Sobretudo

Para refletir e opinar

Com Luiz Carlos de Carvalho e Roberto Maciel

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Questão de santo

Completou-se hoje um ano da morte da maior (por bem ou mal) referência política da Bahia, o senador Antonio Carlos Magalhães. Houve por lá uma série de atividades para lembrar ACM.

Do Ceará, só o senador Tasso Jereissati (PSDB) participou de solenidade em Salvador.

Portal de notícias e informações do Nordeste

Que o Roberto Maciel é um ser meio bruto, disso ninguém mais tem dúvida, principalmente depois que ele próprio se admitiu em longo post aqui no Sobretudo (claro está também que ele fica a léguas de distância de um Pádua Martins ou de um Agostinho Gósson, por exemplo, mas aí é outra história).

Mas o que poucas pessoas realmente sabem é do poder de persuasão do Maciel. E ao usá-lo, acredite, ele não se utiliza de nenhuma brutalidade. Não sei com o Luciano Clever, mas pelo menos foi assim comigo, quando me convenceu a participar do Sobretudo. E gostei tanto de escrever no blog que acabei virando mais assíduo que ele, mas aí também é outra história.

E de tanto participar, acabei pegando gosto pelo negócio. A ponto de idealizar e colocar em prática um portal só de notícias e informações econômicas do Nordeste, juntamente com uma turma muito boa, como o Jean-Dominique, o Manuel Tavares e o Leandro Campos.

O negócio ainda está engatinhando, mas estou gostando muito de vê-lo no ar, a cada dia. E se você quiser vê-lo também é só clicar aqui. Nós vamos adorar vê-lo por lá também.

Belas, limpas e organizadas

Estou agora em João Pessoa (PB), onde passo uns dias com a ilusão de que estou descansando (na verdade, trouxe o meu computador, no qual estou escrevendo minhas colunas diárias e as enviando para o jornal e inserindo meus posts no Sobretudo e no Blog do Roberto Maciel).

Antes passei umas boas horas em Natal (RN).

Já as conheço de longa data. Ambas continuam cidades belas, de vera.

Enquanto o Rubens Lemos escrevia o cordel baixando a lenha no bispo Cappio, o Rogaciano Oliveira, de Tauá (um dos lugares mais carentes de água onde já pus os meus pés chatos, no sertão dos Inhamuns), exaltava as “virtudes franciscanas” daquele - me perdoem os católicos, mas tenho de dizer assim - maluco que fez greve de fome para impedir que 12 milhões de pessoas possam matar a sede. Leia:

Entre as muitas balelas
Que fazem divulgação
Com promessas mentirosas
De fartura e redenção
A mais deslavada eu digo
Pode acreditar amigo
É a da transposição.

Dizem que nosso sertão
Só vai melhorar um dia
Se as águas do São Francisco
Aqui fizer moradia
Transportando o velho Chico
Fazendo o maior fuxico
Com um rio em agonia.

Eu acho uma ironia
Trazer um rio cansado
Do estado da Bahia
Pra  ele ser desviado
Do seu leito, do seu canto
Quando precisa portanto
De  ser  revitalizado.

Mas  é que foi inventado
Pelo Dom Pedro Segundo
Desde o tempo do império
Um governo moribundo
Que seria a salvação
Trazer água pra o sertão
Dum rio grande e profundo.

Mas, é preciso ir mais fundo
Na nossa realidade
Hoje é bem diferente
Seja no campo ou cidade
Do século  dezessete
Onde não pintavam o sete
Nem havia liberdade.

Sem ser dono da verdade
Posso afirmar que o rio
Sendo transposto assim
Num constrangido desvio
Para outra região
Não será a solução
Para a fome e o fastio.

Porque se  somente água
Fosse a solução real
Não existiria fome
Em bacia fluvial
Amazônia e Mato Grosso
Onde a água corre grosso
De forma descomunal.

