Sobretudo

Para refletir e opinar

Com Luiz Carlos de Carvalho e Roberto Maciel

Arquivos para Julho, 2007

A quem interessar possa

Recebi no meu e-mail funcional a seguinte mensagem, assinada por uma moça chamada Carolina Loiola: “Vendo roupas de dança do ventre usadas. Se alguém se interessar meu fone é 9928 0836″.

Não sei de onde ela vislumbrou a mínima possibilidade de essa oferta me interessar. Já estou meio véio e um tanto buchudo para tal vestuário - quando tento me imaginar vestido de odalisca, a primeira visão que me vem é a de Homer Simpson fantasiado de Jeannie.

De qualquer modo, fica a dica.

Pan, pan, pan, pan

O texto a seguir é longo, muito longo. Mesmo assim, vale a pena ser lido até o final. É do jornalista Flávio Gomes e foi-me enviado pelo jornalista Robério Lessa:

SÃO PAULO (meu passaporte é o mesmo) - Durante duas semanas, um pouco mais, fomos bombardeados pelo verde-amarelo. Nas bandeiras, nos uniformes, no hino, nas perucas, nas camisetas, nos bonés.Arenas, ginásios, estádios, quadras, tudo tomado de verde-amarelo, e de um otimismo incontido. O avião da TAM atrapalhou muito. Como é que pode cair um avião no meio do “nosso momento??

E o “nosso brilho?, “nossas meninas?, “nosso atletismo?, “nosso basquete?, “nosso vôlei?, “nossa natação?, “nosso judô?, “nosso tênis de mesa?, “nosso iatismo?, “nosso hipismo??

Que sacanagem, a desse avião. Fomos obrigados a trocar os sorrisos dos apresentadores, dos “nossos apresentadores?, pelo ar contrito, que não fica bem comemorar nada com 200 pessoas torrando num cilindro de metal. Mas é só por um dia ou dois. Amanhã tem Brasil-sil-sil de novo.

(Parênteses. O maior mal do Brasil é o cara da Globo que dispara a vinheta “Brasil-sil-sil?. O dia em que esse cara se aposentar, metade dos problemas do país estarão resolvidos. Aproveitem e aposentem, também, o responsável por misturar hino nacional com musiquinha do Senna.)

E obedecemos, por duas semanas, um pouco mais, à ordem-do-dia martelada minuto a minuto pela TV. Vamos torcer pelo Brasil no revezamento! Vamos torcer pelo vôlei do Brasil! Vamos torcer pela ginástica do Brasil! Vamos torcer para o cara tropeçar porque assim o Brasil leva! É ouro para o Brasil! Vamos torcer pelo Brasil, putada!

Não, não pude assistir a nenhuma competição apenas para assistir. Eu tinha de torcer para o Brasil, senão corria o risco de ser deportado.

Ah, quantos sorrisos, quanta gente alegre, e quantas lágrimas no pódio! Como é bom, ser brasileiro! Que potência!

Que bando de tontos, isso sim.

O comportamento do brasileiro tem sido pautado há muitos anos pela TV Globo, isso não chega a ser uma grande novidade, mas quando tem esporte na parada, é um pavor. As pessoas vão às arquibancadas com um único objetivo: fazer papel de palhaço para aparecer na Globo.

Não é muito difícil. Basta levar um cartaz, ou meter uma peruca ridícula, ou pintar a cara, ou as unhas, ou usar óculos enormes. E ficar de olho nos telões, porque uma hora uma câmera vai te pegar e você vai apontar para o telão, cutucar o vizinho, e acenar e pular feito um chimpanzé pintado de verde-amarelo. Cante que é brasileiro com muito orgulho e com muito amor, também. Faça parte da “galera?.

A Globo trata “nossos? atletas como se fossem todos dela, da Globo. É a delegação global. Da mesma Globo que está cagando para o esporte, não transmite um jogo de basquete por ano, mas quando o basquete ganha o ouro, num torneio medíocre de times fraquíssimos, é o “nosso basquete?, e lá vão os bobões dar entrevista para a Globo, chorar para as câmeras da Globo.

Da mesma Globo que promove os Jogos Mundiais de Verão, tudo devidamente patrocinado por estatais e por marcas de chinelos e de tênis, jogos que não existem, só servem para embromar a patuléia nas manhãs de domingo. Da mesma Globo que promove “desafios internacionais? de babaquices pueris como vôlei de praia, futebol de areia, patinete, bambolê, skate.

