31 Jul
O texto a seguir é longo, muito longo. Mesmo assim, vale a pena ser lido até o final. É do jornalista Flávio Gomes e foi-me enviado pelo jornalista Robério Lessa:
SÃO PAULO (meu passaporte é o mesmo) - Durante duas semanas, um pouco mais, fomos bombardeados pelo verde-amarelo. Nas bandeiras, nos uniformes, no hino, nas perucas, nas camisetas, nos bonés.Arenas, ginásios, estádios, quadras, tudo tomado de verde-amarelo, e de um otimismo incontido. O avião da TAM atrapalhou muito. Como é que pode cair um avião no meio do “nosso momento�?
E o “nosso brilho�, “nossas meninas�, “nosso atletismo�, “nosso basquete�, “nosso vôlei�, “nossa natação�, “nosso judô�, “nosso tênis de mesa�, “nosso iatismo�, “nosso hipismo�?
Que sacanagem, a desse avião. Fomos obrigados a trocar os sorrisos dos apresentadores, dos “nossos apresentadores�, pelo ar contrito, que não fica bem comemorar nada com 200 pessoas torrando num cilindro de metal. Mas é só por um dia ou dois. Amanhã tem Brasil-sil-sil de novo.
(Parênteses. O maior mal do Brasil é o cara da Globo que dispara a vinheta “Brasil-sil-silâ€?. O dia em que esse cara se aposentar, metade dos problemas do paÃs estarão resolvidos. Aproveitem e aposentem, também, o responsável por misturar hino nacional com musiquinha do Senna.)
E obedecemos, por duas semanas, um pouco mais, à ordem-do-dia martelada minuto a minuto pela TV. Vamos torcer pelo Brasil no revezamento! Vamos torcer pelo vôlei do Brasil! Vamos torcer pela ginástica do Brasil! Vamos torcer para o cara tropeçar porque assim o Brasil leva! É ouro para o Brasil! Vamos torcer pelo Brasil, putada!
Não, não pude assistir a nenhuma competição apenas para assistir. Eu tinha de torcer para o Brasil, senão corria o risco de ser deportado.
Ah, quantos sorrisos, quanta gente alegre, e quantas lágrimas no pódio! Como é bom, ser brasileiro! Que potência!
Que bando de tontos, isso sim.
O comportamento do brasileiro tem sido pautado há muitos anos pela TV Globo, isso não chega a ser uma grande novidade, mas quando tem esporte na parada, é um pavor. As pessoas vão às arquibancadas com um único objetivo: fazer papel de palhaço para aparecer na Globo.
Não é muito difÃcil. Basta levar um cartaz, ou meter uma peruca ridÃcula, ou pintar a cara, ou as unhas, ou usar óculos enormes. E ficar de olho nos telões, porque uma hora uma câmera vai te pegar e você vai apontar para o telão, cutucar o vizinho, e acenar e pular feito um chimpanzé pintado de verde-amarelo. Cante que é brasileiro com muito orgulho e com muito amor, também. Faça parte da “galeraâ€?.
A Globo trata “nossosâ€? atletas como se fossem todos dela, da Globo. É a delegação global. Da mesma Globo que está cagando para o esporte, não transmite um jogo de basquete por ano, mas quando o basquete ganha o ouro, num torneio medÃocre de times fraquÃssimos, é o “nosso basqueteâ€?, e lá vão os bobões dar entrevista para a Globo, chorar para as câmeras da Globo.
Da mesma Globo que promove os Jogos Mundiais de Verão, tudo devidamente patrocinado por estatais e por marcas de chinelos e de tênis, jogos que não existem, só servem para embromar a patuléia nas manhãs de domingo. Da mesma Globo que promove “desafios internacionais� de babaquices pueris como vôlei de praia, futebol de areia, patinete, bambolê, skate.
E enchemos o rabo de medalhas, e inventamos uma disputa estúpida com Cuba, que tem menos habitantes do que São Paulo, e os cubanos são vaiados pelos incrivelmente civilizados torcedores que vão às arenas de peruca verde-amarela, porque se tornam inimigos da pátria, párias que não têm o direito de derrotar “nossos meninos� e “nossas meninas�, de ser melhores do que nós.
Toda glória aos atletas. É o momento deles. Sacrificam-se, treinam, lutam, têm uma vida dura. Vivem num paÃs que não tem, nunca teve, polÃtica de esporte. Mas fazem papel de bobos em momentos como esse, choram para aparecer no “Fantásticoâ€? e no “Jornal Nacionalâ€?, permitem que a mÃdia de aproprie de suas vitórias, que o paÃs que lhes vira as costas festeje seus triunfos e os assuma coletivamente, é a vitória do Brasil!