Só água não basta não
Tem que ter seriedade
Gerenciar os recursos
Com ética e muita vontade
Com políticas sociais
Compromisso e  ideais
E solidariedade.

Dizer que 12 milhões
De pessoas no Nordeste
Vão saciar sua sede
E ficar livres da peste
Com esta transposição
É conversa pra bobão
E não pra cabra que preste.

Peço até que me conteste
Mas, é conversa fiada
Dizer que a transposição
Vai trazer uma enxurrada
De bênçãos e matar a sede
De quem dorme numa rede
Isso é promessa de fada

Porque a nossa desgraça:
Fome, sede e coisa e tal.
Nunca foi por falta d’água
Ou recurso natural
Mas, é a concentração
De renda e a exploração
Do sistema social.

Porque a transposição
Tem o seu objetivo
Voltado ao agronegócio
O seu marco decisivo
Criador de camarão
De tilápia e de salmão
Tem água e mais incentivo.

No eixo do Ceará
O destino é consciente
�gua para a siderúrgica
Para o Pecém água quente
As empreiteiras lucrando
Com as obras faturando
E nosso povo doente.

Então vem um cearense
Radicado em Pernambuco
Escrever contra o bispo
Com sentimento caduco
Num cordel intransigente
Agressivo e inconseqüente
Igual bala de trabuco.

Seu  Alan  Sales devia
Pesquisar mais a história
E não cair na conversa
Tão insensata e simplória
Que  a fome no sertão
É por falta d’água, irmão
Reze uma “jaculatória.�

A fome, sede e miséria
No sertão já faz alarde
Desde o tempo do império
O couro do pobre arde
É pela concentração
De terra e a opressão
Do latifúndio covarde.

O bispo Dom Cappio é
Fervoroso Franciscano
Que defende a natureza
Sem consultar o Vaticano
Seu compromisso é com a vida
Das pessoas sem guarida
Que esperam em Deus soberano.

Pois se São Francisco fosse
Vivo não comungaria
Em desviar nosso rio
Ele não concordaria
Transportar o velho Chico
Fazendo esse fuxico
Com tanta selvageria.

O bispo Dom Cappio é
Um homem justo e humano
Sem ganância e em soberba
Confirma o povo baiano
Porém foi desrespeitado
E  ridicularizado
Por um poeta mundano.

A greve do bispo é
Um protesto rigoroso
Contra o cruel latifúndio
Atrasado e asqueroso
Pela vida e a  favor
Da justiça e do amor
Contra quem é poderoso.

Os que são contra o bispo
E  sua  manifestação
São também contra as lutas
De Canudos e Caldeirão
Do Beato Zé Lourenço
Conselheiro que sem lenço
Queria um outro sertão.

A atitude do bispo
É uma revolução
Como foi com o beato
Construindo o Caldeirão
E Conselheiro em Canudos
Sertanejos sem escudos
Resistindo à opressão.

Canudos e Caldeirão
Tinham tudo com fartura
Farinha, milho e feijão,
Leite, carne e rapadura
Tinham água à vontade
Mas, destruíram a cidade
De forma cruel e dura.

A luta do bispo clama
Por vida com  dignidade
Para o povo do sertão
Seja do campo ou cidade
Sem fazer transposição
Mas, buscando solução
Com solidariedade.

Se o rio for transportado
Vai se sentir muito mal
Será grande a agressão
Pra natureza em geral
Alertamos a toda gente
Que será sem precedente
O impacto ambiental.

O bispo Dom Luiz Cappio
Tem comportamento ético
É humilde e humanista
Tem pensamento eclético
Porque defende os pobres
É um perigo para os nobres
Este seu gesto profético.

O bispo Dom Luiz Cappio
Merece nosso respeito
E não ser zombado assim
Por um maldoso sujeito
Que  usa  a  poesia
Pra dizer tanta heresia
De um homem de conceito.

A greve do bispo é feita
Para sensibilizar
Governantes insensíveis
Para não continuar
Esta obra inconseqüente
Do rio que está doente
Devemos lhe preservar.

