13 Nov
A Prefeitura de Fortaleza está construindo um “jardim japonês” na Beira Mar. Era uma idéia de um empreendedor privado, que estava até disposto a empatar dinheiro dele no equipamento, mas o Município a encampou e está pondo lá o nosso dinheiro - e o empreendedor, é claro, não é besta de chiar.
Dizem que é para comemorar os 100 anos da imigração japonesa para o Brasil, que transcorreu neste 2008, mas como deve ser inaugurado em 2009, vai servir mesmo é para comemorar os 101 anos da vinda dos operosos e simpáticos nipônicos.
Foi pensando nisso que me lembrei da quantidade de casas de sushi na cidade. Você já reparou? Pode-se encontrar aqueles acepipes em restaurantes especializados, churrascarias, supermercados, padarias, lanchonetes, postos de gasolina e - juro que vi - até em botecos pé-sujo.
Aliás, tem casa de sushi em Itapipoca, Sobral e Iguatu.
Sushi virou comida típica de cearense. Mais até do que a nossa tradicional e querida pizza.
20 Out
O restaurante Spettus está com uma promoção bem sacana. Ele cobra R$ 19,90 no rodízio, de segunda a sexta. E faz disso o maior auê promocional.
Em compensação, bota pra lascar nos produtos, diria, agregados. Por exemplo: a coca-cola de 290 ml, a famosa KS, custa R$ 3,50 que, com os 10% do garçom, passa para R$ 3,85!!. O cafezinho, sem nenhum up grade, R$ 4,40 (já com os 10%).
Mas parece que o clientes ou não estão nem aí para a gastança ou ainda não se deram conta da artimanha da turma do Spettus. Às sextas-feiras, a fila de espera é tão grande que são distribuídas senhas.
25 Jul
O restaurante Parque Recreio, aquele mesmo que teve uma de suas duas unidades fechadas pela Vigilância Sanitária pelo conjunto da obra (*), estampa hoje nos jornais de Fortaleza um anúncio bastante criativo para divulgar o seu serviço gratuito de entrega domiciliar de bebuns.
Criativo, se não fosse por um pequeno detalhe. E bote pequeno nisso. Um asterisco no título remete para a parte inferior do anúncio. Lá, em letras tamanho 6, está dito que o tal serviço depende da “formação de grupos para traslado a partir de 6 pessoas”.
Se pelo menos fosse num veículo como este aí de baixo, o traslado valeria a pena. Como não é…
(*) Por conjunto da obra, entenda-se a relação a seguir, que pesquei no Liberdade Digital, do Emílio Moreno:
10 Jul
Hoje, lá em São Paulo, é o Dia da Pizza. A data foi criada em 1985 para celebrar um item básico do cardápio do paulistano.
Considerando que já soltaram o Daniel Dantas, espera-se que a Justiça não ache de festejar a efeméride liberando Celso Pitta, Naji Nahas e os outros engaiolados pela operação Satiagraha.
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P.S.: Aproveitando a ocasião, segue uma dica gastronômica para os leitores que estão em São Paulo: a casa de massas La Mamma, da minha amiga Gisele Aidamos, está com uma promoção bacana.

18 Mai
Quero de público solidarizar-me com o Chaguinha, motivo de post abaixo do Roberto Maciel.
O bar do Chaguinha, localizado nos arrabaldes (sempre quis usar essa expressão) do Estádio Presidente Vargas, não pode e nem deve ser comparado ao Viva La Vaca. Isso é um acinte principalmente ao carneiro guizado feito pelo Chaguinha, um doce de pessoa (para não dizer exatamente o contrário).