Vitória do Brasil o cacete, as vitórias são individuais, nunca fizemos nada por eles. Não vi ninguém falar das derrotas do “nosso ciclismoâ€?, ou do “nosso badmintonâ€?, e ninguém dirá que “nosso basqueteâ€? é uma bomba se o Brasil não passar do pré-olÃmpico, o que vai acontecer, ou que “nossa nataçãoâ€? é um fiasco se não vier nenhuma medalha de Pequim, no ano que vem, o que é bem provável. Derrotas não são para dividir. Cada um engula a sua.
O Brasil ganhou dez medalhas em Atenas em 2004, cinco de ouro, sendo três delas na vela e no hipismo, redutos de alguns clãs, esportes que não têm praticantes no paÃs, são apenas diversão de milionários. Outra foi no vôlei de praia, esporte inventado aqui, e outra, aà sim, na única modalidade em que é forte de verdade, o vôlei de quadra masculino.
“Nossa natação� não ganhou nada, “nosso atletismo� arrancou um bronze na maratona, “nosso judô� trouxe dois bronzes, “nossa ginástica� saiu zerada, “nosso taekwondo� idem, levamos couro da Ucrânia, da Hungria, da Grécia e da Romênia.
Não, não se mede um paÃs pelo número de medalhas que ganha numa OlimpÃada. Noruega, Suécia e Canadá ficaram atrás do Brasil em Atenas. Somos melhores que Noruega, Suécia e Canadá? Faz-me rir. Mas é o que se tenta vender aqui. Que somos demais, verde-amarelos, com muito orgulho, com muito amor. Que somos do tamanho de “nossas medalhasâ€?.
Gastaram 3 bilhões para fazer o Pan no Rio. Ergueram estádios e ginásios. Umas meninas do hóquei, acho, preteridas da seleção depois de acusações até de assédio sexual, protestaram num jogo qualquer torcendo por Cuba, e vi uma mulher na TV revoltada, chapéu verde-amarelo enfiado em sua cabeça ridÃcula, xingando as meninas e bradando “isso aqui é Pa-na-me-ri-ca-noâ€?, separando as sÃlabas. A vaca não tinha a menor idéia do que estava falando. “Aqui tem que ser brasileiro, com muito orgulho, com muito amorâ€?. Patriota de araque. Patriota de boutique.
Essa dinheirama toda será abandonada, não tenham dúvidas. Arenas, ginásios e sei lá o que mais vão ter infiltrações no teto, as piscinas vão secar e ficar cheias de dengue, tudo vai apodrecer para poder ser reformado um dia, ninguém vai querer pegar o mico para pagar a conta.
Em Pequim, “nossos meninos� e “nossas meninas� vão ganhar o que sempre ganham, meia-dúzia de medalhas no vôlei, no vôlei de praia, no “nosso hipismo� e talvez no “nosso iatismo�. Ninguém vai assumir “nossas derrotas�. “Nossos atletas� vão reclamar da falta de estrutura, da falta de piscinas, de pistas de atletismo, de ginásios, de condições.
O Pan não mudou o Brasil em nada, não se iludam. Os sorrisos dos apresentadores de TV são uma tentativa inútil de inflar a auto-estima do brasileiro, um esforço enorme para que o brasileiro se convença de que é vencedor, bem-sucedido, simpático e bacana.
Somos demais, em resumo, é isso o que o Pan nos ensinou, e se você não se sente assim, tem algum problema. Porque o Brasil da Globo é de ouro, é o máximo, fizemos o melhor Pan da história, graças a Deus, com muito orgulho, com muito amor.
Agora, eu volto: esse desabafo todo realmente procede. Você, por acaso, conhece alguém que tenha saÃdo de casa, em Fortaleza ou Juiz de Fora, sei lá, para ir ao Rio de Janeiro assistir, com bandeirinhas e rosto pintado, a um jogo de hóquei no Pan? Eu não. Ou mesmo de futsal? Ou de vôlei?
Acho, da minha parte, que aquele foi um evento do Rio. Quem ganhou foi o Rio, foi o carioca. Ganhou até a chance de vaiar o presidente Lula.
29 Jul
As delegações de Aruba, Bermuda, Belize, BolÃvia, Costa Rica, Ilhas Virgens, Ilhas Virgens Britânicas, São Cristóvão e Névis, Suriname e São Vicente e Granadinas empataram em 33o. lugar nos Jogos Pan Americanos porque não ganharam medalha nenhuma. O pior é que nem turismo deu pra fazer direito: choveu pra caramba no Rio na última semana do Pan.
Vai ver que os governantes de lá não tomaram uma sessão de vaias antes do começo das competições.
29 Jul
Da série “A culpa é do Lula”. Nunca os brasileiros ganharam tantas medalhas numa edição dos Jogos Pan-Americanos como na de 2007, no Rio de Janeiro, terra do amalucado prefeito César Maia - aliás, César Vaia. Foram, no total, 161 - 54 de ouro, 40 de prata e 67 de bronze.
