26 Set 2007 10:45
O Maciel foi muito cruel com os saudosistas do Colégio Cearense em um post lá atrás (leia aqui). Mas o Cachorro (calma, gente, é só o apelido dele na nossa época de Marista!) tem lá suas razões para não morrer de amores pelo Cearense. Basta ver a lista de escolas que ele freqüentou para deduzir que o Roberto só passou uma chuva naquele colégio. Era peça boa, o Roberto, né não?
Ao contrário dele, lá estudei da Alfabetização à então 3a Série do 2o Grau, dos 6 aos 18 anos, entre 1970 e 1981, durante 12 anos, sem repetir. Tenho muito mais boas do que más recordações. Algumas, então, muito boas, excelentes até. Aí não tem como não ser saudoso. E da saudade vem um carinho que não deve desaparecer, mesmo face ao frustrado desejo de que a instituiçãso prosperasse. Tivesse conhecimento da manifestação dos ex-alunos, estaria lá, eu também, para abraçar o Cearense. Acho que se trata inclusive de uma reverência a parte da memória da cidade (e nós andamos muito ruins nesse assunto de memória, seja afetiva, histórica, arquitetônica, urbanística ou cultural).
Mas o Roberto tem razão quando explica o por que do encerramento das atividades do Marista. O que me impressiona é a passividade da direção do colégio no mercado da educação, em nome da moral e da ética. Acho que essas qualidades não seriam incompatíveis com uma gestão mercadológica que garantisse a permanência e manutenção do colégio entre os melhores e mais tradicionais de Fortaleza.
Sendo assim, o fim do Cearense foi por pura opção, por equívocos na gestão administrativa ou porque esqueceram aquela parte do hino: “sejamos constantes e fiéis até morrer”.
Uma resposta for "Sempre trabalhar, sempre trabalhar, lutar e vencer?"
[...] o post mais recente do Marcus Sá (Sempre trabalhar, sempre trabalhar, lutar e vencer?), duas [...]
Deixe seu comentário