E enchemos o rabo de medalhas, e inventamos uma disputa estúpida com Cuba, que tem menos habitantes do que São Paulo, e os cubanos são vaiados pelos incrivelmente civilizados torcedores que vão às arenas de peruca verde-amarela, porque se tornam inimigos da pátria, párias que não têm o direito de derrotar “nossos meninos? e “nossas meninas?, de ser melhores do que nós.

Toda glória aos atletas. É o momento deles. Sacrificam-se, treinam, lutam, têm uma vida dura. Vivem num país que não tem, nunca teve, política de esporte. Mas fazem papel de bobos em momentos como esse, choram para aparecer no “Fantástico? e no “Jornal Nacional?, permitem que a mídia de aproprie de suas vitórias, que o país que lhes vira as costas festeje seus triunfos e os assuma coletivamente, é a vitória do Brasil!

Vitória do Brasil o cacete, as vitórias são individuais, nunca fizemos nada por eles. Não vi ninguém falar das derrotas do “nosso ciclismo?, ou do “nosso badminton?, e ninguém dirá que “nosso basquete? é uma bomba se o Brasil não passar do pré-olímpico, o que vai acontecer, ou que “nossa natação? é um fiasco se não vier nenhuma medalha de Pequim, no ano que vem, o que é bem provável. Derrotas não são para dividir. Cada um engula a sua.

O Brasil ganhou dez medalhas em Atenas em 2004, cinco de ouro, sendo três delas na vela e no hipismo, redutos de alguns clãs, esportes que não têm praticantes no país, são apenas diversão de milionários. Outra foi no vôlei de praia, esporte inventado aqui, e outra, aí sim, na única modalidade em que é forte de verdade, o vôlei de quadra masculino.

“Nossa natação? não ganhou nada, “nosso atletismo? arrancou um bronze na maratona, “nosso judô? trouxe dois bronzes, “nossa ginástica? saiu zerada, “nosso taekwondo? idem, levamos couro da Ucrânia, da Hungria, da Grécia e da Romênia.

Não, não se mede um país pelo número de medalhas que ganha numa Olimpíada. Noruega, Suécia e Canadá ficaram atrás do Brasil em Atenas. Somos melhores que Noruega, Suécia e Canadá? Faz-me rir. Mas é o que se tenta vender aqui. Que somos demais, verde-amarelos, com muito orgulho, com muito amor. Que somos do tamanho de “nossas medalhas?.

Gastaram 3 bilhões para fazer o Pan no Rio. Ergueram estádios e ginásios. Umas meninas do hóquei, acho, preteridas da seleção depois de acusações até de assédio sexual, protestaram num jogo qualquer torcendo por Cuba, e vi uma mulher na TV revoltada, chapéu verde-amarelo enfiado em sua cabeça ridícula, xingando as meninas e bradando “isso aqui é Pa-na-me-ri-ca-no?, separando as sílabas. A vaca não tinha a menor idéia do que estava falando. “Aqui tem que ser brasileiro, com muito orgulho, com muito amor?. Patriota de araque. Patriota de boutique.

Essa dinheirama toda será abandonada, não tenham dúvidas. Arenas, ginásios e sei lá o que mais vão ter infiltrações no teto, as piscinas vão secar e ficar cheias de dengue, tudo vai apodrecer para poder ser reformado um dia, ninguém vai querer pegar o mico para pagar a conta.

Em Pequim, “nossos meninos? e “nossas meninas? vão ganhar o que sempre ganham, meia-dúzia de medalhas no vôlei, no vôlei de praia, no “nosso hipismo? e talvez no “nosso iatismo?. Ninguém vai assumir “nossas derrotas?. “Nossos atletas? vão reclamar da falta de estrutura, da falta de piscinas, de pistas de atletismo, de ginásios, de condições.

O Pan não mudou o Brasil em nada, não se iludam. Os sorrisos dos apresentadores de TV são uma tentativa inútil de inflar a auto-estima do brasileiro, um esforço enorme para que o brasileiro se convença de que é vencedor, bem-sucedido, simpático e bacana.

