21 Nov
As jornalistas Ana Quezado, Geísa Mattos e Bete Jaguaribe, as belas aí da foto, realizam, de 26 a 28 de novembro, simpósio para debater os 200 anos da história da mídia no Nordeste. Ou seja: não é pouca coisa para ser discutida e debatida. Por isso, a programação é intensa e variada. Mais informações, bem como a inscrição, podem ser obtidas aqui.
Mas antes confira a programação abaixo:
Período: 26 a 28 de novembro de 2008
Local: Teatro do Centro Cultural Dragão do Mar, em Fortaleza (CE)
Promoção: Instituto de Referência da Imagem e do Som (IRIS)
Patrocínio: Banco do Nordeste do Brasil (BNB)
Parceiros: Assembléia Legislativa do Estado do Ceará, Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap), Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, Universidade Federal do Ceará, Faculdade Católica do Ceará Marista.
Dia 26/11 (quarta-feira)
MANHÃ
MESA 1: Memória, História e Mídia (9h-11h)
• Ana Paula Goulart Ribeiro: A mídia e o lugar da história. (UFRJ-RJ)
• Marialva Barbosa: Fatos e reflexões sobre dois séculos de comunicação no Brasil (UFF-RJ)
• Frederico de Castro Neves: A construção da idéia do Nordeste na Mídia (UFC)
Coordenação: Custódio Almeida (Pró-Reitor de Graduação da UFC)
TARDE
MESA 2:Imprensa e Práticas de Poder (14h-16h)
• Luiz Gonzaga Motta: A construção narrativa da história do presente: representação da política no jornalismo brasileiro (UNB-DF)
• Marco Morel: Cipriano Barata e a Sentinela da Liberdade (UERJ-RJ)
• Adelaide Gonçalves: Imprensa Libertária do Ceará (1908-1922) (UFC-CE)
• Ana Carla Sabino Fernandes: Os jornais Pedro II, Cearense e Constituição no Ceará no século XIX e a política liberal e conservadora (UFC-CE)
Coordenação: Geísa Mattos (UNIFOR/Marista)
MESA 3: Os regimes de exceção e o exercício do jornalismo (16h-18h)
• Beatriz Kushinir: Cães de Guarda: jornalistas e censores, do AI-5 à Constituição de 1988 (Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro - RJ)
• Tânia Regina de Luca: Jornalismo na era Vargas (Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho – SP)
• Márcia Vidal: O jornal O Povo (CE) nos governos Virgílio Távora (UFC-CE)
• Ildefonso Rodrigues: Imprensa Subversiva: O Democrata e o jornalismo comunista no Ceará (UFC-CE)
Coordenação: Paulo Mota (BNB)
Dia 27/11 (quinta-feira)
MANHÃ
MESA 4: Publicidade como espaço de memória e história (9h-11h):
• Adolpho Queiroz: Inventário para uma História da Publicidade no Brasil (Metodista-SP)
• Gilmar de Carvalho: Memória da propaganda no Ceará (UFC-CE)
• Luiz Maranhão Filho: Memória do rádio no tempo do reclame em Pernambuco (Faculdade Maurício de Nassau – PE)
Coordenação: Ricardo Salmito (Faculdade Católica do Ceará Marista)
TARDE
Reunião aberta (14h-16h): Rede Alfredo de Carvalho (ALCAR) e os estudos sobre a história da mídia no país, com as participações de Elisabete Jaguaribe, presidente do IRIS, José Marques de Melo (Metodista-SP); Marialva Barbosa (UFF-RJ); Ana Paula Goulart (UFRJ); Adolpho Queiroz (Metodista-SP) e Erotilde Honório (Unifor-CE).
MESA 5: O Rádio e o cotidiano das cidades (16h-18h)
• Sônia Virgínia Moreira: O Brasil em Sintonia: análise da Rádio Nacional do Rio de Janeiro – 1940-1960 (UERJ)
• Erotilde Honório: Rádio, Cultura e Sociabilidades Urbanas em Fortaleza na década de 1950 (Unifor-CE)
• Elisabete Jaguaribe: Labaredas no ar: a Rádio Dragão do Mar e o cotidiano de Fortaleza de 1958 a 1964 (Unifor-CE)
Coordenação: Ronaldo Salgado (UFC)
HOMENAGENS (18h30)
• Jornalista e professora Adísia Sá
• Jornal O Povo – 80 anos
Dia 28/11 (sexta-feira)
MANHÃ
MESA 6:Biografias: entre o Jornalismo e a História (10h-12h)
• Marcos Antonio da Silva (USP): Vidas por escrito – entre conhecimento histórico e jornalismo
• Sérgio Vilas Boas: Biografismo – reflexões sobre a escrita da vida (ABJL-SP)
• Lira Neto: Biografia e Jornalismo
Coordenação: Regina Ribeiro (Jornal O Povo)
TARDE
MESA 7: Televisão, Memória e História (14h30-16h)
• Aline Maria Grego Lins: A alfabetização do olhar na trajetória da TV Pernambucana (Universidade Católica de Pernambuco-PE)
• Sérgio Mattos: Memória da televisão na Bahia (UFRB)
• Ana Quezado: Os primeiros tempos da televisão em Fortaleza (Marista/Unifor-CE)
Coordenação: Anderson Sandes (Jornal Diário do Nordeste)
MESA 8: O cinema e a invenção do Nordeste (16h30-18h30)
• Sheila Schvartzman: A construção histórica e cinematográfica da idéia de Nordeste. (Universidade Anhembi Morumbi-SP)
• Ivana Bentes: O Nordeste em Glauber Rocha (UFRJ-RJ)
• Meize Regina: A caravana Farkas no Nordeste (UFC-CE)
• Alexandre Figuerôa: O Ciclo do Recife e a entrada do Nordeste na modernidade audiovisual (Universidade Católica de Pernambuco – PE)
Coordenação: Elisabete Jaguaribe (UNIFOR/IRIS)
NOITE
Conferência: Peter Burke (Universidade de Cambridge) (19h):
“O Jornalismo na História”
Apresentação: Tarcísio Pequeno (FUNCAP)
19 Nov
O Shopping Iguatemi fez hoje festa para derrubar o queixo de gente besta. Esse é o newsletter que foi distribuído para um monte de e-mails - o meu, inclusive. Clique na imagem para vê-la ampliada:
E eu juro por tudo que é mais sagrado: quando li essa história de “o segredo mais bem guardado do ano” cheguei a pensar que eles iriam contar para todo mundo que dom Diego é o Zorro.
Mas o segredo era outro.
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Vocês repararam que o dinheiro do contribuinte entrou para bancar a festa? Tá lá, assinando o cartaz: “Lei de Incentivo à Cultura - Ministério da Cultura - Governo do Brasil”. O Papai Noel do Iguatemi foi custeado por verba pública, por meio da renúncia fiscal, ora veja só!
Isso significa que o senador Tasso Jereissati (PSDB), dono do Iguatemi, vai ter de pensar duas vezes quando quiser esculhambar o governo Lula . É não?
3 Nov
Os arquitetos Mário Roque e Daniela Alcântara são os curadores da exposição “50 anos de Cartazes Políticos no Ceará”, que será aberta quarta-feira próxima, 5 de novembro, no salão do SESC SENAC Iracema (rua Boris, 90).
A realização é da Fundação Waldemar Alcântara e do Clube de Criação do Ceará.
30 Out
Chico Anísio tem apresentações marcadas para Fortaleza. Serão nos dias 13 e 14 próximos, no Theatro José de Alencar, com o espetáculo “De pai para filho”.
