roberto Maciel e Luiz Carlos de Carvalho

Arquivos para a Categoria ‘Política

Em vez dos filhos, a própria

Gabriela Leite, ex-prostituta, fundadora da Daspu e autora do livro “Filha, mãe, avó e puta” (foto), lançado em maio deste ano, resolveu ir à luta mais uma vez.

Filiou-se ao PV para disputar mandato de deputada federal pelo Rio de Janeiro.

É já que começam as piadinhas infames.

Gabriela Leite

Ô coisa triste!

Post que trago do Blog do Roberto Maciel:

Fã, mas fã mesmo, daqueles de carteirinha, faz como fez o deputado estadual Ziêr Férrer (PTB). Hoje, ele desfilou pela Assembleia com um fumo – aquela faixazinha preta – no braço, em sinal de luto pela morte do cantor Michael Jackson.

Ainda fez pronunciamento na tribuna da Casa, lamentando a perda que sofreu a música pop.

Só faltou fazer o moonwalk, o passo de dança marcante nas apresentações do artista. Algum assessor de bom senso deve ter-lhe demovido da ideia.

De carona

Vendo aproximar-se a parada gay de Fortaleza, evento que será realizado hoje e que os politicamente corretos a-d-o-r-a-m chamar de “marcha a diversidade sexual”, o vereador Ronivaldo Maia (PT) correu para se engajar na Frente Parlamentar pela Livre Expressão Sexual, criada na Câmara Municipal pelo correligionário Guilherme Sampaio.

Foi para não perder a possibilidade de afagar uma parcela do eleitorado que cresce a cada dia.

Poderia, depois, fazer um belo discurso sobre as condições da Beira-Mar após a parada. Mas não o fará, aposto.

Nunca antes na história deste país

Saiu no Estadão on line:

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a se queixar da imprensa nesta terça-feira, 23, em discurso na cerimônia de lançamento para a revitalização do Porto do Rio. O presidente reclamou que apesar de o resultado líquido do emprego ter sido positivo, com maior geração de postos de trabalho do que redução, “a manchete é o emprego no Senado”. Para o presidente, a imprensa “tem uma predileção pela desgraça”. “Eu vejo as matérias e já me assusto”, declarou.

Caro presidente, você – que já comeu e ainda come o pão que o diabo amassou com a Imprensa só porque não fez faculdade,  sendo por isso esculachado por personalidades como Diogo Mainardi e  Reinaldo Azevedo – ainda não sabe o que é bom pra tosse.

Se as matérias que o assustam estão sendo escritas ou ditadas por gente com diploma, que em tese frequentou aulas de ética na faculdade, imagine quando começarem a aparecer os “desdiplomados” tratando de política, economia, cultura, saúde, educação e o caramba a quatro.

Já pensou?

Ciro, o precoce

O jornal O Povo publicou hoje a seguinte informação:

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Reparou na idade? 42 anos. Ou seja, teria nascido em 1967.

O leitor mais lesado é bem capaz de acreditar, olhando os outros dados, que Ciro foi eleito deputado estadual com 16 anos, em 1983 – no mínimo se dividindo entre a campanha eleitoral, a leitura sôfrega da Playboy e a busca de meios de subverter a legislação.

E que teria sido reeleito para a Assembleia com 19 anos, em 1987 – dividindo-se entre a campanha eleitoral e a renomada Piauí sobralense. 

E eleito prefeito de Fortaleza com 23 aninhos – um ano antes daquela idade crítica. Isso, segundo o jornal, em 1991.

*** *** ***

Mas não é nada disso.

Ciro vai fazer 52 anos. Nasceu em 1957, no dia 6 de novembro. Vi isso na Wikipedia, porque, na verdade, nunca me interessei pelo dia do aniversário do hoje deputado federal do Ceará.

Foi eleito deputado estadual em 1982 e não em 1983 – ano em que assumiu o mandato, no dia 1o. de fevereiro.

E foi eleito prefeito de Fortaleza em 1988, não em 1990.

E, também diferentemente do que se publicou, deixou a Prefeitura para se candidatar a governador do Ceará em 1990, cargo que só assumiu em 1991 – ano em que, conforme está escrito no jornal, “saiu da Prefeitura para se candidatar a governador do Estado e se eleger”.

Mais uma coisinha: no mesmo quadro informa-se que o ministo da Previdência, José Pimentel, tem as profissões de  ”advogado, sindixtalista (sic) e bancário“.

Estaria certo, se sindicalista – ou sindixtalista – fosse profissão. 

Bateu no Sarney, levou do Collor

O jornalista Cláudio Humberto Rosa da Silva, que aprendeu a ser ético com Fernando Collor de Melo, tem feito uma campanha curiosa contra quem está cobrando lisura, honestidade e respeitabilidade à gestão de José Sarney no Senado.

Veja três notas publicadas hoje na coluna eletrônica do cara do “bateu, levou”:

Líder celular – Tião Viana, que se pretende líder da bancada “ética”, é aquele que deu à filha um celular do Senado para ela usar durante viagem internacional.

Ética a jato - O coronel tucano Tasso Jereissati (CE), da “bancada ética”, foi acusado de abastecer seu jatinho com crédito de passagem aérea do Senado.

Olhos vivos - Ex-presidentes como Jader Barbalho (PMDB-PA) não desgrudam do noticiário contra o Senado. Ainda têm por lá vários cadáveres insepultos.

