Vez por outra minha produção na Coluna Comunicado, do Diário do Nordeste, é alvo de comentários num blog chamado Mirando a Mídia, assinado por André Carvalho, que se apresenta com olhos femininos no alto da página. No último, fui chamado de “analfa” porque escrevi uma palavra errada. Ora, escrevi errado porque não sabia escrever certo. Mas isso não é o suficiente para eu ter de rasgar o meu diploma de doutor do ABC, muito menos o de jornalista. Na boa.

O post dele está aí embaixo:

Dizem no meio que “André Carvalho” é o alter ego do jornalista Luciano Cléver. Não sei. Nunca perguntei a ele nem tive essa curiosidade.

Além disso, faz tempo que não vejo o Luciano. Pra falar a verdade, depois que ele foi demitido do Diário porque estava copiando indevidamente, e escondido, matérias do Departamento de Pesquisa para levar para a campanha à reeleição do então governador Lúcio Alcântara, só o encontrei uma ou duas vezes, na Assembléia Legislativa. Não troquei mais de cinco minutos de conversa com ele.

Muita gente considera o ato que gerou a dispensa deplorável - eu também. No entanto, lembrei agorinha há pouco que Luciano, editando a primeira página num fim de semana qualquer, deixou passar uma manchete na qual se informava que o registro de empresas na Junta Comercial do Ceará havia diminuído 700% - e a desculpa que deu para o cochilo foi a de que não entendia muito de matemática. E que quando era bancário da Caixa Econômica ficou pertinho de ser demitido porque usou o sistema interno de computadores para passar mensagens de críticas aos chefes. Fez isso escondido, mas foi descoberto porque deixou rastros cibernéticos. Ou seja, somando uma coisa a outra, e se o Luciano for mesmo o André Carvalho, pode ser explicada por alguma característica de formação moral essa mania de se esconder para fazer as coisas ou achar desculpas até cômicas para tentar justificar erros.

Aliás, se Luciano for mesmo o André Carvalho, algumas coisas explicam as críticas costumeiras a mim: 1) Antes de eu assumir a Coluna Comunicado, em 2004, Luciano Cléver manifestou na redação do Diário que aquela era “vez dele”. Mas não foi; 2) Luciano sempre me provocava para discutir questões de jornalismo na redação do Diário do Nordeste, apontando falhas de outros jornalistas. Talvez porque eu tenha sido ombudsman do O Povo. Sempre preferi tangenciar, já que não me cabe criticar jornalista nenhum. Nem como ombudsman fiz isso: considerava que era mais proveitoso para a função discutir jornalismo de modo mais amplo, sem a necessidade imperativa de descer a miudezas ou a temas pessoais; 3) Certa vez, logo após o Diário passar por uma reforma gráfica, encontrei Luciano na Assembléia. Ele, que já havia sido demitido na época, me veio com críticas sobre os processos. Como julguei que aquela conversa poderia estar contaminada por rancores e frustrações, me desembaracei do assédio e segui caminho. Dias depois, os mesmos argumentos que ele me apresentara estavam no Mirando a Mídia; 4) Vez por outra sou forçado a criticar o mandato parlamentar do deputado José Teodoro (PSDB), em razão de procedimentos equivocados que são tomados lá. Sempre que faço isso, surgem ataques no Mirando a Mídia. É que Luciano é assessor de imprensa de Teodoro. Curioso, no mínimo.

Isto posto, este que vos escreve, embora “analfa” e relativamente bem-sucedido profissionalmente, encerra por ora, mas assinando o que escreve.

Se o Luciano Cléver quiser se manifestar, ou o André Carvalho, sei lá, que fique à vontade.

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P.S.: Mas que fique registrado: não erro mais a conjugação de precaver.