Sobretudo

Para refletir e opinar

Com Luiz Carlos de Carvalho e Roberto Maciel

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Marolas da Marambaia

Os funcionários da Secretaria Municipal de Meio Ambiente fizeram uma cotinha e pagaram um anúncio veiculado hoje na mídia local em defesa da Daniela Valente, titular da pasta e acusada de prevaricação e outras ilegalidades mais pela Polícia Federal.

Em compensação, o Fórum do Meio Ambiente teve uma postura mais de acordo com o que a situação exige: propõe o aprofundamento das investigações, o afastamento dos suspeitos e a punição dos culpados. Confira abaixo o teor da nota do fórum:

As entidades, movimentos e personalidades abaixo-assinados, em face dos últimos episódios que levaram à prisão dos principais dirigentes dos órgãos de controle ambiental do Estado do Ceará, a saber, o Gerente do Ibama, o Superintendente da SEMACE e a Secretária do Meio Ambiente do Município de Fortaleza, vêm tornar público que:

1. É função da Polícia Federal a investigação e apuração de crimes. Em nosso Estado, a apuração por crimes ligados à concessão ilegal de licenças confirma suspeitas já publicizadas pelo movimento ecológico, no que concerne à permissividade no processo de licenciamento;

2. Esperam e requerem que tais investigações sejam aprofundadas, com a extensão das investigações para outros casos - já denunciados pelo movimento ambientalista - que podem também estar vinculados a processos de favorecimento, tráfico de influência ou corrupção;

3. Consideram que, dada a gravidade dos fatos em apuração, os gestores que se encontram sob investigação devem ser afastados de seus cargos, até o final da apuração, para garantir a tranqüilidade do procedimento investigatório e a moralidade da coisa pública, profundamente atingida por esses episódios;

4. Finalmente, são pela apuração rigorosa de todas as licenças  concedidas na gestão dos servidores investigados, já que a atividade de licenciamento ambiental se encontra comprometida por completo, sob suspeição de corrupção e tráfico de influência.

Movimento SOS Cocó
Associação dos Geógrafos Brasileiros - AGB Fort
Instituto da Memória do Povo Cearense - IMOPEC
Movimento Pró-Parque Rachel de Queiroz
Movimento pela Revitalização do Pólo de Lazer da Sargento Herminio
João Alfredo Melo - Ambientalista, Vereador eleito Psol Fortaleza
Mardineuson Sena - Geógrafo, Professor da URCA
Grupo de Estudos Regionais - URCA
Magnólia Said - Advogada
Fórum Cearense por uma Nova Cultura das Águas
Antonio Ricardo Domingos da Costa Tapeba - Articulação dos Povos Indigenas no Nordeste, Minas Gerais, Espirito Santo
Maria Amélia Leite, Missionária, Associação Missão Tremembé-AMIT
Ana Maria Ferreira Cardoso - Ambientalista, doutoranda Educação UFC
Arnaldo Fernandes - Ambientalista
Anote - Agência de Notícias Esperança
Movimento Proparque
Movimento Pró-Parque Lagoa Itaperaoba
Fórum Cearense do Meio Ambiente

Ele não está tão só

Seguinte: vocês sabem que não tenho nada contra o jornalista Cláudio Humberto. Ao contrário, ele até me surpreende - afinal, um cara que serviu ao governo Collor e ainda continua à solta deve ter alguma virtude. Mas vejo-me, sabe Deus a razão, instado a trazer para vocês matéria que saiu na Agência Brasil.

Antes, porém, uma explicação para o título. Cláudio Humberto, tão logo o governo Collor deu sinais de que afundaria, correu do barco, o que era de se esperar. Depois, lançou um livro intitulado “Cem dias de solidão”, contando sua experiência como assessor do ex-presidente. Pois é: com Marcos Valério, ele não está tão só.

