Paraguai 2, Brasil 0. Sem falsificação nem nada.
Isso estimula Cearé e Fortaleza a formarem um combinado para encarar a seleção.
29 Out
Amanhã à tarde, a FIFA anuncia o óbvio: o Brasil vai sediar a Copa do Mundo de 2014.
E o Ceará tem 100% de chances de ser sede de pelo menos algum jogo do tipo Coréia do Norte x Honduras.
30 Set
Infelizmente, não deu. A Alemanha foi mais eficiente que o Brasil e, em praticamente três chutes a gol, marcou dois e acabou campeão da Copa do Mundo de futebol feminino. Para completar a manhã ruim, Marta ainda perdeu um pênalti quando estava 1 x 0 para as alemãs, que terminaram a competição sem levar um gol.
De qualquer forma, temos que reconhecer o mérito das brasileiras, que, mesmo sem o apoio da CBF, têm lutado contra tudo e contra todos. Espera-se que este vice-campeonato mundial contribua para o fortalecimento do futebol feminino no Brasil.
9 Jul
Os royalties do título acima são para o colunista Neno Cavalcante, do Diário do Nordeste.
É que o site G1, das Organizações Globo, saiu-se com essa pérola hoje, lembrando que aquela chifrada do Zidane no Materazzi, no fim da Copa do Mundo, assoprou hoje uma velinha: “Arquivo G1: Zidane dá cabeçada em Materazzi; relembre outras brigas”.
Vá gostar de efemérides assim no raio que o parta.
6 Mai
Por onde passa, o deputado tucano Gony Arruda tem tentado conseguir aliados para a cruzada que está encampando: a de trazer para Fortaleza uma das chaves da Copa do Mundo de 2014. No mais das vezes é bem-sucedido.
Ele diz que, dando certo, isso encheria Fortaleza de turistas internacionais. Sendo assim, nossa flácida PM teria como controlar eventuais hooligans?
2 Jul
Mantenho o que escrevi outro dia desses: “Tô com Parreira. Em copa do mundo, não interessa jogar bem ou jogar ruim. O que importa é ganhar. Copa não é lugar para romantismo”.
E, jogando ruim, o Brasil não ganhou. Se tivesse perdido jogando bem, dava no mesmo.
28 Jun
Tô com Parreira. Em copa do mundo, não interessa jogar bem ou jogar ruim. O que importa é ganhar. Copa não é lugar para romantismo.
Quem quiser ver espetáculo, futebol-arte, taí uma boa sugestão: Ceará e Fortaleza, domingo, no Castelão. Com Clodoaldo, provavelmente de ressaca, e tudo mais.
E vá se contentando por aí. Ou tá pensando que babado é bico?
28 Jun
Adriano não estava impedido quando fez o gol em Gana e Dida teve uma sorte monstruosa quando aquela bola cabeceada pra baixo, na frente dele, acertou-lhe o pé - o reflexo, na verdade, foi o de chutar o vazio; Dida não chutou a bola, só sacudiu a perna depois que a bola já havia tocado-a e já estava voltando.
A Globo é foda. Mexe com nossos corações e mentes do jeito que quer. Está dizendo o contrário pra todo mundo, e todo mundo acredita. O problema é que Arnaldo César Coelho disse, na bucha, que o gol do Adriano “foi ilegal” e o Galvão disse que Dida usou de reflexo para aquela defesa. Não foi, mas a Globo precisa garantir a credibilidade de seus animadores de auditório. Reparem bem nos replays. Não foi.
27 Jun
Longe de mim entrar no time dos que secam a seleção, mas não me arrisco a ficar muito alegre pela vitória sobre Gana.
Ganhar de Gana é como ganhar do Japão. E em negativo (desculpem aí o tom politicamente incorreto). Não tem nem gosto. Aquilo é time de arranca-toco, pau a pau com os que quebram canelas ali no Campo do América.
Com a França, sábado, é que vai começar o jogo de gente grande.
A propósito, pincei essa do Tutty Vasques:
“Rumo à teimosia
Não é só o Cafu, não! Parreira também está atrás de um recorde pessoal na história das copas. Quer ser mais teimoso que o Felipão e o Zagallo, juntos. Chega lá se começar o próximo jogo com Emerson, Roberto Carlos, Cafu e Adriano”.
26 Jun
Quão maldoso pode ser o ser humano! Quão duro pode ser um coração mesquinho!
Veja aí o absurdo pedido que alguns insensíveis torcedores brasileiros fizeram em plena Alemanha.
Acho que tem o dedo do Arnaldo César Coelho nessa marmota.
23 Jun
Três coisas de Copa:
1) Atribui-se ao lendário técnico Neném Prancha a seguinte pérola futebolística: “Quem pede recebe, quem se desloca tem preferência”. Ontem, no jogo contra o Japão, Cicinho fez o que Cafu nunca fez: pediu e recebeu de Ronaldinho Gaúcho; porque se deslocou, teve preferência. Entrou na área de mão pra cima, aos gritos, quase exigindo o serviço. Encostou de cabeça para Ronaldo-Bussunda com precisão. Jogou para o time.
2) Meu pai chegou ontem aqui em casa, para ver o jogo, com uma piada besta que só. Assim, ó:
“Zico ligou para o Parreira e pediu: ‘Cara, tô precisando de uma força para não voltar para o Japão de mãos abanando. Considera aí, vai lá, pedido de colega’.
Parreira respondeu: ‘Tudo bem. Vou botar cinco reservas’.
E o Zico: “Não, pelamordedeus. Eu ia pedir pra você manter os titulares!’”
3) Ganhar do Japão, de virada, é motivo de tanta alegria e surpresa? Se não era, virou. E muita.
