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	<title>Comentários em: Foi para o saco</title>
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	<description>Para refletir e opinar</description>
	<pubDate>Fri, 09 Jan 2009 02:00:35 +0000</pubDate>
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		<title>Por: John</title>
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		<dc:creator>John</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Feb 2008 20:25:06 +0000</pubDate>
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		<description>Não sou uma autoridade no mundo do cinema, mas um fã dessa arte, daqueles que tenta ver tudo que pode na telona.

Dito isso, considero o Tropa de Elite a grande realização do cinema brasileiro. Um filme verdadeiro, desafiador, intrigante, ao qual não se pode ficar imune. Toca nas feridas, aborda os temas abertamente, aponta algumas das mazelas do sistema, das instituições e chama atenção para a responsabilidade da classe média, que insiste em se posicionar como vítima de tudo. É, sobretudo, um filmaço. Coincidentemente, nos papos com amigos, sempre o comparei ao Cidade de Deus e Amores Brutos, também citados por uma das críticas apontadas na matéria da Folha.

A perseguição - coisa que a Folha faz muito bem - ao filme mostra o incômodo da classe média com a exposição de temas que ela prefere deixar debaixo do tapete. Fingir que não existe, já que pode pagar esse preço ao se fechar nos seu "apartamentinho na Zona Sul" (sic) - e cada cidade tem a sua.

O Tropa perdeu a indicação brasileira para disputar o Oscar de melhor filme estrangeiro. Assim como Cidade de Deus, foi preterido por um filmeco água-com-açúcar. Parece que nossos cineastas e críticos (nunca confie na opinião destes últimos), que forma a comissão julgadora, são piores que os famosos "velhinhos da Fifa" que elegeram Oliver Kahn, goleiro da Alemanha, o melhor jogador da Copa de 2002, com Ronaldo, Ronaldinho e Rivaldo dando show.

Sabe-se que as decisões da Fifa têm elo com os compromissos econômicos e políticos da entidade - que tem mais associados do que a ONU. Falta saber o que tira do topo, no Brasil, filmes como o Cidade e o Tropa.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Não sou uma autoridade no mundo do cinema, mas um fã dessa arte, daqueles que tenta ver tudo que pode na telona.</p>
<p>Dito isso, considero o Tropa de Elite a grande realização do cinema brasileiro. Um filme verdadeiro, desafiador, intrigante, ao qual não se pode ficar imune. Toca nas feridas, aborda os temas abertamente, aponta algumas das mazelas do sistema, das instituições e chama atenção para a responsabilidade da classe média, que insiste em se posicionar como vítima de tudo. É, sobretudo, um filmaço. Coincidentemente, nos papos com amigos, sempre o comparei ao Cidade de Deus e Amores Brutos, também citados por uma das críticas apontadas na matéria da Folha.</p>
<p>A perseguição - coisa que a Folha faz muito bem - ao filme mostra o incômodo da classe média com a exposição de temas que ela prefere deixar debaixo do tapete. Fingir que não existe, já que pode pagar esse preço ao se fechar nos seu &#8220;apartamentinho na Zona Sul&#8221; (sic) - e cada cidade tem a sua.</p>
<p>O Tropa perdeu a indicação brasileira para disputar o Oscar de melhor filme estrangeiro. Assim como Cidade de Deus, foi preterido por um filmeco água-com-açúcar. Parece que nossos cineastas e críticos (nunca confie na opinião destes últimos), que forma a comissão julgadora, são piores que os famosos &#8220;velhinhos da Fifa&#8221; que elegeram Oliver Kahn, goleiro da Alemanha, o melhor jogador da Copa de 2002, com Ronaldo, Ronaldinho e Rivaldo dando show.</p>
<p>Sabe-se que as decisões da Fifa têm elo com os compromissos econômicos e políticos da entidade - que tem mais associados do que a ONU. Falta saber o que tira do topo, no Brasil, filmes como o Cidade e o Tropa.</p>
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