Somos demais, em resumo, é isso o que o Pan nos ensinou, e se você não se sente assim, tem algum problema. Porque o Brasil da Globo é de ouro, é o máximo, fizemos o melhor Pan da história, graças a Deus, com muito orgulho, com muito amor.

Agora, eu volto: esse desabafo todo realmente procede. Você, por acaso, conhece alguém que tenha saído de casa, em Fortaleza ou Juiz de Fora, sei lá, para ir ao Rio de Janeiro assistir, com bandeirinhas e rosto pintado, a um jogo de hóquei no Pan? Eu não. Ou mesmo de futsal? Ou de vôlei?

Acho, da minha parte, que aquele foi um evento do Rio. Quem ganhou foi o Rio, foi o carioca. Ganhou até a chance de vaiar o presidente Lula.

Pra começar com fôlego e qualidade

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Começaremos, eu e o Luiz Carlos, como já dissemos em posts anteriores, um novo, ousado e inédito projeto musical em Fortaleza. Chama-se Fábrica do Blues, que mistura espetáculos, arte-educação e responsabilidade social. Teremos, na empreitada, o indispensável apoio do Sistema Estadual da Cultura - via Secult -, da Coelce, da Escola Viva Música Viva e da TV Fortaleza.Esse preâmbulo todo foi para informar que sábado que vem, dia 4, teremos Flávio Guimarães, músico referencial do blues brasileiro, fundador da nossa principal banda do estilo, a Blues Etílicos, tocando no Dragão com Felipe Cazaux & Dupla K e mais o grupo de percussão Os Batuqueiros.

Flávio é um dos melhores gaitistas de blues do Brasil, o mais experiente na área (20 anos só com a Blues Etílicos), canta que não é brincadeira e é, por tudo isso, respeitadíssimo aqui e alhures.

Rapidinho: a idéia é promover a interação de artistas de renome nacional e grande experiência com jovens e talentosos músicos locais, além de facilitar diálogos entre o blues e outros gêneros. Longe de nós a prática funesta de trazer metaleiros que nunca tocaram blues na vida, num esquema caça-níqueis. Não fazemos o público de boboca.

Outra: o show será às 21h, no Anfiteatro do Dragão, a preços camaradíssimas: R$ 12,00 (inteira) e R$ 6,00 (meia); às 10h, Flávio ministrará workshop na Escola Viva Música Viva, com ingresso mediante a doação de um livro em bom estado. Pode ser novo ou usado. Só não pode ser a lista telefônica. Os livros serão encaminhados à Secult para a formação de acervos de bibliotecas públicas.

Vá lá. Você vai gostar.

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  • Escrito em: Música
  • Refavela

    A manchete de hoje do jornal Diário do Nordeste é de arrepiar: “Fortaleza cresce em número de favelas”. Arrepiar por quê, você há de perguntar. Respondo: porque a discurseira da Fortaleza Bela era focada na habitação popular, entre outros pontos. Havia saída para tudo. E o pior é quee a chefe da Fundaçãode Desenvolvimento Habitacional de Fortaleza diz que nem o número preciso de favelas da cidade ela conhece.

    Leia a matéria toda aqui.

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  • Escrito em: Fortaleza
  • Só pode ser coisa de photoshop

    confiando-no-piloto-2.JPGCircula pela internet um e-mail com alguns exemplos de aeroportos com pistas bem piores que as duas do de Congonhas. E se as do aeroporto de São Paulo são de dar medo, aquelas são de dar pavor.

    Clique nas fotos para vê-las ampliadas.

    confiando-no-piloto-3.JPGconfiando-no-piloto-4.JPGconfiando-no-piloto-1.JPG

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  • Escrito em: Internet
  • Cala a boca, Casagrande!!!

    O Casagrande com a bola nos pés era um bom jogador, mas com um microfone à boca é uma lástima. Recentemente, ele cometeu mais uma gafe daquelas. Durante a transmissão de um jogo na Globo, disse que os programas esportivos da televisão brasileira valorizam os gols dos atacantes e desprezam as defesas dos goleiros.

    No programa Globo Esporte, para ficar num exemplo dentro da emissora que paga o salário do Casagrande, há uma sessão às segunda-feiras, chamada muito apropriadamente “Muralha”, que exibe as defesas mais incríveis feitas pelos goleiros na rodada do final-de-semana.

