Sobretudo

Para refletir e opinar

Com Luiz Carlos de Carvalho e Roberto Maciel

Arquivos para ‘Jornalismo’ Category

UNIOPOVO, uma idéia bem-vinda

Das mais elogiosas a iniciativa do jornal O Povo que resultou na criação de ”um centro de formação destinado aos funcionários do Grupo de Comunicação O Povo”, como está dito nas matérias que divulgam a UNIOPOVO.

Com o avanço tecnológico e o consequente questionamento ético que advém dessa nova realidade, a criação de um espaço que dissemine o conhecimento e estimule o raciocínio deve ser sempre louvada, até mesmo porque é um meio caracterizado pela falta de iniciativas nesse sentido, dirá mais freqüentes e duradouras, como parece ser a proposta da UNIOPOVO.

Nenhuma tag para este post.

Artigos Relacionados

Uma notícia enguiçada a menos

Parece que agora vai.

Tin Gomes confirmou por telefone ao repórter Gabriel Bomfim, do blog de política do jornal O Povo, que já cumpriu os trâmites burocráticos para assumir de vez a candidatura de vice-prefeito na chapa de Luizianne Lins, tendo, inclusive, já renunciado ao mandato de vereador.

É uma notícia enguiçada a menos.

Mas já, já surgirá uma outra: qual será a participação de Tin Gomes na coordenação da campanha?!

Nenhuma tag para este post.

Artigos Relacionados

Desgraça é com eles mesmos

O escandaloso tablóide inglês The Sun já estampa hoje em sua escandalosa página na Internet o escandaloso caso da garota britânica morta e mutilada em Goiânia.

Mais mundo cão, só nas TVs daqui.

 

Nenhuma tag para este post.

Artigos Relacionados

Livro resgata os primórdios da natação cearense

A trajetória de grandes atletas de natação do Ceará é tema do livro “História dos esportes aquáticos - registros e testemunhos dos primeiros anos”, que será lançado hoje, a partir das 19 horas, no Iate Clube.

Iniciativa do professor e empresário Cláudio Bastos, a motivação para realizar a pesquisa e a publicação se deu a partir de uma reunião ocorrida há nove anos. “Cerca de 15 amigos da natação do Clube dos Diários compareceram para uma confraternização embalada por recordações”, conta Cláudio Bastos. Foi a partir das lembranças que começou a germinar a idéia do registro em livro.

Seguiram-se outros encontros informais e reuniões, cada vez mais freqüentes e com mais amigos, inclusive pioneiros que nadaram no Náutico Atlético Cearense. “Quando reunimos cerca de 60 fundadores e participantes do primeiro campeonato estadual, consolidou-se naturalmente a idéia de registrarmos a nossa participação”, diz Bastos.

O livro documenta o testemunho dos atletas que praticaram natação, pólo-aquático, balé aquático (hoje, nado sincronizado) e saltos ornamentais (incluindo os irreverentes “Aqualoucos”), que colocaram a natação cearense em posição de destaque como campeã e vice-campeã do Norte e Nordeste e entre as cinco melhores do Brasil. Quem são esses pioneiros, o que os motivava a praticar esporte, como treinavam, competiam e viviam pode ser conferido nesse trabalho de fôlego, realizado pela jornalista Izakeline Ribeiro.

Além disso, a publicação inclui imagens de documentos, como a ata de fundação da Federação Cearense de Natação (FCN) em 6 de junho de 1958, presidida por Rosalvo Lalor, e até mesmo o registro das primeiras reuniões sob o comando de Fernando Bastos, que impulsionou os esportes aquáticos cearenses durante 14 anos. Há, ainda, fotos e recortes de jornais das competições em mar aberto e em piscina desde 1956 até o 1º Campeonato Cearense de Natação realizado no Náutico Atlético Cearense, em 1962.

Nenhuma tag para este post.

Artigos Relacionados

Essa doeu

“MIXTO QUENTE!!!”

É assim, com todas essas aspas, com todas essas letras maiúsculas, com todos esses pontos de exclamação e, finalmente, com este absurdo erro de português que é aberta a coluna Moda, de Cika Kalixto, do caderno Buchicho, da edição impressa do jornal O Povo deste domingo.

Nenhuma tag para este post.

Artigos Relacionados

Sobre travesti, Bento 16 e futebol. Ou vice-versa.

