O ex-governador Lúcio Alcântara postou ontem no blog que mantém o seguinte comentário:

“Finanças saudáveis
O Governador do Estado enviou mensagem à Assembléia Legislativa solicitando autorização para contrair empréstimo no valor aproximado de dois bilhões de reais junto ao Bird, Bid, e BNDES.É evidente que isso se tornou possível graças à excelente condição financeira em que o Estado se encontrava por ocasião da passagem do governo, fruto de um trabalho realizado com determinação e espírito público. O pedido feito ao Legislativo e a anuência dos bancos à operação só comprovam o que afirmo.Afinal, ninguém emprestaria dinheiro a um estado quebrado…”
É, obviamente, um autoelogio. Uma referência positiva ao recheio que deixou nos cofres do Estado, quando passou a batuta para Cid Gomes - recheio esse posto em dúvida pelo secretário da Fazenda de Cid, Mauro Benevides Filho, que foi secretário da Administração de Lúcio.

Pois bem: dia 16 de setembro próximo completam-se quatro anos do envio à Assembléia Legislativa de mensagem por Lúcio contendo Projeto de Lei Complementar que aumentava de 25% para 27% a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de bebidas alcoólicas; armas e munições; embarcações esportivas; fumo, cigarros e demais artigos de tabacaria; aviões, ultraleves e asas-deltas; energia elétrica; gasolina; serviços de comunicação. O argumento era de que eram itens “supérfluos”, consumidos por ricos, que, dessa forma, poderiam pagar mais pelo luxo.

Não digo nada a respeito da birita, das armas e munições, do cigarro e dos aviões e barcos. Mas gasolina, energia elétrica e telefonia? Isso lá é coisa de rico?

Na época, a oposição estrilou. Fazia sentido estrilar.

Hoje, os adversários de Lúcio - que agora são situação - não moveram uma palha sequer para reformular esses conceitos que tanto combateram. É mais cômodo ficar calado.