Para ver como o cearense é moleque.

Alguns anos atrás, jogadores do Ceará reclamaram na imprensa que só tinham ovo para comer na sede do clube. Foi a senha para a torcida do Fortaleza comparecer no primeiro clássico-rei com várias caixas de ovos.

Pois agora chegou a hora de a torcida alvinegra ir à forra.

Em declaração à imprensa no final do mês passado, o presidente do Fortaleza, Marcelo Desidério, ao alegar dificuldades financeiras, disse que “estava vendendo o almoço para pagar o jantar”.

Em represália ao lance das caixas de ovos, a torcida alvinegra vai levar quentinhas para o estádio Castelão no próximo sábado, quando Fortaleza e Ceará se enfrentarão em partida válida pela série B do campeonato brasileiro.

E ontem, durante reunião dos clubes e das torcidas organizadas na sede da Federação Cearense de Futebol (FCF) para definir os preparativos do clássico, a história de quentinha teve mais um capítulo, e igualmente engraçado.

Com a participação de representantes das diretorias e das torcidas organizadas dos dois times e de órgãos como PM, Ettusa, Guarda Municipal e da FCF, ficou determinado que não haverá venda de bebida alcoólica dentro e fora do estádio e que serão proibidos rojões e bambus. Lá pelas tantas, um diretor da Torcida Uniformizada do Fortaleza (TUF) perguntou se podia entrar com papel laminado. Foi o suficiente para o Irazer Gadelha, radialista e advogado do Ceará, perguntar:
 
- Tu tá querendo saber se pode entrar com as quentinhas?
 
O diretor da TUF alegou que as quentinhas poderiam virar arma na mão de torcedores mais exaltados.
 
Todos, claro, caíram na risada.