28 Fev
Passou uma leitora por aqui e, no post Mainardi é nossa anta, que escrevi no já longíquo 11 de outubro, deixou o seguinte recado:
“Sr. Roberto, tenho seu nome anotado no meu caderno para jamais comprar qq coisa q o senhor tenha escrito e não perder mais meu tempo em blogs que o senhor escreva… já Diogo Mainardi, nem sei se ele lançará outro livro.. mas com certeza o encomendarei assim que chegar nas livrarias.. uma pessoa que tem um blog, uma exposição pública e reage como uma criança mimada a críticas não merece ser levada a sério.”
O nome da moça é Maria.
Tirando os fatos de que 1) não tenho mais a menor possibilidade de vender patavinas para ela, o que significa fatalmente a minha derrocada financeira completa, e de que, 2) para tristeza de todos nós se realmente for cumprido o que está prometido, ela nunca mais vai dar o ar da graça aqui no Sobretudo, estou felicíssimo: Maria escreveu meu nome no caderninho dela. Que bacana.
Vou esperar agora para o que a Manuel e o Joaquim irão dizer.
27 Fev
O deputado federal do PT piauiense Nazareno Fonteles estará em Fortaleza sexta-feira que vem. Ele é secretário-geral da Frente Parlamentar em Defesa da Vida, do Congresso Nacional.
Médico, Nazareno é considerado uma das vozes mais abalizadas no movimento contra o aborto. Não só: é também um dos principais articuladores da CPI do Aborto, cuja proposta foi lançada no I Encontro Brasileiro de Governantes e Parlamentares pela vida.
O motivo da vinda tem exatamente o propósito de fortalecer a causa, ampliando a pressão política contra o projeto da ex-deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), que propõe a descriminalização do aborto no Brasil.
O deputado participará de audiência pública na Câmara Municipal de Fortaleza, a partir das 10 horas.
27 Fev
Não sei se vocês sabem, mas eu, o Luiz Carlos e o Diogo (o cara em duo com o moleque aí embaixo) acabamos de concluir mais um Fórum Harmônicas Brasil - a terceira edição, destaco.
E trouxemos pela primeira vez um gringo. E coisa fina: Rick Estrin, um dos papas do blues californiano.
Mas é claro que tivemos coisa fina, finíssima, da cena nacional. Gente do porte de José Staneck, Otávio Castro, Ivan Márcio, Vitor Lopes, Guta Menezes e Flávio Guimarães, além do nosso Diogo daqui mesmo, que fechou o evento num show gratuito no Centro Cultural Bom Jardim. Não é brincadeira não.
Taí um filmete do Rick no palco do Centro Dragão do Mar, acompanhado por Igor Prado (guitarra), Klaus Sena (baixo) e Aristides Cavalcante (bateria).
26 Fev
O moleque da bateria é o Rafael. Veja aí como ele leva jeito.
O cara da gaita é o Diogo Farias, meu chapa - mas nada chapa da vizinhança, coitada.
20 Fev
No site oficial do Fortaleza Esporte Clube há um banner com a expressão “a guerra ainda não acabou”. Acredito que seja uma referência à possibilidade de o time ainda ser campeão cearense de 2008, caso conquiste o segundo turno e vença, na disputa final, o brioso time do Icasa, de Juazeiro do Norte.
Mas, convenhamos, não pega nada bem um site oficial ficar falando em “guerra” para uma mera disputa de futebol.
E depois ainda reclamam do comportamento agressivo das torcidas. O bom exemplo deveria partir de casa.
19 Fev
Leia com atenção. Pode ser demorado, mas vale a pena - eu acho. Este post trata do Fórum Harmônicas Brasil, cuja terceira edição inauguramos em dezembro passado, com show do Diogo Farias e da De Blues em Quando, e que terá continuidade sexta, sábado e domingo próximos.
