13 Mar 2007 10:24
O jornalista Fábio Campos escreveu o seguinte, na coluna “Política”, do O Povo, na edição de hoje (os trechos em destaque são nossos):
“OS LUTADORES NO RINGUE DAS ELEIÇÕES DE 2008
A polêmica do reveillon de Fortaleza fez precipitar o debate da sucessão municipal. Em torno do tema, alguns cacos de oposição à Luizianne Lins (PT) se organizaram. A própria prefeita tratou de dar nome e rosto aos personagens. De cara, citou o senador Tasso Jereissati (PSDB) como o líder principal dessa articulação. A petista tratou de puxar o tucano para o ringue ligando-o ao deputado estadual João Jaime Marinho (PSDB) e ao grupo de vereadores que não compõe sua base de sustentação na Câmara de Fortaleza. Um grupo que era ligado ao ex-prefeito Juraci Magalhães e que ainda carrega um déficit de credibilidade. Certamente, a prefeita fez isso de caso pensado. É provável que Luizianne veja nisso uma vantagem política e, futuramente, eleitoral. Deve ter pesado em sua decisão o desempenho ruim dos tucanos numa já longa série de eleições em Fortaleza”.
Independementemente do mérito da análise, e com o respeito que o colunista merece, creio que chamar o senador Tasso Jereissati e o ex-prefeito Juraci Magalhães - em que pesem os revertérios eleitorais sofridos por ambos e seus grupos políticos em 2004 e 2006 - de “cacos de oposição” é uma temeridade. Corre-se o risco de estar desprezando o potencial de dois políticos influentes. Ou ainda influentes.
Além disso, “déficit de credibilidade” é um conceito relativo. Afinal, o cenário que se desenhou após a denúncia de superfaturamento do réveillon e a reação do estafe da Prefeitura nos fazem acreditar que esse povo aí - Carlos Mesquita, Nelba Fortaleza, Machadinho Neto e outros - tem a credibilidade suficiente para fazer estragos.
Por fim, se Luizianne viu “uma vantagem política” nisso, recomenda-se que releia seu receituário de estratégias. Ou que questione seus gurus.
Em tempo: não foi a prefeita Luizianne Lins quem mencionou o senador Tasso Jereissati como interessado em tirar proveito político do caos (ou, melhor digitando, caso) do réveillon. Foi o próprio Fábio Campos. Em coluna anterior, Fábio escreveu que Luizianne citara “um certo senador” num rosário de reclamações contra opositores. Fábio, por exclusão e numa avaliação correta, tirou da reta Inácio Arruda (PCdoB) e Patrícia Saboya (PSB). Sobrou Tasso. Ele seria o “certo senador”, segundo Fábio - e eu concordo com ele.
Uma resposta for "Sobre políticos e réveillons"
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Ai eu pergunto: e os vereadores que eram da base do prefeito Juraci Magalhães e seus defensores ardorosos como Walter Cavalcante, Didi Mangueira, Elson Damasceno dentre outros, que hoje são da base da prefeita também tem déficit de credibilidade ou esse termo é só para os da oposição?
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