No palco, com ele, o rebento André Lucas.
A propósito, Chico inspirou o deputado cearense José Airton (PT) a propor a criação do Dia Nacional do Humorista. A idéia é que a data seja comemorada em 12 de abril, aniversário do maranguapense.
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Cá entre nós, a homenagem ao Chico Anísio é bacana, justa, pertinente e muitas outras coisas positivas que se possa dizer. O sujeito é responsável pela formação de gerações de artistas reconhecidamente competentes (embora, admita-se, haja exceções a essa regra que se sentiram estimuladas por ele).
Além do mais, se a gente reparar bem e com uma certa complacência, até aqueles caras que se vestem de mulher achando que, por ridicularizar a figura feminina, podem conseguir um dia fazer o povo rir, tipo “Raimundinha”, “Escolástica”, “Aurineide Camurupim” e “Rossicléia”, têm uns tracinhos dos personagens do Chico.
26 Out
Forró do Muído, Forró de Ouro, Solteirões do Forró, Chapéu de Couro e Balança Saia são algumas das atrações da Festa das Almas, evento que mistura tradições populares e boas talagadas de cachaça na simpática cidade de Ocara, no Ceará.
Sinceramente, eu não achava que esse fosse o tipo de música para homenagear quem já bateu as botinas, mas, pensando melhor, há quem mereça.
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Ia me esquecendo: a Festa das Almas começa quinta-feira que vem e prossegue até sábado, 1o. de novembro.
14 Out
Luís Carlos de Freitas, jornalista que está sempre dizendo umas coisas engraçadas, resolveu parar de fazer isso de graça. O alter-ego dele, LC Galetto, virou agora piadista remunerado. E está inaugurando em Fortaleza, junto com o Glayco Sales, também jornalista, e um cidadão aí que não conheço mas que deve ser gente boa, porque anda com eles, uma cultura de comédia stand up.

Stand up é aquele tipo de humor com que o Jerry Sienfeld fez fortuna. Espero que o Galetim, o Glayco e esse cidadão que não conheço, mas que deve ser gente boa, porque anda com eles, acumulem também uma grana legal.
12 Out
Terça-feira que vem, a Secretaria de Cultura de Fortaleza inaugura o 59º Salão de Abril, referência das artes plásticas na cidade.
Sim, terça-feira, dia 14 de outubro. Seis meses depois de abril.
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Você já notou que em nenhuma campanha eleitoral nenhum candidato a prefeito de Fortaleza apareceu com a promessa da fazer o Salão de Abril em abril? Os caras sempre vêm dizendo que vão acabar com o desemprego, que vão melhorar a saúde e a educação, que vão asfaltar tudo, que vão fazer e acontecer. Mas Salão de Abril em abril, necas.
Será que é tão difícil?
12 Out
“Bezerra de Menezes - O Diário de um Espírito”, filme que está causando arrepios e calafrios na chamada “crítica especializada” por conta da excepcional aceitação do público, será exibido quarta-feira próxima no Cine São Luiz. Numa sessão especial que comemorará o Dia do Audiovisual Cearense.
Começa às 19h.
20 Set
De José Saramago tenho uma lembrança muito engraçada - até hoje rio.
Lá pelos idos de 1998, num caderno sobre literatura & afins que o jornal O Povo publicava, o Walter Coe, jornalista de melhor cepa, arguto e de texto inatacável, escreveu sobre a surpresa que tinha sido a escolha do escritor português como Prêmio Nobel de Literatura naquele ano.
É claro que não lembro ipsis litteris o que o Walter pôs, mas era mais ou menos o seguinte:
“Todo mundo pensava que fulano ou beltrano levaria o Nobel, mas veio Saramago, o cagado, e ficou com o prêmio”.
Sim, Waltim escreveu “Saramago, o cagado”. Lira Neto, ombudsman naqueles dias, espumou, me lembro bem.
Pois é, Saramago, o cagado, agora é blogueiro. Assim como eu e o Luiz Carlos, o Roberto Jefferson, o ex-governador Lúcio Alcântara e o Leonardo Fontes. E o Nonato Albuquerque, o Eliomar de Lima, a Maísa Vasconcelos, o Maurição e o Emílio Moreno. E o Kenji, o Fernando Bresslau, a Bruna Surfistinha. A diferença é que nenhum de nós tem o Nobel. Nem é cagado.
Trago para vocês, pois, um texto que pincei do blog dele. O cara escreve bem mesmo, sabia?
“Podemos dormir descansados, o aquecimento global não existe, é um invento malicioso dos ecologistas na linha estratégica da sua “ideologia em deriva totalitária”, consoante a definiu o implacável observador da política planetária e dos fenómenos do universo que é José María Aznar. Não saberíamos como viver sem este homem. Não importa que qualquer dia comecem a nascer flores no Árctico, não importa que os glaciares da Patagónia se reduzam de cada vez que alguém suspira fazendo aumentar a temperatura ambiente uma milionésima de grau, não importa que a Gronelândia tenha perdido uma parte importante do seu território, não importa a seca, não importam as inundações que tudo arrasam e tantas vidas levam consigo, não importa a igualização cada vez mais evidente das estações do ano, nada disto importa se o emérito sábio José María vem negar a existência do aquecimento global, baseando-se nas peregrinas páginas de um livro do presidente checo Vaclav Klaus que o próprio Aznar, em uma bonita atitude de solidariedade científica e institucional, apresentará em breve. Já o estamos a ouvir. No entanto, uma dúvida muito séria nos atormenta e que é altura de expender à consideração do leitor. Onde estará a origem, o manancial, a fonte desta sistemática atitude negacionista? Terá resultado de um ovo dialéctico deposto por Aznar no útero do Partido Popular quando foi seu amo e senhor? Quando Rajoy, com aquela composta seriedade que o caracteriza, nos informou de que um seu primo catedrático, parece que de física, lhe havia dito que isso do aquecimento climático era uma treta, tão ousada afirmação foi apenas o fruto de uma imaginação celta sobreaquecida que não havia sabido compreender o que lhe estava a ser explicado, ou, para tornar ao ovo dialéctico, é isso uma doutrina, uma regra, um princípio exarado em letra pequena na cartilha do Partido Popular, caso em que, se Rajoy teria sido somente o repetidor infeliz da palavra do primo catedrático, já o oráculo em que o seu ex-chefe se transformou não quis perder a oportunidade de marcar uma vez mais a pauta ao gentio ignaro?
Não me resta muito mais espaço, mas talvez ainda caiba nele um breve apelo ao senso comum. Sendo certo que o planeta em que vivemos já passou por seis ou ou sete eras glaciais, não estaremos nós no limiar de outra dessas eras? Não será que a coincidência entre tal possibilidade e as contínuas acções operadas pelo ser humano contra o meio ambiente se parece muito àqueles casos, tão comuns, em que uma doença esconde outra doença? Pensem nisto, por favor. Na próxima era glacial, ou nesta que já está principiando, o gelo cobrirá Paris. Tranquilizemo-nos, não será para amanhã. Mas temos, pelo menos, um dever para hoje: não ajudemos a era glacial que aí vem. E, recordem, Aznar é um mero episódio. Não se assustem”.
Se você quiser ler mais, clique aqui.
