O jornalista Maurício Lima, no seu Blog do Maurição, traz um post embaixo do qual eu assino sem tirar uma vírgula sequer. Veja abaixo:

“Cufa de quem?

Até pouco tempo a sigla CUFA era totalmente desconhecida. De uma hora para outra, a Central Única das Favelas passou a ocupar generosos espaços na programação da TV Globo. Eventos esportivos como o basquete de rua e musicais de rap passaram a ser pauta quase obrigatória na Globo e suas afiliadas. Até os meninos bonitos da Malhação já apareceram estampando camisas da Central.

A Cufa é dirigida pelo MV Bill (aquele do livro e documentário Falcão - Meninos do Tráfico) e faz um trabalho de prevenção e recuperação de adolescentes em situação de risco.

Como a Globo não dá ponto sem nó, a dúvida é saber se a emissora do Jardim Botânico está nessa parada de olho em um novo fenômeno mercadológico ou se é um ’Adolescente-Esperança’. Mas que vai tentar tirar proveito, disso eu não tenho a menor dúvida.

Quanto aos meninos da Cufa, cabe um alerta: ninguém vira ‘queridinho da Globo’ e escapa impunemente”.

A pergunta é: o que dizem disso alguns personagens de Fortaleza, todos com inserções políticas passadas e presentes - e de olho no futuro, certamente -, encantados pela Cufa e fazendo vista grossa para esse namoro com a Globo, que rende até flashes ao vivo de campeonato de basquete de rua? A socióloga Glória Diógenes, atual presidente da Fundação da Criança da Cidade (Funci), o rapper Preto Zezé e o advogado André Luiz Costa avaliam  com que olhos esse assédio global? A Globo agora ficou boazinha?