Se todo apupo que Lula tomar resultar em coisa assim, tá bom demais.
29 Jul
Moleques como só eles, os caras do basquete brasileiro no Pan comemoraram hoje a vitória sobre Porto Rico fazendo aquela coreografiazinha palhaça em que, de pernas arqueadas, o sujeito vai de um lado para o outro abrindo e fechando as mãos. Sim, aquela mesma, feita preferencialmente por trás de um repórter da Globo e num link ao vivo.
Não restou ao Galvão Bueno dizer que era a “dança do siri”.
29 Jul
A propósito de jogos Pan-Americanos, fiquei deveras preocupado por um evento esportivo ter sido patrocinado por uma marca de cerveja, a Sol. Longe de mim qualquer laivo moralista. Sou razoável apreciador de uma boa cervejinha. E sem frescuras: minha marca preferida é a gelada. E até gosto dos comerciais, que sempre trazem beldades que nos fazem sonhar em não ter barriga.
O que acho é que álcool e esporte não combinam. Mas, como a grana investida pela Sol deve ter ofuscado muita gente, não apareceu ninguém para lembrar disso. Você pode dizer que a marca de cachaça Ypióca patrocina vaquejadas. E desde quando puxar rabo de vaca é esporte? Nem aqui nem em Toledo, Barcelona ou Madri.
Além do mais, eu torço mesmo é pela vaca.Â
29 Jul
Hoje termina o Fortal. Que bom, vou poder voltar pra casa.
E hoje também termina o Pan. Que bom, vamos deixar de encontrar diariamente com o Galvão e outros proto-galvões querendo nos convencer que nós brasileiros, que enchemos a Rede Globo de dinheiro em eventos como os Jogos Pan-Americanos, somos melhores do que todos em tudo. Ou, pelo menos, melhores do que cubanos e argentinos.
A propósito disso, lembrei de uma crônica genial do Sérgio Porto, i.e. Stanislaw Ponte Preta, que retrata com perfeição esse espÃrito de Galvão. Vasculhei no Google e achei no Releituras.
Leia aqui. Você vai gostar, aposto.
25 Jul
O atleta brasileiro Carlos Chinin era só felicidade ontem no Estádio João Havelange, no Rio de Janeiro. E não era para menos, afinal, ganhou a medalha de bronze no decatlo, competição que reúne dez estafantes modalidades esportivas. Ao final da última prova, corrida de 1.500m, o Chinin estava empapado de suor, mas feliz.
24 Jul
Tá certo que os brasileiros não têm nada a ver com isso, mas a “qualidade” técnica de alguns adversários nos Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro é risÃvel. É o caso, por exemplo, do “atleta” Erik Palacios, da equipe mexicana de pólo aquático, com 115kg.

Já Orlando Topo, da equipe de handebol do Uruguai, é uma rolha-de-poço, com 114kg e 1,68m de altura.

Com adversários assim, fica bem mais fácil ganhar medalha de ouro, como foi o caso da equipe masculina de handebol ontem.
E pelo menos até agora não apareceu nenhum gordinho na equipe do Canadá, contra quem os brasileiros disputam uma vaga na final do pólo aquático na quarta-feira. O que já é prenúncio de um jogo mais difÃcil.
23 Jul
Um atleta brasileiro está fazendo o maior sucesso nas provas de decatlo dos Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro. Chinin é o nome da fera. Olha ele aà na foto.

23 Jul
Ignorante em decatlo, quem me socorreu foi a novÃssima, boa e prática Wikipédia. Tá lá: Decatlo é uma competição de dez provas, exclusivamente praticada por homens, na qual os atletas competem em todas as modalidades durante dois dias. No primeiro realizam-se as provas de 100 metros rasos, salto em distância, arremesso de peso, salto em altura e 400 metros rasos. No segundo se fazem as provas de 110 metros com barreiras, arremesso de disco, salto com vara, arremesso de dardo e 1500 metros rasos. O decatlo foi introduzido nos Jogos OlÃmpicos de Verão de 1904, em Saint Louis. Segundo as regras da época, a competição durava três dias. Muitos consideram o decatlo como sendo a única competição capaz de revelar o chamado atleta completo.
Amanhã eu já tenho um programa pra assistir no SporTV: o Chinin dando um salto com vara.
19 Jul
A equipe de vôlei feminino acabou de perder a medalha de ouro para as cubanas que ainda não desertaram. Acho que essa derrota tem o dedo ou do FHC ou do Reinaldo Azevedo.
Brin-ca-dei-rinha, viu Telma?!
18 Jul
Essa notÃcia a Globo não deu: até o presente momento, 24 paÃses não receberam sequer uma medalhinha de bronze nos Jogos Pan-americanos. Entre os tais, estão Santa Lúcia, São Cristóvão e Neves, São Vicente e Granadivas e Dominica.
