Texto escrito pelo jornalista Jocélio Leal e publicado hoje pelo jornal O Povo:

          Jornais e revistas norte-americanas estão em crise, com menos páginas de anúncios, mas o interesse por estudar jornalismo, ao contrário, cresce. É o que diz reportagem do jornal The Chronicle of Higher Education, replicada ontem pelo www.bluebus.com.br. A quantidade de matrículas nos cursos de graduação nos EUA cresceu 35% na última década. As inscrições para programas de especialização ou mestrado na área também decolaram. Os estudantes estariam atraídos por cursos que se reformularam, reequiparam e conseguiram ser importantes para uma geração de jovens acostumados ao mundo digital. Ao mesmo tempo, os cursos de jornalismo também seduzem pessoas que “gostam de escrever e acreditam que um diploma na área servirá como -porta de entrada- para qualquer segmento no qual possam trabalhar“, avalia Barbara Hines, presidente da Association for Education in Journalism and Mass Communication.

          Faz muito sentido que o cenário estadunidense se reproduza aqui no Brasil, onde, em boa hora, acabou a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista. A queda da exigência assusta as corporações, preocupadas com o fim da reserva de mercado. Uma preocupação legítima, porém, não confessada, e indefensável. Em tempo: os bons cursos de publicidade e propaganda no País estão cheio de estudantes, embora a profissão também seja livre da obrigatoriedade do diploma. Ou seja, estuda quem gosta. Um forte indício do que está por vir no jornalismo. Bons cursos procurados por quem deseja estudar jornalismo.

 

 

 Agora, obra-prima da etimologia, parida por uma certa Kitah, assim como Jocélio colunista do O Povo. Ela escreve no caderno Buchicho sobre astrologia, tarôs, essas frescuras aí, o que, com certeza, também tem uma certa proximidade com o que fazem especialistas em assuntos econômicos:

          Relação é a capacidade de estar sempre dando novos laços (re-lação).

Viu aí? Toda a argumentação tão sofridamente construída em dois blocos pelo professor Jocélio, que tem diploma de jornalista expedido pela UFC e, por isso, pago pelo contribuinte, foi impiedosamente destruída em uma linhazinha só.

E por uma pessoa que acredita em carta de baralho.

E que, para escrevinhar aquela pérola do pensamento gilmariano, não precisava nem ter diploma de datilografia no Instituto Universal Brasileiro.