Porque hoje o velho Chico
Está muito ameaçado
Queimadas, desmatamento
Encontra-se  assoreado
Tem que ficar no seu canto
Precisa ele, portanto
É  ser  revitalizado.

�gua estocada em açudes
Aqui no Nordeste tem
O problema é o destino:
Quem vai usá-la também
Quem  controla é a questão
O problema é a gestão
De séculos sem fim, amém.

O presidente devia
Ouvir a população
Movimentos Sociais
E o povo do sertão
Fazer cisternas de placas
Pagar bom preço por sacas
De milho, fava e feijão.

Para que transposição
Se a água vai ser cobrada ?
O destino está traçado:
Fruticultura irrigada
Das multinacionais;
Carcinicultura  e mais
Pra siderúrgica implantada.

O compromisso de Lula
Agora é com empresário
E com o agronegócio
E o latifundiário
Que atrasou o Brasil
Explorando a mais de mil
O agricultor e operário.

Se Lula não abre mão
Da obra descomunal
É porque tem compromisso
Com o grande capital
Se o bispo morrer de fome
Morre o corpo a terra come
Mas fica o seu ideal.

A concentração de renda
Desigualdade social
Falta de políticas públicas
Para  a  zona  rural
É o grande mal e a mágoa
De quem não tem terra e água
Pra tomar um sonrisal.

Se a esmola é muito grande
Todo cego desconfia
Este projeto promete
Redenção e galhardia
Mas, tem “gente� interessada
Quer só o lucro e mais nada
Deus nos livre, Ave Maria.

Se o governo quer mesmo
O sertanejo com água
Faça milhões de cisternas
Para a chuva que deságua
Ser pra dentro captada
Ã?gua boa armazenada
E o povo com menos mágoa.

Façam pequenas barragens
E açudes no sertão
Sejam também equipados
Pra pequena irrigação
Com correto equipamento
E com acompanhamento
Técnico e orientação.

Se a água existente
Nos açudes armazenada
Fosse bem distribuída
Com justiça utilizada
Com um programa de gestão
Seria a solução
Sem transposição, sem nada.

Já chega de violência
Contra o meio ambiente
A natureza devastada
Morre bicho, planta e gente
Efeito estufa é o tal
Aquecimento global
E o planeta doente.

Defendem a transposição
E falam em crescimento
Econômico voltado
Para o desenvolvimento
Visando o lucro insano
Sem pensar no ser humano
Na vida em seu elemento.

Pensam no imediato
O lucro é sua verdade
Devastam a flora e a fauna
Nossa biodiversidade
O planeta ameaçado
Por um modelo atrasado
Sem sustentabilidade.

Dizem que isso é progresso
Que a ciência não erra
Transgênicos, Transposição
Vão devastar nossa terra
E as multinacionais
Lucrando cada vez mais
Deixando o planeta em guerra.

Conviver no semi-árido
É realmente viável
Sem transposição de um rio
Com esta agressão terrível
Uma obra deplorável
Mas, outro mundo é possível
Sem essa agressão terrível
E com vida sustentável.

Portanto, Seu Alan Sales
Esqueça a transposição
Escreva o seu cordel
Com outra conotação
Respeite o bispo e o povo
Que querem um mundo novo
E  vida  para  o  sertão.

Slogan besta (II)

Provocado pelo Luiz Carlos, no post abaixo, lembro o slogan que a finada Tribuna do Ceará um dia usou: “O diário que o povo lê”.

E, falando em besteira, recolher-me-ei às reflexões. Estou, a partir de agora, planejando meu futuro milionário.

Jessier “Seinfeld” Quirino

Quem não foi ontem ao BNB Clube certamente perdeu um dos melhores shows do ano em Fortaleza. Paraibano de Campina Grande, Jessier Quirino cantou e encantou o público com os seus “causos”, pequenas histórias que retratam, com muito humor e poesia, a vida do povo nordestino. Com maestria, dominou a platéia que, extasiada, aplaudiu-o de pé. Realmente, o cabra é tão bom quanto arroz de leite.