O Fórum é um evento único no País. Reúne grandes gaitistas e se propõe a ser uma referência da arte-educação, com foco especial na harmônica. Faço-o junto com o Luiz Carlos e o Diogo desde 2005, a custa de muito suor e canseira, mas com imenso prazer.
Sexta-feira que vem começa mais uma maratona dessas. Os shows serão no Centro Dragão do Mar, no Anfiteatro, sexta e sábado à noite. As aulas, sábado e domingo, pela manhã e à tarde, serão na Escola Viva Música Viva.
Veja quem vem:
Otávio Castro - Carioca, filho do compositor Everardo Castro, Otávio Castro, 27 anos, iniciou-se na harmônica de
boca aos 15 anos. Entretanto já tinha contato com a música desde os nove anos, tocando percussão. Iniciou seus estudos de harmônica com Rodrigo Eberienos e posteriormente foi aluno do mestre e amigo Maurício Einhorn.
Considerado por muitos como um dos expoentes no Brasil na técnica batizada por ele mesmo denominou em português como sendo “o cromatismo na harmônica diatônica?, Otavio Castro alcançou um nível técnico que atualmente o possibilita tocar diversos repertórios apenas utilizando uma harmônica diatônica afinada em C (dó) para todas as tonalidades, o que lhe rende anualmente uma série de workshops por todo o Brasil. Nesse sentido, o caminho que o músico vem percorrendo nos últimos anos é o da pesquisa e criação de novos horizontes para a harmônica diatônica, imprimindo o sotaque brasileiro a um instrumento que ainda é visto por alguns como um instrumento restrito ao blues.
Otavio Castro lecionou inicialmente no Centro Integrado de Música (RJ) por quatro anos, em seguida recebeu convite para lecionar na Musiarte (RJ), onde ficou por mais dois anos. Em 2000, passou dois meses tocando intensamente em Nova Iorque, fazendo parte de trabalhos com músicos como Mark Whitfield, Deanne Witowisk e Hector Martingnon.
Teve oportunidade de participar de shows e gravações com algumas figuras representativas da música brasileira, tais como João Donato, Carlos Lyra, Carlos Malta, Márcio Hallack, César Nascimento e Chiquito Braga. Além disso, teve a experiência de gravar na novela “Cobras & Lagartos?, da Rede Globo, fazendo a gaita de um dos personagens.
Ivan Marcio - Ivan Marcio apaixonou-se pela gaita aos treze anos e um ano mais tarde, em 1991 ouvindo Elmore
James, sua paixão virou amor com o Blues, que se tornou companheiro inseparável deste gaitista paulista. Em 1999 inicia seu trabalho com os Irmãos Prado (Prado Brothers e Swing It! Blues), que em 2000 passa a se chamar Prado Blues Band que se tornaria em 2004 a banda revelação de Blues Nacional e pioneira em um estilo musical chamado de Jump Blues.
Autodidata e apreciador de músicos como Sonny Boy Williamson II, Little Walter Jacobs, Flávio Guimarães, Charlie Musselwhite e alguns grupos vocais dos anos 50, apresentou-se pela primeira vez aos 14 anos e não parou mais. Passando em casas como o Bourbon Street Music Club, CIA Paulista de Blues, Sanja Jazz Bar, Ton Ton Jazz Club, Delta Blues Bar, Mr Blues Bar, Stones Blues Bar, Barfly, diversos SESCs pelo Brasil, entre outros.
Muito solicitado para promoção de workshops pelo Brasil, formou-se em Pedagogia o que o auxilia nos cursos de Gaita do Projeto Juventude Cidadã em São Bernardo do Campo, formando mais de 100 alunos por ano - o que lhe rendeu elogios de Billy Branch.
O gaitista já dividiu o palco com Howard Levy, Danny Vincent, Greg Wilson, J.J. Jackson, Eddie C. Campbell, Enrico Crivellaro, Nuno Mindelis, Donny Nichilo, Steve Guyger , Jammie Wood, Johnny Rover, Holland K. Smith, André Christovam, Flávio Guimarães, Solon Fishbone, Ruth London, Théo Werneck, Andréas Kisser e Billy Branch.
