31 Jan
Nos anos 80, houve uma avalanche de porcarias na música brasileira, internacional, interplanetária, sei lá, de tudo quanto é canto.
Mas houve também uma contrapartida de extrema qualidade. Uma delas atendia pelo nome de Boca Livre - com Zé Renato, Maurício Maestro, David Tygel e Cláudio Nucci. Os caras mergulharam com fôlego nas profundezas da música brasileira, pesquisaram, inseriram influências de mestres em suas performances vocais de quase-meninos. Destroçaram, podemos dizer. Escutando-os hoje, com atenção, a gente escuta também ecos de Zé Keti, Cartola, de toadeiros das estradas mineiras, de forrozeiros nordestinos, tudo isso misturado com interferências roqueiras, blueseiras, do pop, do jazz. Era coisa bonita de se ouvir. Lançaram 10 discos, um melhor do que o outro. Tenho três, em vinil - grana de garoto dos anos 70 e 80 era mesmo curta, né?, ainda mais tendo que ser distribuída entre Led Zeppelin, Uriah Heep, Jethro Tull, Deep Purple, Queen, Made in Brazil, Peso, Bob Dylan e uma infinidade de nomes.
Pois bem: Cláudio Nucci - o cara que tinha visual de Jesus Cristo, mas deve ter pago um bocado de pecados casando com a Nana Caymmi - estará em Fortaleza sábado que vem. Virá para o BNB Clube da Santos Dumont. Anuncia-se que trará no repertório canções novas e antigas. Enfim, nestes dias de forró eletrônico, Chimbinha e Joelma, axé porqueira e djs, nada melhor do que essa ressurreição de um nome de 30 anos atrás para salvar os ouvidos de quem ainda acredita em música.
Outro dia desses, eu o vi no Sr. Brasil, programa do Rolando Boldrin na TV Cultura. A qualidade se mantém. Amém.
31 Jan
Saiu no blog do Mino Carta (some tudo: blog sem papas na língua, um tanto arrogante e, ao meu parecer, extremamente honesto):
“A presença tucana
Uma nuvem carregada estaciona sobre a minha cabeça. Nada a ver com saúde, esclareço. Saúde física. Ou melhor, nada a ver com a possibilidade de encerrar minha longa temporada tenística ou etílica (basicamente, vinho, com levíssimos toques de grappa ou de cachaça). A rigor, uma ameaça existe ao meu bom humor, à minha estabilidade emocional, ao meu equilíbrio psíquico. Abala-me, cada vez mais, a exagerada presença tucana aonde quer que gire meus olhos. Sublinho que nunca fui petista, embora minha amizade com Lula esteja para completar 30 anos. Acho que Lula é o melhor presidente que poderíamos ter, mas discordo de muitas políticas e ações do seu governo, e as critico sem meias palavras. Lamento, inclusive, que o PT, ou, se quiserem, alguns petistas tenham cometido desmandos gravíssimos, e que o partido não tenha cumprido os propósitos da sua origem. Agora, o tucano bate todos os recordes de hipocrisia. Já o enxerguei como perfeito herdeiro da UDN velha de guerra. Havia, porém, em muitos udenistas, por mais reacionários (e põe reacionários), um traço de ingenuidade, de inocência primeva (antes de Cristo, por aí, ou neandertaliana), além de uma resistência oitocentista à corrupção. Falei de muitos, não de todos. Já no caso dos políticos tucanos, e dos seus sabujos espalhados na mídia, conto nos dedos da direita aqueles que me inspiram compaixão, ou, até, um laivo de simpatia. Os demais estão aí, implacáveis, e se alastram como marias-sem-vergonha. Eles conhecem de cor o endereço do Bem e do Mal. Tudo sabem e sempre falam de cátedra. A depender das situações, mantêm diálogo direto com Deus e com o Diabo. Opiniões contrárias simplesmente não admitem, erguem o sobrolho diante de tamanha ousadia. Em geral são tediosos, supõem-se, porém encantadores, brilhantes, fascinantes. Sedutores. Não agüento tucanos, com raras e honrosas exceções, desde que troquemos idéias sobre o futebol ou a meteorologia. Onde há tucanos, eu não fico, tiro imediatamente o time de campo”.