Confira abaixo um vídeo dele que pesquei no You Tube. E se você quiser conhecer um pouco mais sobre Jessier clique aqui.

Ã?gua pra quem tem sede

Bacana, essa: o deputado Domingos Filho (PMDB) saiu animado que só da visita que fez hoje, em Cabrobó (PE), ao canteiro de obras do projeto de integração do Ro São Francisco com Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional. E disse que a Assembléia Legislativa, a qual preside, vai reforçar ações em defesa da transposição.

O deputado Adahil Barreto (PR), que foi junto com Domingos, também deu sinalização positiva. E com um detalhe: Adahil é o único oposicionista na AL.

Olho na água

O deputado Domingos Filho (PMDB), presidente da Assembléia Legislativa, e mais Adahil Barreto (PR), José Albuquerque (PSB), Neto Nunes (PMDB) e Welington Landim (PSB) visitarão amanhã obras do projeto de integração do rio São Francisco com as bacias hidrográficas do Nordeste Setentrional, em Cabrobó, no limite de Pernambuco com Bahia. A conhecida “transposição”.

A avaliação in loco do andamento dos serviços é importantíssima para quem se mobiliza em favor da transferência de água do São Francisco para Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba. �gua essa que, pela vontade de alguns políticos e piedosos religiosos baianos, sergipanos e alagoanos, iria se perder no mar.

Mãos à obra

Essa informação é do Luciano Sá, assessor de imprensa do Centro Cultural Banco do Nordeste: o BNB  vai lançar nesta segunda-feira, 10, o edital de seleção de propostas artísticas para participação nas programações dos centros culturais do banco em Fortaleza, Juazeiro do Norte e Sousa (PB) para 2008.

Um outro lance legal é que o BNB realizará oito oficinas, sendo três na capital cearense, para orientar os artistas, produtores, gestores culturais e demais interessados no preenchimento dos formulários-proposta do referido edital. Mais informações, incluindo os editais, podem ser obtidas no endereço eletrônico www.bnb.gov.br/cultura.

Independência para o saci

saci.jpgA proposta do Dia do Saci, que tramita paralelamente na Câmara Municipal de Fortaleza e na Câmara dos Deputados, tem um defensor ardoroso: o jornalista Flávio Paiva, o nosso caríssimo Flávio d’Indepen-dência, conhecedor como poucos da nossa cultura.

Veja aqui o artigo que ele escreveu para o Diário do Nordeste.

A arte ao lado é do Sandro Castelli, quadrinhista e artista plástico brasileiro. Pincei-a do site dele. Clique aqui para conhecer mais desse craque do traço, que foi muito além dos sacizinhos bonitinhos que a gente vê em traços infantis e retratou um ser assustador - como, afinal, a tradição define.

É música que não acaba mais

Começa hoje, com uma palestra do pesquisador Dilmar Miranda - que também é sociólogo - sobre a história da música instrumental, o II Festival BNB de Música Instrumental. A exposição de Dilmar será no Centro Cultural BNB de Fortaleza, a partir das 18h. Com entrada na faixa.

O evento todo, que vai até sábado (14) tem a perspectiva de somar 140 horas de atividades nos CCBNBs de Fortaleza, Juazeiro do Norte e Souza (PB), entre shows e exibição de vídeos. E tudo grátis.

Ricardo Mandarino, este é o juiz

Primeiro ponto: não leio Diogo Mainardi. Acho-o pedante, arrogante e irritante. Mas daí achar que deva pagar por qualquer besteira que escreva vai uma longuíssima distância.