José Staneck - Desenvolvendo vários estilos, o gaitista José Staneck, procura aliar ao erudito sua formação popular e
jazzística, sendo uma referência nacional. Tanto que já interpretou o Concerto para Harmônica e Orquestra, de Heitor Villa-Lobos, com as orquestras Sinfônica Brasileira, da Paraíba, da Bahia, de Porto Alegre, Nacional e de Recife, sob a regência do maestro Carlos Veiga.
Também atuou com a Orquestra Sinfônica Brasileira na regência de Silvio Barbato e Pró Música e Sinfônica de Curitiba com o maestro Alceu Bocchino. Ainda no erudito, executou a peça para Harmônica e Orquestra de Cordas do compositor Guerra-Peixe ao lado da Orquestra Jovem de Campos.
Seu aprendizado começou na Escola Nacional de Música do Rio de Janeiro. Fez curso de aperfeiçoamento para a Harmônica com Maurício Einhorn, estudou Harmonia Funcional com Isidoro Kutno e estudou Análise Estética com o maestro e compositor H. J. Koeullreutter.
É diretor da MUSIARTE - Curso Integrado de Música, uma escola, voltada para o ensino de Harmonia Funcional e Improvisação (Jazz, Rock e MPB). Atualmente realiza um trabalho bastante diversificado com a pianista Sheila Zagury. Com o Duo Santoro de violoncelos forma um inusitado trio.
Vitor Lopes - É possível suingar tocando gaita? Vitor Lopes traz o seu trabalho cheio de musicalidade e bom humor. Com um repertório de clássicos do choro ou por suas composições, Vitor encanta por sua destreza e versatilidade. Com simpatia, envolve o público com suas histórias e sua música, atraindo sempre a cumplicidade da platéia. Afinal, quem é que nunca se aventurou a tirar um som de uma gaitinha?
Vitor Lopes estudou gaita com um dos maiores mestres do instrumento, Omar Izar, instrumentista de renome internacional. Não satisfeito em dominar o pequeno instrumento, estudou violão erudito, harmonia, percepção, piano, arranjo, re-harmonização e improvisação. Quase vinte anos dedicados a um estudo sério e consistente, que se traduz nos três Cds que já produziu: Um trio ViraLata, de 2003; Vitor Lopes e Chorando as Pitangas e Viragem, segundo Cd do Um Trio ViraLata, ambos lançados em 2006.
Já fez sete turnês pela Europa, onde se apresentou na França, Espanha e Bélgica. Representou a gaita brasileira em eventos tais como O ano do Brasil na França (2005), Harmonicales (França-2004 e 2007) e Harmoliége (Bélgica-2006). Também é muito requisitado em gravações de jingles e CDs, já tendo gravado com artistas consagrados como Chitãozinho e Xororó; Arnaldo Antunes; Belchior, e também com artistas da nova geração da MBP como Chico Saraiva e Quinteto em Branco e Preto, entre muito outros.
Guta Menezes - Gaitista e trompetista da banda do programa Altas Horas, de Serginho Groisman (Rede Globo), Guta
Menezes estudou harmonia com Isidoro Kutno, arranjo com Ian Guest e improvisação com Nelson Faria e Idriss Boudrioua. Também estudou harmônica com José Staneck e Maurício Einhorn. Estudou Trompete no Conservatório Brasileiro de Música, com Paulo Mendonça e Nabor.
No currículo, traz participações em trilhas sonoras para televisão: “Porto dos Milagres”, “Malhação”, “Laços de Família” e “Anos Rebeldes”, todas da Rede Globo. Ainda na TV, Participou da gravação do programa “Documento Especial”, do SBT, sobre Bossa Nova. Além disso, deu aulas nas escolas de música: Antônio Adolfo, Rio Música e no CIGAM.
