28 Set 2007 11:52
Vou aproveitar que o Roberto Maciel entrou mais uma vez de férias (pelo visto vai assumir algum compromisso profissional novo, daí o descanso com a família em Canoa Quebrada) e divulgar no blog um texto que ele fez alguns dias atrás sobre a banda Puro Malte, atração blueseira desta sexta-feira, a partir das 19 horas, no happy hour do BNB Clube (Avenida Santos Dumont, 3646).
Antes disso, entretanto, lembro que o show é gratuito e que a banda tem entre seus componentes o Aldo Machado, ex-integrante da Camisa de Vênus e que chegou a participar da gravação de cinco CDs do grupo: “Camisa de Vênus? (1983), “Batalhão de Estranhos? (1985), “Viva? (1986), “Correndo o Risco? (1986) e “Duplo Sentido? (1987), ano em que a banda acabou.
Abrir e preservar espaços para o blues numa terra onde o forró eletrônico parece ditar as regras não é tarefa fácil. Mas com perseverança, irreverência e determinação, a banda Puro Malte vem ganhando palcos e admiração em Fortaleza. E se desdobrar para dar conta dos shows tem sido um desafio para Aldo Machado (bateria), Cláudio Oliveira (voz e guitarra), Erich Greiner (guitarra) e Vitório Vieira (baixo), que além da música, se dedicam a outras atividades.
Nascida no Ceará, a primeira formação da Puro Malte recebeu o nome de Blues de Fato, em meados de 2003. Enérgica e viril, a banda sempre teve na alma o rock’n’roll como fonte e apoio musical. Continuam ainda do grupo inicial as guitarras de Erich e o baixo de Vitório. Foi, no entanto, com a chegada das baquetas de Armando (hoje não mais no grupo), no final de 2005, e a voz, a guitarra e a gaita de Cláudio, no início de 2006, adicionando experiências, que se chegou à consolidação.
O repertório requintado do grupo merece uma pausa atenciosa, seja para apreciar interpretações de clássicos, seja em composições próprias. A musicalidade cearense se mistura com o bom gosto do repertório, que inclui ícones do rock como Deep Purple e Led Zeppelin, Jimi Hendrix e Chuck Berry, e do blues, como Buddy Guy, Eric Clapton e Stevie Ray Vaughan. O traço comum é o som que nasceu às margens do rio Mississippi, parido das dores no espírito dos negros escravos.
O som envolvente da Puro Malte conquista até os que não são amantes do blues. É só questão de tempo para se apaixonar pela banda e, é claro, é essencial saber que puro malte não dá ressaca.
3 respostas for "Puro Malte: aprecie sem moderação"
Caramba, muito obrigado!
Posso reproduzir o texto no blueseiro.blogspot.com ?
Abraços
Erich, como o Roberto Maciel está de férias, eu autorizo em nome dele, ok?! Pode reproduzir sim, mas não esqueça de colocar o link do nosso blog, heim?!
Muito obrigado, já está reproduzido e com link. Adicionei um link permanente para o Sobretudo num quadro ao lado.
Abraços
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