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27 Ago
Nota que trago do meu Blog do Roberto Maciel:
“O paulistano Sérgio Duarte e sua Entidade Joe estão entre as atrações do Canoa Blues, festival que será realizado em Canoa Quebrada (Aracati), que também reunirá a Blues Etílicos, Jefferson Gonçalves, Puro Malte, De Blues em Quando e Blues Label e que terá todos os shows completamente gratuitos para o público.
O Canoa Blues acontecerá de 12 a 14 de setembro próximo. Curta aí o Sérgio (voz e gaita), com Celso Salim (guitarra), Paulinho Sorriso (bateria) e Rodrigo Mantovanni (baixo)”:
21 Ago
Post que trago do Blog do Roberto Maciel:
“Em primeiríssima mão: a banda Blues Etílicos, referência maior do blues brasileiro, vai se apresentar num festival em Canoa Quebrada. Será no dia 13 de setembro. Num show aberto, gratuito para o público.
O nome do festival é Canoa Blues, que começará no dia 12, com o paulistano Sérgio Duarte e sua banda, a Entidade Joe e a banda cearense Puro Malte. Também estarão lá De Blues em Quando, Blues Label e Jefferson Gonçalves.
Veja aí um pouco da Blues Etílicos”:
16 Jul
Futucando no Google, o gaitista Jefferson Gonçalves (foto) descobriu que o disco novo que ele lançou, Ar Puro, está na íntegra num site. E de grátis.
Em vez de ficar fumando numa quenga, Jefferson, boa praça que é, mandou a seguinte mensagem para seus amigos:
“COMO NÃO POSSO E ACHO QUE NEM DEVO BRIGAR POR ISSO, ATÉ POR QUE A VENDA DO CD ESTÁ INDO BEM E JÁ FIZ UMA NOVA PRENSAGEM, QUERO APROVEITAR PARA PASSAR O LINK PARA OS INTERESSADOS EM ESCUTÁ-LO E QUE AINDA NÃO CONSEGUIRAM COMPRAR.
http://baixandotudomp3.blogspot.com/2008/05/jefferson-gonalves-ar-puro.html”
Como eu tenho o CD, para o qual escrevi o texto do encarte, não vou nem olhar. Mas se você não o tiver, e já que é o próprio autor que está dando o toque, fica a minha sugestão: vá lá e baixe. O disco é genial.
E mais: se puder, vá a um dos shows que o Jefferson fará aqui este mês. A agenda é essa:
Dia 24 - Lançamento do CD AR PURO, às 20h, no Centro Cultural Banco do Nordeste (Rua São Pedro, 337 – Juazeiro do Norte).
Dia 25 - Lançamento do CD AR PURO, às 20h, no Sesc Crato (Rua André Cartaxo N°443 Bairro São Miguel – Crato).
Dia 26 - Lançamento do CD AR PURO, às 18h30min, no Centro Cultural Banco do Nordeste (Rua Floriano Peixoto 941 – Fortaleza).
Dias 28 a 30 - Oficina de Gaita, às 15h, no SESC SENAC Iracema (Rua Boris 90- Praia de Iracema – Fortaleza).
2 Jul
Achou que as festas juninas tinham acabado?!
Pois se prepare. Ainda em clima junino, o tradicional Arraiá do Ferreira, em quarta edição, vai levar à Praça do Ferreira, no Centro de Fortaleza, desta quinta e até o próximo sábado, sempre a partir das 17 horas, uma programação gratuita e diversificada com apresentação de quadrilhas e grupos folclóricos, shows musicais, barracas de comidas típicas e de brincadeiras, como pescaria, jogo de argolas, tiro ao alvo, barraca do beijo, correio do amor e simpatias.
Entre as atrações principais estão os shows de Messias Holanda e do o forró pé-de-serra de Sergiane e banda Corta Fogo e o cantor Cacau Brasil.
A programação conta também com um animado Festival de Quadrilhas que irá premiar os grupos de maior destaque de Fortaleza.
16 Jun
Uma prova de nosso incondicionável amor às mulheres é a divulgação de um lindo poema que me foi enviado pela jornalista Rebecca Fontes. Espia só:
Que o mar vire cerveja e os homens, tira-gosto. Que os nossos homens nunca morram viúvos, e que nossos filhos tenham pais ricos e mães gostosas! Que Deus abençoe os homens bonitos, e os feios se tiver tempo;
Deus… Eu vos peço sabedoria para entender um homem, amor para perdoá-lo e paciência pelos seus atos, porque Deus, se eu pedir força, eu bato nele até matá-lo.
Um brinde aos que temos, aos que tivemos e aos que teremos. Um brinde também aos namorados que nos conquistaram, aos trouxas que nos perderam e aos sortudos que ainda vão nos conhecer! Que sempre sobre, que nunca nos falte, e que a gente dê conta de todos! Assim seja!
Homens são como um bom vinho. Todos começam como uvas e é dever da mulher pisoteá-los e mantê-los no escuro até que amadureçam e se tornem uma boa companhia pro jantar.
6 Jun
Morreu ontem um músico bom pra danar - Ronald da Silva. Ele está para a gaita como Luiz Gonzaga está para a sanfona.
Quando estava no jornal O Povo, fiz uma entrevista com ele. Foi quando ele veio aqui, liderando a Troupe da Gaita, tocar no Dragão Jazz 2001. Acima, um videozinho do You Tube, com Ronald (de boina branca) e seu grupo. E entrevista vai abaixo:
“Banalização cultural. É assim que o harmonicista Ronald Silva vê o cenário da música brasileira, em que o instrumental é confinado a um público restrito e o mercado consome e exige cada vez mais uma ‘autêntica parada de sucessos da mediocridade’.
Roberto Maciel
da RedaçãoO nome completo do engenheiro florestal é Ronald Pereira da Silva, mas o músico atende por Ronald da Gaita. Aos 61 anos, é considerado um dos mais completos hamonicistas do mundo. E não é à toa. Para ele, gaita extrapola ritmos populares, como MPB, jazz e blues, e se expande para peças clássicas. Composições de Antonio Vivaldi, como o ”Concerto Nº 6 em Lá Menor para Violino e Cordas”, transcrito pelo próprio Ronald para a gaita cromática, e de Radamés Gnatalli, como o ”Concerto Nº 1 para Harmônica e Orquestra”, integram seu repertório.
Coordenador da Troupe da Gaita, grupo que arrancou aplausos entusiasmados do público do III Dragão Jazz, realizado no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura no final de julho, Ronald iniciou-se profissionalmente na música em 1956, ao conseguir o segundo lugar em um concurso de ”Melhor Instrumentista do Ano”, de uma rádio de Curitiba - cidade onde nasceu e onde mora. Hoje, dedica-se à consultoria técnica da Fábricas de Harmônicas Catarinense, que produz os modelos Hering, e à Troupe da Gaita. Nesta entrevista ao Vida & Arte, ele fala sobre música instrumental, mercado fonográfico e formação de novos músicos.
O POVO - A música instrumental no Brasil é, com raras e honrosas exceções, tratada a pontapés pela indústria fonográfica. No entanto, o público dá boas respostas a trabalhos como o da Troupe. As gravadoras estão matando de inanição uma galinha dos ovos de ouro?