Tocou com Yuri Popoff, Los Hermanos e já gravou com Vittor Santos, Martinho da Vila, Y. Popoff, Rui Motta, Durval Ferreira, Ronaldo Diamante, Rio Jazz Orquestra, entre outros. Tocou na Orquestra do Maestro Paulo Moura, Victor Biglione e com o compositor e pianista João Donato.
Participou da Orquestra da Avon, com a qual acompanhou a cantora americana Bárbara Hendrix, Rita Lee e Zélia Duncan. Em 2006 integrou a Rio Jazz Orquestra e ao lado de Flávio Paiva, Élcio Cáfaro e Ronaldo Diamante, integrou a banda Pindorama, com a qual lançou o CD “Belazarte e outras estórias?.
Flávio Guimarães - Em 20 anos de carreira, Flávio Guimarães produziu quatro CDs próprios e nove com o Blues Etílicos. Gravou dezenas de participações em discos de artistas dos mais diferentes estilos, tais como Titãs, Fernanda Abreu, Cássia Eller, Zélia Duncan, Luiz Melodia, Renato Russo, Zeca Baleiro, Fagner, Rita Lee, Kid Abelha, Ed Motta, Gabriel O Pensador e Alceu Valença, entre outros.
O músico foi escolhido duas vezes por B. B. King para abrir seus shows no Brasil, em 1999 e 2004. Tendo participado dos principais festivais internacionais: Free Jazz, Rock in Rio II, Heinecken Concerts, Nescafé Blues e Natu Blues Festival, tocou com Buddy Guy em 1989 e 1991, com Magic Slim em 1993 e abriu a turnê brasileira de Robert Cray em 1997.
Flávio mantém um constante intercâmbio com alguns dos melhores gaitistas do mundo. Realizou shows e gravações com Charlie Musselwhite, Howard Levy, Mark Hummell, Mark Ford e Sugar Blue. Participou da banda que acompanhou Taj Mahal no Brasil, dentro do Heinecken Concerts, em 1999. O show se transformou em especial da TV Cultura. Fez parte também das bandas de Brian Lee e Walter Wolfman Washington em seus shows no país.
Sua gaita pode ser ouvida em diversas trilhas sonoras e comerciais, destacando-se a novela das sete Bang Bang, da Globo.
Rick Estrin - O gaitista Rick Estrin, da mais famosa banda de jump blues da Califórnia, Little Charlie and The
Nightcats, é a grande atração do III Fórum Harmônicas Brasil. É a primeira vez que o músico pisa em terras cearenses, mas em 1995 com a Little Charlie and The Nightcats, quando fez shows no Rio de Janeiro e em São Paulo.
Performático e com um visual caprichado - topete, bigode e óculos -, Estrin promete agradar ao público local com sua irreverência no palco e músicas originais e divertidas. Entre elas, My next ex-wife (“Minha próxima ex-esposa?), I can’t speak no Spanish (No hablo español), Poor Tarzan (“Pobre Tarzan?) e Me and my big mouth (“Eu e minha boca grande?). Vários astros do blues gravaram músicas dele, como Robert Cray, Koko Taylor e John Hammond.
Em 2008, Estrin pretende lançar seu CD solo com ênfase na gaita e também está trabalhando em um DVD educacional. “Estou realmente empolgado com este projeto, pois, que eu saiba, nunca houve nada parecido ainda. Acredito que será de grande ajuda para todos os gaitistas?, disse em entrevista à revista Blues’n’Jazz. Além disso, assim que terminar a turnê pelo Brasil (Porto Alegre – 02/03; e Caxias do Sul/RS - 04/03), Estrin vai para a Europa com Little Charlie and The Nightcats para shows e festivais.
A banda foi formada pelo consagrado guitarrista Little Charlie e Estrin, que eram colegas de escola, nos anos 70. Desde então, o quarteto, composto pela dupla mais J. Hansen e Lorenzo Farrell, já lançou nove CDs e uma coletânea, e excursionou por três continentes.