31 Jan
Li no G1 que o filme “Turistas” vai estrear no Brasil por estes dias. E que tem sido um fracasso de público nos EUA. Estaria com um déficit de US$ 3 milhões: investiram US$ 10 milhões e lucraram US$ 7 milhões.
A história todo mundo mais ou menos informado sabe: um grupo de rapazes e moças vêm dos Estados Unidos se divertir no Brasil, em férias, e passa por péssimos bocados. Enfrentam assassinos, estupradores e traficantes de órgãos humanos. Se fodem, podemos, técnica e modestamente, resumir. Vou logo avisando: não vou assistir. Detesto cinema, aquela escuridão, aquela zoada hi-tech, a pipoca, a fila, o lanterninha e a mãe do lanterninha. E a educação do público. Bom era no tempo da molecagem do Cine Diogo.
Mas, pensando bem e voltando ao filme, o que os personagens de “Turistas” sofrem é fichinha perto do que turistas de verdade (parênteses para pôr aspas nesse de verdade) fazem aqui no Ceará com meninas de 10, 12 anos de idade. Tô errado?
A propósito um dos atores brasileiros do filme está na novela da Globo “Páginas da Vida”. O nome do cara é Miguel Lunardi, que faz um paciente com aids tratado pela personagem da Latícia Sabatella (que, por sinal, é a maior mentira: onde já se viu uma freira gata? Ou uma enfermeira gata? Ou, pior ainda, uma freira-enfermeira-gatíssima?).
30 Jan
O Carnaval tá chegando. Já vem dobrando a esquina, dá até para perceber.
Você vai subir a serra? Vai a Guaramiranga acompanhar mais uma edição de uma das melhores sacadas culturais do Ceará nos últimos 507 anos, o Festival Jazz & Blues?
Se for, fique ligado nesse cara aí da foto. O nome dele é Robson Fernandes. Paulistão da gema, gaitista de primeiríssima linha, Robson é o sujeito com espírito blueseiro mais à flor da pele que eu conheço.
Ele tem influências fortíssimas de jazz, rock’n'roll e bossa nova. Sabe tudo disso, escuta muito, mas e daí? O que pesa mesmo é o bom blues velho de guerra.
Anote e confira: show do Robson é energia pura. Quem foi ao Fórum Harmônicas Brasil 2006 pode confirmar.
26 Jan
Sabe aquela punição que padres que falam demais recebem da Santa Sé, o tal do “silêncio obsequioso”? Pois é: as casas legislativas bem que poderiam estabelecer uma regra assim para quem propõe besteira.
Um cara que virou deputado por uns diazinhas e já vai virar ex-deputado - mas embolsou salário de um mês todinho -, Jefferson Viana (PSB), seria o primeiro da fila.
Essa história de mudar a capital do Ceará para Boa Viagem é de tirar do sério. Bem feito não ter sido eleito.
26 Jan
De alguém que assina “Sniff Sniff” (espero, em Deus, que seja mulher; homem choroso assim, perdoem-me a incorreção política, só pode ser meio esquisitão), recebi o seguinte comentário no post “Fiquei com inveja, não nego”:
“Caro Roberto, viajar pelo Nordeste sempre nos põe na boca este gosto amargo. Você reparou, pra dar um exemplo bem singelo porém significativo, na quantidade e qualidade das bancas de revistas e livrarias de Natal?
E Pernambuco é melhor nem comentar…”
Em Natal, não reparei em bancas de revista. Em João Pessoa, entrei em duas para comprar cigarros. Realmente, lembrando agora, fiquei com boa impressão. Ótima, melhor dizendo.
Quanto a Pernambuco, onde estive em Recife e Porto de Galinhas no ano passado, deixa pra lá. Não merece comentários. É que Recife está a léguas de distância da qualidade de Fortaleza, além de ser fedorenta e insegura pra caramba. E Porto de Galinhas é uma arapuca para turistas incautos.