Ronald Silva - Esse descaso não é exclusivo das gravadoras, mas um reflexo do comportamento da sociedade. Na verdade, a indústria fonográfica produz e leva ao público a música que é solicitada. Estamos vivenciando, já há muitos anos, um extenso período de banalização cultural. A música popular, uma das formas mais eloqüentes de expressão cultural, desceu às profundezas da insensibilidade, da falta de qualidade. As composições que prosperam, que são veiculadas pela televisão ou pelo rádio, correspondem a uma autêntica parada de sucessos da mediocridade. É o glamour do mau gosto e da mais rasteira qualidade, com raríssimas exceções. Assim, quando um grupo musical como a Troupe da Gaita se apresenta para um público como o de Fortaleza, as reações são extraordinárias. O aplauso e o carinho da platéia demonstram que uma parcela do público está insatisfeita e frustrada com a música veiculada pela mídia. Mas devemos considerar que se trata de uma parte restrita do público consumidor. A expressiva maioria, infelizmente, não integra a seleta platéia que lotou o III Dragão Jazz. É possível considerar que para as gravadoras pouco importa a existência de grupos bem estruturados musicalmente como a Troupe da Gaita, os Cariocas, Zimbo Trio e tantos outros que poderiam compor uma aquarela de música popular sensível e bem executada. Quando a Troupe nasceu, a ”galinha dos ovos de ouro” da música popular já estava em profunda agonia.OP - O que é mais difícil: ter fôlego para tocar gaita por 44 anos ou ter fôlego para brigar contra o marasmo da indústria fonográfica?
RS - Sem dúvida, é necessário ter muito fôlego comercial para resistir às imposições e restrições da indústria fonográfica. Existem razões de caráter qualitativo, decorrentes da baixa qualidade da atual música popular, e de ordem comercial originadas pelo custo de produção, direitos autorais, divulgação, distribuição e venda. A indústria fonográfica sofreu uma sensível alteração em sua estrutura a partir das gravações em fita cassete e CD, que podem ser reproduzidas de maneira irregular por qualquer pessoa. Atualmente, existem inúmeras organizações realizando este tipo de comércio ilegal. A maioria das gravadoras foi seriamente envolvida e atingida por um mercado paralelo, baseado na produção pirata, absolutamente alheio ao recolhimento de impostos, de direitos autorais e custo zero com relação à produção de estúdio. Enquanto as gravadoras têm que cumprir todas as exigências fiscais e bancar os custos de produção e divulgação de um disco, a indústria pirata apenas produz cópias baratas deste trabalho e concorre com o mercado com um preço sempre muito mais baixo para o consumidor, mas com um produto de péssima qualidade. Essa concorrência desleal afasta as gravadoras dos artistas de menor apelo comercial, exigindo um trabalho de marketing intenso, portanto, mais caro, e determina um retorno muito lento do investimento. A demora nas vendas estimula a curto prazo o aparecimento do disco pirata e outra vez recomeça o ciclo…OP - Apesar das dificuldades de mercado, a Troupe da Gaita já se mantém há sete anos. E sem ter gravado nenhum disco, com exceção de um demo em um show em Curitiba. Após esse tempo todo, há algum projeto de CD?
RS - São muitas as razões pelas quais a Troupe da Gaita ainda não gravou o seu primeiro CD. De algumas já falamos. Outras são de ordem artístico-musical. O grupo foi sendo estruturado aos poucos e à medida da sua evolução técnica começou a sentir a orientação do repertório, o estilo musical, performance de palco e as características adequadas aos arranjos musicais. Foi um processo lento, pois, embora o grupo tenha sua origem no início de 92, o trabalho foi conseqüência de reciclagens musicais no estudo da harmônica. A formação inicial era muito diferente da atual. Apenas dois dos atuais integrantes são remanescentes do grupo inicial. Praticamente foi a partir de meados de 97 que o grupo passou a ter interesse profissional. Ou seja, somente nestes três últimos anos nos preocupamos com os detalhes importantes para um disco. Mas, estamos empenhados em gravar o CD, principalmente porque consideramos importante o registro desta atual fase musical da Troupe e também pelo propósito de divulgar ao grande público a nossa orientação musical e a promoção da gaita no cenário musical.OP - A receptividade do público de Fortaleza à Troupe da Gaita no Dragão Jazz foi extremamente calorosa - parece que foi um caso de amor à primeira vista, já que era o primeiro contato do grupo com uma platéia nordestina. Isso estimula a Troupe a buscar novas platéias fora do Sul?
RS - A receptividade em Fortaleza foi agradavelmente surpreendente. A atenção e o carinho do público nos emocionou muito, a ponto de desequilibrar um pouco logo no início do espetáculo. Eu particularmente fiquei um tanto quanto perdido no palco… Não sabia exatamente que atitude assumir. Não sabia se dialogava com o público, se anunciava os próximos temas do repertório. Na verdade, não entendia muito bem o que estava ocorrendo. Parecia que a Troupe da Gaita estava sendo apresentada aqui pela quinta ou décima vez. A energia emanada da platéia, as reações das pessoas diante do nosso trabalho insinuava que por muitas vezes eu já havia pisado naquele palco. Foi muito gratificante.OP - Além da Troupe, você coordenou outra formação, a Orquestra Harmônicas de Curitiba, dá cursos, desenvolveu um método para gaitas cromáticas e é consultor da Harmônicas Catarinenses, que fabrica as gaitas Hering. De onde surgiu essa paixão por um ”instrumento exótico”, como a harmônica era considerada na década de 40?
RS - Fui um dos idealizadores e fundadores da Orquestra Harmônicas, que coordenei musicalmente desde seu início, em março de 1979, até dezembro de 1999 quando deixei o grupo. A paixão por um inusitado instrumento como a gaita é outro caso de amor a primeira vista. Começou por volta de 1954, quando eu tinha meus 14 anos e fui inoculado pelo ”vírus da gaita”. Coisa de jovem, nos intervalos das aulas, no pátio do Colégio Bom Jesus junto com outros amigos, alguns dos quais tocavam gaita, instrumento muito popular naquela época. Entretanto, para mim, a gaita não foi apenas passageira. Constitui-se em uma fonte vital. Eu vivia gaita, respirava gaita. Jamais consegui imaginar a possibilidade de não mais tocar harmônica. Esse estado ”patológico” foi se agravando e atingiu seu ponto mais elevado quando eu tive a oportunidade de ouvir o Edu da Gaita. Posteriormente, conheci meu grande amigo e incentivador Fred Williams. Então, passei a ser um ”doente crônico”. Durante estes 47 anos, dos quais 44 de atividade profissional, rastreei tudo a respeito de gaita. Harmonicistas como Larry Adler, Leo Diamond, Jerry Murad, Don Les, Johhny Puleo, Richard Haymann, Stan Harper, Charles Leighton, Eddie Manson, muitos deles originários da grande escola dos Rascal’s de Minevitch (Borrah Minevitch, gaitista russo que criou a harmônica cromática) foram meus ídolos e mestres. Além de Edu e Fred, outros harmonicistas brasileiros como Nelson Barbosa, Zezinho de Lima e meus grandes amigos Maurício Einhorn e Rildo Hora constituiram uma fonte onde eu busquei minha formação. Atualmente, além de coordenar a Troupe da Gaita, mantenho um estreito relacionamento com a Fábrica de Harmônicas Catarinense, desenvolvendo projetos para novas harmônicas e realizando uma supervisão sobre a produção das harmônicas cromáticas. Sendo uma entre as quatro fábricas de harmônicas do mundo, a única na América Latina, a Hering vem produzindo excelentes instrumentos. A Troupe da Gaita e eu utilizamos exclusivamente gaitas Hering, exceção apenas aos modelos não produzidas pela empresa.OP - Há uma nova geração de gaitistas surgindo no Brasil, como Jefferson Gonçalves, Benevides Chiréia Júnior, Márcio Maresia, Vasco Faé e outros. Essa ”molecada” está se comportando bem, professor?