Segundo ponto: tempos atrás, quando algum editor me passava uma pauta que começava pela leitura de alguma sentença judicial, eu já previa dificuldades. Simplesmente porque invariavelmente juízes usam e abusam de termos complicados. Ou seja, teria que ler as tais sentenças tendo como aliado algum dicionário de Direito.ricardo-mandarino.jpg

Mas este definitivamente não é o caso do juiz Ricardo César Mandarino Barretto, da 1ª Vara Federal de Sergipe (na foto ao lado). Em sentença proferida em 27 de junho passado, ele julga improcedente ação civil pública movida contra Mainardi por um cidadão baiano que, sentindo-se ofendido por críticas feitas pelo jornalista ao nordestinos e aos cuiabanos, em seu programa Manhattan Connection e na coluna da Veja, exigia uma indenização de R$ 200 mil.

Mas o melhor da sentença é o texto do juiz. Além da parte em que defende a liberdade de expressão, fato por si só merecedor de destaque, o baiano Ricardo César elabora um texto coloquial, gostoso de ler, inclusive. Ou seja, dá um belo exemplo de cidadania e, de quebra, mostra que para ser culto não precisa ser boçal.

PS: Calma, não esqueci. Para ler a sentença, clique aqui.

O cofre e as mudanças

O ex-governador Lúcio Alcântara postou ontem no blog que mantém o seguinte comentário:

“Finanças saudáveis
O Governador do Estado enviou mensagem à Assembléia Legislativa solicitando autorização para contrair empréstimo no valor aproximado de dois bilhões de reais junto ao Bird, Bid, e BNDES.É evidente que isso se tornou possível graças à excelente condição financeira em que o Estado se encontrava por ocasião da passagem do governo, fruto de um trabalho realizado com determinação e espírito público. O pedido feito ao Legislativo e a anuência dos bancos à operação só comprovam o que afirmo.Afinal, ninguém emprestaria dinheiro a um estado quebrado…”
É, obviamente, um autoelogio. Uma referência positiva ao recheio que deixou nos cofres do Estado, quando passou a batuta para Cid Gomes - recheio esse posto em dúvida pelo secretário da Fazenda de Cid, Mauro Benevides Filho, que foi secretário da Administração de Lúcio.

Pois bem: dia 16 de setembro próximo completam-se quatro anos do envio à Assembléia Legislativa de mensagem por Lúcio contendo Projeto de Lei Complementar que aumentava de 25% para 27% a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de bebidas alcoólicas; armas e munições; embarcações esportivas; fumo, cigarros e demais artigos de tabacaria; aviões, ultraleves e asas-deltas; energia elétrica; gasolina; serviços de comunicação. O argumento era de que eram itens “supérfluos”, consumidos por ricos, que, dessa forma, poderiam pagar mais pelo luxo.

Não digo nada a respeito da birita, das armas e munições, do cigarro e dos aviões e barcos. Mas gasolina, energia elétrica e telefonia? Isso lá é coisa de rico?

Na época, a oposição estrilou. Fazia sentido estrilar.

Hoje, os adversários de Lúcio - que agora são situação - não moveram uma palha sequer para reformular esses conceitos que tanto combateram. É mais cômodo ficar calado.

Elba, de novo

elba.jpgSeis meses após a polêmica apresentação no réveillon de Fortaleza, a cantora Elba Ramalho voltará ao Ceará. Será no próximo fim de semana. Sábado, ela fará show em São Gonçalo do Amarante, cidade onde nasceu o ex-governador Lúcio Alcântara, a apenas 55 quilômetros da capital.

A apresentação fecha a turnê junina de Elba em 2007 no Nordeste. O equipamento que usará é capaz de dar água na boca a quem é chegado a superfaturar números de festas populares: para sair de Fortaleza, domingo, terá de ser embarcado num Boeing 757-200F, que tem capacidade para cargas de peso superior a 30 toneladas.

Descobriram a pólvora

Pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), divulgada ontem e que hoje ganhou destaque nos jornais (leia aqui matéria do Diário do Nordeste) constatou, entre outras coisas, que Fortaleza precisa estar mais limpa e ter mais espaços para grandes eventos. Só assim, melhorará seu desempenho no setor turístico.