25 Jan
De no G1:“O relato sobre a passagem do ex-deputado José Dirceu, de 60 anos, pelo Palácio do Planalto, que era escrito em parceria com o jornalista Fernando Morais, de 60, não chegará às livrarias.
O autor informou ao jornal ‘Folha de S.Paulo’ que os originais, com aproximadamente 300 páginas e já em fase de edição, contidos em seu computador, foram furtados de sua casa de praia no Guarujá, a 87 km de São Paulo, e que, por esse motivo, o projeto ‘acabou’.
O incidente só veio à tona agora, meses após a ação dos criminosos, cuja data nem a polícia nem Morais souberam precisar. ‘Deve ter sido em fevereiro ou março do ano passado’, contou o escritor”.
25 Jan
Essa frase aí é da governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB). Saiu na página 2 no Diário do Nordeste, edição de terça-feira passada, 23: “Morri de inveja do metrô de Fortaleza, já que queríamos que o nosso metrô fosse até a grande Porto Alegre. E essa obra não foi contemplada”.
Ou seja, pra reclamar do pacotão de crescimento do presidente Lula, estão achando comparações até com o que não existe.
25 Jan
Estive em Natal e João Pessoa na semana passada. Senti-me, cearense bairrista que sou, meio rebaixado. Meio, não: muito. A estrutura turística que tem por lá, a limpeza das cidades, os preços razoáveis, tudo isso me fez perceber que o Ceará precisa caminhar muito em políticas públicas para conseguir chegar a um nível próximo deles. Sério. Rio Grande do Norte e Paraíba são estados mais pobres e menores, mas me parece que o setor de lá leva a coisa mais a sério do que o daqui - e isso inclui gestores públicos e privados, barraqueiros e donos de hotéis, bugueiros e empresários de transportes, do “a” ao “z”.
Outro segredo, que não é segredo pôrra nenhuma, é o aproveitamento adequado do que tem de bom. Por exemplo: em Cabedelo, na Paraíba, eles têm na beira do rio um pôr-do-sol que não é muito diferente do da Barra do Ceará. Bonito, como você pode supor. Pois inventaram de no fim da tarde tocar o Bolero de Ravel. E passam uns barquinhos com uns caras com saxofone, outros com violino, saudando o ocaso (esse da foto é o Jurandyr do Sax, cabra feio de dar dó). Os bares à margem desligam o som, as pessoas ficam emocionadas - turista é bicho besta mesmo! -, o sol despenca num espectáculo lindo, os garçons vendem cerveja às torrentes, ganham gorjetas boas, os donos do bares fazem bons negócios sem arrancar o couro de ninguém e a coisa flui generosa e próspera para todos.
Aliás, urbanizaram a margem do rio Paraíba onde tocam o Bolero. Antes era um muriçocal dos seiscentos diabos. E ainda puseram umas lojinhas transadinhas, que parecem aquelas de Pipa e de Canoa Quebrada. Ficou legalzinho que só.
Não vou nem dizer que por aqui abandonaram o marco zero da cidade, a dita Barra do Ceará, o estuário do rio Cocó, o Morro de Santa Teresinha, a Praia de Iracema, o farol do Mucuripe. Quem quiser que complete a lista.
Aqui, que merda, mais vale o ôba-ôba dos secretários de turismo, que preferem promover viagem boca-livre de jornalistas a outros países do que trabalhar pra valer.
23 Jan
Estive fora por estes dias. Daí nunca mais postei. Volto hoje para falar do pacotão de crescimento (será o tal do “espetáculo” prometido no primeiro governo?) do Lula.
Avaliação bem rapidinha: empreiteiros e banqueiros vão ganhar que não é brincadeira…
12 Jan
Deixa eu contar a história da minha Caloi. Pode demorar um pouquinho, vá lá, mas vale a pena vocês lerem para lembrar como tem gente escrota no mundo. Ou como o mundo é escroto.
