O ex-craque Ronaldo deu entrevista à apresentadora Patrícia Poeta, veiculada ontem no Fantástico (Rede Globo), sobre o rolo em que se meteu com três travestis no Rio de Janeiro. Entrevista extensa, com longas pausas nas respostas, para, quem sabe, evitar deslizes. Se você não viu, está aí embaixo.

Chamou-me atenção uma passagem. Perguntou-lhe a poética Patrícia: “Você se sentiu vítima de uma armação, vítima de extorsão?”

Respondeu o Fenômeno: “Ao que tudo indica e o que estão aparecendo de depoimentos é que realmente é uma quadrilha que costuma fazer isso com pessoas famosas e anônimos, casados, e que aterrorizam essas pessoas. Mas eu não posso esperar que tenha um comportamento correto, acho que o erro maior foi o meu, de ter procurado isso pra mim, mas depois eu preferi encarar de frente do que sofrer uma extorsão por parte dos travestis”.

Geralmente, expressões como a que grifei me doem nos ouvidos. É que só se pode encarar alguma coisa se for de frente. Mas, no caso em tela, até que faz sentido. Havia, sim, a possibilidade real de ele encarar alguma coisa de costas.