    Faltou algo

    As delegações de Aruba, Bermuda, Belize, Bolívia, Costa Rica, Ilhas Virgens, Ilhas Virgens Britânicas, São Cristóvão e Névis, Suriname e São Vicente e Granadinas empataram em 33o. lugar nos Jogos Pan Americanos porque não ganharam medalha nenhuma. O pior é que nem turismo deu pra fazer direito: choveu pra caramba no Rio na última semana do Pan.

    Vai ver que os governantes de lá não tomaram uma sessão de vaias antes do começo das competições.

    Nunca antes na história desse País

    Da série “A culpa é do Lula”. Nunca os brasileiros ganharam tantas medalhas numa edição dos Jogos Pan-Americanos como na de 2007, no Rio de Janeiro, terra do amalucado prefeito César Maia - aliás, César Vaia. Foram, no total, 161 - 54 de ouro, 40 de prata e 67 de bronze.

    Se todo apupo que Lula tomar resultar em coisa assim, tá bom demais.

    Agora é oficial

    Moleques como só eles, os caras do basquete brasileiro no Pan comemoraram hoje a vitória sobre Porto Rico fazendo aquela coreografiazinha palhaça em que, de pernas arqueadas, o sujeito vai de um lado para o outro abrindo e fechando as mãos. Sim, aquela mesma, feita preferencialmente por trás de um repórter da Globo e num link ao vivo.

    Não restou ao Galvão Bueno dizer que era a “dança do siri”.

    Contradição, teu nome é Fortaleza

    Fortaleza é uma cidade meio maluca, cheia de contradições.

    Aqui, remédio prescrito por dono de farmácia para bandidos é bala; dono de ótica é vesgo; show do Jorge Vercilo esgota a bilheteria; o curso de Estilismo e Moda da UFC é vinculado ao Centro de Ciências Agrárias; os programas de TV mais toscos são os que dão os maiores índices de audiência; a principal obra viária, a Avenida Washington Soares; é uma obrada; é o único lugar do País em que micaretas ainda fazem sucesso; dois gorduchos, cantores (?) de uma banda chamada “Aviões do Forró”, se tornaram símbolos sexuais; a “Praia do Futuro” não tem mais futuro.

    Para completar, surgiu um grife (?) denominada “Mendigo”, com o slogan “Siga o caminho da moda”.

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  • Escrito em: Fortaleza
  • Psiquiatra prescreve sexo para imprensa brasileira

    O texto abaixo foi enviado pela jornalista Rebecca Fontes. É meio longo mas não é chato. Vale a pena lê-lo.

    Midia brasileira é obsessiva”, afirma psiquiatra alemão pai do “Geburtschaf”

    Fernando Carvalho, da EFF, Madrid

    “Toda a obsessão é um mal da mente. Nesta nova viagem que faço ao Brasil encontro os jornais brasileiros ou melhor, seus chefes de redação, acometidos de uma moléstia mental coletiva que beira a obsessão”.

    “Tudo, absolutamente tudo, para eles é culpa do presidente do país.”

    Rindo bastante, entre uma caipirinha e outra, foi assim que Heinz Von Achlochstrecher, 79, famoso psiquiatra suíço, radicado na cidade de Ulm na Alemanha, comentou as noticias que leu nos jornais de hoje, no hall do Hotel Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, onde está hospedado em visita de férias ao Brasil.

    “Essa história do assessor do Lula que foi filmado fazendo gestos obscenos, por entre as cortinas de seu próprio escritório, é um caso raro.”

    Para o psiquiatra, autor de vários best-sellers como “Eu quero que o mundo seja assim” e “Nicolau, agora pára com isso e larga do meu pé”, ter a imprensa ligado a cena dos gestos obscenos ao anuncio de que um avião tinha apresentado problemas mecânicos, sem haver um áudio comprovando isso, é absolutamente doentio.

    “A obsessão por culpar o presidente por tudo expõe esses jornalistas ao ridículo”.

    “Depois de passar três dias inteiros de manhã à noite culpando o governo pela falta de umas ranhuras que só 5 pistas de aeroporto possuem em todo o país, a mídia, em vez de fazer auto-crítica quando o vice-presidente técnico da TAM revelou que o avião estava com o reverso desligado no momento do pouso, sai como louca em busca de uma nova imagem sensacionalista para desviar a atenção do público para a cena que repetiu setenta e duas horas seguidas, sem descanso, sobre as tais “ranhuras indispensáveis”, afirmou o Prêmio Nobel de Psiquiatria de 1988.