Minha Caloi não era minha. Era do meu irmão mais novo, o Ronaldo. Ele a ganhou do meu pai, quando fez 16 anos. Ou seja: como o Ronaldo meu irmão vai fazer 36 anos no mês que vem, a bicicleta é - ou era, você verá mais embaixo o porquê - membro da família Maciel há - ou havia, para que a concordância fique legal e de acordo com a segunda opção, a que você verá mais embaixo o porquê - 20 anos.
Mas a Caloi virou minha. Dez marchas, pneus bacanas, guidon idem, varão (ai!) fantástico, pintura genial e outros quetais, estava jogada lá no apartamento do meu pai depois que o Ronaldo casou. Como não se abandona um patrimônio daqueles e como a minha barriga precisava levar uns trancos, pra deixar de ser besta, resolvi resgatá-la.
Parecia com essa aí do lado, mas resolvi pintá-la de preto porque, confesso, meu sonho de menino era ter um cavalo igualzinho ao do Zorro, que atendia pela alcunha de Tornado - não o Zorro, que, perdoem-me a indiscrição, é o dom Diego de La Vega, mas o cavalo.
Mas voltando às duas rodas: a minha Caloi, que ficou minha, perdeu a luta contra a cerveja. Se bem que a pedalei por longos anos, de casa para a Beira-Mar, de casa para o Parque do Cocó, de casa para outros cantos. Esses longos anos foram uns quatro ou cinco, nem lembro mais, ingrato que sou.
Aí, a minha Caloi deixou de ser minha. O Pedro, meu filho, aos 12 anos, achou por bem convocá-la para a terceira geração dos Maciéis. E assim o fez, não se antes me intimar a gastar uma grana braba com pintura, freio, pneus e trava. Gastei e não me arrependo. E a minha Caloi, remoçada e bonitona, que virou a Caloi do Pedro, foi pedalar em outras paragens - o chato Aquaville, por exemplo.
Mas, como sói acontecer nos conformes da natureza, o Pedro percebeu que há coisas melhores para ficar em cima do que bicicletas. E, pai agradecido a Deus que sou, informo que ele descobriu que existem mulheres na vida e da vida. E perdeu a graça pela bicicleta - que bom, eu digo.
E, nessa nova fase, a Caloi que era do Ronaldo meu irmão, virou minha e ficou sendo do Pedro, viu-se novamente rebolada num cantinho escuro da garagem do meu prédio. Ficou lá, caladinha, estática, ao lado da bicicleta da Marina, minha filha, que está descobrindo que há coisas mais interessantes para (ela) segurar do que o guidon. A mão do namorado, por exemplo (e não aceito comentários ne gracinhas sobre isso, vou logo avisando!!!).
Após muito meditar, cheguei ao óbvio: mesmo velhusca, ela ainda poderia servir a alguém. Estava, como vocês sabem, enxuta. E, afinal, como poderia ter dito Sérgio Reis, bicicleta velha é que faz corrida boa.
Decidi, então, transferir a guarda da Caloi ao Ronaldo, que não é meu irmão, mas me ajuda muito em dificílimas tarefas do dia-a-dia, tipo ir a bancos. Foi nesse Natal passado.
Pois aí vem a parte escrota: o Ronaldo meu irmão, que é meio moreno, mas é moreno claro - puxou ao papai -, passou anos pedalando naquela bicicleta.
Eu, que sou branquelo, mas branquelo mesmo - puxei a mamãe, não caio em armadilha -, passei outro tanto pra lá e pra cá com aquelas duas rodas.
O Pedro, que é branquelo como eu, também a usou exaustivamente até enjoar.
E, por fim, o Ronaldo, que é negro, com uma semana que ganhou a Caloi, foi parado por três policiais militares que eu reputo como moleques. Fustigaram o rapaz e queriam que ele mostrasse a nota fiscal daquela bicicleta que já tem 20 anos, por aí. Para liberar foi um tal de “considera aí” pra lá e de “quebra o galho” pra cá que nem te conto.