Até onde eu sei, não foram a dupla de zaga do Ceará, formada por Dezinho e Rancharia, e nem o lateral-esquerdo Guto, do Fortaleza, os responsáveis pela pisada de bola do G1 agora há pouco.

Na chamada de página principal da matéria sobre o travesti Andréia Albertini, aquele mesmo que se envolveu com o Ronaldo Fenômeno, tinha um subtítulo com o…Papa Bento 16!!!

Verdadeiro samba do crioulo doido, como você pode ver abaixo. E a matéria sobre o mais novo imbroglio do travesti (claro que sem nenhuma participação papal), aqui.

Em tempo: pixotadas dos jogadores acima poderão acontecer logo mais, quando os dois times cearenses jogam pela série B do campeonato brasileiro. O Ceará contra o São Caetano, no Castelão, e o Fortaleza contra o Marília, no interior paulista.

Nenhuma tag para este post.

Artigos Relacionados

Para atiçar a fogueira

O Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal acaba de entrar nas discussões a respeito das medidas adotadas pelo presidente do STF, Gilmar Mendes, no caso da Operação Satiagraha, da Polícia Federal. Mendes mandou soltar o maior peixe caído nas malhas da PF, o banqueiro Daniel Dantas, e ainda saiu distribuindo críticas contra o órgão, a Imprensa e o Ministério Público.

A contribuição do SJPDF se dá por meio do repasse para um grande número de formadores de opinião do artigo que trancrevo abaixo, do jornalista Mauro Santayanna, publicado no Jornal do Brasil (RJ). É longo, mas vale a pena a leitura:

O impeachment como remédio tem apoio na Constituição

A evocação é inevitável. Quando o nome do advogado-geral da União, Gilmar Mendes, foi encaminhado ao Senado, para ocupar uma das cadeiras do STF, muitos manifestaram estranheza. O libelo mais forte coube ao professor Dalmo Dallari. Em artigo publicado antes da votação, o mestre paulista advertiu que, aprovado o nome do advogado-geral da União, estariam “correndo sério risco a proteção aos direitos no Brasil, o combate à corrupção e a própria normalidade constitucional”. Dallari lembrou que Gilmar, derrotado no Judiciário, “recomendou aos órgãos do Poder Executivo que não cumprissem as decisões judiciais”. Outro caso, lembrado por Dallari, foi o de que a Advocacia-Geral da União, cujo titular era Gilmar, havia pago R$ 32.400 ao Instituto Brasiliense de Direito Público, do qual o atual presidente do STF era um dos proprietários, a fim de que seus subordinados ali fizessem cursos.

Advogados, como o ex-presidente da OAB Reginaldo de Castro, e alguns jornalistas, entre eles este colunista, consideraram que faltavam ao indicado títulos para a alta posição. O fato de haver freqüentado universidades estrangeiras não era recomendação suficiente. Inúmeros ostentam este mesmo título. Há, mesmo, os que se fizeram professores em renomados centros universitários europeus e americanos, e nem por isso foram convocados à alta magistratura nacional. Sua carreira era relativamente curta. A muitos incomodava o comprometimento com o governo Collor – a quem serviu, na Secretaria da Presidência, até o impeachment – e com o de Fernando Henrique. Com Itamar no Planalto, o senhor Gilmar Mendes se transferiu para o Poder Legislativo.

Cabia ao advogado, no governo de Fernando Henrique, examinar e redigir os projetos de lei e medidas provisórias. Algumas dessas medidas foram consideradas inconstitucionais e, com ligeiras modificações, reeditadas. O mais grave é que ele se encontrava subjudice, processado por improbidade administrativa – conforme a denúncia de Dallari – quando seu nome foi levado à Comissão de Justiça do Senado para ocupar a vaga no Supremo. O fato foi comunicado à Câmara Alta, mas o rolo compressor do governo quebrou a resistência da maioria dos senadores. Ainda assim, seu nome foi recusado por 15 parlamentares. Normalmente não há tão expressiva manifestação contrária às indicações presidenciais para o STF. A Associação dos Magistrados Brasileiros também se opôs &agrav e; sua nomeação. Mais ainda: o Ministério Público questionara, antes, a presença de Gilmar, que pertencia a seus quadros, na Advocacia-Geral da União.