18 Fev
Publiquei agora a pouco no Blog do Roberto Maciel:
“Pesquisa CNT/Sensus divulgada hoje indica que Lula obteve este mês a melhor avaliação popular desde quando assumiu o governo, em 2003.A gestão tem uma avaliação positiva de 52,7%, enquanto Lula teve seu desempenho pessoal aprovado por 66,8% dos entrevistados. Com cartão corporativo e tudo, diga-se, já que 64,1% dos pesquisados afirmaram ter conhecimento do caso.
Vale a pena esperar para saber o que tucanos e democratas acham disso”.
17 Fev
Publicado hoje no site do jornalista Cláudio Humberto, aquele do “bateu, levou”, ex-assessor de imprensa do ex-presidente Fernando Collor:
“Candidatura
Indicado para a presidência da Infraero, o ex-governador do Ceará Lúcio Alcântara está mais inclinado a disputar a prefeitura de Fortaleza”.
Não é Infraero. É Chesf.
17 Fev
Lula foi longe, bem longe, pra ver de uma distância segura a confusão dos cartões corporativos.

Chato é que na Antártida não dá para passar cartão nenhum. Nem para pedir uma Brahma.
17 Fev
Tropa de Elite, filme de José Padilha, ganhou o Urso de Ouro em Berlim - isso vocês já sabem. O que não tenho certeza é se todos prestaram atenção na torcida contra que se fazia. A Folha de S. Paulo, aliás, foi longe. Antes de o prêmio ser anunciado, fez o que pôde para dizer que a produção havia sido mal-recebida pela crítica e pelo público na Alemanha.
Trecho de matéria distribuída pela agência FolhaPress no último dia 11:
“As sessões para a imprensa determinam a repercussão do filme. É a partir delas que são escritas as reportagens e as críticas. As sessões oficiais competitivas têm público composto por convidados. Na manhã de hoje, ao fim da sessão de Tropa de Elite, os jornalistas permaneceram em absoluto silêncio. Para outros filmes na disputa, houve aplausos, ainda que moderados”.
Agora, matéria distribuída no dia 14 (peguei-a no site do jornal O Povo e não tenho como confirmar se o texto foi publicado na íntegra ou com cortes):
“O concorrente brasileiro ao Urso de Ouro no Festival de Berlim, Tropa de Elite, de José Padilha, exibido ontem, teve uma recepção da crítica dividida entre amores e ódios. Mais ódios do que amores. A revista norte-americana Variety, que recentemente incluiu Padilha numa restrita lista de dez diretores em quem se deve prestar atenção, foi especialmente dura com o filme.
Em resenha assinada por Jay Weissberg, a Variety atribui a Tropa de Elite um ‘estilo Rambo’ e sustenta que ele faz ‘uma monótona celebração da violência gratuita que funciona como um filme de recrutamento de seguidores fascistas’.Weissberg afirma ainda que, segundo o filme, ’só o Bope pode salvar a cidade [do Rio], mas isso requer, antes, a remoção cirúrgica de qualquer coisa que se pareça com um coração’.
Leitores brasileiros da versão online da revista escreveram no site mensagens de protesto e atacaram o autor da crítica.
A Hollywood Reporter publicou entrevista e reportagem sobre o filme, com destaque em sua capa da edição de hoje, mas chamou-o de ‘um filme constrangedor sobre policiais assassinos’.
A crítica afirma que ‘o pressuposto básico do roteiro escrito por Padilha, Rodrigo Pimentel e Bráulio Mantovani é que todo mundo no Rio é corrupto, especialmente as autoridades’.
A revista inglesa Screen, por sua vez, deu ao filme a nota máxima - quatro estrelas, correspondente a ‘excelente’-, numa crítica farta de elogios. ‘A montagem corajosa, a incansável câmera na mão e essa espécie de tom quente e realista conhecido desde Cidade de Deus e Amores Brutos produzem uma mistura que é mais funcional do que inovadora, embora seja eficiente’.
