Meus caros, vocês sabem que sou doido por gaita.

Pois bem: eu, o Diogo Farias e o Luiz Carlos de Carvalho vamos produzir nos dias 24, 25 e 26 do corrente (gostaram?), lá no Dragão, a segunda edição do Fórum Harmônicas - que no ano passado era “do Ceará” e agora é “Brasil”.

Traremos o Jeovah Lucena, de Recife (cabra bom, mas tão bom, que é ele quem cuida das gaitas do Maurício Heinhorn); o Robson Fernandes, de São Paulo (que gravou o primeiro disco de blues instrumental do País); o Júlio Rêgo, de Aracaju (o sujeito que fez as gaitas de um disco chamado “Grão”, da banda Maria Scombona, também de Sergipe, um dos melhores que já ouvi na vida); o Pablo Fagundes, de Brasília (não bastasse ser um gaitista e flautista de primeira, é também engenheiro florestal e, como tal, fez projeto para o uso de madeiras brasileiras na produção de gaitas); o Johnny Rover, dos EUA (Johnny nasceu no Brasil, mas molecote foi para a Califórnia, terra do pai dele, e lá conheceu uma lenda do blues, o finado William Clarke, de quem foi o último aluno); e o Gabriel Grossi, de Brasília (que tem deixado de queixo caído gente como Hermeto Paschoal, Zélia Duncan, Marco Pereira e a mundiça do Clube do Choro).

É pouco? É não. Esses caras vão tocar com o que há de melhor entre os músicos cearenses. E vão ensinar como se toca. E vão ensinar como se conserta. E vão ensinar macetes. E vão ensinar como um músico de outros instrumentos pode interagir legal com gaitistas.

Tem mais uma coisa: teremos 20 crianças e adolescentes da Associação Estação da Luz e mais 20 da Tapera das Artes em contato direto com essas feras, na faixa, participando dos workshops.

É, meus caros, vocês sabem que sou doido por gaita.