Permito-me citar trecho de artigo que publiquei no Correio Braziliense, no dia mesmo em que o nome do advogado Gilmar Mendes foi levado à Comissão de Constituição e Justiça do Senado:

“De um juiz se pede juízo. O advogado-geral da União excedeu-se no desempenho de suas funções, e excedeu-se também nas relações necessárias com o Poder Judiciário e com o Ministério Público. A firmeza na defesa dos atos governamentais, e das teses jurídicas em que eles possam sustentar-se, não permite o desrespeito para com os que tenham posição diferente. O senhor Gilmar Mendes poderia criticar, com alguma razão, o desempenho do Poder Judiciário, desde que ele atribuísse a deficiência ao acúmulo de leis confusas e conflitantes, situação constatada por todos os magistrados, e o fizesse em termos serenos. Mas se esqueceu o aclamado jurista de que tais leis, em sua maioria, procedem da incompetência do próprio Poder Executivo, a maior fonte legislativa destes últimos anos, com suas medidas provisórias, portarias, decretos, normas – e memorandos”. Até aqui o texto de maio de 2002.

Quando Gilmar, como advogado-geral da União, recomendou aos órgãos públicos que não cumprissem ordens judiciais, excluiu-se eticamente do direito de pertencer ao Poder Judiciário.

Soube-se ontem à noite que um grupo de cidadãos de São Paulo se articula para pedir ao Senado Federal o impeachment do ministro Gilmar Mendes, de acordo com o artigo 39, item V da Constituição Federal, combinados com os artigos 41 e 52, II, da Carta Maior. Conforme dispõe a Constituição, qualquer cidadão, de posse de seus direitos políticos, pode solicitar o impeachment de um membro do Supremo.

Nenhuma tag para este post.

Artigos Relacionados

Perdão pelo termo, mas é foda

Outro dia desses, escrevi aqui no Sobretudo a respeito de gente sem caráter que escreve blogs ou deixa comentários nos blogs alheios usando pseudônimos, sem usar nome nenhum ou, tão canalhamente quanto, usando o nome de terceiros para sentar a pua nos outros.

Pois o Nonato Albuquerque também foi vítima.

Veja lá no Antena Paranóica.

Nenhuma tag para este post.

Artigos Relacionados

Caiu ou não caiu?

Manchete de primeira página da edição de ontem do Diário do Nordeste: movimento em bares cai 35% com Lei Seca.

Manchete da página 13 da edição de hoje do mesmíssimo Diário do Nordeste: barracas lotam, apesar da lei.

Dá para entender?

Nenhuma tag para este post.

Artigos Relacionados

Venho informar ao senhor e à senhora, leitores fiéis do Sobretudo, que amanhã, no Sindicato dos Jornalistas do Ceará, sobretudo.blogueisso.com, blogueisso.com e eliomardelima.blogspot.com estarão participando do projeto Conversa Afinada, com mediação de blogdomauricao.zip.net/.

O tema é como construir um blog de sucesso - coisa que eu, de vera, não sei nem pra onde é que vai.

Começa às 7 da noite. Depois rolará um som que, graças a Deus, não é de dj: Márcio Fernandes e Banda. E aviso logo que quem vai tomar conta do bar é a Maria Guilherme.

Nenhuma tag para este post.

Artigos Relacionados

Notas aleatórias

Nota aleatória 1: O jornalista Roberto Leite, do jornal O Povo, cometeu um ato falho, na edição de hoje, ao escrever: “Com a zona de rebaixamento bem próxima, o jeito é tentar fazer o dever de casa nos campos fora do Estado”. ‘Dever de casa’ na casa dos outros?!

Nota aleatória 2: Por falar em zona de rebaixamento, não poderia ser mais apropriado o local que o jogador do Fortaleza Mazinho Lima escolheu para almoçar com a esposa e o filho neste domingo: o lamacento bairro da Sapiranga, mais precisamente, o restaurante Zé do Mangue;

Nota aleatória 3: E por falar em rebaixamento, o ambiente interno do Fortaleza Esporte Clube condiz com a situação vexatória do time na classificação da série B do campeonato brasileiro. E antes que alguém diga que foi o Mazinho LIma o informante dessa nota, vou logo desmentindo categoricamente. O atacante Rômulo, um dos poucos que se salvam do atual time do Pici, confirmou que realmente não fica mais no Fortaleza em 2008. E sequer joga a próxima partida contra o América, terça-feira próxima, em Natal. O seu destino será um time da primeira divisão ou de fora do Brasil. E detonou o ambiente interno do tricolor do Pici;