A crítica do jornal francês Le Monde, publicada no blog de cinema do diário, acusa o filme de fazer apologia da tortura: ‘Tropa de Elite’ é feito segundo a receita do neoconservadorismo hollywoodiano - montagem frenética, câmera epiléptica, narrativa que não deixa nenhum espaço à ambivalência. Não é preciso ser hipersensível para ver no filme uma apologia da tortura e das execuções extrajudiciais’, afirma o crítico Thomas Sotinel.
A reação da imprensa alemã foi desigual. O jornal Berliner Zeitung avaliou o filme como ‘excitante e original’, disse que ele apresenta ‘os diversos lados da questão” e o faz com bom ‘equilíbrio entre os aspectos ficcional e documental’”.
Repare: o repórter, que destaca “mais ódios do que amores” nas críticas ao Tropa de Elite, pinçou trechos de resenhas da Variety, Hollywood Reporter e Le Monde para desancar o filme. E longos trechos, diga-se. Para o lado dos “amores”, menciona só a Screen, britânica. Para falar “reação desigual” da imprensa da Alemanha, usou apenas uma referência, o jornal Berliner Zeitung.
Sei não, mas acho que ainda tem gente curtindo uma certa ressaca com o Urso do Tropa.
15 Fev
A Preta Gil está possessa. Veja só o que ela descobriu: ao procurar por imagens de “atriz gorda” no Google, o interessado lerá a singela sugestão: “experimente também: preta gil” (confira na reprodução abaixo).
Isso foi o suficiente para ela acionar o advogado. Quer processar o Google, conforme notícia aqui no G1.
E, convenhamos, a Preta Gil está corretíssima, afinal, ela nunca foi atriz…

12 Fev
Diga-se tudo do chefe da Guarda Municipal de Fortaleza, o xerife Arimá Rocha, menos que ele é um sujeito habilidoso.
Quando as arquibancadas do carnaval da Avenida Domingos Olímpio desabaram, a primeira boca que se abriu para dizer asneira foi a dele: Arimá levantou a suspeita de sabotagem, mesmo havendo indícios claros de que o motivo foi negligência na montagem (?) daquilo (veja os posts Nota do acidente anunciado, escrito pelo Luiz Carlos, e Silenzio, hay barulho, de minha própria autoria por causa de que fui eu mesmo que fiz). Se fossem montadas de Lego seriam mais seguras.
Pois dando uma bilada em outros blogs, passei pelo do ex-governador Lúcio Alcântara. Lá, num post que ele escreveu de Portugal, onde se encontra, em 24 de janeiro, está mais uma descatitada em cima do Arimá:
“Números
Fortaleza entra no Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania(Pronasci). A Prefeita de Fortaleza, segundo leio nos jornais, viajou a Brasília com a finalidade de assinar o referido convênio com o Ministério da Justiça. Ótimo, esta é uma boa notícia.No jornal Diário do Nordeste, edição do dia 23, em matéria sobre o assunto, há declaração atribuída ao Diretor Geral da Guarda Municipal, Arimá Rocha, afirmando que a demonstração da maquiagem dos números sobre a violência no Governo passado, ajudou a convencer os responsáveis pelo Pronasci a incluir Fortaleza no Programa.Tinha o Dr. Arimá como pessoa séria e responsável. Levianos afirmaram o mesmo há algum tempo, sem jamais comprovarem o que diziam. Na ocasião, lancei um repto para que provassem o que diziam. Não o fizeram, pois não era verdade. Maquiagem, tal como a expressão foi usada, significa distorção, alteração criminosa dos dados. Isso nunca ocorreu no Governo passado.
A inclusão da cidade de Fortaleza no Pronasci é um fato auspicioso. A calúnia, dispensável.”