RS - A nova geração é muito promissora e vem dar mais fôlego para a gaita. No Brasil, nos últimos 30 anos, houve um sensível declínio com relação ao instrumento. É possível que estes jovens gaitistas venham a impulsionar a gaita como instrumento presente na música popular. A grande maioria dos expressivos gaitistas internacionais tiveram sua formação com a gaita diatônica e só a partir da criação e evolução da cromática (entre 1920 e 1930) direcionaram sua atenção para o novo instrumento, capaz de executar todos os gêneros musicais, inclusive a música de concerto.OP - Mas há um detalhe: a maioria dos novos gaitistas interessa-se só pela diatônica, a gaita mais usada no blues. A cromática, que tem potencial maior, é meio esquecida. Alguns até a acham ‘careta”…
RS - É provável que muitos dos atuais bluseiros se tornem exímios harmonicistas na cromática. Talento, qualidade e disposição eles têm. E muito”.
31 Mai
Fomos ontem à noite, eu e a Fernanda, ao Mercado dos Pinhões. Um show do gaitista brasiliense Pablo Fagundes, acompanhado de músicos de Fortaleza, nos levou lá. Chorinho na veia, da melhor cepa, reunindo experiências e gerações diferentes no mesmo palco.
Confesso que não compus expectativas maiores do que a de ouvir excelentes artistas numa apresentação memorável - expectativa essa que se confirmou. Sei que já se realizam atividades do gênero lá há muitos e muitos fins de semana. Até Zé da Velha e Silvério Pontes já baixaram por lá. Eu é que, displicente, nunca me animei a ir.
Agora, e peço ao leitor que abstraia o meu retardamento, chamou-me atenção o clima bacaníssimo do local, o aproveitamento de um espaço caro à cidade para manifestações de qualidade e a animação, educação e respeito do público. Havia gente de idades diversas, mas predominando uma faixa mais madura. Expressões de felicidade no rosto, palmas respeitosas ao fim de cada música, uns arriscando uns passinhos de dança, outros bebericando.
Havia tanta gente que tivemos de ficar num bar ao lado, mas ouvindo tudo com muita atenção.
O que vimos ontem é prova de que com alguma boa vontade, inteligência e criatividade é possível ao poder público oferecer à sociedade ambientes e espetáculos de qualidade. E fiquei sabendo também que a grande articuladora desse Mercado de arte é a mãe da prefeita Luizianne Lins (PT), Luiza.
Fiquei feliz pelo Mercado dos Pinhões, mas também trouxe de lá algumas dúvidas a zunir nos ouvidos: 1) Aquela é uma política pública bem elaborada ou apenas capricho (e capricho dos bons, ressalto) de mãe? 2) Se não fosse Luiza Lins, o Mercado teria hoje o que tem? 3) Por que a Prefeitura não leva iniciativas semelhantes a outros espaços similares, situados em bairros populares?
De um modo ou de outro, envio daqui os meus parabéns a Luiza Lins. Coração de mãe, afinal, não falha.
*** *** ***
E pra finalizar ponho aí um videozinho do Pablo tocando com Dominguinhos e Ted Falcon - um gringo apaixonado por música brasileira. Só pra você sentir o nível:
22 Mai
Parte do texto abaixo quem me passou, e para mais um monte de gente, foi o Marcos André Borges, da VSM Comunicação. Fiquei curioso e fui em busca de mais. Achei. É de José Teles - descobri agora que é jornalista e crítico musical - e foi publicado no site do Jornal do Commercio (PE), no último dia 6.
Se você tiver um blog ou uma lista, e se for do seu interesse, reproduza-o. Estará prestando um bom serviço à sociedade:
“A música dos valores perdidos
‘Tem rapariga aí? Se tem levante a mão!’. A maioria, as moças, levanta a mão.
Diante de uma platéia de milhares de pessoas, quase todas muito jovens, pelo menos um terço de adolescentes, o vocalista da banda que se diz de forró utiliza uma de suas palavras prediletas (dele só não, de todas bandas do gênero). As outras são “gaia”, “cabaré”, e bebida em geral, com ênfase na cachaça. Esta cena aconteceu no ano passado, numa das cidades de destaque do agreste (mas se repete em qualquer uma onde estas bandas se apresentam). Nos anos 70, e provavelmente ainda nos anos 80, o vocalista teria dificuldades em deixar a cidade.
O secretário de cultura Ariano Suassuna foi bastante criticado, numa aula-espetáculo, no ano passado, por ter malhando uma música da banda Calipso, que ele achava (deve continuar achando, claro) de mau gosto. Vai daí que mostraram a ele algumas letras das bandas de ‘forró’, e Ariano exclamou: ‘Eita que é pior do que eu pensava’. Do que ele, e muito mais gente jamais imaginou.
Pruma matéria que escrevi no São João passado baixei algumas músicas bem representativas destas bandas. Não vou nem citar letras, porque este jornal é visto por leitores virtuais de família. Mas me arrisco a dizer alguns títulos, vamos lá: Calcinha no chão (Caviar com Rapadura), Zé Priquito (Duquinha), Fiel à putaria (Felipão Forró Moral), Chefe do puteiro (Aviões do forró), Mulher roleira (Saia Rodada), Mulher roleira a resposta (Forró Real), Chico Rola (Bonde do Forró), Banho de língua (Solteirões do Forró), Vou dá-lhe de cano de ferro (Forró Chacal), Dinheiro na mão, calcinha no chão (Saia Rodada), Sou viciado em putaria (Ferro na Boneca), Abre as pernas e dê uma sentadinha (Gaviões do forró), Tapa na cara, puxão no cabelo (Swing do forró). Esta é uma pequeníssima lista do repertório das bandas.
Porém o culpado desta ‘desculhambação’ não é culpa exatamente das bandas, ou dos empresários que as financiam, já que na grande parte delas, cantores, músicos e bailarinos são meros empregados do cara que investe no grupo. O buraco é mais embaixo. E aí faço um paralelo com o turbo folk, um subgênero musical que surgiu na antiga Iugoslávia, quando o país estava esfacelando-se. Dilacerado por guerras étnicas, em pleno governo do tresloucado Slobodan Milosevic surgiu o turbo folk, mistura de pop, com música regional sérvia e oriental. As estrelas da turbo folk vestiam-se como se vestem as vocalistas das bandas de “forró”, parafraseando Luiz Gonzaga, as blusas terminavam muito cedo, as saias e shortes começavam muito tarde. Numa entrevista ao jornal inglês The Guardian, o diretor do Centro de Estudos alternativos de Belgrado. Milan Nikolic, afirmou, em 2003, que o regime Milosevic incentivou uma música que destruiu o bom-gosto e relevou o primitivismo estético,. Pior, o glamur, a facilidade estética, pegou em cheio uma juventude que perdeu a crença nos políticos, nos valores morais de uma sociedade dominada pela máfia, que, por sua vez, dominava o governo.
A cantora Ceca foi uma espécie de Ivete Sangalo do turbo folk (ainda está na estada, porém com menor sucesso). Foram comprados 100 mil vídeos do seu casamento com Arkan, mafioso e líder de grupo para-militares na Croácia e Bósnia. Arkan foi assassinado em 2000. Ceca presa em 2003. Ela não foi a única envolvida com a polícia, depois da queda de Milosevic, muitos dos ídolos do turbo folk envolveram-se com a justa pelo envolvimento com a poderosa máfia de Belgrado.