Sinta o drama:

“Para difamar os dois fiscais que autuaram a Cervejaria Petrópolis em R$ 100 milhões por sonegação fiscal, buscando invalidar o auto de infração por eles lavrado, o empresário Marcos Valério teria recorrido a duas estratégias: forçar a instauração de inquérito policial contra eles na Polícia Federal, em Santos, e publicar notícias contra os dois fiscais na imprensa. Para isso, segundo os autos da Operação Avalanche, o empresário teria oferecido até R$ 10 mil a jornalistas e veículos de imprensa.

De acordo com os autos, Marcos Valério e seu sócio Rogério Tolentino teriam ordenado todas essas medidas ao advogado mineiro Ildeu da Cunha Pereira, que tinha o ‘apoio irrestrito e incondicional’ da advogada Eloá Leonor da Cunha Velloso, que repassava, por sua vez, as informações para os policiais aposentados da Polícia Federal Paulo Endo e Daniel Ruiz Balde e para o delegado da Polícia Federal Silvio Oliveira Salazar.

As falsas denúncias contra os fiscais Eduardo Fridman e Antonio Carlos de Moura tratavam sobre crimes de evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Também diziam que Fridman seria proprietário de uma empresa sediada na Argentina, que serviria para lavagem de dinheiro.

Um dos jornalistas que teria se beneficiado do esquema montado por Marcos Valério na campanha de difamação contra os dois fiscais seria o colunista Cláudio Humberto. De acordo com os autos, Cláudio Humberto teria recebido o pagamento de R$ 10 mil para escrever uma nota contra os fiscais.

A nota foi publicada com destaque na coluna de Cláudio Humberto no dia 31 de julho deste ano, sob o título ‘PF investiga extorsão no governo Serr’. Na nota, o colunista cita o nome dos dois fiscais e diz que eles estão sendo investigados pela PF, em Santos, por lavagem de dinheiro, evasão de divisas e cobrança de propina, mediante extorsão.

‘Em face da insistência de Ildeu e segundo ele próprio mencionou expressamente em diálogo monitorado, fato que depende de confirmação, a matéria foi publicada mediante o pagamento de R$ 10 mil reais, conforme consta do anexo deste relatório as publicações veiculadas na coluna e site do jornalista Cláudio Humberto’, diz os autos.

Com a operação concluída e após consulta ao proprietário da Cervejaria Petrópolis, Marcos Valério e Rogério Tolentino decidiram como fariam o pagamento aos advogados e aos policiais pelo trabalho executado. No dia 13 de agosto, para receber o dinheiro e efetuar a divisão entre sua equipe, o advogado Ildeu Pereira viajou até Boituva (SP), sede da cervejaria. Sabendo desse pagamento, a Polícia Federal deflagrou uma operação na época e apreendeu R$ 1 milhão em espécie com o advogado, no momento em que ele embarcava com destino a Itanhaém (SP) para efetuar o pagamento aos policiais.

Procurado pela Agência Brasil, o colunista Cláudio Humberto se defendeu das acusações, afirmando estar ’sendo vítima do mesmo processo que tentou atingir a jornalista da Folha {de S. Paulo] Andréa Michael’, uma das pessoas investigadas durante a Operação Satiagraha. ‘Isso é uma tentativa de constranger jornalistas e veículos de imprensa independentes’, afirmou ele.

Cláudio Humberto disse que publicou a notícia em sua coluna porque ela ‘era pública e oficial’ e porque, de fato, existia um inquérito policial em andamento contra os dois fiscais. ‘Como eu iria saber a procedência desse inquérito?’, questionou.

O jornalista também argumentou que ’sua decisão foi técnica, profissional e isenta’ e negou ter recebido qualquer valor para publicar a notícia. ‘Repudio essa mentira’, disse ele, acrescentando que deve publicar uma nota sobre o caso em seu site”.

*** ***

Resta-me agora esperar pela vez do Mainardi e do Azevedo.

Me dá um dinheiro aí?!

Da série ‘para você ver como são as coisas’: até bem pouco tempo atrás, Celso Pitta e Daniel Dantas não se falavam diretamente, apenas por intermédio de Naji Nahas, segundo gravações da Polícia Federal.