Cá entre nós - mas muito cá mesmo, que é pra eles não ouvirem: do jeito que vai, Arimá acaba ganhando do Acrísio Sena. Em com louvor.
12 Fev
Essa história quem me enviou foi a jornalista Rebecca Fontes. Espia só:
Um cidadão de Utah, Mark Easton, reclamou na prefeitura local que a casa que o seu vizinho havia construído diante da dele era 50 cm mais alta do que a norma permitia e que, por isso, destruía a visão das belas montanhas. A prefeitura então ordenou ao vizinho que corrigisse a construção, 50 cm mais baixa.
Meses depois a prefeitura recebeu novamente uma outra queixa de Mark Easton reclamando que, ao reconstruir, o vizinho havia colocado novas janelas que ele realmente não apreciava. O pessoal da prefeitura resolveu ir ao local para averiguar e fez as fotos que você vê logo abaixo.


11 Fev
O vereador Elson Damasceno (PHS) apresentou projeto instituindo a semana municipal de exame de próstata em Fortaleza.
Elson, que, além dos proventos de vereador recebia salário - sem trabalhar - da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Município, achou de pôr o dedo num assunto sério.
E não ria, por favor. A coisa é séria mesmo.
9 Fev
Os animais, mesmo em sua irracionalidade, ainda conseguem nos ensinar que na vida as diferenças existem para ser superadas.

8 Fev
Em seu excelente Silenzio, no hay banda, Gabriel Ramalho viu o que agente público nenhum da Prefeitura de Fortaleza viu: o estado de destroço das arquibancadas (ou arremedo?) montadas na Avenida Domingos Olímpio para o Carnaval.
Você lê o post do indignado e assustado Gabriel aqui. Mas a foto, que ele fez e também publicou lá, eu peço licença para antecipar abaixo.

6 Fev
Pais de adolescentes, você sabem, não saem dessa vida impunes. E para não fugir à regra, passei os dias de Momo numa praia dessas aí.
Nunca fui abrigado a ouvir tanta música porcaria. De créu a forró vagabundo. Confesso que cheguei a sentir saudades do “Rala o pinto”, de um certo Zé Paulo, hit do carnaval de 1992.
5 Fev
Enquanto alguns sugerem Leci Brandão para o lugar da ex-ministra Matilde Ribeiro, aquela que saiu do governo Lula depois que pagou despesas privadas com recursos públicos, outros votam em Preta Gil, conforme noticia Tutty Vasques.
4 Fev
Não foi por falta de aviso, afinal o jornalista Eliomar de Lima já cobrava na coluna Vertical de 26 de janeiro, do jornal O Povo, uma ação dos órgãos fiscalizadores nas arquibancadas que estavam sendo montadas pela Prefeitura de Fortaleza no “sambódromo” da avenida Domingos Olímpio. Ontem à noite, uma parte delas desabou, ferindo mais de 30 pessoas, idosos e crianças em sua maioria. Ainda bem que não houve vítimas fatais.
Confira abaixo o alerta dado pelo jornalista:
“DÚVIDA
Será que o Conselho Regional de Arquitetura secção Ceará fiscaliza as estruturas que estão sendo montadas para receber o público na rua Domingos Olimpio durante o Carnaval? Entra ano, sai ano elas parecem ser as mesmas. Um monte de ferro e paus velhos…”
1 Fev
Se você detesta carnaval, odeia axé, tem pavor a forró, deplora funk carioca e - vá lá, admito - se horroriza com jazz e blues, vou dar uma dica legal para estes dias de Momo: o site Domínio Público.
Lá, você encontra uma montanha de coisas bacanas para ler. E “de grátis”. De Machado de Assis a Fernando Pessoa. De Guaipuan Vieira a Leandro Gomes de Barros. De João do Rio a Mark Twain. De Artur de Azevedo a Eça de Queirós.
Ou seja, só o fino.