A temática da turbo folk era sexo, nacionalismo e drogas. Lukas, o maior ídolo masculino do turbo folk pregava em sua música o uso da cocaína. Um dos seus maiores hits chama-se White (a cor do pó, se é que alguém ignora), e ele, segundo o Guardian, costumava afirmar: ‘Se cocaína é uma droga, pode me chamar de viciado’. Esteticamente, além da pouca roupa, a sanfona é o instrumento que se destaca tanto no turbo folk quanto no chamado forró eletrônico, instrumento decorativo, ali muito mais para lembrar das raízes da música tradicional. Ressaltando-se que não se tem notícia de ligação entre bandas de ‘forró’ e crime organizado. No que elas são iguaizinhas é que proliferaram em meio a débâcle de valores estéticos, morais, e éticos, e despolitização da juventude. Com a volta da governabilidade nas repúblicas da antiga Iugoslávia, o turbo folk perdeu a força, vende ainda porém muito menos do que no passado, hoje é apenas uma música popular para se dançar, e não a trilha sonora de um regime condenado por, entre outras lástimas, genocídio.
Aqui o que se autodenomina ‘forró estilizado’ continua de vento em popa. Tomou o lugar do forró autêntico nos principais arraiais juninos do Nordeste. Sem falso moralismo, nem elitismo, um fenômeno lamentável, e merecedor de maior atenção. Quando um vocalista de uma banda de música popular, em plena praça pública, de uma grande cidade, com presença de autoridades competentes (e suas respectivas patroas) pergunta se tem ‘rapariga na platéia’, alguma coisa está fora de ordem. Quando canta uma canção (canção ?!!!) que tem como tema uma transa de uma moça com dois rapazes (ao mesmo tempo), e o refrão é ‘É vou dá-lhe de cano de ferro/e toma cano de ferro!’, alguma coisa está muito doente. Sem esquecer que uma juventude cuja cabeça é feita por tal tipo de música é a que vai tomar as rédeas do poder daqui a alguns poucos anos”.
16 Mai
Nunca li texto tão grande contra o Ecad - aquela empresa privada que, na ditadura dos militares, ganhou prerrogativas de impor constrangimentos a artistas, não com o objetivo de proteger direitos autorais, mas para massacrar financeiramente quem se opunha ao regime; virou, na época, um auxiliar da censura.
Tão extenso e tão expressivo. Peguei-o no blog do músico Daniel Figueiredo. Foi escrito com maestria pelo produtor e arranjador Tim Rescala (na foto):
“Em recente comunicado a seus associados, adotando um estilo melodramático, difamatório e um tanto desesperado, o ECAD, que responde a uma enxurrada de ações na justiça, partiu para o ataque contra um dos grupos de compositores que luta para fazer valer seus direitos na justiça e, em especial, contra mim.
O órgão, de acordo com o referido comunicado, já teria, inclusive, dado entrada numa ação criminal, supostamente baseando-se na lei de imprensa, agindo da mesma forma que a Igreja Universal, que recentemente tentou calar a imprensa nacional, que denunciava suas irregularidades. Parece que o ECAD ainda não se deu conta de que não vivemos mais numa ditadura e que essa forma de pensar e agir não encontra mais respaldo na sociedade, nem mesmo em sua parcela mais conservadora.
O curioso é que um dos defensores do ECAD, o compositor Fernando Brant - presidente da UBC -, criticou duramente o ministro Gilberto Gil (www.emdiacomacidadania.com.br/documentos/FernandoBrant.pdf) em artigo publicado exatamente no mesmo jornal e na mesma página que o meu, mas nem por isso foi ameaçado de processo por ninguém.
O que é lamentável nesta história é ver que colegas de profissão, que no passado clamavam por liberdade de expressão, denunciavam arbitrariedades e exigiam democracia, hoje engrossam as fileiras do fisiologismo e do acúmulo de capital. Os idealistas de ontem são os oportunistas de hoje, infelizmente.
O ECAD - uma empresa privada que parece ter o aumento de receita como meta principal (http://www.direitoacomunicacao.org.br/novo/content.php?option=com_content&task=view&id=230,), mas que as vezes finge ser de utilidade pública, dependendo da ocasião -, já está habituada a “levar pau”. (http://www.camara.gov.br/leoalcantara/hpleo/DISCURSO/ecad.htm)
Está, inclusive, sofrendo auditoria da Receita Federal sobre seus cinco últimos exercícios. Mas como eu faço parte de uma ação que está dando muita dor-de-cabeça para seu departamento jurídico, reagiu com pedras.
A gota d’água para este maremoto foi um artigo meu (http://www.direitodeacesso.org.br/Caixa-preta) publicado na sessão de opinião do jornal O Globo, comentando o que foi dito no seminário sobre direito autoral, promovido em dezembro último pelo MINC-Ministério da Cultura, evento este que terá prosseguimento em 2008. (http://www.cultura.gov.br/blogs/direito_autoral/).
Em todas as mesas só se falou mal do ECAD e o que fiz - e disso não me arrependo nem um pouco - foi dar minha opinião, obviamente também contra os desmandos do órgão, já que eu era, infelizmente, um dos poucos músicos presentes no evento. (http://airtonpimentel.musicblog.com.br/2/). O compositor César Costa Filho, presidente da ADDAF, que em seu pronunciamento no seminário também criticou duramente o ECAD, está também sendo ameaçado de processado pelo órgão. Aliás, parece que o que o ECAD mais fácil é isso , processar e ser processado. (http://www.samba-choro.com.br/s-c/tribuna/samba-choro.0208/0679.html)
A opinião geral foi de que o ECAD precisa ter controle do estado, assim como acontece com a maioria absoluta das sociedades arrecadoras, no mundo todo, como nos mostrou a especialista Vanisa Santiago no mesmo seminário. (http://www.slideshare.net/josemurilo/frum-nacional-de-direito-autoral-vanisa-santiago)
O ECAD adotou então a estratégia de tentar colocar a classe musical contra mim e o grupo de oito compositores de trilhas, do qual faço parte, estigmatizando-nos. Este grupo, apesar do que diz o ECAD - apoiado em inverdades e informações incompletas -, não é o único a gritar contra as arbitrariedades do órgão. Atualmente estão em andamento na justiça cerca de 4.000 ações envolvendo o ECAD (http://conjur.estadao.com.br/static/text/16699,1), (http://sobretudo.blogueisso.com/2007/08/16/ao-lado-da-galisteu-e-contra-o-ecad/), (http://www.rafael.galvao.org/2003/10/ecad.php), (http://www.overmundo.com.br/overblog/o-creative-commons-e-os-direitos-autorais), (http://www.trampo.com.br/ecad1/frame_depoimentos3.htm\), dentre elas muitas semelhantes à nossa (http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=425TVQ002). E o próprio ECAD considera este um número pequeno, pois em 2003, por exemplo, chegaram a 7.000!
Pelo bem da verdade e da transparência dos fatos, e para que a classe musical não continue sendo ludibriada por gente que de música não entende nada, mas que manipula números muito bem, vamos aos fatos:
O lobo em pele de cordeiro
Até 2001 o ECAD pagava igualmente pelas músicas veiculadas em programas de televisão, fossem temas de personagens ou backgrounds, de autores contratados pelas emissoras para fazer isso ou não. A partir de então, numa decisão absolutamente unilateral e arbitrária, sem consultar nenhum dos principais atingidos, a toda poderosa assembléia do ECAD (tendo a UBC como voto majoritário) (http://www.overmundo.com.br/blogs/direito-autoral-o-papel-do-ecad),começou a diminuir gradativamente a pontuação de quem era contratado para fazer este trabalho, mas mantendo o ponto inteiro para as chamadas músicas pré-existentes, ou seja, as que não foram compostas especialmente para este fim. Inicialmente para 1/3, depois 1/6 e, finalmente, para 1/12.