    “Podia ser o Lula tirando meleca. Podia ser Dona Marise limpando o sapato depois de pisar em cocô de um dos cachorrinhos do presidente. Podia ser qualquer coisa, contanto que desviasse a atenção. Quis o destino que fosse o tal assessor, fazendo ‘top-top’ atrás da cortina do seu escritório… Então, desce o pano rápido e vamos de assessor!”

    “Escondam imagem do avião correndo a velocidade três vezes a normal na pista”.

    “Escondam essa história de reverso quebrado e desligado”.

    “Mostrem o Marco Aurélio fazendo top-top, rápido!”

    “Esse caso parece a versão do capitalismo que nos irradiava dia e noite a televisão da ex-RDA (Alemanha Oriental) . Tudo para eles era culpa do capitalismo!”

    Disse Von Achlochstrecher que no Brasil a censura é muito maior forte do que sob o comunismo soviético, pois aqui as chefias de redação usam métodos empresariais para exercer a censura, que são muito mais eficientes do que os velhos censores estatizados e burocráticos.

    Mandar cinegrafistas ficar nas janelas do Palácio do Planalto filmando as janelas dos escritórios para pegar alguém coçando prurido anal, o buraco do nariz ou da orelha é uma atitude que denota absoluta falta de controle emocional e uma obsessão que pode ser contagiosa.

    Comendo uma “casquinha de siri” abraçado com uma jovem afro-descendente vestido com a camisa do Flamengo, o velho psiquiatra termina a entrevista desafiante: “Em vez de obsessão por Lula, esses jornalistas deveriam transformar toda essa energia em obsessão saudável pelo sexo oposto, como essa que me faz correr 45 minutos todos os dias e ainda dar conta da Licimara, que vive comigo em Berlin há quase cinco anos… Todos os dias!”

    A Sol nasceu pra todos?

    A propósito de jogos Pan-Americanos, fiquei deveras preocupado por um evento esportivo ter sido patrocinado por uma marca de cerveja, a Sol. Longe de mim qualquer laivo moralista. Sou razoável apreciador de uma boa cervejinha. E sem frescuras: minha marca preferida é a gelada. E até gosto dos comerciais, que sempre trazem beldades que nos fazem sonhar em não ter barriga.

    O que acho é que álcool e esporte não combinam. Mas, como a grana investida pela Sol deve ter ofuscado muita gente, não apareceu ninguém para lembrar disso. Você pode dizer que a marca de cachaça Ypióca patrocina vaquejadas. E desde quando puxar rabo de vaca é esporte? Nem aqui nem em Toledo, Barcelona ou Madri.

    Além do mais, eu torço mesmo é pela vaca. 

    Hoje termina o Fortal. Que bom, vou poder voltar pra casa.

    E hoje também termina o Pan. Que bom, vamos deixar de encontrar diariamente com o Galvão e outros proto-galvões querendo nos convencer que nós brasileiros, que enchemos a Rede Globo de dinheiro em eventos como os Jogos Pan-Americanos, somos melhores do que todos em tudo. Ou, pelo menos, melhores do que cubanos e argentinos.

    A propósito disso, lembrei de uma crônica genial do Sérgio Porto, i.e. Stanislaw Ponte Preta, que retrata com perfeição esse espírito de Galvão. Vasculhei no Google e achei no Releituras.

    Leia aqui. Você vai gostar, aposto.

    Falta de assunto é que não é

    O site do meu Tricolor de Aço não é atualizado há quatro dias.

    Isso é preguiça ou incompetência ou ambas?!

    “A culpa é do Lula” faz escola

    Pra você ver como são as coisas. O Ancelmo Gois, que vive fazendo top! top! quando alguma mazela acontece em algum aeroporto do país, resolveu ir na mesma linha que o Sobretudo já vem adotando há algum tempo, ao publicar em seu site hoje a charge abaixo, do Bira, do Charge On Line. E ainda colocou como título do post o nosso “a culpa é de Lula”.

    a-culpa-e-do-lula.jpg

    Briga de cachorro grande

    Agora o bicho vai pegar: está aberta a concorrência para a seleção das duas agências que ficarão responsáveis pela publicidade do Banco do Nordeste.