3 Nov
Mino Carta é um jornalista brilhante. Isso, no entanto, não lhe dá o direito de postar coisas assim no blog que mantém. Ainda mais na véspera do Dia de Finados. Bin Laden deve estar morrendo de inveja:
“Para trazer o bom-humor de volta, bacalhau
E noutro dia, como dizia Mario de Andrade ao contar a história de Macunaíma, encontrei uma senhora gentil, que me disse ter experimentado minha receita de bacalhau à siciliana, exposta, não sem ousadia, em um post de cerca de um mês atrás. A senhora tinha gostado muito. Executada com diligência, a receita dera certo. Ou melhor, certíssimo. Nas horas de especial desalento, recorro às aventuras culinárias para reconquistar o bom-humor. Talvez esteja a viver um desses momentos aziagos, pois me ocorre meu desbragado apreço pelo bacalhau. O qual, me apresso a esclarecer, não existe fresco, ao contrário do que ouço da boca de leigos e profissionais. Fresca é a merluza do mar do Norte, e outras águas frias. Conservada, de formas bem distintas, vira bacalhau, ou stock-fish, ou haddock. O primeiro é conservado no sal, o segundo é exposto ao ar dos fiordes, o terceiro é defumado. Poderia falar dias de bacalhau, até porque penso nos pescadores portugueses e escandinavos, iam até as costas do Labrador mil anos atrás (mil anos, repito) em busca dos cardumes. Ao longe viam o perfil da terra, mas sabiam estar diante da América. Agora, neste exato instante, sinto o apelo do bacalhau no paladar, e declino minha definitiva preferência por três receitas, sem hierarquia de opção entre elas. Uma é à siciliana. Outra à portuguesa. A terceira, espanhola. Há muitas, as três, contudo, me levam aos píncaros. A espanhola põe o bacalhau no forno, em camadas superpostas, e intercaladas com pimentões, tomates, batatas e cebolas. A portuguesa é um cozido de legumes e verduras, cada qual levado ao fogo no tempo certo. Batatas com casca e tudo, cebolas, nabos, grelos (folhas de nabo), couve tronchuda (difícil de achar), repolho, rabanetes, brócolis, erva doce. Cozinham em uma mistura de água e azeite, três quartos de água e um quarto de azeite. O bacalhau cozinha separado, oito minutos, não mais, em fogo brando, também na mistura de água e azeite, excitada pela presença de alguns dentes de alho. Não deixe de abrir cada dente ao meio e lhe extrair a alma, aquele pedúnculo verde claro, sua essência menos digerível. Sirva com azeitonas pretas e ovo duro, um para cada conviva. O bom-humor está de volta”.
Pois é: repolho, azeitonas pretas e ovo. Azeite, batatas e cebolas. E o bacalhau, é lógico. Isso não é uma receita culinária. É uma arma química poderosíssima.
Quanto ao mencionado bom-humor, imagino que por esses dias Mino Carta está rindo de se acabar de quem preparou (e de quem comeu) essa bacalhoada. Se o Reinaldo Azevedo tiver caído nessa, eu é que vou rir.
21 Out
Da série “pra você ver como são as coisas”. Ontem, antes de ir à rádio Universitária para conferir a entrevista da Mônica Salmaso ao jornalista Nelson Augusto, passei em frente ao restaurante da foto abaixo, numa esquina da avenida Soriano Albuquerque, próximo à antiga sede da ex-LBA. Aí me lembrei que na mesma rua existem o Rei e a Rainha da Panelada e pensei em escrever uma nota aqui no blog sobre isso.
Pois, hoje, dando uma pesquisada no Google, constatei que o Ari Cunha, em sua coluna no Correio Braziliense, de 28 de agosto deste ano, já tinha tido a mesma idéia, e com maior riqueza de detalhes. Achei por bem, então, reproduzir a nota. Espia só.
Paneladas
História inusitada conheci no Ceará esta semana. O Rei da Panelada é restaurante visitado pela sociedade de Fortaleza. Casa cheia. O casal brigou e houve separação. A mulher ofendida abriu outro restaurante, na mesma rua, Rainha da Panelada. O terceiro personagem do triângulo não passou batido. Abriu o Imperador da Panelada. Não há rua que tenha melhor cardápio, cada um aprimorando mais o prato a ser servido.

27 Set
A Prefeitura de Caucaia está espalhando uma potoca - vá ao dicionário, por favor, caso você não seja do tempo dessa palavra. Reproduzimos o release todo, porque meia potoca acaba sendo meia verdade (já dá pra desconfiar o que é “potoca”?):
“O Município de Caucaia participou e conquistou o 1º lugar do Brasil no concurso gastronômico, através do restaurante Ponto do Camarão - Zé Lima. O concurso foi realizado pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), em parceria como o Ministério do Turismo e Sebrae. O resultado pode ser conferido no portal www.brasilsabor.com.br. A votação aconteceu no
período de 17 de abril a 20 de maio deste ano e o portal recebeu cerca de 10 milhões de acessos.
O Restaurante O Ponto do Camarão Zé Lima, de Caucaia, vai ser incluído no Livro de Receitas do Brasil Sabor. A receita vencedora foi Peixe Frito ao Molho de Camarão (Filé de peixe empanado com molho de camarão e côco).
O Festival Brasil Sabor envolveu simultaneamente 1.528 restaurantes, em 177 destinos turismos de 26 estados brasileiros”.
A conversa fiada está no começo, na parte que diz que “o Município de Caucaia participou e conquistou o 1º lugar do Brasil no concurso gastronômico”. Além de mal escrito, o texto dá a entender que o poder público tem alguma coisa a ver com o prêmio. Não tem. A Prefeitura não pôs uma só pitada de sal nessa conquista. Nunca investiu um centavo sequer na qualificação de cozinheiros e garçons do simpático restaurante do Zé Lima. O nome disso que a Prefeitura de Caucaia está tentando fazer é apropriação indébita, algo difícil de engolir.
O feito não é público, é particular - pertence exclusivamente a uma turma que cozinha e serve bem. E nem cobra essas coisas todas.