18 Jul
Saiu no site Uol/Jovem Pan:Â
“FHC diz que teria aberto jogos mesmo com vaias
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou à JP que as vaias fazem parte de vida pública. FHC comentou o episódio da abertura dos jogos Pan-americanos na última sexta no Rio, quando o presidente Lula foi vaiado seis vezes pelo público presente no Maracanã. ‘Os polÃticos têm que respeitar a opinião da população’. Em razão das inesperadas vaias, Lula deixou de declarar abertos os jogos. FHC não aprovou a atitude do presidente. ‘Se eu estivesse lá teria aberto os jogos de qualquer maneira, mas não vou julgá-lo’”.
Ocorre que o brasileiro não quis FHC nem para vaiar.
18 Jul
O prefeito do Rio de Janeiro, César Maia (DEM), está abusando da falta de compostura. Veja os texto que ele publicou ontem no tal “ex-blog” que mantém na Internet:
“O LÃ?DER E A ADVERSIDADE!
1. Os grandes comandantes, os grandes lÃderes se testam na adversidade. Nas batalhas mais simples com vitórias garantidas não faz muita diferença quem esteja no comando.
2. As batalhas que marcaram os grandes generais, as vitórias polÃticas que consagraram os grandes lideres têm sempre esta caracterÃstica: a capacidade de superar a adversidade e transformar derrotas em vitórias, superando desafios com humildade, habilidade e coragem.
3. Os dirigentes que se desmancham, que se desintegram, que tremem frente a uma simples adversidade podem ser tudo menos lÃderes e muito menos estadistas.
4. Uma vaia –por maior que seja- é uma simples pedra no meio do caminho. Uma pedra não maior que uma pedra portuguesa. Mesmo que se tropece nela, nada mais é que um cisco na frente dos desafios de um grande lÃder.
5. Um paÃs –que enfrenta desafios tão grandes como as diferenças socioeconômicas, a necessidade de desenvolvimento com equidade, a defesa nacional…- não pode contar –para estas tarefas- com dirigentes que se amesquinham frente a pequenas pedras, de vaias, no meio do caminho.
PAN ESTIMULA O TURISMO E A ECONOMIA DO RIO!
Se o gasto de 697 milhões de dólares for em dinheiro vivo trazido pelo turista de fora da cidade do Rio (nova base monetária no Rio) seu impacto sobre a demanda seria pelo menos 5 vezes maior, ou, 3,5 bilhões de dólares ou 7 bilhões de reais. Supondo que 30% sejam direcionados a produtos de outros estados temos 4,9 bilhões de reais de demanda nova circulando no Rio. Aplicando a carga tributária municipal, 16% (média nacional, mesmo sabendo que no Rio é maior) a prefeitura arrecadará em impostos num perÃodo de seis meses 800 milhões de reais, quase os 1,1 bilhão que aplicou no PAN.
Estado de SP
Hotéis do Rio têm ocupação de réveillon
Este mês de julho pode ser considerado um segundo réveillon para o turismo do Rio. Segundo a Secretaria de Turismo, 625 mil pessoas estão na cidade para acompanhar os Jogos Pan-Americanos, e vão gastar em torno de US$ 697 milhões. A taxa de ocupação média da rede hoteleira está em 85% - só perde para o carnaval. Segundo o secretário de Turismo, Rubem Medina, a taxa de ocupação em julho é de 56%.
AS VAIAS CONTINUAM! LEIAM ESTE TRECHO DO SITE DO PT! A FUNDAÇÃO JOÃO GOULART FOI EXTINTA H� MAIS DE UM ANO! ARGHHH! DESESPERO!!!!!!
Tanto o recrutamento quanto o treinamento dos voluntários ficaram a cargo da Fundação João Goulart — entidade vinculada à Prefeitura do Rio através da Secretaria Municipal de Administração.
Mas o vexame foi muito maior que esse. Lula não assistiu o desfile de mais da metade dos paÃses e suas bandeiras apresentadas à s autoridade. Lula não ficou para jantar com os dois presidentes da República -Panamá e Antilhas- presentes e a Governadora Geral do Canadá. E não compareceu ao almoço sábado com os governadores presentes a abertura”.
18 Jul
O Brasil está numa peinha de nada para ultrapassar Cuba no quadro de medalhas dos Jogos Pan-americanos e encostar nos Estados Unidos.
Além do excelente desempenho dos atletas brasileiros, também contribui o fato de que Cuba está ficando simplesmente sem atletas para competir. É que muitos deles estão fugindo da Vila Pan-americana, estão tomando chá de sumiço, enfim, abandonando a nau do companheiro Fidel.
Duvida?! Então leia aqui matéria sobre a fuga em massa dos cubanos.