19 Mar 2008 9:56
Pois é, como o Luiz Carlos informou, estive em Salvador. Mas não levei gaitas para aprender acordes com a Ivete Sangalo.
Bem diferente disso, o chato é que lá a gente é obrigado a ouvir axé music o tempo todo. Dá um passo, está a Timbalada troando em lojas, bares, o que for. Dá outro, é Daniela Mercury. Vai mais à frente, Olodum. Tenta fugir, aparecer Margareth Menezes como implacável perseguidora. Vai comer um acarajé, tome Cláudia Leitte. Corre para o banheiro, eis a própria Ivete. Impossível escapar.
Torturante, de verdade. Algo equivalente à hipótese de obrigarmos turistas que vêm a Fortaleza a ouvir forrós eletrônicos o dia inteiro.
Pensando bem, é bom tomarmos cuidado: não estamos muito longe disso.
3 respostas for "Ponhamos nossas barbas de molho"
Roberto, querido, como o senhor tira férias, hein! Benza Deus!
Mas, olhe, não sei onde você tem circulado na cidade: forró aqui não é só pra turista não, Maciel. E o diacho é que nem tem muita variedade. Tem bairro cuja trilha sonora é ex-clu-si-va-mente “chupa que é de uva”. Tô mentindo, Luiz Carlos?
Maísa, o Roberto reclama, reclama, reclama, mas garanto que só ele teve a chance de ver a Ivete no banheiro!!! Vou falar pra Fernanda…
Ei, Maísa,
Eu não disse que forró vagabundo é para turistas. O que disse foi que, se não tomarmos cuidado, vamos acabar fazendo o que os baianos fazem: empurrar forró páia (no caso deles, axé) ouvido abaixo de quem se move por essas terras. E o perigo é grave.
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