A Associação Brasileira de Agências de Publicidade (Abap), de olho na verba milionária das cervejarias, soltou um libelo em rádio, jornal e televisão contra a proibição de veiculação de anúncios de bebidas alcoólicas.

O discurso, lindo!, juntou num só copo as indústrias de abridores de garrafas, a democratização da informação, a educação e o rigor no cumprimento das leis.

Pois agora a curriola da indústria de cerveja tem mais uma coisa com que se preocupar.

É que o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, e o presidente do Conselho Nacional de Procuradores Gerais (CNPG), Marfan Vieira, assinaram nesta sexta-feira, 25 de abril, no Rio de Janeiro, um adendo ao protocolo de intenções visando combater a violência e insegurança nos estádios.

A principal medida é que está proibida a venda de cerveja e outras bebidas alcóolicas nos estádios durante o campeonato brasileiro deste ano e também durante a Copa do Brasil (a medida já vale para a próxima rodada da competição).

De acordo com a CBF, quem descumprir a ordem sofrerá punição.

E o que é pior: após a reunião, Ricardo Teixeira declarou que pretende ampliar a abrangência da decisão:

– Estamos estudando proibir a venda no entorno dos estádios.

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Para mim, e eu acredito que também para a turma do bem que detesta violência em qualquer canto, da qual certamente fazem parte o Maurição, Rogério Gomes, Ana Alice Nogueira, Carol Campos e outros mais, essa medida é muito drástica. Afinal, vamos ter que mudar muita coisa em dias de peleja futebolística, a começar pela hora e local do primeiro gole.