Nota aleatória 4: Sei não, mas acho que aquela rádio suíça é que está com a razão. As Farc estavam há seis anos com a Ingrid Betancourt, pra cima e pra baixo nas selvas amazônicas, sem serem incomodadas, e, de uma hora para outra, são ludibriadas infantilmente pelas tropas do governo colombiano?! Ali deve ter uma rolado uma boa grana, no mínimo. Até porque as Farc estavam debilitadas, precisando de grana para se recompor na luta que travam contra o presidente Álvaro Uribe. Isso sem falar que os presidentes da Venezuela e Equador, respectivamente, Hugo Chávez e Rafael Correa, estavam adquirindo maior e melhor interlocução com o pessoal das Farc. Posso até estar errado, mas Washington resolveu meter o dedo nesse imbróglio, antes que a América Latina virasse terreno sem lei;

Nota aleatória 5: Está cada vez mais difícil de explicar a ligação íntimo-financeira da turma do PSDB de São Paulo com a multinacional francesa Alstrom. Segundo levantamentos atualizados feitos pelos Ministérios Públicos de São Paulo e da França, o grupo empresarial contribuiu de maneira sistemática (e por debaixo dos panos) com o governo tucano de Mário Covas, o que, de certa forma, respingou no caixa da campanha de  reeleição de Fernando Henrique Cardoso à presidência da República.

Nenhuma tag para este post.

Artigos Relacionados

Não seria Catão Mamede?!

Segundo nota veiculada na Vertical de hoje, do jornal O Povo, começou a enxurrada de inauguração de comitês dos candidatos a prefeito de Fortaleza. Espia só:

COMITÊS

Candidata do PDT à Prefeitura de Fortaleza, senadora Patrícia Saboya, inaugura comitê central de campanha na próxima segunda-feira, às 19 horas. Funcionará numa casa situada na avenida Santos Dumont com rua João Cordeiro. Na mesma data, às 19h30min, será inaugurado o comitê central da chapa Moroni-Pereira, no cruzamento da rua Tibúrcio Cavalcante com Capitão América.

* * *

Mas, péra aí. Rua Capitão América?! Juro que não sabia que os nossos edis, por falta de nomes ilustres, deram agora para homenagear personagens de histórias em quadrinhos. E, ainda mais, HQs americanas!! Deixa só o professor Geraldo Jesuíno saber duma história dessas!!

Nenhuma tag para este post.

Artigos Relacionados

Portal de notícias e informações do Nordeste

Que o Roberto Maciel é um ser meio bruto, disso ninguém mais tem dúvida, principalmente depois que ele próprio se admitiu em longo post aqui no Sobretudo (claro está também que ele fica a léguas de distância de um Pádua Martins ou de um Agostinho Gósson, por exemplo, mas aí é outra história).

Mas o que poucas pessoas realmente sabem é do poder de persuasão do Maciel. E ao usá-lo, acredite, ele não se utiliza de nenhuma brutalidade. Não sei com o Luciano Clever, mas pelo menos foi assim comigo, quando me convenceu a participar do Sobretudo. E gostei tanto de escrever no blog que acabei virando mais assíduo que ele, mas aí também é outra história.

E de tanto participar, acabei pegando gosto pelo negócio. A ponto de idealizar e colocar em prática um portal só de notícias e informações econômicas do Nordeste, juntamente com uma turma muito boa, como o Jean-Dominique, o Manuel Tavares e o Leandro Campos.

O negócio ainda está engatinhando, mas estou gostando muito de vê-lo no ar, a cada dia. E se você quiser vê-lo também é só clicar aqui. Nós vamos adorar vê-lo por lá também.

Nenhuma tag para este post.

Artigos Relacionados

Hã?! Como é que é?!

Os jornalistas Fábio Campos e Jocélio Leal fazem críticas severas à mídia exterior. Quem acompanha a coluna deles no jornal O Povo sabe disso tão bem quanto eu. Eles têm lá suas razões.

Agora me responda rápido: ao parar no sinal vermelho na avenida Raul Barbosa em frente ao Tantra Motel, com um exemplar do jornal O Povo ao lado, você prefere ler a coluna de um deles a olhar para o painel à frente?!

Como diria um amigo meu: duvide-o-dato!