Nomeação de mulher de senador causa polêmica - O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) atribui a “tentativa de intimidação” o vazamento da informação de que sua mulher, Gladys, foi nomeada para um cargo na liderança do PDT do Senado. O problema é que ninguém acha o ato de devolução dela à Câmara dos Deputados, onde trabalha há 26 anos, por isso insinua-se, para revolta do senador, que foi mais um dos “atos secretos” do ex-diretor-geral Agaciel Maia.

E o que tem de curioso nisso? Simples: não há, por incrível que pareça, inverdade nenhuma nessas notas

Baseado em que você está dizendo isso?

dunga

O ministro do ambiente pela metade, Carlos Minc, tem marcado para hoje depoimento à Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados. O pessoal de lá quer saber como é que foi mesmo aquela história de ele participar da marcha pela maconha, no Rio de Janeiro.

Já que os ruralistas querem “tirar uma picanha do Carlinhos”, a bancada carola também quer pitar seus minutos de fama.

A propósito, Minc virá a Fortaleza e Limoeiro do Norte amanhã à tarde. Mas não vai brilhar tanto. É que Dilma Rousseff estará aqui algumas horas antes.

Do blog que não é de papel

Outra para provar que estamos vivos, ainda que arquejando.

O ex-governador Lúcio Alcântara, enquanto faz as contas para saber de quantos votos precisa para se eleger deputado federal, somando os apoios que pode conseguir com chefes políticos do Interior e negociando os espaços que julga necessários, escreveu ontem no blog que mantém:

O conceituado jornalista Egídio Serpa, em sua apreciada coluna no jornal Diário do Nordeste, edição de 18/05/09, afirma, a propósito de eventos apoiados pelo Governo do Estado do Ceará, no chamado período junino, existir, na Secretaria de Cultura, vida inteligente.

Faltou acrescentar, pelo menos no que tange às festas juninas, que se instalara lá, antes do atual Governo.

Durante minha administração, foi implantado um criterioso sistema de fomento a essas manifestações, mediante o lançamento de editais, que evitavam favorecimentos na distribuição de verbas.

Além de ter ido buscar láááááá longe uma nota publicada pelo Egídio Serpa, Lúcio esqueceu – de forma muito conveniente, diga-se de passagem – o “criterioso” apoio que o contribuinte cearense foi obrigado em seu governo a dar à escola de samba carioca Estação Primeira de Mangueira: R$ 500 mil, bacaninhas, só porque citou-se no samba-enredo, meio que en passant, o nome do Ceará.

Na minha vã ignorância, acho que isso não se classifica entre os métodos ”que evitavam favorecimentos na distribuição de verbas”. Né não?

O incendiário

E para provar que estamos vivos, embora arquejando, vai uma catada do blog do Roberto Jefferson – aquele que foi cassado por práticas políticas não condizentes com as normes de boa conduta mas continua, para você ver a qualidade do partido, presidente do PTB:

Uma pedra…
O deputado Ciro Gomes assumiu que pensará, quiçá com carinho, na possibilidade de deixar de lado a candidatura presidencial para concorrer ao governo de São Paulo. As pesquisas animam Ciro, que tem 18% das intenções de voto, saindo-se bem melhor que nomes petistas. Se decidir armar seu palanque em São Paulo, Ciro incomodará e muito o atual governador José Serra, que já reclamou com o PSB, chamando os dirigentes de “puxa-sacos” de Lula. Parece que Ciro desperta alguns instintos em Serra.

…no sapato alheio
Quem mais está feliz com a disposição cada vez maior de Ciro em disputar o governo paulista é Geraldo Alckmin. Ciro certamente será um nome mais forte nas eleições do que os tradicionais petistas paulistas. E, com 18% das intenções de voto, José Serra não poderá ficar apenas nas reclamações com o PSB, mas terá também que apoiar um nome forte para que os tucanos continuem donos do Estado. E este nome só pode ser Alckmin, que tem 50% das intenções de voto nas pesquisas. O PT, em favor de Dilma e por um palanque mais forte para ela em São Paulo, pode até desistir do Estado, mas os tucanos dificilmente se arriscarão a perder o Estado que controlam por mais de uma década.

Pela qualidade da lenha que ele está pondo nessa fogueira (de vaidades, inclusive), fica difícil de saber se ele gosta do Ciro, do Serra ou do Alckmin. Ou se não gosta de nenhum deles.

A gerente endoidou!

Post que trago do meu Blog do Roberto Maciel:

Não posso negar que fiquei estarrecido quando li hoje no jornal O Povo, em mais uma entrevista exclusiva da prefeita Luizianne Lins (PT) a seus repórteres, a seguinte explicação sobre o estado de emergência que disse que decretaria e do qual, sabe Deus a razão, teve de desistir:

“Na verdade, como eu sou uma pessoa muito crédula e ouvia algumas intervenções feitas por alguns membros da oposição, de que a cidade estava o caos, que era o fim do mundo, que a cidade estava completamente esburacada, que existiam desabrigados e desalojados… Então talvez, pela minha boa-fé, eu acreditei inicialmente que isso pudesse estar acontecendo em Fortaleza”.

Devemos estar ficando loucos, disse eu ao meu colega Mário Gomes, o poeta.

Primeiro, porque sabemos nós que Luizianne não é dada a ouvir palpites. Se não ouve nem assessores e aliados, como é que quer nos convencer de que ouviu a oposição?

Depois, porque ela quer nos convencer de que a cidade não está o caos, o fim do mundo, completamente esburacada.

Por fim, porque ela disse uma frase (“eu acreditei inicialmente que isso pudesse estar acontecendo em Fortaleza”) com a qual quer nos fazer crer que não sai de casa. Nem espia pela janela. Nem vê TV, escuta rádio ou lê jornal.

Eu, hein?