Li na coluna do jornalista Egídio Serpa, na edição de hoje do Diário do Nordeste:

“Surpresa

Uma fonte do gabinete do governador Cid Gomes confirma: será Eduardo Diogo, ex-presidente da Confederação Nacional dos Jovens Empresários (Conage), o Diretor de Atração de Investimentos do Conselho de Desenvolvimento Econômico do Ceará, presidido pelo empresário Ivan Bezerra. Caberá a ele o contato pessoal e o trabalho de persuasão junto a empresas e empresários de todo o País aos quais oferecerá o leque de incentivos que o Governo oferece aos que querem investir aqui nas áreas industrial, agroindustrial, agropecuária e de turismo. Além de ter excelentes contatos junto ao meio empresarial de todas as regiões do País, Eduardo Diogo, na opinião da mesma fonte governamental, é alguém ´absolutamente acima de qualquer suspeita´. Foi uma surpresa.”

Pois pra mim isso não é supresa nenhuma - não arregalo os olhos para isso. Não passa de novidade, apenas.

Veja: Eduardo Diogo é dono de um certo instituto de pesquisas chamado “Ultradata”. Foi o primeiro a dar palpite na corrida sucessória em 2006, com uma sondagem publicada no jornal O Povo em julho de 2006 indicando que o então candidato do PSB ao Governo, Cid Gomes, tinha 43,8% das intenções de voto contra 36,4% do então governador Lúcio Alcântara. A coisa foi tão gritante que nem Cid acreditou, lembrando que não era tão conhecido assim pelos cearenses. Isso, por si, já contraria a noção de “absolutamente acima de qualquer suspeita”, registrada pela fonte do Egídio.

Na época, comentava-se nos meios políticos que o senador Tasso Jereissati (PSDB) espirrava em Brasília e Eduardo Diogo ligava daqui de Fortaleza para dizer “saúde”. E pedir a benção. Ou seja, outro fator contra o “absolutamente acima de qualquer suspeita”.

Mais uma: assim como outros empreendedores, o Diogo em questão andou fazendo das suas no Parque do Cocó. No ano passado, teve de assinar termo de compromisso com a Secretaria de Meio Ambiente e Controle Urbano (Semam) e doar em equipamentos à Semam o correspondente a R$ 6 mil (veja aqui), por “degradação ambiental em decorrência de implantação de obra potencialmente causadora de dano ambiental”.

Sem suspeita, é? Pois sim…