E digo mais: acho que nem eles dariam bola para o jornal.

Nenhuma tag para este post.

Artigos Relacionados

Aviso aos coleguinhas

Colegas assessores de imprensa, um aviso importante: não vamos contribuir para o desgaste da nossa profissão.

Alguns colunistas, e me refiro a colunistas de boa cepa, claro, têm feito reclamações constantes sobre o que chamam de falta de tato de colegas nossos, principalmente no que se refere a ligação telefônica uma atrás da outra (e nos horários mais inconvenientes) para confirmar o recebimento de notícias que, invariavelmente, são repassadas para um porrilhão de gente.

E isso sem falar naqueles que tentam dar uma enrolada com um tal “texto exclusivo”.

Nenhuma tag para este post.

Artigos Relacionados

Olha os blogs aí gente!!!!

O Prêmio Comunique-se, um dos mais importantes da área de comunicação no Brasil, rendeu-se à força dos blogs. A edição deste ano, lançada ontem em São Paulo, premiará o melhor blog nacional.

Para mais informações sobre o referido prêmio, clique aqui.

Nenhuma tag para este post.

Artigos Relacionados

Pelo jeito, a coisa ruim está no gene

Há alguns anos, o colégio Padre Severiano, em Messejana, ficou famoso (no mau sentido, claro) pela venda de diplomas de supletivo. A má fama foi tão grande que, coitado, foi obrigado a mudar o nome para Ernesto Gurgel.

Pois não é que agora me chega aos ouvidos a informação segundo a qual a comercialização de diplomas continua igualzinha?! Quem me passou a confirmação é gente de bem e amiga da pessoa que comprou um diploma de segundo grau por 750 reais.

Está aí uma boa sugestão de pauta para os nossos abnegados e, às vezes, aflitos chefes de reportagem.

Nenhuma tag para este post.

Artigos Relacionados

Nem tudo é festa, doutor!!

Não sei se você, preclaro leitor ou preclara leitora jornalista, sabe, mas a imprensa brasileira tem muitos motivos para comemorar em 2008.

Este ano, a imprensa tupiniquim bate a marca de 200 anos de existência, a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) faz 100 anos, o I Congresso Nacional dos Jornalistas (1918/RJ) comemora 90 anos e a regulamentação profissional da categoria, setentinha.

Mas se, por um lado, há razões para justas e merecidas festividades, por outro, há muito o que discutir sobre o futuro da profissão. Pensando nisso, sindicatos da categoria em todo país preparam-se para analisar os diversos gargalos do jornalismo no Brasil, entre os quais, a obrigatoriedade do diploma e a criação do conselho federal.
 
Aqui no Ceará, será realizado nos dias 27, 28 e 29 de junho o VII Congresso dos Jornalistas, tendo como tema “A formação política do jornalista e os 200 anos de Imprensa no Brasil”. O evento, que marca os 55 anos do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Ceará (Sindjorce), vai reunir profissionais, professores e estudantes de Jornalismo em torno das principais bandeiras de luta da categoria.

As inscrições já estão abertas na sede Sindjorce e a programação está disponível aqui.

Nenhuma tag para este post.

Artigos Relacionados

Analfa e, cá entre nós, meio bruto

Vez por outra minha produção na Coluna Comunicado, do Diário do Nordeste, é alvo de comentários num blog chamado Mirando a Mídia, assinado por André Carvalho, que se apresenta com olhos femininos no alto da página. No último, fui chamado de “analfa” porque escrevi uma palavra errada. Ora, escrevi errado porque não sabia escrever certo. Mas isso não é o suficiente para eu ter de rasgar o meu diploma de doutor do ABC, muito menos o de jornalista. Na boa.

O post dele está aí embaixo:

Dizem no meio que “André Carvalho” é o alter ego do jornalista Luciano Cléver. Não sei. Nunca perguntei a ele nem tive essa curiosidade.

Além disso, faz tempo que não vejo o Luciano. Pra falar a verdade, depois que ele foi demitido do Diário porque estava copiando indevidamente, e escondido, matérias do Departamento de Pesquisa para levar para a campanha à reeleição do então governador Lúcio Alcântara, só o encontrei uma ou duas vezes, na Assembléia Legislativa. Não troquei mais de cinco minutos de conversa com ele.

