12 Jul 2008 6:34
Não me lembro desde quando curto o som de Eric Clapton, já faz um bocado de tempo. No mínimo, desde 2002, quando nasceu a minha filha e eu lhe dei o nome de Layla, um dos primeiros sucessos do músico inglês.
Agora, estou lendo a autobiografia dele, lançada ano passado. Um livro excelente, onde ele se mostra por inteiro, relatando seus dramas com o vício, primeiro de drogas e depois de álcool.
Sem meias palavras, fala também das vezes em que transou com a mulher de um de seus melhores amigos, George Harrison. Para ela, Clapton fez, em apenas dez minutos, uma de suas melhores músicas, Wonderful Tonight.
Sobre o chifre no ex-beatle, Eric Clapton conta uma passagem pitoresca. Já morando junto com Pattie Boyd, ele recebeu Harrison em sua casa e travaram o seguinte e surreal diálogo:
George: Bem, suponho que seja melhor eu me divorciar dela.
Eric: Bem, se você se divorciar, isso significa que terei que casar com ela.
* * *
Clapton e Pattie casaram-se em 27 de março de 1979, apesar de já viverem às turras.
7 respostas for "Blues e chifre"
Olhai grande Luiz, mais uma coisa em comum. Sou fã do Clapton. Pra mim o melhor guitarrista de todos os tempos. O “feeling” desse cara deixa pra trás o virtuosismo de outros grandes como Hendrix e Jimmy Page.
Eu sabia que o nome da Layla era por conta da música, Flávia me contou certa vez. E Layla era um pseudônimo para a Pattie Boyd, que na época ainda era um amor platônico de Clapton.
Também já li a Autobiografia dele e é realmente um livro muito bom. Ao final do livro fiquei muito feliz por ele ter conseguido sair das drogas e do alcool, e ter sido capaz de suportar a perda do filho sem cair de novo em tentação e transformar a dor em música, e só musicão, diga-se de passagem: My Fathers Eyes, River of Tears, Circus e a ultra famosa Tears in Heaven.
Como diziam as pixações nos muros do metrô de Londres, Clapton is God!!
Olá!
Também sou fã de blues em geral e de Eric Clapton em particular. Depois que li a sua autobiografia, passei a ser mais fã ainda, não só pela excelente música que ele faz, mas pela sua garra e perseverança na luta contra o álcool e as drogas e se tornar um pai amoroso e dedicado.
Parabéns pelo blog, que leio sempre através do feed, e pelo gosto musical!
Clapton é fantástico, realmente, principalmente quando ele decide tocar “blues” e “rock’n'roll” de verdade e dá um tempo em algumas coisas mais “apopaiadas” dele.
Luiz, quanto a Wonderful Tonight, apesar de eu gostar da música, ela está mais para balada do que para blues, se é que o blues do título do tópico se refere a ela.
Agora, Neudson, eu preciso discordar de você. Apesar de concordar que Clapton inspirado é “feeling” puro, o mesmo tenho que dizer de Hendrix e Page. Estão aí “Red House” do Hendrix e “Since I’ve Been Lovin’ You” do Led Zeppelin, entre incontáveis outras, que não me deixam mentir. Pelo menos, na minha opinião.
Abraços
Na verdade, Erich, o título do post é uma homenagem dupla ao Eric Clapton: pelo que ele tem feito para difundir o blues e pelo que ele fez para apaniguar a cornagem dentro e fora do Reino Unido.
Quanto à música que eu escolhi para sonorizar o post, é porque eu gosto muito dela, até mais do que Layla. Mas, convenhamos, não dava para colocar o nome da minha filha de Wonderful Tonight…
Tá bom Erich…o Hendrix e o Page são fodas e tb tem um baita feeling. Mas eu particularmente prefiro o estilo do Clapton. Esse cara tocando faz arrepiar até as ultímas células do meu corpo.
E Luiz, a escolha da música foi ótima, Wonderful Tonight é linda demais!
É, Luiz, ia ficar meio estranho. “Wonderfulzinha, minha filha, sua mãe está chamando.” hehehe
Neudson, concordo e respeito. Nem sei dizer de quem eu gosto mais.
Luiz Carlos, uma das coisas de que me arrependo na vida é de não ter ido a um show do moço aí do “blues e chifre”. Também não lembro de quando o conheci, mas faz um tempinho besta já, ó. Desde “While My Guitar Gently Weeps”, umas das músicas de que mais gosto, passando por sucessos de FM como “I Shot The Sheriff” sou apaixonada pelo Clapton. De verdade mesmo, passei a conhecer mais a música dele com o LP (Ieiiiii, é a nova!) “Journeyman”. Clapton é um dos meus últimos ídolos do showbizz. Vixe! Melancólico isso, né?
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