Ora, pôrra! Nota fiscal é a puta que pariu, digo agora - mas só agora, porque dizer isso para três meganhas arbitrários, despreparados, imbecis e que ignoram sua própria condição racial, pois aposto que são miscigenados como eu, tu, ele, é atestado de burrice.
11 Jan
Andei sumido. Não vou mentir: foi preguiça pura.
E só voltei por um motivo. Vim reclamar desse mundo véio de meu Deus cada vez mais derribado.
Não bastando a negrada prender o padre Cheregato, aquele santo!, inventaram agora de enjaular um casalzinho bom que não é brincadeira: Sônia e Esteban Hernadez. Isso logo depois de meterem no xilindró o rapaz que vendia audiências com Papa - veja só: a boa intenção era tão grande, a vontade de aproximar as pessoas do Benedito depois do 15 era tão intensa, que ele dizia que era padre só para facilitar as coisas.
Não sei, não sei. Do jeito que as coisas vão, é sinal de que o Apocalipse vem aí.
5 Jan
Uma chuvinha boba e fina, mas causadora de um calorão imenso, foi hoje de manhã o pano de fundo da posse do professor Auto Filho na Secretaria da Cultura do Ceará.
Cá pra nós, raras vezes vi uma fauna tão diversa num evento público dessa natureza. Do deputado federal ao (desculpem o arcaísmo) bicho-grilo. Do ministro do TCU ao simulacro de ator. Do ex-delegado da Polícia Federal a uma fraude chamada Sousousareta.
Mas foi legal. Tinha um clima de confraternização. Gente se abraçando, desejando feliz 2007, falando mal dos outros, soltando piadinhas infames, puxando saco, fazendo caras e bocas, se espremendo dentro de paletós e lutando contra o suor que escorria farto - aos borbotões, eu diria. Foi divertido.
Acho que ninguém entre os secretários até agora empossados pelo governo Cid Gomes fez o que o Auto fez. Ele atraiu uma legião de gente que se adora e se odeia para a mesma solenidade. Não só isso. Atraiu uma legião que o adora e o odeia.
Em se tratando de diversidade, foi 10 a zero.
Um dado importante: muita, muita gente está fazendo fé na gestão do Auto Filho. Pude perceber expectativas sinceras. Também pude notar as falsas, do pessoal que diz que acha que tudo vai ser bacana, mas reserva uma ponta para achar também que tudo vai dar errado - mas pra essas é recomendável dar um desconto.
No entanto, é relevante observar que há muita gente puta da vida pelo fato de Auto ser o novo secretário. Gente que se rói de preocupação, porque sabe que não poderá mamar nas tetas antes generosas da Secult. Está escrito por aí. Nem precisa de muita atenção pra sacar.
Mais uma vez: vamos ver, vamos ver…
2 Jan
Recém-tornado secretário do Turismo do Ceará, o ex-secretário geral do PSDB Bismarck Maia tem uma tarefa hercúlea pela frente: desbaratar os escaninhos da pasta, desfazer os nós deixados pela gestão finada e, sobretudo, afastar-se de compromissos eventualmente firmados nos últimos anos - alguns dos quais sem o menor interesse do povo do Ceará.
Será uma trabalhalheira daquelas, como se pode ver.
2 Jan
No discurso de posse, ontem, Lula disse que vai investir em educação. E muito. Prometeu, inclusive, informatizar todas as escolas públicas do País até o fim do mandato.
Cid Gomes também se comprometeu a valorizar o ensino, fazendo referência em seu discurso a reajustar sempre acima da inflação os salários dos professores.
Vamos ver, vamos ver…
2 Jan
Se você gosta de Bob Dylan - que é o tipo do cara que a gente gosta ou odeia, sem meios termos -, taí uma oportunidade boa para começar 2007: o site http://360grauss.blogspot.com/ está disponibilizando uma montanha de discos do dito cujo. Alguns raríssimos, como Nashville Skyline (capa ao lado), no qual ele canta uma música com o hoje finado Johnny Cash. Eu tenho o LP.
Bob Dylan é fanho, fraquinho de violão e péssimo de gaita. Mas é bom demais.