    Em disputa, uma verba anual de R$ 25 milhões. E se o contrato for prorrogado por mais quatro anos, o que é permitido pelo edital, esse valor sobe para R$ 125 milhões. Ou seja: é muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuita grana!!!

    O edital está disponível em www.bnb.gov.br

    Baseado em fatos reais

    Jornalistas quando se encontram sempre têm história para contar. Outro dia, me encontrei com o Rogério Gomes, do jornal O Povo e da TV Cidade, e fomos nos lembrar da campanha de João Alfredo ao Governo do Estado, se não me engano em 1986. Eu fazia a assessoria de imprensa e ele os programas de rádio. A equipe da campanha cabia toda na picape cabine dupla do candidato. Estou me referindo a mim, ao Rogério e a mais 10 pessoas, entre o pessoal da TV, os artistas que animavam os comícios, o motorista Chico (um ás do volante, diga-se de passagem) e o próprio candidato. Vez ou outra, a Glória Diógenes, esposa do João Alfredo à época, também se fazia presente. Todas essas pessoas e mais a parafernália de equipamentos da TV. Era, portanto, uma campanha canhestra.

    Ocorre que tinha um dos integrantes dessa comitiva que, sempre que permitido, acendia lá no fundo da picape um baseado para se sentir mais leve nessas viagens normalmente enfadonhas, intermináveis e bastante cansativas.

    Eis que num belo entardecer fomos parados por uma blitz da Polícia Rodoviária Federal. Como não poderia deixar de ser, o policial se aproxima pedindo os documentos. Ao baixar o vidro para entregar-lhe o solicitado, Chico praticamente joga na cara do policial o resto da fumaça que ainda não havia sido aspirada involuntariamente pelos nossos pulmões. A reação do guarda foi instantânea e engraçada: deu um salto para trás, agitando a mão direita em frente ao rosto.

    Se não fosse pela pronta intervenção do então deputado estadual João Alfredo, acho que teria acontecido ali, no meio do nada, um dos fatos mais marcantes daquela campanha.

    Concorrência desleal

    Segundo notícia publicada no G1, as mulheres estão cada vez mais usando o vibrador para a satisfação sexual. Isso quer dizer exatamente o seguinte: estamos ferrados. Se o investimento inicial é caro (os preços variam de R$ 400 a R$ 1.200), depois basta recarregar a bateria ou trocar as pilhas. E o bicho tá pronto pra outra. Ou outras…

    Mudanças à vista

    Por falar em voltar, voltei. E trago uma novidade: o vereador Elpídio Nogueira (PSB) vai deixar a Câmara Municipal de Fortaleza e assumirá uma secretaria executiva da Prefeitura. Apurei com fontes que amanhã Elpídio se reunirá com a prefeita Luizianne Lins (PT) para deixar tudo acertado.

    É uma jogada e tanto de Luizianne com vistas a 2008: agrega junto de si o grupo socialista mais próximo dos irmãos Cid e Ciro Gomes e, ao mesmo tempo, agrada aliados antigos. Mais: a vaga de Elpídio no Legislativo será ocupada por Eliana Gomes (PCdoB). Os comunistas estavam fora da Casa desde quando Lula Morais se transferiu para a Assembléia, assumindo o espaço de João Ananias, que foi ser secretário da Saúde de Cid.

    Parece complicado? Parece. Agora, imagine o nó que isso dará na cabeça de tucanos e “democratas”, que sonhavam em afastar o PSB de Luizianne.

    Olha eu aqui outra vez

    Falador como ele só, Luiz Carlos merece respostas:

    1) Não pedi o boné porque não há um que caiba em mim;

    2) Não viajei. Estou no Iguape. Se isso for viagem, nem sei;

    3) Não estou de férias. Tirei três míseros dias para aplacar a insaciável sede de mudanças de ares de dois adolescentes que, como todos os adolescentes, são chatos pra dedéu;

    4) E vem coisa boa por aí  mesmo no projeto Fábrica do Blues - Diálogos Musicais. Vamos começar dia 4 de agosto, no Dragão, com o gaitista Flávio Guimarães, do Blues Etílicos. O cara, saiba, é fera: é considerado um dos melhores do Brasil e conquistou o respeito dos maiores nomes do blues mundial.

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