Com este novo critério, os compositores de trilhas para televisão viram seus ganhos reduzidos, mas isso não implicou em cobrar menos das fontes pagadoras, ou seja, as emissoras de televisão. (Muito pelo contrário. Passou a cobrar muito mais: 6 milhões mensais, só da TV Globo ). (http://conjur.estadao.com.br/static/text/20140,1)
Aí está o pulo do gato: as emissoras continuaram pagando o ponto inteiro. A matemática criativa do ECAD foi, então, a de manter a cobrança do ponto inteiro das emissoras, mas pagando apenas 1/12 para os compositores de trilhas. Para onde foi o restante do dinheiro arrecadado?(http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=423TVQ008)
Se o ECAD acha que backgrounds em trilhas de televisão valem 12 vezes menos que temas de personagens, por que não acha o mesmo das trilhas para cinema ou para teatro? Seria por que as sociedades majoritárias na assembléia tem em seus quadros compositores que trabalham nesta área? O que esses colegas diriam se o ECAD usasse o mesmo peso e a mesma medida para reduzir seus dividendos, como fez conosco ?
Tentando explicar sua tese, o órgão chegou a dizer que os backgrounds deveriam valer menos porque não possuem letra. Ora, quer dizer então que música instrumental vale menos que música cantada? Será que vamos ter que debater num nível tão baixo de entendimento do que seja a arte musical? S
abe-se que no mínimo 50% da música veiculada em TV é de autoria dos compositores contratados para esta exercer esta atividade. Sabe-se também que cerca de 50% do que o ECAD arrecada vem da televisão. A arrecadação do órgão em 2007 chegou a R$ 250 milhões, sem falar nos ganhos financeiros, que somaram R$ 100 milhões. Se o ECAD recebe inteiro e repassa apenas 1/12, imaginem com quanto ficou a mais em seus cofres! Para quem foi este dinheiro, afinal? E para renovar seu contrato com a Globo o ECAD quer receber mensalmente, nada mais , nada menos, que 2,5% do faturamento da empresa. Enfim, o ECAD quer se tornar sócio da TV Globo sem fazer esforço. Quer ser sócio apenas nos lucros.Vamos olhar os fatos de um outro ângulo:
O ECAD reune 10 sociedades autorais, mas apenas 6 delas votam nas assembléias. As outras ficam caladas, sem direito de abrir o bico. Isso ocorre porque em 1999 iniciaram um movimento para que o ECAD não tivesse o monopólio da arrecadação autoral no Brasil. Foram castigadas com a expulsão, por sugestão da UBC, algumas retornando logo depois, mas desde que se mantivessem em silêncio. E assim tem sido com a ANACIM, a ASSIM , a SADEMBRA e a ABRAC, que entrou depois.. As quatro apenas dizem amém para as outras seis, UBC, AMAR, SBACEM, SICAM, ABRAMUS e SOCIMPRO.
Existem outras sociedades arrecadoras no país, mas que, graças à lei vigente, não conseguem entrar no ECAD, que é o escritório centralizador. (http://www.overmundo.com.br/blogs/direito-autoral-o-papel-do-ecad)
A votação em assembléia desta empresa sui-generis, cujas regras estão longe de serem democráticas, vaticina que ‘manda mais quem ganhar mais’, como acontece no mundo capitalista. Mas o que faz com que o ECAD seja único em todo o mundo é que nas outras sociedades há uma regulamentação e um supervisionamento estatal, justamente para não permitir distorções como as que ocorrem no Brasil.
Do jeito que a coisa está, sem qualquer órgão regulador em funcionamento, a sociedade que arrecada mais num ano mandará mais no ano seguinte. E quem tem arrecadado e mandado mais há muitos anos é a UBC, cujos percentuais, de 2001 a 2005, foram 54%, 50%, 48.2%, 51.7%, 47.4%, 43,8% e 47.4% dos votos. Foi por mérito próprio? Vejamos…
Mantendo a hegemonia nas votações e, por conseguinte, nas decisões das assembléias, a UBC impera, toda poderosa. Voltemos então à questão do ponto para descobrir como a coisa funciona de fato:
Dos compositores de trilhas, sejam eles da TV Globo, Bandeirantes, Record ou SBT, praticamente nenhum está na UBC. Mas os compositores das chamadas músicas pré-existentes, que continuaram recebendo o ponto inteiro, estão em peso nesta sociedade. Para qual sociedade vão então os 11/12 restantes ? Bingo!!!
Outra conclusão óbvia: se manda mais quem ganha mais, se a televisão é responsável por 50% da arrecadação e se a UBC não tem compositores de trilhas em seu quadros, o que ela fez? Reduziu o ponto destes compositores, afastando a ameaça de perder sua hegemonia na assembléia, pois, em seguida, no ranking do ECAD está a ABRAMUS, a qual são afiliados diversos compositores de trilhas, como é o meu caso. Engenhoso, não é? E o que podem fazer as outras sociedades diante disso? Nada, por incrível que pareça. Por isso os compositores de trilhas estão na justiça contra o ECAD. Não apenas oito, mas praticamente todos. Mas vejamos agora o que se passa com a ação que o ECAD diz que vai tirar o pão da boca dos compositores, tentando colocar colegas contra colegas.
Colocando músico contra músico
O ECAD diz que apenas este grupo de 8 compositores reclamou dos novos critérios adotados. É MENTIRA. Não só estes oito, mas praticamente todos os compositores de trilhas da TV Globo entraram na justiça contra o ECAD, o que também fizeram outros compositores que trabalham para as demais emissoras, como SBT, RECORD e BANDEIRANTES. Existe ação semelhante, de 25 compositores paulistas, lutando pelos mesmos direitos e apontando as mesmas injustiças e distorções. (http://www.ciranda.net/spip/article857.html)
O compositor Eduardo Dussek, por exemplo, que não é contratado de televisão nenhuma, também está na justiça contra o ECAD, lutando para receber os direitos referentes a uma de suas composições, usada como tema de personagem numa novela da TV Globo, mas considerada, para efeito de pagamento, como background pelo ECAD. (http://conjur.estadao.com.br/static/text/61757,1), (http://conjur.estadao.com.br/static/text/60083,1)
O órgão, em seu comunicado difamatório, diz que esses novos percentuais adotados refletem o que ocorre em termos mundiais. Não é verdade. Há variação de percentuais sim, mas nunca de 1/12, e, mesmo assim , há países onde não houve redução nenhuma, como Áustria, Alemanha, Holanda, Dinamarca, França, Argentina, Espanha, Iugoslávia, Suécia, Suíça e África do Sul. E quando há alguma mudança a ser feita, todos são consultados, mesmo porque as sociedades internacionais de gestão coletiva, como é o caso do ECAD, são assistidas por orgãos reguladores estatais. Todas, sem exceção. Já no Brasil não há ninguém que fiscalize o ECAD, pois o governo Collor (por que será?), assim como fez com tanta coisa que dava certo neste país, extinguiu o CNDA, Conselho Nacional de Direito Autoral. Desde então impera a incerteza e a desconfiança. Tratemos então agora especificamente da ação dos produtores musicais:
O período ao qual uma das ações se refere vai de 2001 a 2005 e é apenas uma dentre muitas. O valor de R$ 140 milhões que o ECAD diz ser absurdo e de não ter sido alvo de perícia foi baseado nos próprios documentos do órgão. (http://conjur.estadao.com.br/static/text/61757,1) Se este valor é absurdo, é absurda também toda a contabilidade do ECAD e todas as suas planilhas, que, aliás, escondem mágicas contábeis que fariam Malba Taham morrer de inveja.