Muita gente considera o ato que gerou a dispensa deplorável - eu também. No entanto, lembrei agorinha há pouco que Luciano, editando a primeira página num fim de semana qualquer, deixou passar uma manchete na qual se informava que o registro de empresas na Junta Comercial do Ceará havia diminuído 700% - e a desculpa que deu para o cochilo foi a de que não entendia muito de matemática. E que quando era bancário da Caixa Econômica ficou pertinho de ser demitido porque usou o sistema interno de computadores para passar mensagens de críticas aos chefes. Fez isso escondido, mas foi descoberto porque deixou rastros cibernéticos. Ou seja, somando uma coisa a outra, e se o Luciano for mesmo o André Carvalho, pode ser explicada por alguma característica de formação moral essa mania de se esconder para fazer as coisas ou achar desculpas até cômicas para tentar justificar erros.

Aliás, se Luciano for mesmo o André Carvalho, algumas coisas explicam as críticas costumeiras a mim: 1) Antes de eu assumir a Coluna Comunicado, em 2004, Luciano Cléver manifestou na redação do Diário que aquela era “vez dele”. Mas não foi; 2) Luciano sempre me provocava para discutir questões de jornalismo na redação do Diário do Nordeste, apontando falhas de outros jornalistas. Talvez porque eu tenha sido ombudsman do O Povo. Sempre preferi tangenciar, já que não me cabe criticar jornalista nenhum. Nem como ombudsman fiz isso: considerava que era mais proveitoso para a função discutir jornalismo de modo mais amplo, sem a necessidade imperativa de descer a miudezas ou a temas pessoais; 3) Certa vez, logo após o Diário passar por uma reforma gráfica, encontrei Luciano na Assembléia. Ele, que já havia sido demitido na época, me veio com críticas sobre os processos. Como julguei que aquela conversa poderia estar contaminada por rancores e frustrações, me desembaracei do assédio e segui caminho. Dias depois, os mesmos argumentos que ele me apresentara estavam no Mirando a Mídia; 4) Vez por outra sou forçado a criticar o mandato parlamentar do deputado José Teodoro (PSDB), em razão de procedimentos equivocados que são tomados lá. Sempre que faço isso, surgem ataques no Mirando a Mídia. É que Luciano é assessor de imprensa de Teodoro. Curioso, no mínimo.

Isto posto, este que vos escreve, embora “analfa” e relativamente bem-sucedido profissionalmente, encerra por ora, mas assinando o que escreve.

Se o Luciano Cléver quiser se manifestar, ou o André Carvalho, sei lá, que fique à vontade.

*** ***

P.S.: Mas que fique registrado: não erro mais a conjugação de precaver.

Nenhuma tag para este post.

Artigos Relacionados

O blog anti-conspiração

Um dos mais novos e interessantes blogs da internet é Conspirado, indicação de Claudia Leitte (não, não se trata da cantora, mas da jornalista do Sistema Verdes Mares, atualmente colega na especialização em assessoria de comunicação da Unifor e leitora cativa do Sobretudo).

Editado pelo jornalista Emiliano Urbim, editor-assistente da revista Galileu, o blog tenta destruir aquelas famosas teorias de conspiração que, vez ou outra, aparecem com destaque na mídia e ganham ar de verdade.

Em seu primeiro post, Urbim já disse a que veio. Espia só:

A princesa Diana foi assassinada? O 11 de Setembro foi uma armação do governo americano? Elvis está vivo? Provavelmente não, não e não, mas isso não impede que a gente se divirta com a especulação.

Esse é o espírito desse blog, o Conspirado (conspirado.com.br), um espaço em que divulgarei (com muito ceticismo e bom humor) as mais mirabolantes teorias da conspiração. Fazer isso em um blog não é coincidência: a internet é fundamental para a disseminação de idéias, inclusive a de que há nazistas na Lua ou que Jesus fugiu da cruz e foi pra Índia.

Antigamente a coisa ficava no boca a boca; era preciso conhecer algum maluco que tentasse convencer você de que a CIA matou John Lennon, por exemplo. Hoje os supostos dossiês estão disponíveis para todos, basta um pouco de curiosidade. Claro que nenhuma hipótese maluca foi comprovada, mas é fascinante ver até onde vai a imaginação dos conspiradores.

Então é isso: se a verdade está mesmo lá fora, tragam ela aqui pra dentro!

Nenhuma tag para este post.

Artigos Relacionados