Acho que “descobertas” assim são uma rematada bobagem.

Primeiro, porque qualquer pré-vestibulando de Turismo da FIC sabe disso; nem precisava que o Ministério do Turismo pagasse uma pesquisa (que deve ser cara pra caramba) com dinheiro do contribuinte para se chegar a conclusão desse nível.

Depois, porque esses predicados independem do interesse no crescimento do turismo, basta que se pense na saúde e na qualidade de vida do cidadão.

Dia para não se sair de casa

O governo da Paraíba deu o dia de amanhã de folga para os servidores. Institucionalizou o enforcamento, portanto.

Justo quando Fernando Collor de Melo, senador de Alagoas e presidente cassado porque misturou o que era do povo com o que era dele e depois não soube separar, receberá da Assembléia Legislativa de lá o título de Cidadão Paraibano.

Donde se conclui que o dia de descanso deve ser um consolo para golpe tão rude. E para se curtir a enxaqueca e a ressaca moral sem precisar sair de casa.

Outro alvo

Ontem, a senadora Patrícia Saboya (PSB) me disse o seguinte: “Vou fazer um discurso no Senado cobrando a siderúrgica não do Sérgio Gabrielli (presidente da Petrobras). Com o Gabrielli não há mais diálogo. A gente tem que pressionar mesmo é o Lula”.

Notícia ruim

O corpo do irmão do gaitista e amigo Jefferson Gonçalves, Alexandre Gonçalves da Costa, de quem tratei no post Maré violenta, foi encontrado sexta-feira passada. Detalhe: não foi a Polícia, mas os cachorros que ele criava que o localizaram.

Derem-lhe dois tiros, um na cabeça e outro nas costas, e o enterraram numa cova rasa no terreno em que morava e trabalhava, numa cidadezinha do litoral Sul da Bahia.

Para as autoridades, é bem capaz de Alexandre virar uma estatística a mais na questão fundiária. Ele havia denunciado pilantragens feitas por gente de discurso bonito e métodos truculentos, que costuma encantar incautos se infiltrando em movimentos rurais para fazer dinheiro. �reas ocupadas na região em que o irmão do Jefferson estavam sendo vendidas para investidores - prefiro chamá-los de predadores - que desembarcam na costa nordestina com malas de dinheiro de origem pra lá de duvidosa. No Ceará é só o que rola.

A gente fica aqui torcendo para estar enganado, para que se investigue o caso com seriedade e se descubra os culpados. E esperando que a justiça prevaleça.

Lendo o texto que está neste link, você vai ver o quão confuso é o caso.

Maré violenta

Desapareceu há nove dias na Bahia - em Cumurixaba, precisamente, no litoral Sul - o técnico agrícola Alexandre Gonçalves da Costa. Trata-se do irmão mais velho do gaitista Jefferson Gonçalves.

Alexandre bateu de frente com gangues que se infiltram em movimentos rurais. Ele denunciou que lotes em áreas ocupadas estavam sendo vendidos - e não era a preço de banana, note-se - irregularmente a estrangeiros. Os clientes seriam “investidores” da área turística, interessados em empreender na região.

O caso de Alexandre está imerso num silêncio constrangedor para as autoridades. Ainda assim, é a sinalização de que algo de podre paira no litoral nordestino. Uma sujeira que mistura politicagem, grana alta e sotaques - e o mais forte desses sotaques é o da corrupção.

E a gente, como é que fica?

Saiu hoje na Agência Nordeste:

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), anunciou agora à tarde a redução da tarifa da conta de energia elétrica para o consumidor residencial de baixa renda, que deixará de pagar o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) a partir de junho. Com isso, cerca de 700 mil famílias terão uma redução real no valor da conta de energia de 26,8%. Com esse decreto, Eduardo Campos cumpre uma de suas mais esperadas promessas de campanha – que vinha sendo cobrada nos últimos quatro meses pelos oposicionistas.

Deixo os comentários para os leitores.

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