Assim, toda vez que precisava de dinheiro, e não foram poucas as vezes, Pitta ligava para Nahas que pedia a grana ao Dantas.

Pois bem. Presos pelos agentes da Operação Satiagraha (que nome, heim?!), Pitta e Dantas estão podendo fazer o que nunca tinham feito. Conversar tête-à-tête, já que dividem a mesma cela na Superintendência da PF em São Paulo.

Uma baita ironia, né não?!

Onde há fumaça…

O Roberto Maciel, em 12 de junho, denunciou na coluna Comunicado do Diário do Nordeste as queimadas freqüentes no Parque do Cocó, considerado o pulmão de Fortaleza (leia a notícia completa aqui).

Pois bem, no último sábado, a fumaça cobria extensa área do parque, entre o shopping Salinas e a Unifor. E não era fumaça de fogos de artifício.

Dispense-se a polícia

Pelo que diz o Roberto Maciel, a respeito dos indícios encontrados pela Polícia de São Paulo sobre o assassinato da menina Isabella Oliveira, para ser considerado réu a partir de agora no Brasil só se o crime tiver sido filmado e veiculado no Big Brother Brasil.

E esquartejar e ser réu confesso também não vale, heim?!

Meu pai-pai, meu garoto

Sobre o post anterior do Luiz Carlos, tratando da falta do que fazer o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), vale lembrar que ocupações assim substituem outras mais graves.

Um época dessas aí, o filho dele foi preso fazendo confusão no Eusébio, município vizinho a Fortaleza. Na delegacia, o mal-educado tucaninho, revoltado com a detenção, mostrou a bunda para a delegada.

Mas acabou sendo solto. Por influência do paizinho querido, bateu as asas, livre.

Tucano é tucano, afinal. No Ceará, então… vixe!

A estrela da noite

thomaz-bastos.jpgA grande estrela da noite de ontem, na festa em que o Sindicato dos Delegados de Polícia Federal - Regional Nordeste homenageou personalidades e autoridades que contribuíram para o fortalecimento da PF em 2007, foi sem dúvida nenhuma o advogado Márcio Thomaz Bastos.

Sempre solícito e simpático, o ex-ministro da Justiça posou para fotos, deu autógrafos, distribuiu sorrisos e foi citado por praticamente todos os agraciados, incluindo o ministro César ?sfor Rocha (STJ), o presidente da Transpetro, Sérgio Machado, o diretor da ABIN, Paulo Lacerda, o deputado federal João Campos (PSDB/GO) e o presidente da OAB/CE, Hélio Leitão.

E ainda aproveitou a oportunidade para revelar uma confidência ao público presente no La Maison Dunas:

- Em nenhum momento, o presidente Lula me pediu para proteger ou perseguir alguém nas mega-operações da Polícia Federal.

A estrela da noite (2)

Aliás, a empresa da jornalista Valéria Cavalcante, a VC Eventos, está de parabéns. Responsável pela organização da festa de ontem, impecável, diga-se de passagem, a empresa conseguiu que prestigiassem o evento do SINDPF/Nordeste personalidades como o governador Cid Gomes e o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Fernando Ximenes, além de quase todos os homenageados. Só ficaram faltando o deputado Arnaldo Farias de Sá (PTB/SP), que teve recentemente um infarto, e o diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Correa, que estava na posse do novo superintendente da PF no Rio Grande do Sul.

Já a piada da semana?

dualib.jpgAinda estamos na terça-feira e já podemos ter aquela que pode ser considerada a piada da semana.

Confira abaixo a declaração dada pelo ex-presidente do Corinthians Alberto Dualib (foto), ontem, na 6ª Vara Criminal da Justiça Federal de São Paulo, onde tramita o processo em que ele é acusado de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro:

- Não lesei o Corinthians, fui lesado. Perdi mais da metade do meu patrimônio enquanto fui presidente do clube. E me arrependo disso.

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