O valor alardeado é tão somente um déposito para garantir o pagamento dos autores, caso vençamos a ação. Não é portanto, uma cobrança. E se vencermos, a justiça, obviamente, reverá este valor e saberá estipular o valor correto e justo, seja maior ou menor, se assim considerar procedente. O que importa para nós, compositores de trilhas, não é pois ganhar 140 centavos, reais, mil reais ou milhões de reais, mas sim que a justiça seja feita. E fazer justiça, neste caso, é pagar igualmente a música pré-existente ou composta especialmente para um programa, independente de estilo, gênero e, principalmente, da sociedade arrecadadora que administre seus dividendos. Este é o ponto que o ECAD tenta encobrir, fazendo-se de defensor dos oprimidos e tentando nos caracterizar como vilões.
Esta quantia supreendente é proporcional à ganância do próprio ECAD, que estipula valores exorbitantes para quem deve pagar direitos autorais, mas repassa valores ridículos para quem deve receber, ficando com a diferença. Que se faça então uma revisão profunda e ampla de todos esses percentuais praticados pelo ECAD, desconhecidos pela grande maioria dos compositores. Há muito o que ser explicado e é disso que o ECAD se vale: da nossa ignorância sobre o que relmente se passa lá dentro.
O ECAD diz também em seu comunicado que nós queremos ganhar mais no Brasil do que ganhamos fora. Não é verdade. Nosso recebimento do estrangeiro não teve qualquer mudança arbitrária como aconteceu aqui. Esta é mais uma manobra do ECAD para iludir os compositores mais desatentos. Eu, por exemplo, faço parte da SACEM, que me paga da mesma maneira que pagava antes.
Muitos compositores, aliás, decepcionados com a situação da arrecadação no Brasil, acabam optando por filiarem-se a sociedades estrangeiras. Dentre os compositores filiados ao ECAD, há muitos ganhando a soma aviltante de R$ 0,01 por mês! Isso mesmo! Um centavo por mês!!! Diante disso não pode ser admissível, por exemplo, que o ECAD faça generosidade com o bolso alheiro, custeando edições de livros ou fazendo doações filantrópicas. Que pague primeiro os autores que estão à mingua.
A realidade, nua, crua e desafinada
Embora eu tenha apontado em meu artigo alguns pontos nebulosos da gestão do ECAD, já apontados por outros colegas, há, infelizmente, muitos outros, como estes:
Os diretores do órgão premiam-se com percentuais ganhos em soluções de litígios, o que nos faz crer que a ação milionária dos produtores deve estar é estimulando muita gente a conseguir acordos também milionários. Seria esta a razão pela qual existem tantas ações contra o órgão? (http://conjur.estadao.com.br/static/text/18659,1)
Os procedimentos híbridos, de caixa e de competência de suas planilhas e balanços, altamente reprováveis em contabilidade, sugerem auditorias urgentes em suas contas.
As ATAS das assembléias do ECAD não estão disponíveis para seus associados e são registradas em cartório apenas quatro ou cinco meses depois de terem plena eficácia. (http://www.al.ms.gov.br/Default.aspx?Tabid=56&ItemID=15578) As tentativas de ameaçar e intimidar quem levanta a voz contra o órgão, como acontece agora comigo, são comuns. Isso acabou de acontecer, quando o ECAD tentou calar a imprensa que noticiava a chamada CPI do ECAD no Mato Grosso do Sul, que concluiu seus trabalhos recentemente. (http://www.costaricaweb.com.br/noticia.php?id=4022), (http://www.jornaltribunalivre.com/noticias/index.php?id=1158703370)
Esperamos que ao menos na região centro-oeste do Brasil a pizza não seja tão apreciada quanto aqui no sudeste.
Enfim, caros colegas instrumentistas e compositores, vamos abrir os olhos. O poder econômico do ECAD é enorme e sua capacidade de persuasão também. Eles mantém o poder há muito tempo e não querem largar o osso de jeito nenhum. Procurem se inteirar do que está acontecendo. Procurem se informar sobre o que o MINC pretende fazer para mudar esta situação e, sobretudo, não assistam calados e omissos, como as sociedades minoritárias do ECAD são obrigadas a fazer, à mais esta tentativa de intimidação que o órgão está promovendo.
O ECAD, não se contentando que a justiça analise e decida sobre a briga judicial que tem comigo e com outros compositores, renegando o debate, extrapolou o âmbito judicial e passou para a difamação pública pura e simples. Num momento que tanto se fala de resgate da moral, de ética e de cidadania, façamos valer os nosso direitos. Não deixemos que o ECAD, atrás de seu vidro fumê, nos impeça novamente de enxergar o que se passa lá dentro. (www.i3g.org.br/eventos/2003/ciberetica/materias/
conferenciaquestionavalidadedosdireitosautorais.htm)
Não vou me intimidar diante do poderio econômico do ECAD e de seu exército de 80 advogados. Seguirei em frente, mesmo que esta luta seja como a da foto em anexo, um David contra um Golias. Como sabemos, ao final da peleja, David saiu vitorioso. Acredito no empenho do Ministério da Cultura de mudar o panorama atual, pois, pior do que está, não pode ficar.
Já obtive apoios importantes, que levantaram suas vozes contra esta arbitrariedade, típica dos anos nebulosos da ditadura, quando orgãos economicamente poderosos tentavam calar que contra eles se levantava. Conto também com o seu.
Cordialmente,
Tim Rescala”
6 Mai
O Luiz Carlos trouxe outro dia desses um poema da Cláudia Leitte. Eu trago hoje Mário Quintana. Juro que se ele vier de Ivete Sangalo eu me defendo com Manuel Bandeira.
“Eu queria trazer-te uns versos muito lindos
colhidos no mais íntimo de mim…
Suas palavras
seriam as mais simples do mundo,
porém não sei que luz as iluminaria
que terias de fechar teus olhos para as ouvir…
Sim! Uma luz que viria de dentro delas,
como essa que acende inesperadas cores
nas lanternas chinesas de papel!
Trago-te palavras, apenas… e que estão escritas
do lado de fora do papel… Não sei, eu nunca soube o que dizer-te
e este poema vai morrendo, ardente e puro, ao vento
da Poesia…
como
uma pobre lanterna que incendiou!”
30 Abr
Pedofilos, Parasitas, Patifes
e ateh um bando de Politicos.
Baratas, Barbeiros e outros mosquitos.
Uns repousam sobre as feridas e as remelas,
outros trazem febre, que nao importa se eh amarela,
fazem a crianca colorida, acinzentar.
Barrigas grandes de vermes,
Braços pequenos carregando armas.
O menino que nao sabe se defender,
Aprende que tem que matar para nao morrer.
Os belos, singelos e pueris versos acima fazem parte de um poema “infantil” que a Claudia Leitte, a gostosona vocalista do grupo Babado Novo, fez para a sobrinha. Se você gostou, poderá lê-lo na íntegra no blog da cantora. Mas se você quer a minha modesta opinião, é melhor nem ir.