20 Jun
Brasileiro, sabe Deus o porquê, tem mania de encher o saco de argentino. O vice-versa também vale.
Como o clima é de Copa, resolvi dar meus dois cents. Essas ilustrações acima são de um bate-boca entre publicitários do Brasil e da Argentina - que, por serem publicitários, devem ser todos iguais.
Têm seu apelo, digamos, sexual. O primeiro é a provocação dos platinos, depois de levarem 4×1 no lombo. Os dois últimos são as respostas brasileiras.
Mas tem uma coisa: nessa Copa, eles estão jogando o bolão. E a gente, uma bolinha - aliás, uma bolhinha.
16 Jun
Fiquei com uma vontade danada de cantar “Yo soy argentino, com muy orgullo, com muy amor…”. Seis a zero é de lavar a alma. Ainda mais com aquele golaço do Tevez, o melhor jogador do futebol brasileiro! Aliás, depois de Sócrates em 1982, ele é o primeiro corintiano a fazer gol na Copa.
Os platinos fizeram questão de esfregar na cara da gente. Tá certo, que é pra brasileiro acabar com essa mania de querer ser bom em tudo.
Foi contra Sérvia e Montenegro, e daí?
16 Jun
Faz hoje um ano que a seleção brasileira estreou na Copa das Confederações, na Alemanha. Meteu três gols na fraquinha Grécia. Fraquinha, sim, mas bem parecida com a Croácia - que terça-feira passada, na Copa do Mundo, levou só um. E mal.
13 Jun

Vocês viram, né? Ronaldo, o gordo, não jogou nada contra a Croácia. Já Lula bateu um bolão: cresceu cinco pontos na pesquisa CNI/Ibope. E assistiu ao jogo vestindo a camisa 10 da seleção - a de Ronaldo, o magro.
Só de pirraça, ainda estava sóbrio.
9 Jun
Ontem, abertura da Copa do Mundo, o destino tratou de deixar Galvão Bueno - o mais entusiasmado animador de auditório da Rede Globo - de saia justa. O destino com uma ajudinha do técnico da selecinha da pobre Costa Rica. É que o cara escalou um goleiro chamado Porras.
Galvão, cheio de pruridos, evitou dizer o nome do sujeito enquanto pôde. Era “goleirão” pra lá, “goleiro” pra cá, “as traves da Costa Rica” pra acolá. Só no comecinho do segundo tempo, já esgotado o estoque de possibilidades, saiu Porras da boca do Galvão.
Nem sei o porquê dessa frescura. Galvão Bueno, aliás, é gozado que só. Até quando não está presente. Outro dia desses, no Rock Gol da MTV, uns caras na torcida esticaram uma faixa que sacaneava os “Filma eu, Galvão” que a Globo costuma focalizar nas arquibancadas dos estádios.
Meteram lá: “Vai pra puta que o pariu, Galvão”. Genial.
8 Jun
A Copa nem começou e já estou de saco cheio dela. São tantas informações, tantas bobagens, tantas especulações, tantas purpurinas, tantos confetes e serpentinas sobre o escrete canarinho (eu sabia que um dia usaria essa expressão!) que haja paciência para aturar.
Isso, no entanto, não me impediu de gastar meu tempo com o assunto.
E outro dia desses me peguei com vontade de escrever sobre a angústia que imagino sofrerem alguns zagueiros, senão todos, quando vêem aquele moleque magricelo chamado Robinho correndo pra cima, de olhos arregalados e passando as pernas, alternadamente, é lógico, por cima da bola. Pedalando, como dizem.
O sujeito só tem duas opções, acho. A primeira é correr para trás, de costas, desajeitadamente, e tentar tomar a bola. Nem sempre dá certo, está provado. A segunda é plantar uma botinada no moleque e pegar um cartão - essa é mais eficiente. Ainda há outro desfecho possível, que é o Robinho seguir em frente, deixar o zagueiro de rabo no chão e cruzar a bola ou mandar para o gol.
Acredito que deve ser tão constrangedor e humilhante quando o drama que passavam os marcadores do Garrincha - sujeito de pernas tortas, dribles tortos, vida torta… um brasileiro, enfim. Não que Robinho esteja pelo menos no pé do Garrincha, mas é que agora quem está em alta é ele.
Pois bem: não tive muito tempo de pensar no Robinho e em zagueiros- coitadinhos.
É que, na ruma de informações bobas, veio aquela dando conta de que Ronaldo, o fenômeno, estava com fenomenais bolhas nos pés. Notícia dada com ares de tragédia nacional, como se uma boa mão de Bepantol não resolvesse.
Aí lembrei de mim. E de como o destino, arteiro como ele só, me colocou no mesmo nível do Ronaldo. Não no nível de craque, mas do de vítima da Nike. Sim, por que se foram as chuteiras da Nike - certamente fabricadas por crianças de 10, 12 anos de idade que trabalham 15 horas por dia numa fábrica implantada num paisete miserável de terceiro mundo, onde exploração é tratada como “oportunidade de renda” - que causaram as bolhas de Ronaldo e a tal tragédia nacional, foram tênis da Nike que causaram bolhas nos meus pés, numa relação extremamente física, por que na mesma proporção me custaram os olhos da cara. E, como tiraram Ronaldo lá do campo de treinamento, me tiraram da corridinha básica na Beira-Mar. E se fizeram Ronaldo usar chinelas - acho que da Nike -, comigo idem, só que foram acionadas as minhas havaianas velhas de guerra. Pobre é uma merda, mas havaianas é o que há.
Não sei que fim tomaram as chuteiras do Ronaldo - putz! a Globo deixou passar essa informação básica -, mas os meus tênis eu dei para o Pedro. Que nem achou essas coisas todas.